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Conselho Federal de Psicologia vai recorrer da decisão liminar de juiz brasiliense que possibilita "cura gay"

segunda-feira, 18 de setembro de 2017 0 comentários



Resolução CFP 01/99 é mantida em decisão judicial
Justiça Federal do DF preserva a íntegra do texto normativo, mas se equivoca ao definir como o Conselho Federal de Psicologia deve interpretar a resolução

A Justiça Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal acatou parcialmente o pedido liminar numa ação popular contra a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que orienta os profissionais da área a atuar nas questões relativas à orientação sexual. A decisão liminar, proferida nesta sexta-feira (15/9), abre a perigosa possibilidade de uso de terapias de reversão sexual. A ação foi movida por um grupo de psicólogas (os) defensores dessa prática, que representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico.

Na audiência de justificativa prévia para análise do pedido de liminar, o Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação, apresentando evidências jurídicas, científicas e técnicas que refutavam o pedido liminar. Os representantes do CFP destacaram que a homossexualidade não é considerada patologia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) – entendimento reconhecimento internacionalmente. Também alertaram que as terapias de reversão sexual não têm resolutividade, como apontam estudos feitos pelas comunidades científicas nacional e internacional, além de provocarem sequelas e agravos ao sofrimento psíquico.

O CFP lembrou, ainda, os impactos positivos que a Resolução 01/99 produz no enfrentamento aos preconceitos e na proteção dos direitos da população LGBT no contexto social brasileiro, que apresenta altos índices de violência e mortes por LGBTfobia. Demonstrou, também, que não há qualquer cerceamento da liberdade profissional e de pesquisas na área de sexualidade decorrentes dos pressupostos da resolução.

A decisão liminar do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho mantém a integralidade do texto da Resolução 01/99, mas determina que o CFP a interprete de modo a não proibir que psicólogas (os) façam atendimento buscando reorientação sexual. Ressalta, ainda, o caráter reservado do atendimento e veda a propaganda e a publicidade.

Interpretação – O que está em jogo é o enfraquecimento da Resolução 01/99 pela disputa de sua interpretação, já que até agora outras tentativas de sustar a norma, inclusive por meio de lei federal, não obtiveram sucesso. O Judiciário se equivoca, neste caso, ao desconsiderar a diretriz ética que embasa a resolução, que é reconhecer como legítimas as orientações sexuais não heteronormativas, sem as criminalizar ou patologizar. A decisão do juiz, valendo-se dos manuais psiquiátricos, reintroduz a perspectiva patologizante, ferindo o cerne da Resolução 01/99.

O Conselho Federal de Psicologia informa que o processo está em sua fase inicial e afirma que vai recorrer da decisão liminar, bem como lutará em todas as instâncias possíveis para a manutenção da Resolução 01/99, motivo de orgulho de defensoras e defensores dos direitos humanos no Brasil.

Lésbicas relatam preconceito em atendimento ginecológico

quinta-feira, 24 de agosto de 2017 0 comentários

Para saber mais sobre saúde lésbica

Então você é virgem?": lésbicas relatam preconceito no atendimento médico
Era a primeira vez que eu ia naquele ginecologista e logo que entrei na sala, ele começou a fazer as perguntas de praxe: idade da primeira relação sexual, da primeira menstruação, quando havia sido a última... Até que perguntou se eu tinha namorado. Como imaginei que era importante, respondi: 'Não, tenho namorada'. Ele parou, levantou a cabeça, estirou o braço em direção à porta e disse: 'Então sai do meu consultório'".
Quem passou por isso foi a jornalista Camila Souza, 28, há três anos. Ela ficou sem reação ao ouvir as palavras do médico, que acabou decidindo deixar que ela ficasse e continuou a consulta. 
Daí para frente, foi um festival de todos os preconceitos contra lésbicas que você pode imaginar. Ele perguntou se eu já tinha tido relação heterossexual. Como achei que fosse uma informação relevante para a consulta, respondi que sim. A resposta dele foi: 'Poxa, mas foi tão ruim assim?'", lembra.
Até hoje me sinto muito culpada por não ter reagido à altura. Cheguei a fazer uma denúncia administrativa desse médico para a Defensoria Pública do Estado, mas confesso que não fui atrás de ver no que deu", lamenta.
Histórias como a de Camila são comuns entre mulheres lésbicas e bissexuais, que contam encontrar no consultório com frequência preconceito e desinformação.

"Lésbica? Não parece!"
Todas as vezes em que fui a uma consulta, sempre fui tratada como se fosse hétero. E quando falo que sou lésbica, as médicas ficam muito surpresas, pois aí entra a questão da minha aparência não ser o que elas esperam de uma 'sapatão'", diz a publicitária Lorena Costa, 28, que passou por quatro profissionais nos últimos seis anos, em busca de um atendimento mais acolhedor -- que ainda não encontrou.
Outra faceta desse preconceito está na fetichização do sexo entre mulheres. 
Quando você fala que é lésbica, o médico homem muda a forma como te olha e trata", diz a empresária Renata Coor, 39
Alguns médicos deram risada na minha cara, outros ficaram roxos de vergonha, como se fosse um absurdo. Já ouvi comentários preconceituosos como 'Tem certeza?' ou 'Lésbica? Não parece!', e recebi até olhares provocativos de um médico homem que me fez sentir assediada e com muito medo", conta a doula e ativista lésbica Gabriela Torrezani, 25.
Situações do tipo fazem com que as mulheres não fiquem confortáveis para falar de todas as questões de que precisam com os médicos. Além disso, presumir que elas são hétero pode levar a indicação errada de métodos anticoncepcionais. 
Muitas pacientes relatam que, mesmo falando que são lésbicas, foram orientadas a tomar pílula", conta a médica da família Luiza Cadioli, do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde.
"Sexo entre mulheres não é sexo"
Eu estava lá, de perna aberta para o exame, quando a médica me perguntou se eu tinha relação sexual regularmente. Eu disse que sim, com minha namorada. Ela então me falou para descer da maca porque não podia me examinar, já que eu era virgem", conta a professora Tamyris Rodrigues, 29.
A visão de que o sexo entre mulheres não é sexo, e sim preliminares, é outra questão que atrapalha as consultas ginecológicas das lésbicas, com o pressuposto de que não há necessidade de lidar com doenças sexualmente transmissíveis. Mas não é bem assim.

Deixar de pedir exames pode significar o não diagnóstico de uma doença em estágio inicial.
Apesar de existir menor incidência de algumas doenças entre lésbicas, toda mulher tem chance de desenvolver câncer de colo de útero, por exemplo. Ficar sem fazer o papanicolau pode favorecer o desenvolvimento do câncer, pois aumentam as chances de não encontrar as alterações no início", explica Luiza Cadioli.
O médico deve perguntar, não pressupor

Segundo Guilherme Almeida, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e coordenador técnico do curso Política de Saúde LGBT da UNA-SUS, apesar de existirem poucos estudos sobre o tema, há um consenso de que há um problema:
Há falha no acolhimento das mulheres lésbicas e bis. Mas é preciso mudar isso, pois tem implicações que vão além das doenças. Sexualidade é uma dimensão importante do bem-estar dos indivíduos".
Basicamente, o atendimento deve ser feito de modo a respeitar a diferença, mas sem preconceito. 
A abordagem do profissional deve ter escuta, acolher, perguntar e não pressupor", explica Guilherme Almeida. Caso haja constrangimento, a mulher deve "educar" o médico. "É difícil, mas ela deve deixar claro que conhece seus direitos e reivindicar isso, dizer que não é virgem, e que quer fazer o papanicolau", diz Luiza.
Além das orientações sobre prevenção de doenças e pedidos de exames, os profissionais também devem estar preparados para aconselhar mulheres lésbicas em relação a práticas sexuais. Outro ponto importante: caso nunca tenha havido penetração, a coleta do papanicolau pode ser feita com equipamento específico, que não rompe o hímen.

Lésbicas podem pegar DST, inclusive a Aids

Lésbicas também podem pegar DSTs por meio do contato entre genitais, do sexo oral, do uso de acessórios sexuais, bem como na penetração com mãos, próteses, vibradores e outros brinquedos eróticos.
Apesar da menor incidência, há relatos de infecção por HIV pelo compartilhamento de acessórios. Outras DSTs, como hepatite, podem ser transmitidas", diz Guilherme Almeida.
É importante lembrar que a minoria usa algum método para se prevenir de doenças, achando que é desnecessário", ressalta Desireé Encinas, ginecologista da clínica Casita.
A médica ressalta algumas estratégias que podem ser usadas:
1.Preservativo masculino em acessórios eróticos de penetração, que deve ser trocado sempre que for compartilhar;
2.Usar camisinhas ou luvas em dedos, principalmente se houver lesão na pele;
3.Usar filme plástico ou camisinha feminina para o sexo oral e o contato entre as vulvas.
Ver mais formas de prevenção clicando aqui

Fonte: UOL, por Helena Bertho, 23/08/2017

Discriminação sofrida quando saiu do armário, levou Ellen DeGeneres à depressão profunda

segunda-feira, 14 de agosto de 2017 0 comentários

A apresentadora Ellen DeGeneres diz ter entrado em depressão pelo bullying que sofreu em Hollywood quando revelou ser lésbica. Foto: Reuters / Jonathan Ernst

Ellen DeGeneres diz ter entrado em depressão pelo bullying que sofreu em Hollywood
A apresentadora revelou ser lésbica em 1997 e sofreu com as reações do público e de colegas de profissão

A apresentadora Ellen DeGeneres revelou que passou por depressão profunda por conta do bullying que sofreu após revelar ser lésbica, em 1997. “Todo o bullying que sofri [em Hollywood] quando revelei ser lésbica compensou a falta dele na minha infância”, disse Ellen à revista norte-americana Good Housekeeping. O depoimento foi reproduzido pela revista People, que teve acesso a trechos da entrevista que serão publicados na edição de setembro da Good Housekeeping.
Eu me mudei de Los Angeles, entrei em uma depressão profunda e tive que visitar terapeutas e tomar antidepressivos pela primeira vez na minha vida”, revelou a apresentadora.
Todo o processo de Ellen para se revelar lésbica foi alvo de intensa cobertura da imprensa na época. A apresentadora concedeu entrevistas à revista Time e a programas como o comandado pela apresentadora Oprah Winfrey. Outro passo que causou comoção foi o episódio The Puppy Episode, da série Ellen, que foi ao ar em abril de 1997. Nele, a personagem principal Ellen Morgan (interpretado por DeGeneres) também revelou ser gay. Apesar de aproximadamente 44 milhões de pessoas terem assistido ao episódio, quase três vezes a audiência normal, a série foi cancelada um ano depois.
Foi um momento assustador e solitário”, disse Ellen sobre o cancelamento da série. “Eu trabalhei incessantemente por 30 anos e, em um piscar de olhos, eu não tinha mais nada. Eu fiquei brava porque senti que foi uma injustiça comigo, eu era a mesma pessoa de antes de revelar que era lésbica”, desabafou.
Eventualmente eu comecei a melhorar: fiz meditação, me exercitei e comecei a escrever novamente. Hoje eu não acredito como saí daquele buraco e onde cheguei”, disse a apresentadora sobre o bem-sucedido The Ellen DeGeneres Show e sobre ter apresentado a premiação do Oscar em 2014. “Atualmente eu não ligo para o que as pessoas falam de mim. Meu lema é: ‘você pode estar comigo ou não’”, finalizou.
Fonte: Estadão, 10/08/2017

Mais casamentos LGBT, menos tentativas de suicídio entre jovens

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 0 comentários

Nos EUA, a redução das tentativas de suicídio foi de 14% entre gays, lésbicas e bissexuais

Legalização do casamento gay fez cair tentativas de suicídio entre jovens

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, da Universidade de Harvard e do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, constataram queda nas tentativas de suicídio entre estudantes do ensino médio após a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, no país. A taxa de redução foi de 7% em geral e de 14% entre gays, lésbicas e bissexuais.

Publicada na revista científica “Jama Pediatrics”, a pesquisa analisou dados coletados pelo CDC (Centro para Controle e Prevenção de Doenças) como parte de seu Sistema de Vigilância do Comportamento de Risco de Jovens --uma pesquisa realizada a cada dois anos.

"Espero que os legisladores e a sociedade considerem as implicações potenciais para a saúde de leis e políticas que afetam os direitos LGBT", afirmou a co-autora do estudo Julia Raifman, da Universidade Johns Hopkins, para o jornal “The Guardian”.

Em 2004, Massachusetts tornou-se o primeiro Estado dos Estados Unidos a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Outros 36 Estados seguiram essa orientação antes que a política se transformasse em lei federal, em junho de 2015.

De acordo com o CDC, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre os 15 e os 24 anos, com taxas de suicídio muito maiores entre os que se identificam como minorias sexuais do que entre os heterossexuais.

O estudo analisou dados de mais de 760 mil estudantes, coletados entre 1999 e 2015, comparando as tentativas de suicídio ocorridas antes e depois da aprovação da lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo, levando em consideração os Estados que aderiram logo e os que levaram mais tempo para fazer isso.

As informações abrangeram 32 dos 35 Estados que haviam aprovado legislação até 1º de janeiro de 2015. A mudança na taxa de tentativas de suicídio foi comparada com a observada para os 15 Estados nos quais o casamento entre pessoas do mesmo sexo não era legalizado.

A análise revelou que, nos anos antes do casamento homossexual se tornar legal, a taxa de autorelato de uma ou mais tentativas de suicídio entre os estudantes do ensino médio, em todos os Estados, foi de 8,6% ao ano, atingindo 28,5% entre aqueles que se identificaram como gays, lésbicas, bissexuais ou "não tenho certeza".

Fonte: UOL, 21/02/2017

Massagem tântrica para você e sua namorada aprimorarem a capacidade de amar

sexta-feira, 15 de julho de 2016 3 comentários

Massagem do Método Nishok para despertar a bioeletricidade corporal 

Míriam, em primeiro lugar, fale um pouco da sua formação como terapeuta corporal tântrica.

Miriam Julie
Miriam Julie (MJ) - Há 5 anos eu estava buscando alguma terapia que pudesse me ajudar a superar uma série de bloqueios e traumas por experiências vividas. Os métodos já experimentados, com terapia psicológica, não estavam tendo o resultado que esperava mesmo após longo tempo de tratamento, o que me levou a uma grande frustração.

Cheguei a frequentar um grupo de mulheres que passaram por abuso sexual para ver se encontrava uma saída, no entanto, as terapias oferecidas eram limitadas. Eu tinha uma grande dificuldade em interagir com as pessoas de forma mais próxima. Tocar e ser tocada era muito complicado. A duração de tempo tolerável de um abraço para mim era no máximo 2 segundos.

Foi então que uma amiga me convidou para um workshop chamado CAMINHO DO AMOR, quando conheci o Centro Metamorfose e a massagem do Método Deva Nishok. Essa massagem, juntamente com a terapia tântrica, mostrou-se um instrumento poderoso de cura dos meus bloqueios, uma transformação de vários paradigmas.

O que me atraiu nessa terapia foi o fato de ser rápida e eficaz, com a vantagem de não se precisar passar por uma série de análises, como acontece em outras linhas terapêuticas (sem desmerecer nenhuma), pois trabalha justamente com o reequilíbrio energético e a sabedoria do corpo.

Percebi então que poderia também ajudar outras pessoas, como o grupo que frequentei de mulheres que passaram por abuso sexual, me profissionalizando na área. Assim decidi me formar como terapeuta tântrica, trabalhando com meu desenvolvimento interior antes de aprender as técnicas. Me formei há 3 anos pelo Centro Metamorfose e passei cerca de 2 anos e meio atendendo de forma voluntária nesse grupo e em outros, utilizando a terapêutica tântrica que envolve tanto meditações ativas como trabalhos de respiração e massagens.

As massagens que realiza visam a cura de enfermidades, o relaxamento do stress da vida, a superação de bloqueios sexuais ou simples conhecimento do corpo (ou um pouco de tudo isso)?

MJ -
A Massagem Deva Nishok é procurada por pessoas de todos os tipos, desde as que querem apenas um relaxamento físico até as que buscam autoconhecimento e a superação de bloqueios emocionais ou disfunções sexuais.

Muitas pessoas, homens e mulheres, procuram as massagens apenas como forma de sentir prazer e acabam tendo a grata surpresa de descobrir um recurso de desenvolvimento pessoal através desse método.

Um dos pontos mais significativos na massagem tântrica é que o corpo é visto como sagrado, divino, e trata-lo dessa forma faz uma grande diferença no sentido terapêutico. Deixo claro que, nas massagens, embora haja toque nos genitais, as manobras não são masturbatórias ou com intenção de meramente produzir um prazer superficial. Em nenhum momento se faz sexo com a terapeuta.

Qual é a proposta da Massagem do Método Nishok?

MJ - A proposta da Massagem do Método Nishok é despertar a bioeletricidade corporal e canaliza-la por meio de manobras e técnicas especificas. À medida que a energia mobilizada percorre todo o corpo, equilibrando os centros de energia (chakras), é possível ter a percepção do prazer e o despertar de novas sensações que promovem bem-estar e estado meditativo profundo, permitindo a expansão da supraconsciência.

Essa massagem desmancha os bloqueios psicológicos e emocionais registrados no corpo, permitindo o resgate e a ressignificação dos sentimentos e emoções.

A partir dessa mobilização energética, bioelétrica, que desencadeia respostas musculares do corpo todo, é possível muitas curas nos níveis físico, mental e emocional. Um diferencial desse método é que o orgasmo obtido não se dá através da psicogenia - aquele no qual precisamos usar a mente e suas fantasias.


O que é a massagem Sensitive?

MJ - Nessa massagem a Bioeletricidade é o principal componente. Ela se manifesta em todo o corpo físico e atua também sobre as emoções e no psiquismo. Ela dissolve ansiedades e tensões existentes que dificultam as informações sensoriais e motrizes responsáveis pelo prazer, pelo orgasmo, pelo relaxamento e pelo equilíbrio geral do corpo.

Ela é realizada com toques bem suaves com a ponta dos dedos por todo o corpo, possibilitando um profundo contato bioenergético, de natureza bioelétrica, que desenvolve e aprimora a percepção e a sensibilidade, preparando todos os grupos musculares do corpo para o prazer e o orgasmo.

O que é a massagem Êxtase?

MJ - Essa massagem é indicada para quem já recebeu a Sensitive e atua ligando a bioeletricidade com manobras especificas nos genitais que chamamos de Yoni ( portal da vida em sânscrito). Promove uma maior tonicidade dos músculos vaginais, que em geral são hipotônicos (ou seja, não possuem tônus para sustentar o nível de energia), e proporciona uma expansão sensorial do clitóris, permitindo a sustentação de níveis de prazer mais intensos.

O que é a massagem Yoni?

MJ - Na Yoni Massagem, o trabalho é focado e intensificado na vagina (Yoni). O foco é a cuidadosa massagem de todo o órgão genital feminino, incluindo a virilha, a vulva, os lábios internos e externos e o clitóris, permitindo o desfrute de diferentes formas de prazer, cumulativas e progressivas.

E essas manobras promovem uma alteração substancial na estrutura sensorial do clitóris que modifica significativamente as sensações ligadas ao prazer e ao orgasmo contínuo.

A mulher vai aos poucos se abrindo e se entregando com confiança, ultrapassando e eliminando medos, culpas e repressões e passando a experimentar orgasmos perenes e de vale (orgasmos que emendam um ao outro, sem queda do clímax), que são totalmente diferentes dos já conhecidos.

O que é a massagem G Spot?

MJ - A G spot corresponde ao nível 4 de desenvolvimento. A sequência de desenvolvimento para mulheres continua com um trabalho digital de estimulação e fortalecimento da musculatura intravaginal e da glândula de Grafemberg (Ponto G).

Essa massagem proporciona uma nova qualidade de prazer e orgasmo através de regiões sensoriais de grande potencial energético, mas em geral pouco exploradas. É muito comum que algumas mulheres cheguem a ejacular, esguichar, durante essa massagem.

A cliente é que escolhe o tipo de massagem a ser feita, depois de informada sobre as diferenças entre elas, ou existe uma sequência a ser seguida? Ou ainda, você como terapeuta, é que indica o que acha mais adequado para a pessoa?

MJ - Algumas clientes às vezes querem ir direto para a Êxtase que é uma mistura da Sensitive com a Yoni, mas sempre recomendo que comecem pela Sensitive que é o nível 1 do despertar da bioeletricidade. Melhor assim pois, se não estiverem com o corpo preparado para sustentar o nível de energia, podem não ter um resultado tão favorável quanto esperam. Como terapeuta, depois de uma anamnese inicial, marco os tipos de massagem para um desenvolvimento dentro da terapêutica tântrica para a pessoa.

As massagens podem ser feitas por casais de mulheres ou só individualmente?
MJ - 
Sim podem ser feitas de ambas as formas, inclusive também ministro Cursos de Massagem individual e em grupo, onde ensino as técnicas que utilizamos.

Onde você atende?

MJ - Atendo em todas as unidades do Centro Metamorfose em São Paulo. Em outras cidades, apenas com pré-agendamento.

Em domicílio, só em circunstâncias especiais, com pessoas que tem algum tipo de limitação física dificultando sua locomoção ou que são famosas e não querem se expor.

Como as pessoas podem contatá-la para marcar uma consulta/massagem?
Podem entrar em contato comigo por whats /cel: 96405-1934 ou e-mail :
gunadharametamorfose@gmail.com

Deixe uma mensagem para nossas leitoras e nossos leitores.

Convido-as para experimentar esse método de massagem maravilhoso que além de promover um bem-estar profundo e a sensação de empoderamento pessoal, proporciona um autoconhecimento fantástico que não tem preço.

Miriam Julie
Terapeuta Credenciada pelo Centro Metamorfose 

Terapeuta Tântrica formada pelo Centro Metamorfose, com Especialização em Disfunções Sexuais. Instrutora de Cursos Individuais e em Grupo de Massagem Tântrica e Condutora de Núcleos de Desenvolvimento de Massagem Tântrica.

Terapeuta Holística e Astróloga Humanista há 31 anos, é também Orientadora Sexual, e trabalhou como voluntária em Grupos de Ajuda à mulheres que sofreram abuso, utilizando o Método Deva Nishok, obtendo ótimos resultados.

Utiliza em seus atendimentos as Terapias Tântricas com o objetivo de refinar a sensibilidade, expandir e intensificar a sensação orgástica, gerando maior sustentação da bioenergia do corpo, energização dos chackras e equilíbrio da produção hormonal.

Habilitada em todas as modalidades do Método Deva Nishok: Sensitive Massagem, Êxtase Total Massagem, Yoni e G-Spot Massagem e Lingam e P-Spot Massagem. Atende homens e mulheres (heterossexuais e LGBT's).

Consultora da Rede de Informação UOO. Trabalhou como voluntária no CVV (Centro de Valorização da Vida).

Entre em contato : 

SP (011) 96405-1934 (Vivo / WhatsApp) 

Cartilha Prazer Sem Medo (saúde e sexualidade para lesbianas)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015 0 comentários

A cartilha Prazer Sem Medo - Informações para Mulheres que Transam com Mulheres teve 5 edições (1995, 1996, 2000, 2006 e 2008) publicadas pela Rede de Informação Um Outro Olhar e financiadas pelo PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Aborda a prevenção a doenças sexualmente transmissíveis e outros problemas de saúde específicos da condição lesbiana dentro de um contexto de saúde integral da mulher. Integrou o primeiro projeto brasileiro sobre saúde para mulheres que se relacionam com mulheres, de 1995, intitulado Mulheres & Mulheres: Prazer Sem Medo e foi  publicada posteriormente, de forma independente do projeto original, até 2008.

Duas de suas edições foram distribuídas durante as paradas do orgulho LGBT de São Paulo. A versão digitalizada abaixo é a última de 2008.

Míriam Martinho

São Paulo, 31/08/2015

Drag Queen apresenta novo programa de culinária vegetariana

quarta-feira, 10 de junho de 2015 0 comentários


Drag queen apresenta novo programa de culinária vegetariana recheado de humor

Diversão garantida.

por Fábio Chaves

Rita Von Hunty é o nome da drag queen criada pelo professor Guilherme Terreri, de 23 anos. A personagem é uma mistura de dona de casa certinha e pin-up assanhada com doses cavalares de humor. Na pele de Rita, Guilherme apresenta receitas e diz que nenhum bicho morto entra em sua cozinha.

O canal Tempero Drag (Youtube) tem apenas 3 vídeos publicados ainda e não está claro se será totalmente vegano, mas tudo indica que sim. As 2 receitas apresentadas são veganas e um terceiro vídeo mostra que Rita é avessa ao uso de leite de vaca. Com cenas externas e excelente apresentação, o programa Tempero Drag prende a atenção e é diversão garantida.

Abaixo, na primeira receita do canal, Rita ensina a preparar um “Cuscuz Liza Marrocos”, uma versão drag de cuscuz marroquino sem nada de origem animal.

Assista ao vídeo: 



Fonte: Vista-se, 31/05/2015

Suprema Corte dos EUA proíbe "cura gay" no país

quinta-feira, 7 de maio de 2015 0 comentários

Livre-se da terapia religiosa

Suprema Corte dos EUA mantém lei estadual que proíbe "cura gay"

Sem sequer julgar o caso e sem qualquer explicação, a Suprema Corte dos EUA jogou na ilegalidade a terapia de conversão de homossexuais em heterossexuais, que se destinava a mudar a orientação sexual de menores, em Nova Jersey. A corte decidiu, simplesmente, não julgar o caso. Com isso, uma decisão anterior do tribunal federal de recursos do estado prevaleceu: fica mantida a lei estadual que proíbe a “cura gay”.

Em junho de 2014, a Suprema Corte manteve intacta uma lei similar da Califórnia. Por enquanto, apenas dois estados americanos, Nova Jersey e Califórnia, mais o Distrito de Colúmbia têm leis que proíbem a chamada “terapia de conversão” ou “terapia reparadora”. Com essa segunda decisão, a Suprema Corte indicou para todos os estados do país que recursos contra legislações similares não terão sucesso.

A lei de Nova Jersey foi aprovada em agosto de 2013. Dois terapeutas licenciados, Tara King e Ronald Newman entraram na Justiça contra a lei, alegando que ela viola seus direitos à liberdade de expressão e à liberdade de religião, previstos na Constituição do país e do estado.

Também foram demandantes nessa ação a Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade e a Associação Americana de Conselheiros Cristãos. Todos argumentaram, ainda, que a lei interfere no direito de seus clientes de determinar sua própria identidade sexual e no dos pais de direcionar a criação de seus filhos.

Na decisão do tribunal de recursos, a juíza Freda Wolfson escreveu, em nome do painel de juízes, que a lei de Nova Jersey não regula conduta, nem liberdade de expressão. “Não há indicação nos autos de que a religião era um fator motivador na criação da lei”, ela disse, de acordo com o The Christian Science Monitor, The Hill, The New York Daily News e outras publicações.
O texto da lei é bem claro e ele não visa e não responsabiliza práticas religiosas ou crenças. Em vez disso, ela apenas proíbe a todos os provedores de tratamento mental de praticarem a terapia de conversão de menores, independentemente do fato de os provedores da terapia ou de os menores encaminhados a eles estejam motivados por religião ou por qualquer outro propósito”.
A lei diz, explicitamente, que ser lésbica, gay ou bissexual não é uma doença, distúrbio, síndrome, deficiência ou problemas equivalentes, uma coisa que as associações de profissionais de saúde mental já reconheceram há quase 40 anos, disse a juíza. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria desclassificou a homossexualidade como um distúrbio mental.

Porém, vários grupos conservadores e religiosos vem insistindo, desde então, que a orientação sexual pode ser mudada. Em defesa da lei, o estado de Nova Jersey declarou que os esforços para mudar a orientação sexual de uma pessoa gera sérios riscos de saúde, tais como estado de confusão, depressão, sentimento de culpa, de impotência, de desesperança, vergonha, retraimento social, suicídio, abuso de substâncias proibidas, estresse, desapontamento, baixa autoestima e um sentimento de ser desumanização.

O governo Obama também se posicionou a favor das leis que proíbem a “cura gay”, em declarações no website da Casa Branca. “Há evidências científicas avassaladoras de que a terapia de conversão, especialmente quando praticada em crianças e adolescentes, não é apropriada tanto do ponto de vista médico, quanto do ético. Ao contrário, pode causar danos substanciais”.

Fonte: Conjur, por 
Suprema Corte americana proíbe terapia para jovens gays
Mais alta jurisdição do país confirmou a proibição em Nova Jersey. Corte decidirá em junho sobre constitucionalidade do casamento gay.

A Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou nesta segunda-feira (4) a proibição das terapias que buscam reverter a orientação sexual de jovens gays.

De acordo com uma lista divulgada nesta segunda-feira, a mais alta jurisdição do país confirmou a proibição em Nova Jersey (leste) de uma terapia para crianças com tendências homossexuais.

A Suprema Corte não fez comentários sobre este documento que lista todos os casos rejeitados.

No caso King versus Christie, militantes contra os direitos dos gays, queriam autorizar uma terapia destinada aos jovens homossexuais para reverter sua orientação sexual. O governador de Nova Jersey, Chris Christie, havia proibido tal tratamento e um tribunal de apelações confirmou esta proibição.

Em junho de 2014, o mais alto órgão judicial já havia se recusado a se pronunciar sobre uma terapia semelhante na Califórnia (oeste).

Em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana decidiu que a homossexualidade não é um transtorno mental e que não pode ser tratada mediante terapia.

A Suprema Corte tomará uma decisão histórica no final de junho sobre a constitucionalidade do casamento gay em todo o país.

Fonte: G1, 04/05/2015

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu fim da "cura gay" para membros da comunidade LGBT

segunda-feira, 13 de abril de 2015 0 comentários

Para presidente americano, Barack Obama, apoio da família e da sociedade
 aos jovens transexuais diz respeito ao 'tipo de futuro que construímos'

Obama pede fim de terapias de conversão para gays e transexuais

Para presidente americano, é responsabilidade da família e da sociedade apoiar os jovens; Casa Branca diz ser contra aplicação da 'cura gay' em menores de idade


WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu na quarta-feira, 8, o fim das terapias e tratamentos psiquiátricos de conversão - conhecidos como "cura gay" - para membros da comunidade LGBT com o objetivo de mudar suas orientações sexuais ou suas identidades de gênero.

O posicionamento do presidente americano foi uma resposta a uma petição cidadão para que ele se expressasse sobre o tema feita através do site da Casa Branca e que teve mais de 120 mil adesões em três meses. No pedido, foi exposto um caso do jovem transexual de 17 anos Leelah Alcorn que cometeu suicídio me dezembro depois de ser forçado para os país a participar desse tipo de terapia.
Esta noite, em algum lugar dos Estados Unidos, um adolescente - digamos que um garoto - terá dificuldades para dormir lutando sozinho contra segredo que ele mantém por toda sua vida. Em breve, talvez, ele vai decidir que é hora de revelar este segredo", afirmou Obama, em nota publicada nota publicada pela Casa Branca. "O que acontecerá a seguir depende dele, de sua família, bem como de seus amigos, seus professores e sua comunidade. Mas também depende de nós - sobre o tipo de sociedade que geramos, o tipo de futuro que construímos."
No mesmo texto, a assessora de Obama Valerie Jarret também disse que o governo americano "apoia os esforços para proibir o uso de terapias de conversão em menores de idade". "Provas científicas mostram (que esse tipo de terapia) não é adequada tanto do ponto de vista médico, quanto do ponto de vista ético e pode causar danos substanciais", afirmou Valerie.

Ainda de acordo com a Casa Branca, em 18 Estados americanos os parlamentares já criaram dispositivos legais para suspender a licença de profissionais que apliquem terapias de conversão em menores de idade.

A Sociedade Americana de Psiquiatria se opõe há bastante tempo a esse tipo de tratamento que, segundo a organização, se baseia na hipótese de que a homossexualidade é um distúrbio mental.

A declaração de Obama foi recebida com entusiasmo pelo Centro Nacional de Igualdade para Transexuais.
Ter o presidente Obama e a Casa Branca apoiando os esforços para banir terapias de conversão é fundamental na luta pelos jovens transexuais e LGB", afirmou Mara Keisling, diretora do centro. "Minha esperança é uma pessoa transexual possa mudar a forma como ela mesmo se vê depois de uma pessoa tão importante como Obama reconhecer sua causa. A pseudociência que impulsiona a terapia de conversão não pode coincidir com a auto-aceitação que vem com esse tipo de mudança." / AP, EFE e NYT

Fonte: O Estado de São Paulo, 09/04/2015

Charlatanismo evangélico promove curso de "cura gay" em Brasília

terça-feira, 27 de janeiro de 2015 0 comentários


Curso sobre suposta "cura gay" reabre polêmica na capital federal

Dois evangélicos promovem um curso para "tratar aqueles que desejam voltar ao padrão de Deus". Após denúncias, foram intimados a dar explicações ao Ministério Público do DF, que não viu ato ilícito. Lideranças gays protestam.

O cartaz não poderia ser mais claro. Em letras legíveis, estampa: “Homossexualismo: ajudando, biblicamente, a prevenir e tratar aqueles que desejam voltar ao padrão de Deus para sua sexualidade”. Trata-se da divulgação de um curso promovido pela Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares e ministrado pelo pastor Airton Williams e o especialista em políticas públicas Claudemiro Soares, autor de um livro sobre o assunto, Homossexualidade masculina: escolha ou destino?, em que relata como é possível a mudança da orientação sexual.

O convite levou a uma denúncia no Disque 100, canal da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em uma rede social, o deputado federal Jean Wyllys assumiu a autoria de uma das reclamações por meio de mensagem publicada em uma rede social. Os protestos contra a promoção da chamada “cura gay” chegaram ao promotor e coordenador do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do Ministério Público do DF e Territórios, Thiago Pierobon. Intimados a depor, os evangélicos Airton e Claudemiro alegaram que o curso é voltado para líderes de igrejas que encontram dificuldades em abordar o tema com os fiéis. Nele, os religiosos aprendem como lidar com seguidores homoafetivos. Eles garantiram que não existe discriminação nas palestras e que todos são orientados a acolher os homossexuais. Convenceram o promotor, mas não os representantes de grupos LGBT.
Há discriminação nesse curso, sim. O Ministério Público do DF deveria abrir um processo. Prometer cura é charlatanismo. Isso está no Código Civil. Não se cura heterossexual, portanto, não se cura homossexual. É uma inversão dos valores. Deveria haver uma investigação mais profunda sobre o conteúdo desse curso, quais as ligações com os setores conservadores da sociedade. Esse pessoal está indo de encontro com a comunidade científica. Há muito tempo já se sabe que não se trata de uma patologia e, portanto, não há cura. Esse curso está formando multiplicadores dessa ideia”, revolta-se Evaldo Amorim, diretor do Elos LGBT. Jacinta Fonte, coordenadora do grupo de pais e mães LGBT do Elos, reforça: “Discordo totalmente de não haver processo. Repudio quem acha que homossexuais precisam de algum tipo de terapia, não admito.”
Para o promotor Thiago Pierobon, não existe violação no curso, já que não há provas de discriminação ou de violação aos direitos humanos e que o Estado não tem o direito de interferir em cultos ou discussões religiosas. Oficialmente, o MPDFT alegou que “não é possível proibir as pessoas de, no âmbito de sua liberdade de religião, discutirem temas ligados à sua concepção de correção dos comportamentos sexuais nem de proibi-las de conversarem com pessoas sobre tais temas. Se a abordagem a uma pessoa ocorrer com constrangimento ou exposição ao ridículo, certamente haverá a discriminação, ato ilícito não tolerado pelo Estado”.

O pastor Airton Williams disse ao Correio que o curso é um aconselhamento bíblico que aborda o “homossexualismo” de acordo com os ensinamentos de Deus. Ele acrescentou que ninguém é constrangido a participar dele ou dos aconselhamentos.
Acolhemos e ajudamos os homossexuais que chegam até nós afirmando que estão cansados dessa vida”, detalhou.
Fonte: Correio Braziliense, 24/01/20156

Adriana Calcanhoto entrou para os Trending Topics do Twitter após comentar sobre saúde de sua mulher na TV

terça-feira, 16 de setembro de 2014 0 comentários

Adriana Calcanhoto fala da doença de sua mulher a Ana Maria Braga, no Mais Você 

Adriana Calcanhoto gera comentários após falar de união com mulher

No Mais Você, a cantora comentou relação de 25 anos com filha de Vinicius de Moraes

Adriana Calcanhoto entrou para os Trending Topics do Twitter após participar do programa Mais Você da quarta-feira (10/09), na TV Globo. Mas se engana quem pensa que foi por ela ter ido vestindo pijama. O assunto mais comentado na rede social é a relação de 25 anos da cantora com a atriz e diretora Suzana de Moraes, filha de Vinícius de Moraes, que luta contra um câncer de endométrio.
Queria que você mandasse muita força a ela. Eu sei que ela está no momento mais delicado da vida. E desejo muita boa sorte para vocês", disse Ana Maria, que também já enfrentou a doença. "São 25 anos. Dou muita força a ela diariamente. Ela está melhor", afirmou Calcanhotto. Apesar de estarem juntas há tanto tempo, elas tiveram o direito de oficializar a união na Justiça por meio de uma união estável apenas em 2010.
Logo que recebeu a cantora no estúdio, a apresentadora brincou com seu look:
"Adriana Calcanhotto, de pijama. Adorei o pijama. Olha, ninguém teve essa ideia até agora". "É pra você saber que estou me sentindo em casa", respondeu a artista.
No fim da participação, Calcanhotto cantou a música Me dê motivo, que faz parte da trilha sonora da novela Geração Brasil

No Twitter, parte dos usuários foi pega de surpresa pelas declarações da cantora sobre sua sexualidade. “Adriana Calcanhoto é lésbica e eu não sabia”, escreveu @aanin_. “Notícia do dia: a Adriana Calcanhoto é lésbica”, postou @diejunqs.

Outros tuiteiros se chocaram apenas com a falta de informação dos demais usuários do microblog. “Como assim vocês só descobriram que a Adriana Calcanhoto é lésbica hoje?”, questionou @juquinhars. “Adriana Calcanhoto é lésbica? Avá, é nada! Morto com a galerinha do Tredding Topics se sentindo descobridores dos sete mares”, ironizou @arthursouza.

Mais Você - Adriana Calcanhotto canta no Mais Você | http://buff.ly/1ANgXxi

Fonte: Terra, 10/09/2014

Dia Nacional de Combate ao Fumo: mulheres lesbianas fumam duas vezes mais do que as heterossexuais

sexta-feira, 29 de agosto de 2014 2 comentários


O dia 29 de agosto foi escolhido como o dia nacional de combate ao fumo (ver histórico), data em que são desenvolvidas campanhas alertando as pessoas dos males que o cigarro causa. Informações dão conta que o Brasil reduziu o tabagismo, mas 11% da população ainda é fumante (ouça áudio aqui e aqui)

Abordando a questão específica, segue abaixo o texto Lésbicas e Fumo, tradução de pesquisa do Projeto Mautner que reúne dados, do início da década passada, sobre o tabagismo entre lesbianas nos EUA. Também a cartilha Questões de Saúde Lésbica, do grupo australiano QAHC - Grupo de Ação em Saúde Lesbiana, com dados mais recentes sobre a questão do tabagismo entre mulheres homossexuais (2009).

O quadro retratado sobre lésbicas e fumo, nesses documentos, embora internacionais, são bem pertinentes à realidade brasileira. À guisa de atualização, podemos apenas lembrar que, devido à proibição do fumo em lugares fechados, nos últimos anos, as lésbicas baladeiras deixaram de fumar dentro de bares e casas noturnas para fumar nas calçadas dos bares e casas noturnas. No mais, tudo continua como antes no quartel de Abrantes, com as sapatas fumando mesmo mais do que suas contrapartes hétero, com todos os problemas concernentes ao hábito.

Mais informações:

Gays, lesbians face certain healthchallenges, u.s. report says: they're more likely to smoke, binge drink, but also more likely to get regularexercise
National LGBT Tobbaco Control Network
LGBT* Smoking Rates Double The General Population

Lésbicas e Fumo

Introdução

Por Míriam Martinho

Tenha orgulho de
 conseguir largar o cigarro
Entre os hábitos perniciosos que causam problemas de saúde entre a população lésbica, o hábito de fumar ocupa lastimavelmente posição privilegiada. No texto que traduzimos ao fim desta introdução, da Mautner Project, organização que trabalha pela saúde das lésbicas americanas, com base em pesquisas recentes realizadas nos EUA, observa-se que, entre as mulheres que fumam, o número de lésbicas é praticamente o dobro das demais fumantes.

Observa-se também que as mulheres lésbicas têm mais facilidade para adquirir o vício do tabagismo, devido às tensões adicionais causadas pelo preconceito, e mais dificuldade para deixá-lo, tendo em vista que seus locais de socialização são fundamentalmente bares e boates, onde o consumo de cigarros é muito alto.

Vale lembrar que o tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer em geral; 90% das mortes por câncer de pulmão; 25% das mortes por doença coronariana; 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por doença cerebrovascular. Além dessas enfermidades, o consumo de cigarro está relacionado a uma maior incidência de aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem.

De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), cerca de um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar.

O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).

Embora não existam pesquisas sobre o tabagismo entre mulheres lésbicas no Brasil, seguramente, pela simples observação, acreditamos que a situação dessa população não seja diferente da americana. Ao contrário, levando em conta os dados do INCA, que apontam um consumo maior de cigarros entre mulheres nos países em desenvolvimento, a situação das lésbicas brasileiras em relação ao fumo deve ser pior. Basta ir a qualquer balada lésbica de qualquer cidade brasileira para ter essa intoxicante certeza. O mais incrível: muitas ativistas lésbicas fumam (sic), embora desenvolvam inclusive atividades ligadas à área de saúde junto aos governos (?!).

Portanto, dar início a uma discussão mais aprofundada e permanente sobre esse tema se constitui numa prioridade não só pela população lésbica que já fuma como pela população lésbica que não fuma mas também é atingida pelo fumo passivo, encontrando inclusive mais dificuldades para se socializar.

Saúde: Lésbicas e Fumo
The Mautner Project

Não deixe seu arco-íris virar fumaça
Fumar é uma das principais causas de morte entre mulheres, sendo as lésbicas as mulheres que apresentam maiores dificuldades para largar o hábito.

De acordo com a American Cancer Society – 2003 (Sociedade Americana de Câncer), cerca de 30.000 mulheres morrem mais de câncer de pulmão do que de câncer de mama. Mulheres que fumam correm maior risco de desenvolver diferentes tipos de câncer assim como maior risco de doenças cardíacas e ataques do coração.

De acordo com pesquisa conduzida pela Professora Doutora Michele Elias, do Lesbian Health Research Center (Centro de Pesquisa em Saúde Lésbica) e da Universidade de Iowa, mulheres são mais propensas a fumar do que homens como forma de aliviar as tensões, lembrando que mulheres que pertencem a minorias sexuais encaram mais estresse em suas vidas cotidianas.

Lésbicas e bissexuais com menos de 50 anos estão mais propensas do que mulheres heterossexuais a adquirir o hábito de fumar e de beber com freqüência (Valanis, et al., 2000).

Dados da Women's Health Initiative (Iniciativa para Saúde das Mulheres) indicam que mulheres lésbicas fumam quase duas vezes mais do que heterossexuais (6,8-7,4% das lésbicas e 3,5% das heterossexuais). Embora quase 50% das mulheres heterossexuais tenham afirmado nunca ter fumado, somente 25-33% das lésbicas afirmou o mesmo (Valanis, et al., 2000).

De acordo com o American Journal of Preventive Medicine (Jornal Americano de Medicina Preventiva) as lésbicas são mais propensas a consumir maior quantidade de cigarros do que as mulheres heterossexuais (Ryan et al., 2001).

As taxas de consumo de cigarros entre adolescentes e mulheres adultas lésbicas são mais altas do que entre a população em geral (U.S. Department of Health and Human Services, 2000).

De acordo com a National Lesbian Survey (Pesquisa Nacional sobre Lésbicas), o hábito de fumar entre lésbicas aumenta com a idade enquanto diminui entre as outras mulheres (Bradford, et al., 1994). Em um estudo do Mautner Project (Projeto Mautner), lésbicas mais velhas relataram sofrer forte estigmatização social por fumar e pressão para largar o vício tanto de parte de familiares quanto de amigos (2003). Infelizmente, essa pressão tende a aumentar o desejo de fumar como resposta compensatória ao estresse de abandonar o hábito de fumar.

Ambientes Livres de Fumo

Os bares, comumente associados com o hábito de fumar, são os principais espaços de socialização de gays e lésbicas já que, em outros locais, essa população costuma enfrentar discriminação.

De acordo com um estudo LGBT encaminhado pelo Mautner Project, 2004 (Projeto Mautner), 49% dos bares LGBT já patrocinou noites livres de fumo nos últimos 12 meses. Entretanto, o receio de perda de receita tem impedido muitos outros estabelecimentos LGBT de considerar eventos similares.

70% dos LGBTês que responderam à pesquisa do estudo afirmara que preferem bares e boates livres de fumo e que se sentiam predispostos a pagar mais por esses espaços em comparação com 50% dos heterossexuais que responderam à mesma pergunta (Harris Interactive/Witeck-Combs Communications, 2003).

Bibliografia

American Cancer Society. (2003). Cancer Facts and Figures: 2003. Atlanta, GA: American Cancer Society.

Bradford, J., Ryan, C., & Rothblum, E. D. (1994). National lesbian health care survey: Implications for mental health care. Journal of Consulting Clinical Psychology, 62, 228-242.

Valanis, B.C., Bowen, D.J., Bassford, T., Whitlock, E., Charney, P., & Carter, R (2000). Sexual orientation and health. Archives of Family Medicine, 9, 843-853.

Ryan, H., Wortley, P. M., Easton, A., Penderson, L, Greenwood, G. (2001). Smoking among lesbians, gays, and bisexuals: A review of the literature. American Journal of Preventative Medicine, 21, 142-149.

Stevens, P., Carlson, L. M., Himman, J. M. (2004). An analysis of tobacco industry marketing to lesbian, gay, bisexual, and transgender (LGBT) populations: Strategies for mainstream tobacco control and prevention. Health Promotion Practice, 5, 129S-134S.

U.S. Department of Health and Human Services. (2000). Healthy People 2010: Understanding and Improving health (2 ed.). Washington, DC: US Government Printing Office.

* Original: Lesbians and Smoking. In: Facts about Lesbians and Smoking - The Mautner Project - The National Lesbian Health Organization, Washington, DC, EUA.


Atendimento de saúde às mulheres lésbicas e bissexuais brasileiras em discussão no Piauí

quinta-feira, 3 de julho de 2014 0 comentários

Da esquerda para a direita, Carmem Lúcia Ribeiro,
Andrea Rufino, Bárbara de Melo e Marinalva Santana

I Colóquio sobre Atenção à Saúde de Mulheres Lésbicas e Bissexuais aconteceu no CCS/ UESPI

Por Mônica Rosa

Para discutir o atendimento de saúde às mulheres lésbicas e bissexuais brasileiras, a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizou o I Colóquio sobre Atenção Integral à Saúde de Mulheres Lésbicas e Bissexuais. O evento aconteceu na noite da quarta-feira (25) no Centro de Ciências da Saúde (CCS). Na ocasião a professora da UESPI, Andréa Rufino, apresentou os resultados de sua pesquisa de pós-doutorado intitulada: “Saúde sexual e reprodutiva de mulheres que fazem sexo com mulheres”.

O Colóquio foi uma realização da UESPI- através dos Núcleos Corpo e Sexualidade e Núcleo de Estudos e Pesquisa na Saúde da Mulher- e do Grupo Matizes, que defende a livre orientação sexual e os direitos dos LGBTS.

“O objetivo do Colóquio é divulgar e discutir os resultados da pesquisa sobre Saúde Sexual e Reprodutiva de Mulheres Lésbicas”, afirma a professora. “A ideia é que, junto com a comunidade acadêmica, com os profissionais de saúde, a gestão em saúde e a população de mulheres lésbicas e bissexuais, a gente possa chamar a atenção para informações como prevenção de DST, prevenção de HIV, acesso à técnicas reprodutivas, a humanização do atendimento, para mudar uma realidade de preconceito, que prejudica o acesso dessas mulheres ao serviço de saúde”.

A pesquisa foi desenvolvida em cinco capitais do Brasil: Manaus, São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Teresina e teve como objetivo perguntar sobre práticas sexuais e prevenção entre as mulheres lésbicas e bissexuais e também conhecer a experiência delas nos serviços ginecológicos em todo o Brasil. “Procuramos entender se há discriminação, preconceito e se as necessidades de saúde dessas mulheres são atendidas”, destacou Andréa Rufino. A pesquisadora já foi matéria de destaque no site da Veja, com sua pesquisa de doutorado que explica que os cursos de medicina no Brasil falam pouco sobre orientação sexual.

A reitora da UESPI em exercício, Bárbara de Melo, esteve presente no Colóquio e destacou a importância da pesquisa. “Esse estudo consegue fazer com que o ensino, a pesquisa e a extensão dialoguem. Hoje a Professora Andréa apresenta alguns dados de sua tese e está dando um retorno para a comunidade. Essa é uma responsabilidade que a universidade deve ter”, disse a gestora.

Para as integrantes do Matizes, a realização do Colóquio é de extrema a importância. Carmem Lúcia Ribeiro, Coordenadora Geral do grupo, afirma: “Esse é um momento ímpar para nós. Pela primeira vez estamos discutindo a saúde de mulheres lésbicas e bissexuais com os profissionais da área de saúde. Nós acreditamos que pautar essa discussão aqui vai facilitar o acesso das lésbicas ao sistema de saúde, principalmente no atendimento ginecológico”.

Marinalva Santana, fundadora e coordenadora do Matizes afirma que ações como essa, aproximam não só a academia, mas também o meio médico. ”A gente acha importante sensibilizar esses profissionais, para que eles percebam o significado de se pensar e discutir as especificidades de mulheres lésbicas e bissexuais”.

As professoras Ana Maria Veloso, Sérgia Oliveira, Maria das Dores Sousa e Lyzianne Bona compuseram a mesa do Colóquio e abriram espaço de discussão com a plateia. Foram tratados temas como a vulnerabilidade das mulheres lésbicas e bissexuais ao HIV, HPV, DSTs e câncer de colo do útero, além da humanização do atendimento e acesso às técnicas reprodutivas. Na ocasião também foram entregues duas cartilhas enfocando o combate ao preconceito nos serviços de saúde. Elas foram elaboradas em conjunto com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Saúde da Mulher e Núcleo de Estudos, Extensão e Pesquisa em Sexualidade, ambos da UESPI e o Grupo Matizes.

Fonte: Universidade Estadual do Piauí, Notícias, 26/06/2014

Filme sobre geração de ativistas que lutou contra AIDS estreia na HBO

sexta-feira, 30 de maio de 2014 2 comentários

Matt Boomer e Mark Ruffalo em cena de “The normal heart” 

Em uma cena de “The normal heart”, Tommy Boatwright, baseado no ativista Rodger McFarlane (1955-2009) e vivido por Jim Parsons, é escalado para homenagear mais um amigo morto em um funeral na Nova York da primeira metade dos anos 1980. Na igreja, ele desaba: “Odeio esses serviços fúnebres, hoje os principais eventos de nossas vidas sociais. Estamos perdendo toda uma geração. Jovens desaparecendo. Quantas músicas deixarão de ser feitas? Quantas coreografias jamais serão executadas? Estou furioso. Por que eles estão nos deixando morrer? Por que ninguém nos ajuda? A verdade, a resposta, é simples: eles simplesmente não gostam da gente”. A gente, no caso, são os gays da Nova York à época.

O monólogo é a reprodução de cena que o dramaturgo Larry Kramer testemunhou e transportou para o palco do The Public Theater, em 1985. Um dos mais notórios — e controversos — militantes pelos direitos civis dos homossexuais nos EUA e dos primeiros a apontar o que percebia ser irresponsabilidade das autoridades e da própria comunidade gay durante a explosão da epidemia da Aids, o autor, ele próprio HIV positivo, retornou à labuta para a adaptação de sua peça para a TV, em telefilme que estreia na HBO neste sábado, às 22h.

Durante uma década, Barbra Streisand deteve os direitos de adaptação para o cinema, mas o longa só saiu do papel quando Ryan Murphy, criador da série “Glee”, penhorou sua casa para reviver a história de Ned Weeks (Mark Ruffalo), escritor e alter ego de Kramer, alçado a líder de uma comunidade devastada por uma doença tão desconhecida quanto letal, por meio da ONG Gay Men’s Health Crisis.

— Li o texto de Kramer quando estava na faculdade e nunca mais me esqueci. Trabalhamos juntos por três anos no roteiro, e o filme conta com 40% de material novo, assinado por ele — diz Murphy.

Para o ator que vive Weeks, Kramer foi, “indiscutivelmente”, um herói do movimento pelos direitos civis nos EUA, cujo capítulo dedicado aos homossexuais é “sensacional e repleto de drama”.

— Passei horas conversando com Larry. Pedia para me contar histórias da época e não procurei nenhum distanciamento do personagem. Quis retratar com a maior fidelidade possível sua trajetória, sua tragédia heroica — conta Mark Ruffalo.

Parsons, conhecido pelo Sheldon da série “The Big Bang Theory”, é o único ator de uma trupe estelar — Ruffalo, Julia Roberts, Matt Bomer, Alfred Molina, e com Brad Pitt assinando a coprodução — a ter também vivido o drama nos palcos, na montagem da Broadway de 2011 (agraciada com três prêmios Tony). Gay, como Murphy (que é casado e pai de um menino), Parsons diz ter sido impossível, nas filmagens, não refletir sobre as conquistas civis dos homossexuais nas últimas três décadas:

— E, ao mesmo tempo, quanto mais você mergulha no texto, mais percebe o humanismo de “The normal heart”. É o que machuca o coração, porque você não consegue deixar de pensar: isso pode acontecer de novo, com qualquer grupo. Por isso é importante relembrar e pensar em como a sociedade pode evitar uma repetição daquele desastre.

O filme, que traz Roberts como a médica Emma Brookner — inspirada em Linda Laubenstein (1947-1992), vitimada pelo pólio e uma das primeiras a tratar de pacientes com o vírus da Aids —, termina em 1984, antes do aparecimento dos primeiros testes de HIV. Das conversas com Kramer, Murphy recorda um paralelo estabelecido pelo dramaturgo: naquele momento histórico, silêncio, armário e vergonha significavam morte. Por conta de sua decisão de denunciar tanto a administração local do democrata Ed Koch quanto a nacional, do republicano Ronald Reagan, e de expor a vida privada de militantes e servidores públicos, Weeks é afastado do comitê executivo da Gay Men’s Health Crisis ao mesmo tempo em que enfrenta um drama pessoal: a deterioração da saúde de seu companheiro, o repórter do “New York Times” Felix, vivido por Matt Bomer, galã da televisão americana assumidamente gay e casado, pai de três filhos.

— Os tempos mudaram, mas a discussão sobre a epidemia global da Aids é ainda tão importante e contemporânea quanto o debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a luta por termos, todos nós, o direito de sermos amados e aceitos como cidadãos, independentemente da afetividade sexual. A História provou que Larry estava certo. De herético, ele se transformou em um dos heróis do movimento pelos direitos civis dos gays nos EUA — diz Murphy.

Fonte: Bahia Notícias, via ESP, 26/05/2014

Marisa Lobo tem registro cassado pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP) do Paraná

terça-feira, 27 de maio de 2014 9 comentários


Psicóloga que propunha ‘cura gay’ tem registro cassado
Autodenominada como “psicóloga cristã”, Marisa Lobo foi cassada pelo Conselho Regional de Psicologia

O Conselho Regional de Psicologia (CRP) do Paraná cassou o registro da psicóloga Marisa Lobo, que ficou famosa em todo o Brasil ao defender a ‘cura gay’.

A cassação aconteceu na última sexta-feira (16), em Curitiba. Marisa ainda pode recorrer da decisão no Conselho Federal de Psicologia (CFP).

O CRP ainda não quis se manifestar, alegando que o processo de Marisa corre em sigilo. O órgão só pretende falar quando o CFP der um parecer definitivo sobre a cassação.

Se autodenominando como “psicóloga cristã”, Marisa participou, em 2012, de audiências públicas no Congresso Nacional em favor de um projeto que propunha a modificação da resolução do CFP, que proíbe profissionais da psicologia de promover terapias para ‘tratar a homossexualidade’ de pacientes ou mesmo de se referir a esta orientação sexual como uma doença.

De autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), o projeto voltou à tona no ano passado quando o também deputado federal Marco Feliciano assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Congresso.

Mas após forte pressão de outros parlamentares e também dos movimentos LGBT e dos direitos humanos, o deputado do PSDB decidiu retirar a proposta de mudança, encerrando sua tramitação.

No site Gospel Prime, Feliciano criticou a cassação de Marisa, dizendo que a medida do CRP do Paraná foi uma ‘obra do sindicalismo gay’. Nesta semana, o senador evangélico Magno Malta (PR-ES) também fez um discurso no plenário do Senado defendendo a psicóloga cassada.

Fonte: O Dia, 23/05/2014

Velhice LGBT: solidão e maus tratos mais preocupantes quando pessoa é homossexual

segunda-feira, 12 de maio de 2014 0 comentários

Precaução. Jorge Barbosa, de 61 anos, planeja guardar dinheiro para morar em um condomínio de idosos no futuroFoto: Daniela Dacorso / O Globo
Precaução. Jorge Barbosa, de 61 anos, planeja guardar dinheiro para morar
em um condomínio de idosos no futuro Daniela Dacorso / O Globo

Gays idosos no país são mais propensos a sofrer de depressão
 - Pesquisa mostra que 30% dos homossexuais do sexo masculino com idade avançada no Brasil ficam deprimidos
 - Solidão e maus tratos, que acometem a população idosa em geral, são ainda mais preocupantes entre gays


BELÉM e RIO - Envelhecer e ser gay. A dupla luta contra o preconceito traz contornos próprios para um grupo que apenas nos últimos anos começou a ter mais atenção da ciência. Hoje se sabe, por exemplo, que eles são mais propensos a sofrer de depressão: 24% das lésbicas e 30%, no caso dos gays, contra 13,5% de heterossexuais. Esses dados do Brasil foram apresentados pela psiquiatra Carmita Abdo, durante o Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, realizado esta semana em Belém, no Pará. Solidão e maus tratos, que acometem a população idosa em geral, são ainda mais preocupantes entre os gays.

A tendência não é apenas brasileira. No Reino Unido, a questão da solidão é apontada num amplo estudo divulgado pela YouGov, que mostrou que homossexuais e bissexuais têm três vezes mais chances de envelhecer solteiros. Além disso, ressalta a pesquisa, apenas um quarto de gays e metade das lésbicas têm filhos, em comparação com 90% dos heterossexuais.
— Está claro que eles necessitam de mais cuidados nessa área — defendeu a psiquiatra, colunista do GLOBO e autora de livros como “Descobrimento sexual do Brasil” e “Depressão e sexualidade”.
A precaução já levou o empresário Jorge Barbosa, de 61 anos, a pensar no que fará se precisar de cuidados na velhice. Gay e sem filhos, ele diz que o plano é juntar dinheiro para morar em um local especializado no cuidado de idosos.
— Sou casado, no papel, com uma amiga, mas moramos separados a vida inteira. Já conversamos sobre um dia ir morar em um desses condomínios para velhinhos. Não quero ser um estorvo para ninguém. — conta. — Tive um namorado bem mais novo e ele brincava que, no futuro, me levaria para passear de cadeira de rodas no calçadão de Copacabana. Esse discurso é muito bonito, mas, na prática, sabemos que as coisas são bem diferentes.
Carmita enfatizou que a própria ciência precisou mudar o paradigma diante dos homossexuais e alertou que, nem sempre, os profissionais estão aptos para tratar o grupo:
— Nós, profissionais de saúde, devemos pensar se estamos cumprindo com o nosso papel de isenção diante do paciente, que tem não uma escolha, mas uma orientação sexual que ele é absolutamente incapaz de reverter. A reversão da homossexualidade há muito tempo deixou de ser motivo dos tratamentos psiquiátricos, porque resultava muito mais em suicídio, desenvolvimento de psicose, depressões seríssimas e, na verdade, não se revertia esta condição.
Há pelo menos duas décadas, a Organização Mundial de Saúde retirou da classificação geral das doenças mentais a homossexualidade, e o mesmo ocorreu na última atualização do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês), conhecida como a “Bíblia da psiquiatria. No entanto, Carmita lembra, o termo homossexualismo, cujo “ismo” remete à doença, ainda é usado, inclusive, entre profissionais de saúde, enquanto que o aceito é homossexualidade.

Mas se por um lado eles são os mais propensos a viver solitários, por outro, são os mais resistentes a adversidades. Esse grupo sofre altos níveis de violência, seja física ou emocional, além de abusos sexuais, o que os leva a desenvolver a chamada competência em crise. Ou seja, homossexuais passam por tantos desafios na experiência de se assumir que acabam desenvolvendo mais capacidade de enfrentar outras crises, no caso de doenças físicas, por exemplo, ao longo da vida.
— A estigmatização por parte da sociedade acaba sendo um fator protetor para esta população — conclui a psiquiatra.
Aos 71 anos, comemorados ontem, Orlando Almeida, organizador do Miss Gay Rio de Janeiro, concorda. Ele diz que se assumir homossexual “exige atitude”, mas acha que o preconceito tem diminuído ao longo dos anos.
— Sou bem aceito pela sociedade. Sempre tive pulso e força de vontade, por isso nunca me senti vítima dessa coisa de ser chamado de “bicha velha”. Mas sou exceção — diz Almeida, que vive com quatro gatos e um cachorro. — Não moro e nem quero morar com um companheiro, estou bem sozinho. A gente precisa se amar e se respeitar acima de qualquer pessoa.
Há dez anos, um estudo da Universidade da Califórnia, publicado na “American Journal of Psychiatry” já alertava sobre os índices de depressão em homossexuais, na época três vezes mais altos do que em heterossexuais devido a fatores como abuso de drogas e álcool e contaminação por HIV. Na ápoca os pesquisadores sugeriam melhores políticas públicas para tratar a situação. O estudo analisou dados da “Urban Men's Health Study", pesquisa de saúde feita com 2881 homossexuais de São Francisco, Nova York, Chicago, e Los Angeles — as quatro cidades respondiam por dois terços dos casos de Aids nos EUA, e sua população sofria com estigmatização e discriminação.

Maior aceitação nas novas gerações
Segundo dados do estudo apresentado por Carmita Abdo, e que foi realizado pela Universidade de São Paulo (USP), há 2,2% de homossexuais e 1,8% de bissexuais do sexo masculino com mais de 61 anos. Na juventude, este índice sobe para 11% e 3%, respectivamente. Segundo a psiquiatra, não por haver mais gays jovens, mas porque, provavelmente, são mais propensos a se assumir, o que mostra mais aceitação nas novas gerações.

A relação gay no envelhecimento também tem características próprias. Todos passam pelos mesmos problemas hormonais e de progressiva incapacitação física, mas lidam de maneira diferente diante disso. As mulheres gays, por exemplo, enfrentam menos dilemas diante da menopausa. O fato de ambas terem o mesmo desafio hormonal gera cumplicidade. 

Naturalmente, também o apetite por sexo diminui, mas elas chegam ao orgasmo com mais frequência do que as heterossexuais mais velhas. Entre os homens gays, diz Carmita, o apetite sexual se mantém ao longo da vida, já que a chamada andropausa é pouco incidente, e eles têm recursos farmacológicos para reverter uma possível disfunção erétil.

Mulheres também se cuidam menos e têm mais problemas de saúde, como a obesidade, segundo o estudo. Nos homens, percebe-se o oposto. Mais vaidosos, preocupam-se com a forma física. Em ambos os sexos, gays idosos têm mais risco de doenças cardiovasculares. O câncer de mama também tem diferenças: são 14,1% entre as homossexuais contra 11,9% entre as heterossexuais mais velhas, o que poderia ser explicado pela amamentação (tido como protetor) e hábitos de vida menos saudáveis.

* A repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Fonte: O Globo, Flávia Milhorance e Dandara Tinoco, 02/05/2014

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