Relembrando para enfrentar a homofobia: Organização Pan-Americana da Saúde condena tratamentos para ‘curar’ homossexualidade

sábado, 14 de julho de 2012

O texto abaixo resume a declaração da Organização Pan-Americana da Saúde, no Dia Internacional da Homofobia (17/05/12), em condenação aos supostos tratamentos de "cura" da homossexualidade. Contém links para a declaração integral em inglês (nem requer cura) e o posicionamento técnico da entidade (PDF em espanhol ao fim da postagem), com recomendações sobre como lidar com profissionais que antiteticamente insistem em curar uma doença que não existe.

OPAS/OMS condena tratamentos para ‘curar’ homossexualidade


Serviços que se propõem a “curar” homossexuais carecem de justificativa médica e representam uma grave ameaça à saúde e ao bem-estar das pessoas afetadas, afirma a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) em comunicado divulgado hoje (17/05), Dia Internacional contra a Homofobia.

“A homossexualidade não é um transtorno nem requer cura. Em consequência, não existe indicação médica para a mudança de orientação sexual”, observou a Diretora da OPAS/OMS, Mirta Roses Periago.

O comunicado destaca que há consenso profissional de que homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana e não pode ser considerado como condição patológica. Contudo, vários órgãos das Nações Unidas constataram a existência de “clínicas” e “terapeutas” que promovem tratamentos que pretendem mudar a orientação sexual de não heterossexuais. Não há estudos científicos que demonstrem eficiência de esforços nesse sentido.

Entretanto, há muitos testemunhos sobre graves danos à saúde mental e física que tais serviços podem causar. A repressão da orientação sexual vem sendo associada a sentimentos de culpa, vergonha, depressão, ansiedade e até mesmo suicídio. Como agravante, há um crescente número de relatos de tratamentos degradantes e de violência física e sexual como parte da “terapia”, geralmente oferecida ilegalmente.

O documento faz um apelo para que governos, instituições acadêmicas, associações profissionais e imprensa exponham essas práticas e promovam o respeito à diversidade. “As práticas devem ser denunciadas e sujeitas a sanções dentro da legislação nacional”, observou Roses.

Para enfrentar socialmente este problema, a OPAS/OMS apresenta uma série de recomendações que podem ser acessadas no posicionamento técnico.

1 comentários:

  1. Precisamos de todo o apoio mesmo. Os evanjegues nos odeiam e querem acabar com a gente.

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