Um Outro Olhar
terça-feira, 21 de novembro de 2017
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Hipocrisia é uma das mais conhecidas facetas conservadoras
Deputado anti-LGBT renuncia nos EUA após sexo gay
O deputado estadual republicano Wes Goodman, 33, uma das principais vozes anti-LGBT no Ohio, renunciou após ter sido supostamente flagrado fazendo sexo com um homem em seu gabinete, segundo o jornal "Columbus Dispatch". Goodman, que pregava por "valores da família" e era chamado de "a consciência do movimento conservador", renunciou por "conduta inapropriada" após uma reunião com o líder republicano do casa legislativa estadual, Cliff Rosenberger.
O porta-voz de Rosenberger, Brad Miller, disse que o homem não era funcionário ou deputado da assembleia legislativa, e que o encontro, embora tenha sido consensual, foi uma "atividade inapropriada para um representante estadual".
Me encontrei com ele [Goodman] e ele aceitou e confirmou as alegações", disse Rosenberger afirmou em nota, segundo a Associated Press. "Tornou-se claro que sua renúncia era a conduta mais apropriada para ele, para sua família, para seus eleitores e para esta instituição."
Goodman é casado com uma mulher que é diretora-assistente da Marcha pela Vida, evento anual contra o aborto.
Todos nós trazemos nossas próprias lutas e provações à vida pública", disse Goodman em nota na última quarta-feira (14). "Isso tem sido verdade para mim, e sinceramente me arrependo que minhas ações e minhas escolhas me impediram de servir meus eleitores e nosso Estado de maneira que reflita os melhores ideais do serviço público. Para aqueles a quem desapontei, sinto muito."
Ao passar ao próximo capítulo da minha vida, sinceramente peço privacidade para mim, para minha família e para meus amigos."
Goodman, cuja biografia no Twitter o descrevia como "Cristão. Americano. Conservador. Republicano. Casado com @Beth1027", frequentemente afirmava que "o casamento natural" era aquele entre um homem e uma mulher.
Famílias saudáveis, vibrantes, orientadas a valores e que prosperam são a fonte da história orgulhosa de Ohio e a chave para o futuro grandioso de Ohio", dizia seu site de campanha, que agora está offline, segundo a Fox News.
Fonte: Paraíba.com.br, 18/11/2017, via Folha Press
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017
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Resolução CFP 01/99 é mantida em decisão judicial
Justiça Federal do DF preserva a íntegra do texto normativo, mas se equivoca ao definir como o Conselho Federal de Psicologia deve interpretar a resolução
A Justiça Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal acatou parcialmente o pedido liminar numa ação popular contra a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que orienta os profissionais da área a atuar nas questões relativas à orientação sexual. A decisão liminar, proferida nesta sexta-feira (15/9), abre a perigosa possibilidade de uso de terapias de reversão sexual. A ação foi movida por um grupo de psicólogas (os) defensores dessa prática, que representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico.
Na audiência de justificativa prévia para análise do pedido de liminar, o Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação, apresentando evidências jurídicas, científicas e técnicas que refutavam o pedido liminar. Os representantes do CFP destacaram que a homossexualidade não é considerada patologia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) – entendimento reconhecimento internacionalmente. Também alertaram que as terapias de reversão sexual não têm resolutividade, como apontam estudos feitos pelas comunidades científicas nacional e internacional, além de provocarem sequelas e agravos ao sofrimento psíquico.
O CFP lembrou, ainda, os impactos positivos que a Resolução 01/99 produz no enfrentamento aos preconceitos e na proteção dos direitos da população LGBT no contexto social brasileiro, que apresenta altos índices de violência e mortes por LGBTfobia. Demonstrou, também, que não há qualquer cerceamento da liberdade profissional e de pesquisas na área de sexualidade decorrentes dos pressupostos da resolução.
A decisão liminar do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho mantém a integralidade do texto da Resolução 01/99, mas determina que o CFP a interprete de modo a não proibir que psicólogas (os) façam atendimento buscando reorientação sexual. Ressalta, ainda, o caráter reservado do atendimento e veda a propaganda e a publicidade.
Interpretação – O que está em jogo é o enfraquecimento da Resolução 01/99 pela disputa de sua interpretação, já que até agora outras tentativas de sustar a norma, inclusive por meio de lei federal, não obtiveram sucesso. O Judiciário se equivoca, neste caso, ao desconsiderar a diretriz ética que embasa a resolução, que é reconhecer como legítimas as orientações sexuais não heteronormativas, sem as criminalizar ou patologizar. A decisão do juiz, valendo-se dos manuais psiquiátricos, reintroduz a perspectiva patologizante, ferindo o cerne da Resolução 01/99.
O Conselho Federal de Psicologia informa que o processo está em sua fase inicial e afirma que vai recorrer da decisão liminar, bem como lutará em todas as instâncias possíveis para a manutenção da Resolução 01/99, motivo de orgulho de defensoras e defensores dos direitos humanos no Brasil.
Um Outro Olhar
quinta-feira, 27 de julho de 2017
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Igreja evangélica compara casais homoafetivos com pirataria, fala em 'safadeza' e gera revolta na internet Post de comunidade cristã dizia "Deus fez a família original, diga não à pirataria" e foi removido de rede social após denúncias.
Uma publicação feita por uma igreja evangélica de São Carlos (SP) em uma rede social causou revolta em internautas. A imagem postada continha desenhos de uma família composta por um casal heterossexual e de um casal homoafetivo com os dizeres “Deus fez a família original, diga não à pirataria”. Após denúncias, o post foi removido pelo Facebook.
Os internautas iniciaram uma série de questionamentos e debates nos comentários da publicação, alegando que a igreja fazia postagens homofóbicas. Também fizeram uma “campanha” para que as pessoas denunciassem a página por intolerância à gerência da rede social.
Após a polêmica, a Igreja Projeto de Deus fez outra publicação afirmando que "estão acostumados com os ataques justamente daqueles que dizem sofrer por serem oprimidos" e publicou uma carta aberta afirmando que não tem nada contra os homossexuais.
Igreja Projeto de Deus em São Carlos (SP) (Foto: Ana Marin/G1)
O texto diz que "a sociedade laica pode escolher não temer a Deus, mas a Igreja como instituição privada escolhe seguir os ensinamentos bíblicos. Quem quiser fazer parte da Igreja Projeto de Deus deve seguir o CREDO da igreja. É apenas uma questão de escolha". Por telefone, o pastor Jean Calegário, responsável pela página e pela comunidade cristã, disse ao G1que não iria comentar o caso com a imprensa.
Revolta
O inspetor de alunos e militante do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travetis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) José Carlos Bastos Junior avalia a postagem como homofóbica.
A imagem é de teor preconceituoso, denigre a comunidade LGBT”, afirmou. Ele disse que arquivou todas as publicações e que irá denunciar na Justiça os dizeres da igreja.
Segundo a advogada Janaina Basilio, qualquer pessoa que se sentir ofendida com a postagem pode ingressar com um processo.
Inclusive, o Ministério Público pode agir em nome de todo mundo ou a Defensoria Pública. É a mesma coisa que acontece com as músicas preconceituosas que acabam sendo proibidas de tocar nas rádios, elas não citam diretamente uma pessoa, se referem a um grupo de pessoas, sem ser de forma velada", disse.
Para a professora Bianca Melger, o posicionamento da igreja vai contra os princípios cristãos.
Estão preocupados com o que as pessoas querem ser e isso não é da conta deles. Preconceito e discriminação não estão na Bíblia. Queria fazer parte da comunidade LGBT para poder processá-los, mas, infelizmente, isso não faria com que eles [igreja] fossem seres humanos e cristãos, de fato”, declarou.
Fonte: Por Ana Marin, sob supervisão de Stefhanie Piovezan, G1 São Carlos e Araraquara, 21/07/2017
Um Outro Olhar
quarta-feira, 5 de julho de 2017
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Savannah diz à congregação que é lésbica (credit CNN News Day, via YouTube)
Microfone é cortado após menina mórmon revelar na igreja que é homossexual
Um vídeo de uma jovem menina mórmon revelando à sua congregação que é lésbica e amada por Deus – antes de seu microfone ser cortado por líderes da igreja local – está despertando uma nova rodada de discussões a respeito de como a religião lida com as questões LGBT.
Savannah, de 13 anos, falou no dia 7 de maio em Eagle Mountain, Utah, Estados Unidos, que acredita que ela é filha de pais maravilhosos que não cometeram nenhum erro ao criá-la. Seus comentários surgiram durante um espaço oferecido uma vez por mês, incentivando os fiéis a compartilharem seus sentimentos e crenças.
Eles não erraram quando me deram sardas ou quando me fizeram ser gay,” disse ela, usando uma camiseta branca e uma gravata vermelha. “Deus me ama da forma como eu sou”.
Sua mãe, Heather Kester, disse na última sexta-feira que sua filha estava decidida a se assumir na igreja para ser uma voz e um exemplo para outras crianças LGBT que sofrem para serem aceitas na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ela pediu que o nome completo de Savannah fosse omitido para proteger a sua privacidade.
A religião mórmon é um dos muitos grupos conservadores que se opõem aos relacionamentos entre pessoas no mesmo sexo, em meio ao aumento da aceitação social e da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de legalizar o casamento gay. Ao mesmo tempo, a igreja mórmon está tentando incentivar um posicionamento empático em relação às pessoas LGBT.
Savannah e a coragem de se assumir
O vídeo, feito por uma amiga de Savannah que foi à igreja apoiá-la, chamou a atenção após ter circulado online este mês e aparecido em um podcast LGBT mórmon.
Enquanto alguns consideram Savannah uma heroína, outros mórmons não estão felizes que o fato tenha sido gravado e esteja sendo divulgado por críticos da religião, com o objetivo de denegrir a igreja.
Judd Law, o bispo que lidera a congregação ao sul de Salt Lake City, disse, num comunicado distribuído pela igreja que Savannah é “uma jovem menina corajosa” e que a congregação não está medindo esforços para que ela e sua família se sintam amadas.
No entanto, ele classificou a gravação não autorizada do momento, e a “demonstração inconveniente” de um grupo de adultos não-mórmons que estavam no local, como problemáticas.
Law disse que eles exploraram o evento para politizar o culto e violar o decoro da igreja. “Nós não falamos de política em nossas igrejas, e explorar esta gravação por razões políticas não condiz com a natureza das nossas reuniões,” disse ele.
Law não comentou nem explicou a decisão de dois de seus conselheiros de cortar o microfone. Ele não estava na igreja naquele dia.
Savannah estava no púlpito e leu um texto escrito por ela. Heather disse que não é mórmon, mas seu marido é, e Savannah foi criada sob os ensinamentos da religião.
Eu não escolho ser desta forma e isso não é um modismo,” disse Savannah à congregação no dia 7 de maio. “Eu não posso fazer alguém virar gay… Eu acredito que Deus quer que nós nos tratemos com bondade, mesmo se as pessoas forem diferentes, principalmente se elas forem diferentes”.
Seu microfone foi cortado após cerca de dois minutos – pouco depois de ter dito que não é uma “pecadora terrível” e que algum dia espera ter uma parceira, se casar e ter uma família. Ela se virou para ouvir algo que um homem usando um terno lhe disse e depois foi retirada do púlpito.
Heather disse que sua filha veio até ela e chorou no seu colo. A mãe disse à menina que seu discurso havia sido lindo e que Deus a amava.
Eu me senti arrasada por ela,” disse Heather, acrescentando: “Eu fiquei brava pela forma como eles lidaram com a situação”.
Após a igreja mórmon de Utah ter recebido críticas em 2008 por ajudar a liderar a luta pela proposta da Califórnia de banir constitucionalmente o casamento gay, líderes religiosos passaram vários anos desenvolvendo cuidadosamente um tom mais empático em relação à comunidade LGBT. O plano foi interrompido em 2015, quando a igreja adotou novas regras proibindo que crianças que vivem com pais homossexuais sejam batizadas antes de completar 18 anos.
Em outubro do ano passado, líderes da igreja atualizaram um site criado em 2012 para dizer aos membros que sentir atração por pessoas do mesmo sexo não é um pecado ou uma medida de fé, e que esta sensação pode nunca ir embora. No entanto, a igreja lembrou os membros de que ter relações sexuais homossexuais viola crenças fundamentais da doutrina, que não irão mudar.
Scott Gordon, presidente da Fair Mormon, uma organização voluntária que apoia a igreja, escreveu um post em um blog defendendo a igreja contra a onda de críticas decorrente do incidente.
Gordon disse que não havia problema no fato de que Savannah se assumiu homossexual durante seu discurso, mas que ela ultrapassou o limite quando caracterizou erroneamente os ensinamentos da igreja ao dizer que Deus gostaria que ela tivesse uma parceira e se casasse.
Embora você possa acreditar em quase tudo que quiser, você não pode pregar isso estando no púlpito,” disse Gordon.
Britt Jones, uma mórmon bissexual que lidera um podcast chamado “I like to look for Rainbows” (Eu gosto de procurar arco-íris, em tradução livre), que falou sobre a história de Savannah, disse que os líderes da igreja deveriam ter permitido que a menina terminasse seu discurso.
As questões homossexuais não são suficientemente debatidas na igreja,” disse Britt, que é casada com uma mulher e tem filhos. “Foi algo muito corajoso e admirável, especialmente para alguém tão jovem, não apenas pelo fato de que ela quis falar por si mesma, mas também porque quer ser uma voz para outros que estejam sofrendo em solidão”.
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quinta-feira, 6 de abril de 2017
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Templo em Tóquio oferece túmulos conjuntos para casais homossexuais
Decisão é incomum, pois país não reconhece o casamento homossexual e normalmente não permite que casais, que não são casados, compartilhem a mesma sepultura.
Um templo budista de Tóquio decidiu oferecer pela primeira vez túmulos para casais do mesmo sexo, algo incomum no Japão, país que não reconhece o casamento homossexual e normalmente não permite que casais, que não são casados, compartilhem a mesma sepultura.
Desde que você está mudando o conceito de padrão de família hoje em dia, deveria variar também a forma dos cemitérios", disse à Agência Efe um porta-voz do templo Shodaiji, em Tóquio, responsável pela iniciativa.
No Japão é costume guardar as cinzas de pessoas casadas na mesma tumba, embora não haja restrição legal para que um casal que não seja casado possa fazer isso. No entanto,estes enterros são pouco frequentes, por conta da oposição das famílias ou dos funcionários do cemitério.
O templo da corrente budista Jodo Shinshu, um dos maiores do Japão, pretende mudar esta dinâmica, de modo que desde outubro do ano passado, oferece sepultura conjunta para todo tipo de gente, sem importar sua religião, país de procedência ou relacionamento legal entre os mortos.
Por enquanto, dez dos 200 túmulos disponíveis para pessoas não casadas foram contratados, embora nenhum deles tenha sido adquirido por casais homossexuais.
O valor desse tipo de sepultamento é a partir de 1,2 milhão de ienes (cerca de US$ 10,8 mil) para o plano básico, que permite guardar as cinzas por até seis anos depois da morte do último falecido. Após este período, as cinzas são transferidas para um túmulo coletivo.
A Constituição japonesa define o casamento como "união baseada só no consentimento mútuo de pessoas do sexo oposto", enquanto a legislação civil nacional não reconhece o casamento homossexual.
No entanto, algumas autoridades japonesas - como o distrito de Shibuya, em Tóquio -, começaram a reconhecer as uniões civis homossexuais, e inclusive o templo budista de Shunkoin, em Kyoto, começou, em 2014, a realizar casamentos de casais do mesmo sexo.
Além disso, muitas das grandes empresas japonesas começaram a implementar recentemente normas trabalhistas igualando os direitos de seus funcionários gays com os dos trabalhadores heterossexuais.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
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Lanna Holder e Rosânia Rocha
Cantora gospel deixou pastor para se casar com pastora
Rosânia resolveu contar como aconteceu o romance das duas, que são casadas há 15 anos Muitas pessoas do meio gospel conhecem a história de Lanna Holder, pastora assumidamente lésbica que mantém um ministério inclusivo ao lado de sua esposa, a cantora Rosânia Rocha. No entanto, poucos sabem como foi dramática e caótica a história de aceitação do casal e, principalmente, o conflito religioso no qual as duas acabaram se inserindo. Por isso, Rosânia resolveu contar, como aconteceu o romance das duas, que são casadas há 15 anos, em uma reportagem para o site da revista “Sou Mais Eu”.
Rosânia, que nasceu no interior de Minas, cresceu numa família evangélica e aos 20 anos se mudou para Boston, nos Estados Unidos. Foi numa igreja da cidade americana que conheceu João, pastor que viria se tornar seu marido, sendo mãe logo na sequência.
Eu nunca amei o João de verdade. Éramos muito parceiros, crescemos juntos e nos respeitamos bastante. Mas se eu dissesse que sentia atração por ele, mentiria. De toda forma, o sexo nunca foi uma questão para mim. Durante um tempo pensei até em procurar um médico porque eu simplesmente não tinha vontade, não me interessava, e me sentia muito mal porque eu não conseguia corresponder a ele”, explicou a cantora à publicação.
Foi em um compromisso como cantora gospel que ela conheceu Lanna Holden, em 2002. Na época, Lanna era considerada o “Silas Malafaia de saias” e percorria o Brasil pregando que Deus a havia “curado” da homossexualidade. Ela se definia claramente como uma ex-lésbica, e já tinha um marido e um filhinho, ainda bebê. O sucesso da Lanna era tanto que ela foi convidada para pregar nos Estados Unidos, exatamente na igreja de Rosana.
A partir daí as duas se tornaram amigas íntimas. Em uma viagem de carro, Rosânia criou coragem e se declarou para Lanna que também confessou estar apaixonada. Depois do primeiro beijo em um hotel, as duas passaram a se evitar porque se sentiam culpadas.
Eu não acredito que Deus aprovava o que gente fazia, afinal, as duas eram casadas. Mas eu sei que Deus conhecia nosso coração e que era amor verdadeiro. Descobri um prazer que eu nunca tinha experimentado e foi tudo muito natural”, explicou Rosânia.
As duas se divorciaram de seus maridos. Para Lanna o término foi mais fácil, mas Rosânia recebeu ameaças do ex e do próprio irmão. Além disso, havia o conflito interno equivocado de estar ferindo os princípios da religião evangélica. As duas buscaram nos estudos teológicos o respaldo para viverem um grande amor.
Descobri que Deus também ama os homossexuais e abençoa o amor entre pessoas do mesmo sexo. Tem muita gente por aí que distorce trechos da palavra de Deus ou que não estuda adequadamente e acaba usando versículos fora de contexto para condenar as pessoas, ao invés de amá-las como Jesus ensinou”, explicou a evangelista.
FACEBOOK/REPRODUÇÃO
Igreja para fiéis LGBT
Atualmente, Lanna Holder e Rosânia Rocha têm um ministério que acolhe o público LGBT na cidade de São Paulo há sete anos. A Igreja Cidade de Refúgio, assim com o as igrejas tradicionais, conta com cultos, eventos, conferências e trabalhos filantrópicos.
Eu nunca pensei que voltaria para o Brasil, mas foi aqui, na cidade de São Paulo, que Deus realizou a promessa de abençoar pessoas LGBT por meio do nosso ministério. Somos pastoras, continuo servindo a Deus com a minha voz e levamos o amor de Jesus a todos, sem distinção”.
Fonte: Metrópoles, por Edson Caldeiras, 21/02/2017
Um Outro Olhar
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
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Cartaz diz que diversidade é destruição da família constituída por Deus (Foto: Ana Claudia Ferreira/G1)
Protesto contra famílias gays reúne cerca de 500 pessoas em Rondônia Ato foi feito em Ariquemes após uma decisão de prefeitura municipal. Poder executivo quer suprimir páginas didáticas com casais homoafetivos.
Cerca de 500 pessoas fizeram um protesto, neste sábado (4), contra a formação de famílias homoafetivas e diversidade de família, em Ariquemes (RO). Com cartazes e faixas dizendo que família é formada apenas por homem e mulher, os manifestantes do "1° ato em prol da família" iniciaram a passeata na Praça da Vitória e seguiram até o Ministério Público de Rondônia (MP-RO).
Na ocasião, os integrantes de grupos religiosos pediram que a prefeitura mantenha a decisão, anunciada no dia 23 de janeiro, em suprimir as páginas de livros escolares que tenham diversidade familiar, como a adoção de crianças por casais gays. O protesto teve mais de três horas de duração.
Para o ato, os manifestantes produziram vários cartazes e faixas. "Diversidade de família e ideologia de gênero é destruição da família constituída por Deus", dizia uma mensagem. "Homem e mulher constituem uma família", apontava uma faixa.
A dona de casa Tatiane de Souza, mãe de dois filhos, foi à manifestação acompanhada do filho Marcos Antônio, de 10 anos. Ela apoia a retirada das páginas dos livros que tratam de diversidade familiar.
Eu e meu marido decidimos que esse tipo de informação nós é quem vamos ensinar aos nossos filhos, consideramos esse conteúdo inadequado para a idade dos nossos filhos", disse.
Após percorrer cerca de dois quilômetros por duas avenidas da cidade, os participantes do "1° ato em prol da família" fizeram um momento de discursos dos lideres religiosos.
O encerramento do ato aconteceu em frente à Promotoria de Justiça de Ariquemes. Os participantes também são contra a recomendação do MP para que a prefeitura não faça a supressão do conteúdo de união dos atuais livros didáticos.
Cartaz diz que família é formada por homem e mulher (Foto: Ana Claudia Ferreira/G1)
Organização
O pastor presidente da igreja Assembleia de Deus, Nels dos Santos, integra o grupo dos religiosos organizadores da passeata. Ele afirma que o ato não é favor do preconceito, apenas defende a família tradicional constituída por Deus, somente com homem e mulher.
Respeitamos quem tem orientação sexual diferente. Não somos contra pessoa, eles são bem-vindos na igreja, mas não aprovamos as práticas dessas pessoas", explica.
Segundo os organizadores, cerca de 500 pessoas participaram do ato. Eles querem que a opinião deles seja respeitada, onde os pais eduquem os filhos sobre famílias diferentes, formadas por casais homossexuais.
Nossa intenção é ser ouvidos, exigimos que os órgãos que defendem o uso desses livros, entendam que nós pais não queremos isso para os nossos filhos", afirmou o professor Geidson Moreira, um dos organizadores do ato.
Educador
O professor André Ribeiro acompanhou o protesto e discordou do manifesto, considerando a caminhada preconceituosa e hipócrita.
Isso é um circo. Precisamos de mais conhecimento e não de censura. Que preguemos o amor fraterno e não o ódio contra as minorias” criticou.
A Polícia Militar (PM) e Guarda Municipal prestaram apoio a passeata, mas não divulgaram a quantidade de público.
Caso dos livros didáticos
No início do mês de janeiro, oito dos treze vereadores protocolaram um ofício para solicitar a suspensão e o recolhimento dos livros didáticos disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) que serão distribuídos neste ano, a fim de evitar a discussão sobre ideologia de gênero nas escolas do município.
Em agosto de 2016, os livros com o conteúdo foram entregues às escolas, mas foram retirados dos alunos pelo município.
De acordo com um dos vereadores responsáveis pelo ofício, Amalec da Costa (PSDB), existe uma lei municipal em vigência a qual não permite a exposição de conteúdos com ideologia de gêneros aos alunos do ensino fundamental.
No dia 23 de janeiro, o prefeito de Ariquemes, Thiago Flores (PMDB), realizou uma reunião com 12 vereadores para debater sobre o assunto. Na ocasião eles decidiram retirar os trechos com ideologia de gênero e diversidade familiar dos livros.
O G1 teve acesso aos conteúdos presentes nos livros didáticos e constatou a presença de questões relacionadas à diversidade sexual nas formações de famílias. Em um livro de geografia do 3º ano, o texto apresenta que as famílias podem ter diversas composições e apresenta uma foto com duas mães e as filhas.
Em um livro de história do 2º ano, uma imagem conta a história de Theodora. "Theodora e seus pais, Vasco e Dourival – o primeiro casal de união homoafetiva a adotar uma criança no Brasil, em 2006".
Em um livro de geografia do 3° ano, o material indica a leitura ao aluno sobre um texto de um casal homossexual que adotou uma criança com necessidades especiais.
Livro mostra composição por diferenters famílias (Foto: Ana Claudia Ferreira/ G1)
Já em um livro do 1º ano, um exercício leva aos alunos completar as legendas das fotografias escrevendo o número de pessoas de cada família. Entre as imagens, está a de uma família formada por dois pais e uma criança.
Para o Ministério da Educação (MEC), a atitude de suprimir as páginas de livros escolares é ilegal. Segundo o MEC, a supressão dos livros distribuídos no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) afronta à legislação dos materiais didáticos, pois as escolas possuem o dever de zelar dos livros.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
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O Padre Beto foi excomungado pela Diocese de Bauru, em São Paulo, após publicar vídeos na internet nos quais discutia abertamente a moral sexual cristã
Padre excomungado abençoa casamento gay no Recife
O lema de que o amor pode surgir entre todos os seres humanos acompanha o padre Roberto Francisco Daniel, 51, mais conhecido como Padre Beto, em todas as cerimônias que celebra. Excomungado da igreja em 2013, por criticar algumas estruturas da Igreja Católica, hoje o sacerdote viaja o Brasil inteiro para celebrar a união entre casais homoafetivos. A última celebração ocorreu no dia 29 de janeiro, no Recife, entre Eliel Alves e Berg Goodman. Para ele, o amor pode surgir entre todos os seres humanos e quem ama não deve ter medo de celebrar esse sentimento.
A moral sexual da igreja precisa ser revisada como um todo, pois enxerga a sexualidade como algo negativo. Sexo não é para procriar, é para dar prazer. Se fosse só para a procriação, as pessoas só transariam duas ou três vezes. O casamento como algo indissolúvel e a impossibilidade de questionar o divórcio também são coisas que precisam ser questionadas. Desse modo, uma pessoa que se divorcia com 30 anos deve passar o resto da vida solteira por ter se separado e sem fazer sexo porque não é casada? Isso é absurdo", declara o Padre Beto, em entrevista ao JC.
O sacerdote foi excomungado em abril de 2013, pela Diocese de Bauru (SP), após ter se recusado a pedir o perdão exigido por seu bispo, que fez o pedido após o padre discutir abertamente a moral sexual cristã, sob a acusação de "ferir a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor". Na época, a Diocese estabeleceu um prazo para que ele se retratasse e fizesse uma “confissão humilde de que errou quanto a sua interpretação e exposição da doutrina, da moral e dos bons costumes ensinados pela igreja". Ele se negou e foi desligado sendo acusado de "gravíssimo delito de heresia e cisma".
Para o padre, a negação da igreja em aceitar a união homoafetiva só cria ódio entre as famílias e afasta os fiéis.
Fico feliz em poder mostrar para a sociedade que os homossexuais são pessoas que têm o direito de se amarem e serem felizes. A Igreja Católica ainda mantém sua postura absurda de condenar os gays ao celibato. A igreja, ao mesmo tempo que prega o respeito e amor, rejeita e critica casais homoafetivos. A mesma coisa de dizer para um negro, eu aceito a sua cor, mas não a sua negritude. Não é algo santo e afasta as pessoas de Deus, criando o ódio nas famílias", afirma.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
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Duas freiras abandonam o hábito e se casam na Itália Federica e Isabel se apaixonaram durante um trabalho voluntário em uma clínica de reabilitação e celebraram a união civil nesta quarta-feira
Duas freiras italianas que revogaram seus votos se casaram na cidade de Pinerolo, no norte da Itália, nesta semana. Federica e Isabel abriram mão do hábito depois que se apaixonaram durante um trabalho voluntário em uma clínica de reabilitação para viciados em drogas, reportou o jornal britânico The Guardian.
Após a decisão, elas passaram a criticar a posição da Igreja Católica contrária à homossexualidade.
Deus quer que as pessoas sejam felizes, que vivam o amor à luz do sol”, disse Isabel ao jornal italiano La Stampa.
Elas contaram à publicação que não teriam abandonado a Igreja, pois não perderam a fé.
A união civil de Federica e Isabel ocorreu em uma cerimônia fechada na prefeitura de Pinerolo nesta quarta-feira, 24 horas antes do programado para despistar a imprensa. +
Garantimos o direito à privacidade do casal, que pediu discrição”, disse o prefeito Luca Salvai ao La Stampa.
O casal ainda participará de uma cerimônia religiosa ministrada por um amigo ex-padre, suspenso por apoiar o casamento gay.
Garanto que nem todos na Igreja foram contra esse casamento. Elas foram criticadas, mas muitas freiras entenderam a situação, assim como há muitos padres que não condenam esse tipo de escolha”, disse o ex-padre Franco Barbero. “Aliás, esta não é a primeira vez que eu caso duas freiras”, acrescentou.
O casamento das freiras ocorre um ano após o monsenhor Krzystof Charamsa ser demitido de seu posto em um serviço da Santa Sé logo após ele ter dito a um jornal que é gay e exortado a Igreja Católica a alterar a sua posição sobre a homossexualidade.
O então padre de 43 anos, que contou ter um parceiro, foi removido de sua posição na Congregação para a Doutrina da Fé, braço doutrinal do Vaticano em que trabalhava desde 2003. Após a demissão, o Vaticano afirmou que a demissão de Charamsa não teve relação com seus comentários sobre sua situação pessoal, que afirmou “merecer respeito”.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016
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O arcebispo mexicano, Norberto Rivera, teceu fortes acusações contra os homossexuais
Após ter-se manifestado contra a proposta do presidente Enrique Peña Nieto, que defende o reconhecimento constitucional dos casamentos homossexuais, Norberto Rivera desencadeou uma onda de manifestações que culminaram este sábado numa marcha contra o matrimônio entre homossexuais.
Norberto Rivera, arcebispo do México e responsável pela revista eclesial
Desde la fe, fez na mais recente edição do seu semanário, publicado domingo, acusações contra os homossexuais. A revista, principalmente dirigida aos setores mais conservadores da Igreja, veio alimentar a onda de críticas e manifestações homofóbicas no país.
No dia seguinte à manifestação, que contou com dezenas de milhares de pessoas, o arcebispo do México publicou a polêmica revista, onde expõe as razões pelas quais está contra o casamento entre homossexuais e a adoção por parte de casais do mesmo sexo.
Os principais argumentos passam pelo aumento de doenças, a instabilidade emocional das crianças adotadas e o declínio do seu rendimento escolar, assim como um maior risco de agressão sexual, tendo afirmado que “uma criança tem mais possibilidades de sofrer abusos sexuais por parte de um pai homossexual”.
Desde la fe declara ainda que, nos países onde tais leis se encontram em vigor, quem se manifesta contra a homossexualidade enfrenta “multas e penas de prisão”. “Já foram presos donos de hotéis que não aceitam casais do mesmo sexo” – situação que foi, este ano, denunciada em Portugal -, assim como “pais de família que se opõem a que os seus filhos sejam ensinados, na escola, que a homossexualidade é algo natural”.
Na publicação, pode ler-se ainda que “incontáveis estudos científicos mostram que os homossexuais são quem mais sofre de doenças sexualmente transmissíveis”. São, também, criticados os países onde se promove uma educação que “incentiva as crianças a explorar as suas partes íntimas” e se permite que “as moças se vistam de rapazes” e vice-versa, “para que se sintam mais cômodos com a ideia de ser de outro sexo”.
A publicação de Norberto Rivera nega, ainda, que o papa Francisco tenha afirmado que a Igreja Católica deveria pedir desculpa aos homossexuais pela forma como os tem tratado. Apesar de, no discurso proferido pelo papa no domingo, este ter mostrado apoio às manifestações mexicanas "em favor da família e da vida", várias fontes confirmam a posição do papa em relação ao tema, tendo este afirmado que os homossexuais "não devem ser discriminados", mas sim respeitados.
Fonte: RTP Notícias, 26/09/2016
Papa declara apoio a manifestação contra casamento gay no México Francisco disse ter se unido de boa vontade ao protesto de milhares de pessoas contra proposta do presidente do país
O Papa Francisco declarou neste domingo (25) seu apoio aos bispos e cidadãos mexicanos que se opõem à proposta do governo do país de legalizar o casamento gay. Em sua tradicional benção de domingo na Praça São Pedro, o Papa disse ter se unido de boa vontade ao protesto “em favor da família e da vida, que nestes tempos requerem espacial atenção pastoral e cultural ao redor do mundo”.
Dezenas de milhares de pessoas marcharam pelas ruas da Cidade do México neste sábado para protestar contra a proposta do presidente Enrique Pena Nieto de regular o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Vestindo branco, os manifestantes empunhavam cartazes com alertas sobre o casamento gay e exigindo maior participação dos pais no controle da edução sexual nas escolas.
Francisco já declarou sua oposição ao casamento gay e tem criticado o que chama de “ideologia de gênero”, particularmente a ensinada na escola. O Papa, no entanto, raramente intervém em discussões internas sobre o assunto nos países, deixando isso a cargo dos bispos locais. O POntífice visitou o México em fevereiro deste ano.
Um Outro Olhar
segunda-feira, 27 de junho de 2016
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Judeu ultraortodoxo esfaqueia jovem durante a Parada do Orgulho Gay, em Jerusalém
Judeu ultraortodoxo que matou jovem no Orgulho Gay é condenado à prisão perpétua
Um tribunal israelense condenou neste domingo à prisão perpétua um judeu ultraortodoxo por ter matado uma adolescente israelense no Orgulho Gay de Jerusalém em 2015, um crime que comoveu o país.
Yishai Shlissel, que foi declarado culpado em abril, foi condenado à prisão perpétua e mais 31 anos de detenção, informou a corte em um comunicado.
Em 30 de julho de 2015, o homem, então com 39 anos, irrompeu no desfile do Orgulho Gay que percorria as ruas de Jerusalém. Armado com uma faca, atacou uma das participantes, Shira Banki, de 16 anos, que morreu dias depois em consequência da gravidade dos ferimentos. Outras seis pessoas sofreram lesões.
O crime provocou uma forte comoção pública em Israel, principalmente porque o assassino tinha saído da prisão três semanas antes, após cumprir uma pena de 10 anos de reclusão por uma agressão similar na marcha do Orgulho Gay de 2005, na que feriu três pessoas.
“Não expressou nenhum remorso. Na audiência anterior, falou de una guerra religiosa”, afirmou à AFP uma das vítimas de Shlissel, Noam Eyal, de 31 anos, na saída da audiência.
Israel é considerado um país pioneiro na defesa e no respeito aos direitos dos homossexuais, principalmente em relação à adoção por parte de casais do mesmo sexo.
Mas os ativistas LGBT denunciam com frequência discriminações e ataques, principalmente em Jerusalém, onde há uma grande comunidade de judeus ultraortodoxos que consideram a homossexualidade como um pecado.
O tribunal pronunciou “uma pena de prisão perpétua e 31 anos de detenção pelo assassinato de Shira Banki, seis tentativas de assassinato e feridas a participantes do Orgulho Gay”, indicou Oshrat Shoham, da promotoria de Jerusalém.
Trata-se de um “duro veredito”, disse a jornalistas na saída da audiência. “Pensamos que Yishai Shlissel não será posto em liberdade durante as próximas décadas. Talvez nunca mais seja libertado”, concluiu.
O ataque provocou uma grande comoção em Israel, onde a polícia foi alvo de críticas por não ter impedido o crime, apesar de o fanático assassino ter divulgado suas intenções em vários fóruns de redes sociais antes de executar o ato.
Um Outro Olhar
quarta-feira, 13 de abril de 2016
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Noruega seguiu o exemplo das vizinhas Suéciae Dinamarca (Foto: Bob Strong/Reuters)
Igreja luterana norueguesa permitirá casamento gay Proposta contou com o apoio de 88 dos 115 delegados. Noruega segue assim o exemplo das vizinhas Suécia e Dinamarca
Copenhague - A Igreja luterana norueguesa aprovou nesta segunda-feira em sua assembleia anual permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo em seus templos.
A proposta, que contou com o apoio de 88 dos 115 delegados, estabelecerá um novo ritual litúrgico que no entanto não será adotado formalmente até janeiro do ano que vem.
A nova disposição permitirá também aos pastores e outras figuras eclesiásticas que não estejam de acordo com a medida abster-se de participar das cerimônias.
A autorização do casamento entre homossexuais foi um assunto polêmico no seio da Igreja luterana deste país escandinavo nas últimas décadas.
A aprovação da proposta na assembleia, realizada em Trondheim (sul do país), foi recebida com cenas de júbilo, entre outros pelos representantes de Igreja Aberta, um grupo criado em 2014 após a rejeição à tentativa anterior por autorizar as uniões entre pessoas do mesmo sexo.
É um grande dia para mim, para Igreja aberta e para a Igreja Luterana. Finalmente vamos poder celebrar o amor independentemente de quem se ame", declarou na assembleia Gard Sandaker-Nilsen, líder desse grupo.
A Noruega, de maioria protestante, segue assim o exemplo das vizinhas Suécia e Dinamarca, cujas igrejas luteranas autorizaram respectivamente as uniões entre homossexuais em 2009 e em 2012.
Um Outro Olhar
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
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Manifestantes contra projeto de união civil homossexual e adoção, em Roma
Itália: Milhares manifestam-se contra uniões civis homossexuais
O reconhecimento das uniões civis e da adoção para os casais homossexuais inflama os protestos da comunidade católica em Itália.
Milhares de opositores ao projeto lei, que deverá ser votado no parlamento em fevereiro, manifestaram-se este sábado em Roma.
A Itália é o único país da Europa Ocidental a ainda não ter modificado a lei para reconhecer os direitos dos casais homosexuais.
Uma manifestante afirma, “penso que devemos dar prioridade aos direitos das crianças, antes de pensarmos nos direitos dos adultos, que são livres de fazerem o que quiserem. É um facto e é a natureza que impõe que um bebé é fruto de um homem e de uma mulher”.
Na base da revolta dos setores mais conservadores está a proposta que divide mesmo o partido do primeiro-ministro Matteo Renzi e que permite a adoção, ainda que limitada aos filhos biológicos de um dos membros do casal.
O tema divide a sociedade italiana, uma semana depois de outra manifestação em Roma ter reunido milhares de apoiantes da reforma.
Um Outro Olhar
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
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Às vésperas de parada gay de Ribeirão Preto (2011), igreja bancou outdoor com condenação divina
Igreja é proibida de publicar outdoors homofóbicos em Ribeirão Preto
A 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença de primeiro grau, que proibiu uma igreja de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, de publicar mensagens com trechos bíblicos condenando a homossexualidade. A multa diária para o caso de descumprimento é de R$ 10 mil.
O motivo foi a instalação de um outdoor às vésperas da Parada Gay na cidade, em 2011. Para o tribunal, em decisão proferida nesta segunda-feira, 11, “a expressão da religiosidade pode ser exercida livremente nos templos, na presença de fiéis, mas não por intermédio de propaganda de suas crenças”.
O outdoor foi colocado pela Casa de Oração e gerou reclamações de movimentos LGBT. Uma ação da Defensoria Pública fez com que fosse retirado às vésperas da Parada Gay, sendo a posição confirmada em setembro de 2014 pela Justiça local.
A decisão é reforçada agora com o despacho do TJ-SP. Nela, o desembargador Natan Zelinschi de Arruda argumenta que “no Estado Democrático de Direito a dignidade da pessoa humana deve prevalecer”.
Disputa
O outdoor foi instalado perto do prédio da Câmara Municipal com citações bíblicas, como uma que diz que homem que se deita com outro homem pratica “coisa abominável”. Ação da Defensoria considerou, entre outras coisas, que a mensagem é “discriminatória e degradante”.
A Igreja Casa de Oração, de doutrina evangélica, informou que a finalidade foi expressar o que Deus diz sobre a homossexualidade. No ano passado, ela ingressou com recurso argumentando o direito à liberdade de crença e de expressão. Porém, seu advogado não revelou se vai recorrer da nova sentença.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
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Rev. Takafumi Kawakami em Shunkoin, um subtemplo do Templo Myoshinji
Este monge budista quer realizar casamentos gays em templo no Japão
O casamento entre pessoas do mesmo sexo não está legalizado no Japão. No entanto, existe um templo Budista japonês onde lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e membros de outros grupos minoritários podem se casar: o templo Shunkoin em Hanazono, Kyoto. Casais gays do mundo inteiro visitam o templo.
Como é que o templo Shunkoin começou a realizar cerimônias de casamento LGBT? O HuffPost Japão fez essa mesma pergunta ao Reverendo Taka Zenryu Kawakami, sumo sacerdote do Shunkoin.
O sacerdote admite ter tido preconceito contra a comunidade LGBT quando era mais jovem. "Eu não sou gay e na minha infância não havia pessoas LGBT. O meu antigo ‘eu’ tinha um preconceito contra essas minorias", disse. Kawakami nasceu em uma família que tem dado origem a sumo sacerdotes Shunkoin por gerações.
Depois de graduar-se da Escola Hanazono (afiliada ao templo budista Rinzai), ele estudou inglês na Universidade Rice no Texas e depois na Universidade Estadual do Arizona.
Um dia eu estava tomando um chá com um amigo e uma pessoa passou perto de nós e deu para perceber que era um gay. Eu fiz um comentário discriminatório. Meu amigo respondeu: 'Eu também sou gay. É assim que você se sente assim sobre mim, Taka?’”, relembra Kawakami.
Quando ele disse isso eu lembrei de como fui discriminado por ser asiático na minha viagem pelo Sul do país", disse o sacerdote.
Por ter sofrido na pele o preconceito eu senti uma imensa vergonha e mudei completamente de postura. Quando isso aconteceu os meus amigos começaram a se abrir comigo, assumindo-se gays ou lésbicas".
Kawakami se formou em estudos religiosos e psicologia na Universidade Estadual do Arizona e morou nos Estados Unidos por aproximadamente oito anos. Em 2004 ele retornou ao Japão para começar o seu treinamento ascético no templo Zuiganji na prefeitura de Miyagi, já que a experiência como sacerdote o ajudaria a prosseguir os estudos.
Em 2006 Kawakami concluiu seu treinamento e retornou a Shunkoin onde teve a oportunidade de dar aulas em inglês de zazen (meditação zen budista) a um conhecido americano. As pessoas souberam das aulas e os turistas começaram a entrar em contato.
Em 2007, Kawakami tornou-se oficialmente sumo sacerdote no Shunkoin e começou a oferecer aulas de meditação para um número cada vez maior de falantes da língua inglesa.
A primeira pessoa a perguntar sobre cerimônias de casamento para casais do mesmo sexo foi uma mulher da Espanha que tinha visitado Shunkoin várias vezes para aprender a meditação zazen.
Você pode realizar cerimônias aqui?' ela me perguntou", relembrou Kawakami. "Eu disse para ela, ‘Sim, podemos.' Então, ela disse 'Eu tenho mais uma pergunta. Minha parceira é mulher.' E eu respondi, 'Está bem.'"
Kawakami buscou nos textos sagrados do Budismo Mahayana e confirmou que esse tipo de casamento não contradiria as escrituras. Ele esperava ouvir críticas por realizar a cerimônia ali, mas ele também tinha certeza que sua vontade de realizar as cerimônias de casamento do mesmo sexo no templo apoiaria a causa LGBT abrindo caminhos para uma maior aceitação na sociedade japonesa.
As razões que fazem as pessoas LGBT não serem aceitas no Ocidente e no Japão são diferentes", disse ele. "No Japão, não há pressão religiosa de grupos como os conservadores cristãos. Então você não vê o mesmo tipo de oposição forte que existe no Ocidente.
Por outro lado, no Japão há uma pressão em direção ao conformismo, um sentimento de que ‘Nós todos somos iguais; somos todos heterossexuais’ – e isso dificulta a vida de quem é LGBT. Eu pensei que se mais lugares, como o meu templo, pudessem mostrar que ativamente aceitam casamentos gays isso daria uma maior atenção ao problema", adicionou ele.
Casais gays do mundo todo vão para Kyoto casar-se no templo Shunkoin. (John Lander via getty images)
Em 2010, o casal de espanholas realizou uma cerimônia pública de casamento no templo. Na primavera de 2014 Shunkoin, em parceria com o Hotel Granvia Kyoto, começou a oferecer pacotes turísticos de casamentos budistas para casais LGBT.
Cinco casais se registraram esse ano. Até agora, em 2015, oito casais vieram aqui para declarar o seu amor, disse Kawakami. Seis desses casais vieram de fora e dois deles eram japoneses -- dois homens e duas mulheres.
Muitos casais são de mulheres. Este foi o primeiro ano que tivemos um casal onde os dois eram japoneses, o que me deixa muito feliz. Espero que tenhamos mais casais como eles no futuro", disse Kawakami.
Desde que as cerimônias de casamento do mesmo sexo começaram em Shunkoin, Kawakami tem dado palestras na General Electric e na Universidade de Tokyo e tem sido convidado para falar em outras instituições.
O missionário Luís Fróis registrou que no período dos Estados Guerreiros, daimyo [lords] tinham relações sexuais com seus mensageiros. O amor entre pessoas do mesmo sexo está descrito na shunga, arte [erótica] do período Edo e era aceito", disse Kawakami.
Isso mudou durante [o período Meiji]. Durante a fase ‘Sair da Ásia, Unir-se a Europa’, a definição de 'país civilizado' como produto de uma nação ocidental, de base protestante, foi importada e com ela veio o pensamento que o amor entre gays era pecado. Se olharmos cuidadosamente para a história, podemos ver que um Japão pré-Meiji era 'gay friendly'", disse ele.
Não devemos agir como se fosse certo deixar de lado a comunidade LGBT só porque eles são uma minoria", disse Kawakami".
De acordo com pesquisas 7,6 por cento da população do Japão é LGBT. Isso significa que aproximadamente sete por cento da população no Japão não tem a opção de se casar. Isso não pode trazer felicidade ao país inteiro."
Não se trata somente dos direitos gays, acredita Kawakami. Uma sociedade onde as mulheres, as pessoas com deficiências, os imigrantes e outros grupos minoritários possam ser felizes, é o caminho para a felicidade em todo o país, disse ele.
Esta história originalmente apareceu no HuffPost Japão. Foi traduzida e editada por motivo de clareza.(Tradução: Simone Palma) Fonte: Huff Post Brasil, 09/11/2015
Um Outro Olhar
terça-feira, 6 de outubro de 2015
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Papa abre Sínodo pedindo por Igreja acolhedora, mas nega casamento gay
VATICANO (Reuters) - O papa Francisco reafirmou neste domingo a oposição católica ao casamento gay na abertura de um encontro de três semanas de bispos de todo o mundo, mas disse que a Igreja precisa demonstrar amor e compreensão para todos.
Francisco presidiu uma missa solene na Basílica de São Pedro para abertura do evento, conhecido como sínodo, com o tema da família no mundo moderno.
A preparação para o sínodo, no entanto, na qual participaram cerca de 300 bispos e outros delegados, foi dominada por temas gays.
Na véspera do encontro, o Vaticano dispensou um padre polonês de seu trabalho na Santa Sé após ele ter se assumido gay e pedido por mudanças nos ensinamentos católicos contra a atividade homossexual.
Católicos conservadores realizaram uma conferência em Roma logo antes do início do sínodo sobre como homossexuais podem viver pelas regras de castidade da Igreja enquanto os ativistas católicos gays realizaram outra conferência demandando total aceitação de ativistas gays na Igreja.
Francisco dedicou um terço da sua homilia ao tópico do amor entre homem e mulher e seu papel de procriação.
Esse é o sonho de Deus para sua amada criação: vê-la na união amorosa entre um homem e uma mulher, regozijando-se em sua jornada compartilhada, fecunda em sua doação mútua", disse ele.
Franciso também falou do "real significado do casal e da sexualidade humana nos planos de Deus", uma clara referência ao casamento heterossexual.
Um Outro Olhar
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
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O padre Krzysztof Charamsa e seu namorado Eduard Planas
Quem é Krzysztof Charamsa, o padre que se declarou gay às vésperas do sínodo católico Papa Francisco abriu reunião neste domingo destacando centralidade de casamento católico
Ele queria provocar um alvoroço - e conseguiu. Krzysztof Charamsa virou o primeiro padre que trabalhava no Vaticano a se declarar abertamente gay.
E ele fez isso em um momento crítico: na véspera do Sínodo da Família, que o papa Francisco abriu neste domingo, e em que prelados de todos o mundo irão debater temas como o tratamento a divorciados e homossexuais.
Ao celebrar a missa de abertura do evento neste domingo, o papa Francisco pediu que a Igreja fosse mais aberta àqueles que não conseguem cumprir seus ensinamentos, mas destacou a centralidade do casamento heterossexual.
Ao sair do armário, Charamsa não tentou ser discreto: concedeu longa entrevista publicada neste sábado no Il Corriere della Sera, jornal de maior circulação na Itália, em que convida a Igreja a aceitar plenamente os fieis homossexuais.
Quero que a Igreja e minha comunidade saibam quem sou: um padre homossexual, feliz e orgulhoso de sua identidade. Estou disposta a pagar as consequências, mas é hora de a Igreja abrir seus olhos para os fieis homossexuais e entender que a solução oferecida, a abstinência total da vida amorosa, é desumana", disse.
Coração do Vaticano
Charamsa não é um padre qualquer. Passou 17 anos de seus 43 morando em Roma, onde desde 2003 é oficial da Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada precisamente de defender a doutrina da Igreja.
Além disso, é secretário da Comissão Teológica Internacional do Vaticano e professor de Teologia da Universidade Pontifícia Gregoriana e da Universidade Pontifícia Regina Apostolorum em Roma.
Como punição por sua declaração, o Vaticano anunciou que ele não poderá continuar em seus cargos.
Debate sobre pressão
As palavras de Charamsa caíram como uma bomba na Igreja e foram classificadas de "irresponsáveis" pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, sobretudo por terem sido feita às vésperas do Sínodo Ordinário para a Família, que será celebrado até o dia 25 de outubro.
Apesar do respeito que merecem os feitos e circunstâncias pessoais e as reflexões sobre elas, a escolha de declarar algo tão clamoroso na véspera da abertura do Sínodo é muito grave e irresponsável", disse Lombardi em um comunicado.
O porta-voz afirmou que as declarações de Charamsa buscavam "submeter a assembleia sinodal a uma pressão midiática injustificada".
Charamsa não nega isso. Pelo contrário, disse que a revelação pública busca levar uma mensagem à Igreja. "Quero, com minha história, sacudir um pouco a consciência da Igreja", afirmou.
Gostaria de dizer ao Sínodo que o amor homossexual é um amor familiar, que necessita da família. Todas as pessoas, incluindo os gays, lésbicas e transexuais, têm no coração o desejo de amar e de ter relações familiares", acrescentou.