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Banda Foo Fighters decidiu "trollar" manifestação homofóbica da igreja Westboro Baptist em Kansas City (EUA)

terça-feira, 25 de agosto de 2015 0 comentários


Foo Fighters "trollam" manifestação homofóbica de igreja conservadora dos EUA
Banda surgiu em carro aberto durante protesto tocando clássico de Rick Astley

Os caras do Foo Fighters mais uma vez surpreenderam por seu bom humor neste fim de semana.

A banda roubou os holofotes de forma inusitada durante mais um dos protestos da igreja Westboro Baptist, conhecida por fazer piquetes com cartazes escritos "Deus odeia viados", entre outras ofensas, em velórios de soldados americanos e shows de artistas que são a favor dos movimentos LGBTs.

Os membros da congregação conservadora se manifestavam próximos de onde o quinteto iria se apresentar em Kansas City, no estado americano do Missouri, quando foram surpreendidos pelos integrantes em um carro aberto tocando o clássico dos anos 80 "Never Gonna Give You Up (ver letra abaixo)", de Rick Astley.

Essa música voltou a ser sucesso há alguns anos por ser usada em trollagens da internet, como em links de notícias falsas que direcionavam para o clipe. Para completar a provocação, um membro da equipe da banda dançava rebolando com uma sunga multicolorida para os manifestantes.

Veja o momento no vídeo abaixo:

The Veronicas fazem pedido aos líderes políticos da Austrália pela aprovação do casamento LGBT

quinta-feira, 13 de agosto de 2015 0 comentários

As irmãs Lisa e Jessica Origliasso da The Veronicas

Dupla The Veronicas faz campanha pelo casamento gay

As irmãs Lisa e Jessica Origliasso, da The Veronicas, fizeram um pedido aos líderes políticos da Austrália. Publicaram um vídeo lendo uma carta aberta que escreveram ao primeiro-ministro do país, Tony Abbott, pedindo direitos iguais para casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Senhor Abbott”, diz Lisa, “você perdeu a chance de tornar-se um líder revolucionário neste quesito e está na hora de se alinhar com os vários governos que pavimentaram o caminho e não seguir adiante com governos que persistem em restringir a igualdade de direitos humanos e o progresso social para seu povo e país”.
Leis de discriminação e preconceito fundadas na base do tradicionalismo não merecem espaço na história”, continuou.

An open letter to Prime Minister Abbott
An open letter to Prime Minister Tony Abbott.
Posted by The Veronicas on Domingo, 9 de agosto de 2015
A dupla fez um discurso em um evento sobre a igualdade no casamento na sua cidade natal, Brisbane, durante o fim de semana, e apoia o movimento LGBT há muito tempo.

As gêmeas explicaram que haviam acabado de voltar dos Estados Unidos, onde a Corte Suprema determinou, em junho, a legalização do casamento gay nos seus 50 estados (em maio, a Irlanda também legalizou o casamento homoafetivo). “O exemplo dado pelo governo é poderoso e influente e é por isso que estamos aqui hoje”, disseram.

Nesta terça-feira (11/08), uma proposta de lei deve ser encaminhada do comitê de seleção do parlamento australiano, que determinará se o projeto pode ser apresentado ao parlamento na próxima segunda-feira (17/08).
Nós acreditamos na celebração de uma Austrália diversificada. Nós também acreditamos que, como humanos, estamos todos conectados e que nossas semelhanças superam nossas diferenças. Todos nós sentimos amor. Todos nós sentimos medo. Todos nós sangramos da mesma maneira”, adicionou Jessica. “O quadro jurídicio e institucional que governa a Austrália deve tratar todas as pessoas igualmente e não nos calaremos até alcançarmos total igualdade para todos”.
Primeiro-ministro, por que atrasar mais uma chance de termos uma Austrália de mais compaixão, harmonia e igualdade?”, concluiu Lisa.
You Ruin Me (ver abaixo), o principal single do terceiro e homônimo disco de The Veronicas, lançado em janeiro deste ano, chegou ao Top 10 das paradas britânicas e o maior hit da dupla nos Estados Unidos foi Untouched, que chegou até a 21ª posição do Hot 100 em 2009.

O casamento gay foi aprovado no Brasil em 2013.



Fonte:
Billboard Brasil, 11/08/2015

Três astros abertamente gays, Sam Smith, Adam Lambert e Elton John agitarão Rock in Rio 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015 0 comentários


Sam Smith, Adam Lambert e Elton John levam orgulho gay a Rock in Rio
Astros do festival são ativistas por direitos dos homossexuais; veja frases. Sam Smith desabafou nesta quarta-feira sobre homofobia: 'Isso me mata'.

Três das principais vozes do Rock in Rio 2015 são ouvidas tanto em músicas quanto na luta por direitos dos homossexuais. Sam Smith, Adam Lambert e Elton John costumam falar abertamente sobre a própria homossexualidade e sobre o ativismo da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). O desabafo de Sam Smith nas redes sociais nesta quarta (29) mostra esta postura dos cantores (veja abaixo).

Elton John é reconhecido há muitos anos pelas lutas por causas ligadas à comunidade gay. Ele já arrecadou R$ 300 milhões para a AIDS Foundation, pela erradicação da doença no mundo. Sam Smith e Adam Lambert, cantor convidado do Queen, seguem estes passos. Smith acaba de criar uma fundação por direitos LGBT; Lambert tem o mesmo plano.

Veja declarações e saiba mais sobre ações dos cantores por direitos LGBT:

Sam Smith


Sam Smith desabafou contra a homofobia nesta quarta-feira (29) nas redes sociais. Ele elogiou o filme "Holding the man", adaptação da autobiografia do ator e ativista australiano Timothy Conigrave. "Como homem gay, é difícil me identificar de verdade com um filme. A coisa mais poderosa foi retratar como é crescer sendo gay, e os momentos assustadores e incríveis que tive ao me assumir".

Ele continuou o desabafo no Twitter: "Fico tão chateado ao pensar nas centenas de milhares de homens e mulheres gays no mundo que passam tanta dificuldade só por querer amar quem eles amam. Isso me deixa tão triste e às vezes culpado por ter essa simples liberdade que outros não têm. Desculpe ser tão profundo, mas isso me mata. Eu não entendo o porquê de mais de nós não fazermos nada a respeito", escreveu.

O grande vencedor do Grammy de 2015 dedicou os prêmios ao "homem que partiu seu coração" e inspirou o disco de estreia, "In the lonely hour". "Eu tenho orgulho de ser gay", ele disse à revista francesa "Têtu". “Quero me tornar uma voz para jovens gays em dificuldade no mundo", afirmou. Depois, ele brincou: “Gosto da ideia de que podem haver caras homofóbicos que escutam meu disco e não imaginam que sou gay!”

Adam Lambert


Adam Lambert foi o primeiro artista abertamente gay a estrear um disco direto no primeiro lugar na parada da "Billboard", nos EUA. A façanha foi alcançada com "Trespassing", em 2012, seu segundo álbum do vice-campeão de "American idol".

O cantor convidado do Queen afirmou ser gay pela primeira vez após a fama à revista "Rolling Stone" em 2009. Mas ele não acha que foi exatamente uma "saída do armário". "Eu não acho que deve ser uma surpresa para ninguém ouvir que eu sou gay", disse.

Ele é um dos músicos mais ativos na luta por direitos LGBT, e ganhou a premiação GLAAD, que destaca artistas ativistas. Adam Lambert diz que já trocou ideias com Sam Smith sobre como é ser gay na mídia. "Há uma compreensão entre mim e Sam", diz à revista "Attitude". "Mas há poucos de nós no mainstream. Acho que estamos formando um grupinho".

Elton John


Em uma época ainda mais difícil para os homossexuais, Elton John não declarou ser gay tão cedo na carreira quanto Sam Smith e Adam Lambert. Em 1976, ano de seu 11º disco, ele disse à revista "Rolling Stone" ser bissexual.

Ele ainda se casou com uma mulher em 1984, e se separou em 1988, antes de dar outra entrevista para a revista se dizendo "confortável em ser gay". Em 1993, ele iniciou namoro com David Furnish. Eles formariam uma das primeiras uniões civis gays no Reino Unido.

Em 2014, o cantor disse que o Papa Francisco é seu "herói", depois do anúncio de que os homossexuais eram aceitos na Igreja Católica. Para o britânico, o papa "quer que todo mundo seja incluído no amor de Deus".

Hoje ativista, ele criou a AIDS Foundation. Ele declarou em 2014 à Sky News que, se Jesus Cristo fosse vivo, apoiaria o casamento gay. Elton John também se engajou na denúncia à perseguição dos homossexuais na Rússia, enfrentando publicamente Vladimir Putin.

Fonte: G1, 30/07/2015

A modelo Cara Delevingne assume namoro com cantora St. Vincent em entrevista para a Vogue

segunda-feira, 22 de junho de 2015 0 comentários

Cara Delevingne e St. Vincent

Cara Delevingne, de "Cidades de Papel", assume namoro com mulher na capa da Vogue


A musa teen confirma que está mesmo apaixonada pela cantora St. Vincent.

O século 21 chegou e as pessoas estão se sentindo mais à vontade pra revelar quem realmente são. Com o clima de aceitação e sem espaço para o preconceito, Cara Delevingne seguiu os passos de Kristen Stewart e resolveu abrir o jogo sobre a sua sexualidade. A protagonista do longa "Cidades de Papel" é capa da revista Vogue de julho e aproveita para assumir seu namoro com a cantora americana St. Vincent.
Eu acho que estar apaixonada pela minha namorada é grande parte do motivo pelo qual estou me sentindo tão feliz comigo mesma esses dias", conta a beldade, sem medo de ser feliz. "E para essas palavras estarem saindo da minha boca é um verdadeiro milagre", brinca Cara, que também aparece num ensaio fotográfico pra lá de sexy na publicação.
A modelo que adora se jogar no cinema não confirma se é gay ou bissexual. Sex symbol e adorada por uma legião de fãs do sexo masculino, a atriz afirma que também tem atração por caras. Sob a primeira vez em que se apaixonou por uma mulher, declarou: 
Demorou um bom tempo para que eu aceitasse a ideia, até que eu amasse uma garota pela primeira vez aos 20 anos e caísse a ficha que eu tinha que aceitar isso", explica Cara, que atualmente tem 22 anos de idade.
A partir de informações da Pure Break e outros

Em entrevista para revista OUT, Madonna afirma que os direitos dos gays estão mais avançados do que os das mulheres

quinta-feira, 12 de março de 2015 0 comentários


Defensora dos direitos das mulheres e da população LGBT, Madonna acredita que, atualmente, os direitos das mulheres estão em uma situação pior em relação a outros grupos. A declaração foi feita pela cantora em uma entrevista para a revista 'Out', publicada na última terça-feira (10).

Os direitos dos gays estão muito mais avançados do que os das mulheres", afirmou a artista, que acha que os direitos das mulheres evoluíram pouco nos últimos anos. "As pessoas têm a mente muito mais aberta à comunidade gay do que às mulheres, ponto. As coisas evoluíram para a comunidade gay, para a comunidade afro-americana, mas as mulheres ainda estão ralando. Para mim, a última grande fronteira são as mulheres".

Madonna disse que as mulheres ainda sofrem muitas restrições.
As mulheres ainda são o grupo mais marginalizado. Elas ainda são o grupo que as pessoas não deixam mudar. Você te, que se encaixar em um rótulo: você tem que se comportar de tal forma, se vestir assim. Você ainda é categorizada – você ainda é santa ou vadia. Se você tem uma certa idade, você não pode expressar sua sexualidade, ser solteira ou namorar homens mais novos", completou a cantora.


 Fonte: IBahia, 11/03/15 (texto); OUT, 10/11/15 (fotos)

Retrospectiva 2014: Em Memória: A gata da noite preta. Entrevista de Vange Leonel à revista Um Outro Olhar

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 2 comentários


Conheci Vange Leonel, aos 18 anos, quando ingressou no Grupo Lésbico-Feminista (LF, 1979-1981), o primeiro grupo de ativistas lesbianas brasileiro, no primeiro semestre de 1981, em São Paulo. A organização tinha um subgrupo chamado LF Artes que reunia as integrantes do LF que gostavam de poesia, música, artes plásticas, fotografia. As garotas animavam as festas do grupo com boa cantoria ao som de violões. Desse subgrupo, três integrantes partiram para uma carreira profissional como musicistas, compositoras. Uma delas foi exatamente a Vange Leonel.

Após a diáspora promovida pelo fim do Grupo Lésbico-Feminista, em meados de 1981, apenas algumas de suas remanescentes permaneceram como ativistas lesbianas e formaram outro coletivo, o Grupo Ação Lésbica-Feminista (GALF, 1981-1989), para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo LF. A maioria das integrantes da entidade, contudo, dispersou-se ou no movimento feminista  ou no que a gente chamava na época de clandestinidade, ou seja, deixou de militar e foi seguir suas vidas particulares simplesmente.

No caso de Vange, ainda na década de 1980, ela integrou a banda Nau, formada também por Beto Birger (baixo), Zique (guitarra) e Mauro Sanches (bateria). Com essa banda, gravou o disco Nau, em 1987. Depois seguiu carreira individual, com os discos Vange Leonel, de 1991, que tem o hit Noite preta, e Vermelho, de 1996. Teve participação também em discos de outras bandas e coletâneas.

A partir de 1995, assume-se como lesbiana e começa a desenvolver uma espécie de ativismo individual, com a manutenção do blog Cio, no site do Mix Brasil, e a publicação de livros e peças que tematizavam a questão lesbiana e da mulher. Por exemplo, Lésbicas, Grrrls: garotas iradas, As sereias de Rive gauche e Balada para as meninas perdidas.

Em 1996, Vange concedeu uma entrevista para a revista Um Outro Olhar, (edição de número 25), publicação que editei de 1987 a 2002. Nessa entrevista, ela falava um pouco de sua carreira, suas influências musicais, do mercado de música no Brasil, do lançamento do seu CD Vermelho, do seu coming out como lesbiana e do machismo das bandas de rock brasileiras.

Resgato a entrevista como uma homenagem à Vange, uma das artistas que primeiramente se assumiu como lesbiana no Brasil. Abaixo da entrevista, posto também alguns vídeos de sua época na banda Nau, do hit A Noite Preta e do CD Vermelho. Fiquei tristemente surpresa com sua partida precoce. Que descanse em paz na ilha de Lesbos de seus sonhos.

Míriam Martinho, 16 de julho de 2014


A gata da Noite Preta

Um Outro Olhar: Vange, primeiro, para esquentar, qual sua idade e signo?
Vange: Tenho 33 anos e sou do signo de Touro com ascendente e Lua em Libra.

UOO: Depois, quando você come­çou a compor músicas? Mais detalhadamente, quando passou da poesia para a música? Ou simplesmente não houve passagem, mas um simples continuum?

Vange: Comecei a compor bem ce­do. Na verdade, me lembro de uma vez quando tinha 5 anos mais ou menos e comecei a cantarolar uma melodia in­ventada na minha cabeça. Virei para minha mãe e perguntei: "Mãe, se são só 7 notas como que as pessoas podem fa­zer tantas músicas diferentes?" Foi aí que começou minha curiosidade com relação à música. Tinha mais ou menos uns nove anos quando minha prima Quilha me levou para assistir ao show Gal A Todo Vapor. Foi determinante para mim ter visto esse show da Gal. Foi aí que eu decidi ser cantora e come­cei a aprender violão, depois piano, e nunca mais larguei a música.

Ao mesmo tempo sempre adorei es­crever. Uma coisa sempre esteve muito ligada a outra. Eu inventava umas melo­dias e já ia pondo letras nas minhas mú­sicas. Para mim, poesia e música sempre estiveram juntas. A única coisa que eu sempre senti falta ao escrever, era ver a reação da pessoa que iria ler depois meus poemas. Por isso cantar acabou se tornando minha atividade principal. Adoro estar no palco e sentir a troca com o público in loco, ao vivo. Escrever é algo muito solitário.

UOO: Se ainda faz também poesia, qual foi o último livro que publicou? Cite também os primeiros.

Vange: Nunca publiquei um livro. Quando era adolescente fazia umas edições limitadas, em xerox, e as vendia pes­soalmente. Agora estou com um livro de poemas pronto para ser publicado, mas esse ano que passou (1995) acabei não tendo tempo para me dedicar ao projeto. O li­vro se chama Virtual Bilitis, e é inspirado no Canções de Bilitis, de Pierre Louis, que por sua vez se inspirou na vida da poeta grega Safo. Ou seja, são poemas lésbicos, poemas que falam do amor entre mulheres. Gosto muito do livro e estou louca para publicá-lo logo. 

UOO: E suas preferências musicais? Quem você ouve? Quais as bandas, os artistas de que gosta? Quem lhe influen­cia na hora de compor?

Vange: Nossa, são tantos... Eu procu­ro não me fechar para nenhum tipo de música. Mas com relação ao meu trabalho, especificamente, quem mais me marcou foi Gal, como inspiração primeira, pelo jeito de cantar, a sensualidade e principal­mente a atitude dela no palco. No começo dos 70, ela era uma das grandes vozes da contracultura brasileira. Me lembro do show Índia, ela dançando descalça, rodan­do a saia, uma verdadeira baiana em tran­se, e o batuque comendo solto no palco. Cantava compositores novos como Macalé, Melodia, Caetano, caras que aprendi a gostar na voz dela. Vozes femininas sem­pre me seduziram. Outro dia um amigo meu disse que acabamos gostando mais de cantoras porque suas vozes talvez lem­brem o canto de nossas mães quando nos faziam dormir... O mais curioso: Gal foi uma influência forte tanto para mim co­mo para a minha parceira nas músicas, a Cilmara Bedaque. Comecei a trabalhar com a Cilmara tipo em 89, quando ainda estava com o Nau, e foi uma surpresa ma­ravilhosa saber que tínhamos muitos gos­tos musicais em comum. Outra pessoa que de certa maneira influenciou bastante o meu trabalho de compositora foi a Ma­rina. Quando escutei suas músicas, fiquei absolutamente identificada. A batida do violão dela é única e cheia de feeling e o que ela diz nas músicas tão pessoal, vai fundo, um mergulho corajoso. Eu gosto e me identifico com isso. Fora que ela também tem esse negócio de trabalhar em dupla com o Cícero, que é irmão dela, meio como que a minha parceria com a Cilmara, já que a Cil faz mais as letras e a gente discute bastante os te­mas, o que vai dizer na música, e acaba­mos sempre por escolher temas ligados à nossa experiência. Tudo o que dizemos em nossas canções é fruto de um olhar para dentro. Gosto do jeito como Clarice Lispector escrevia, a experiência pessoal e íntima, uma fonte enorme e inesgotável de matéria prima para canções.

UOO: Sua carreira se iniciou com a banda Nau e, depois, estourou para o sucesso com o hit Noite Preta. Fale um pouco dessa trajetória e de sua relação com a fama.

Vange: Tento fazer minha fama em cima do meu trabalho. O grande pro­blema que hoje em dia você primeiro precisa ser famoso para depois poder mostrar o seu trabalho. Não pode, tá er­rado! Nego só consegue lotar um teatro se já for famoso. Sabe aquele negócio de só contratar se tiver experiência?? A mesma coisa. Um saco!!

UOO: Do hit Noite Preta até o CD Vermelho, houve uma grande distância. Por que isso aconteceu? Desacordo com as gravadoras ou um processo de gesta­ção demorado? Fale um pouco sobre o novo álbum.

Vange: As minhas gestações são um pouco mais lentas sim, mas o que aconteceu foi que teve todo um tempo para eu sair da Sony e abrir minha própria gravadora. Trabalhar num es­quema independente e sem grana significa ter que desenvolver uma paciên­cia oriental. As coisas levam tempo, você faz shows que não são divulgados e, para o grande público, fica a sensa­ção que você desapareceu. As pessoas estão cada vez mais ficando dentro de casa e tornando-se dependentes da noticia que chega até elas. Aí é o poder econômico que fala mais alto. Verme­lho é um álbum corajoso, uma produ­ção independente minha e da Cilmara. Temos muito orgulho desse disco, as canções falam de temas super-atuais e sensíveis, e recuperei uma coisa que ti­nha com o Nau. um lance mais rocker. A faixa Vermelho fala sobre menstrua­ção. Meninas sobre meninas prostitu­tas. To Fora é uma balada de cortar os pulsos. O disco é super-visceral e o show que eu to fazendo agora tam­bém. Dionísio puro.

UOO: Você já gravou um vídeo-clipe ou pensa em gravar um vídeo-clipe para divulgar alguma música do CD?

Vange: Fizemos o clipe da canção Vermelho. Deve ser lançado no final de janeiro, começo de fevereiro. O clipe foi dirigido pela Cilmara Bedaque, minha parceira, pela Ana Sardinha e pela Maria de Oliveira, todas muito amigas minhas. A Cilmara já tinha dirigido o clipe da Noite Preta, junto com o Luis Ferr. Su­per tranquilo para mim que ela dirija os clipes, porque ela é autora da música e de uma certa maneira já faz a letra pen­sando na imagem que virá depois. A adesão da Maria e da Ana, que traba­lham em publicidade e cinema, comple­tou o que já era ótimo. Foi muito baca­na trabalhar com esse trio de diretoras. Hoje em dia, fazer vídeo-clipe no Brasil não é fácil, já que fizemos em l6 mm, e cinema é uma coisa muito cara. Fize­mos, graças à ajuda e colaboração de muitas pessoas, um clipe a custo super-baixo. Adorei fazer o clipe. Principal­mente uma cena em que eu estou numa banheira. As cenas que minhas três dire­toras bolaram para mim são surpreen­dentes. Mal posso esperar para ver esse clipe no ar! E garotas, o clipe só vai pró TOP 20 se vocês pedirem!
Eu nunca achei que ser lésbica fosse algo ruim. Daí eu nunca es­condi nada. Apenas no começo da mi­nha trajetória como figura pública, eu si­lenciava a esse respeito. Até que numa determinada hora, achei ridículo não to­car no assunto. Não levanto nenhuma bandeira e nem chego me apresentando: "Prazer, Vange, cantora e lésbica". Mas com certeza o fato de existirem pessoas públicas revelando sua homos­sexualidade só ajuda. Mostra que não tem nada de mais. Normal.
UOO: E, nas rádios, considerando toda a pressão que as gravadoras fazem para determinar a programação, hoje voltada para o gênero nordestino ou as misturas de rock com baião, você vê al­guma forma de furar o cerco pra divul­gar um trabalho como Vermelho, inde­pendente, ousado, com muito rock e te­mas ligados diretamente às mulheres?

Vange: Essa questão das rádios é tão espinhosa quanto enigmática. Lógico que existem rádios mais comerciais e outras menos. A grande questão para mim é que vivemos uma época onde as pessoas saem pouco de casa, pelo menos nas grandes cidades. Proporcionalmente descobre-se menos coisas. Assim como não existe mais aquela figura do caçador de talentos, que vai descobrir o artista, o jornalista também está acostumado que as coi­sas cheguem até ele e o teles­pectador comum só compra o disco de quem aparece na televisão. Assim o poder econômico leva uma vanta­gem muito grande sobre ou­tros fatores, como talento, e mais ainda, merecimento. 

UOO: O bom humor, as grandes sacadas estão presentes em suas letras, além da li­berdade como você trata os assuntos. Esta é a vantagem de gravar um disco independente?

Vange:  Não. Essa é a vantagem de ter descoberto que a melhor coisa do mundo é ser o que se é, e não procurar correspon­der ao que esperam que você seja.

UOO: Mas, considerando as críticas positivas que Vermelho vem recebendo, se pintar algum convite de uma grande gravadora para fazer um trabalho mais comercial, você topa?

Vange: Claro! Nunca tive nada con­tra trabalhar associada a grandes grava­doras. Já lancei pela CBS e pela Sony e aprendi muito. Só não posso ficar para­da enquanto espero que uma das 5 grandes resolva me contratar.

UOO: No exterior, mais e mais canto­ras vêm assumindo suas relações com mu­lheres, tais como kd.lang, Melissa Etheridge, etc... Aqui no Brasil, você é uma das poucas que fala da questão aberta­mente, participando até de programas de TV sobre o assunto. Esta sua postura tem a ver com o fato de você ter participado, no passado, de grupos organizados, como o grupo lésbico-feminista (LF-79/81), ou simplesmente porque não vê razão para esconder e acha que, como artista, pode ajudar a combater o preconceito?

Vange: O fato de eu ter participado do LF já era resultado da minha comple­ta descomplicação com relação a esse as­sunto. Quando percebi que gostava de mulheres foi uma das descobertas mais maravilhosas da minha vida. Não foi na­da traumático. Era tão lindo descobrir o que era amar, se apaixonar. A minha sorte é que meus amigos também achavam lindo eu me apaixonar por garotas. Meus ídolos, tipo Janis Joplin, Gal, Caetano, todos achavam lindo ser gay, aceitavam a homossexualidade própria ou dos outros numa boa. Então eu nunca achei que ser lésbica fosse algo ruim. Daí eu nunca es­condi nada. Apenas no começo da mi­nha trajetória como figura pública, eu si­lenciava a esse respeito. Até que numa determinada hora, achei ridículo não to­car no assunto. Não levanto nenhuma bandeira e nem chego me apresentando: "Prazer, Vange, cantora e lésbica". Isso é um rótulo. Minha sexualidade é bastante flexível e inaprisionável, se é que existe essa palavra. Agora, faz outing quem quer! Essa é uma questão muito pessoal. Primeiro porque suas preferências se­xuais são coisas muito íntimas e dizem respeito só a você. Tem pessoas que têm facilidade em se expor assim. Outras não. Mas com certeza o fato de existirem pessoas públicas revelando sua homos­sexualidade só ajuda. Mostra que não tem nada de mais. Normal.

UOO: No cenário internacional, na área musical, as mulheres estão acaban­do com a supremacia masculina via trabalhos fortes e pessoais, co­mo as já citadas k.d.lang, Me­lissa Etheridge e Courtney Love, Sheryl Crow, Alanis Morissette e mesmo Patti Smith que voltou a gravar. Aqui, no Brasil, como você vê a situação das cantoras e compositoras em geral? Exis­te muito machismo no meio artístico?

Vange: Atualmente, no ce­nário Rock'n Roll do Brasil, o que existe é um sexismo enor­me. Só dar uma olhada nos video-clipes para ver que, quan­do aparece mulher, é aquela gostosona que rodeia os cantores da banda. Uma gostosona não! Um monte delas fazen­do papel decorativo com bundas maravilhosas em primeiro plano. Lindo! Quem não gosta de um corpinho bonito? Mas ando meio cheia desse discurso onanista cheio de testosterona de alguns moleques do rock. Mas o Brasil sempre foi muito bem dotado de mulheres cantoras e com­positoras. Se você pensar em Maysa, por exemplo, ela era muito mais porrada que Courtney Love. O que precisa acontecer é o Brasil descobrir as mulheres do Bra­sil! As mulheres do Brasil precisam des­cobrir as mulheres do Brasil. Fui no show da Alanis, em São Paulo, e o públi­co era 70% formado por garotas! Todas cantando as letras e entendendo o que es­tavam cantando. Eu sinto mais ou menos a mesma coisa com relação ao meu públi­co. As garotas gostam de ver uma mulher que compõe e canta suas próprias músi­cas e pode liderar uma banda. Porque is­so se parece com elas. No fundo nin­guém tá querendo exemplos para seguir. Elas querem ouvir alguém que tem os mesmos problemas que elas e que falem coisas que elas vivem e sentem.

Fonte: revista Um Outro OLhar, nº 25, Ano 10, Dez 96/Abril 97, por Luiza Granado e Angela Gonçalves


Publicado originalmente em 17/07/2014

Adriana Calcanhoto entrou para os Trending Topics do Twitter após comentar sobre saúde de sua mulher na TV

terça-feira, 16 de setembro de 2014 0 comentários

Adriana Calcanhoto fala da doença de sua mulher a Ana Maria Braga, no Mais Você 

Adriana Calcanhoto gera comentários após falar de união com mulher

No Mais Você, a cantora comentou relação de 25 anos com filha de Vinicius de Moraes

Adriana Calcanhoto entrou para os Trending Topics do Twitter após participar do programa Mais Você da quarta-feira (10/09), na TV Globo. Mas se engana quem pensa que foi por ela ter ido vestindo pijama. O assunto mais comentado na rede social é a relação de 25 anos da cantora com a atriz e diretora Suzana de Moraes, filha de Vinícius de Moraes, que luta contra um câncer de endométrio.
Queria que você mandasse muita força a ela. Eu sei que ela está no momento mais delicado da vida. E desejo muita boa sorte para vocês", disse Ana Maria, que também já enfrentou a doença. "São 25 anos. Dou muita força a ela diariamente. Ela está melhor", afirmou Calcanhotto. Apesar de estarem juntas há tanto tempo, elas tiveram o direito de oficializar a união na Justiça por meio de uma união estável apenas em 2010.
Logo que recebeu a cantora no estúdio, a apresentadora brincou com seu look:
"Adriana Calcanhotto, de pijama. Adorei o pijama. Olha, ninguém teve essa ideia até agora". "É pra você saber que estou me sentindo em casa", respondeu a artista.
No fim da participação, Calcanhotto cantou a música Me dê motivo, que faz parte da trilha sonora da novela Geração Brasil

No Twitter, parte dos usuários foi pega de surpresa pelas declarações da cantora sobre sua sexualidade. “Adriana Calcanhoto é lésbica e eu não sabia”, escreveu @aanin_. “Notícia do dia: a Adriana Calcanhoto é lésbica”, postou @diejunqs.

Outros tuiteiros se chocaram apenas com a falta de informação dos demais usuários do microblog. “Como assim vocês só descobriram que a Adriana Calcanhoto é lésbica hoje?”, questionou @juquinhars. “Adriana Calcanhoto é lésbica? Avá, é nada! Morto com a galerinha do Tredding Topics se sentindo descobridores dos sete mares”, ironizou @arthursouza.

Mais Você - Adriana Calcanhotto canta no Mais Você | http://buff.ly/1ANgXxi

Fonte: Terra, 10/09/2014

Cantora gospel Vicky Beeching decidiu assumir sua orientação sexual em entrevista ao jornal 'The Independent'

sexta-feira, 15 de agosto de 2014 1 comentários


Cantora gospel sai do armário: 'Deus me ama como sou'

A britânica Vicky Beeching, 35 anos, decidiu assumir sua orientação sexual em entrevista ao jornal 'The Independent'

A cantora britânica de rock cristão Vicky Beeching, 35 anos, assumiu que é homossexual em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal The Independent. De acordo com a publicação britânica, ela pode se tornar uma figura-chave na liberalização do anglicanismo. 

"Quando percebi que eu era atraída por garotas, foi um sentimento horrível, fiquei muito constrangida", disse ao jornal Vicky, que cresceu em um ambiente religioso e aos 16 começou a se tornar conhecida por cantar música gospel. Depois de estudar na Universidade de Oxford, na Inglaterra, ela se mudou para Nashville (EUA), aos 23, onde viveu por seis anos e viu sua carreira deslanchar. Aos 29, foi para a Califórnia e descobriu que carregava uma doença autoimune grave, que causava lesões na pele e poderia levá-la à morte. Ao começar um tratamento severo, decidiu se acertar com a própria sexualidade ao fazer 35 anos, idade tomada como deadline. "Essa é a metade da minha vida: não posso perder a outra", disse.

Em abril deste ano, ela revelou sua orientação sexual aos pais. "O que Jesus ensinou é uma mensagem radical de boas vindas, inclusão e amor. Eu tenho certeza de que Deus me ama do jeito que sou, e eu tenho um grande desejo de comunicar isso aos jovens", conta. Ao ser questionada se pretende manter sua fé, Vicky diz que, em vez de abandonar a Igreja, pretende mudá-la. 

A cantora, que também é comentarista de religião do canal de TV BBC News, foi ao Twitter nesta quinta-feira para agradecer às mensagens de apoio que recebeu pela internet e dizer que sair do armário foi a atitude mais corajosa que ela já tomou na vida. 

(Com Agência Estado)

Fonte: Veja, 14/08/2014

Homem-aranha estrela recém-lançado clipe contra a homofobia (We Exist) da banda canadense Arcade Fire

sexta-feira, 6 de junho de 2014 0 comentários

Andrew Garfield banca um outro tipo de herói

Arcade Fire manda mensagem contra homofobia com participação de Andrew Garfield

Saindo diretamente do colante uniforme de Homem-Aranha para um visual, digamos, um pouco mais arrojado, Andrew Garfield mostra que suas habilidades de ator vão além das peripécias e pulos diagonais requeridos pela Marvel. Ele é a estrela do recém-lançado clipe da banda canadense Arcade Fire, “We Exist”.

A música, que pertence ao quarto disco da banda, “Reflektor”, relata uma conversa sobre homofobia entre um jovem homossexual e o seu pai. Ao longo dos seis minutos e vinte um segundos de clipe, entramos no universo do personagem que se transveste, sai pelo mundo, mas é arrebatado pelo preconceito. Essa realidade não parece nem um pouco distante da qual nos encontramos no momento, infelizmente.

Na turnê do novo álbum, Win Butler, vocalista da banda, dedicou o som à comunidade gay chegando a declarar que o vídeo acompanha a história da luta de uma pessoa jovem em sua identidade de gênero. A parte final do clipe ocorre de forma apoteótica em pleno show do grupo, diante de um público de milhares de pessoas.

Reflektor

O último disco do Arcade Fire agradou a turma indie e também a crítica. Lançado em outubro de 2013, é um álbum duplo com 75 minutos de gravação e 13 faixas. Muitos o consideram até agora o melhor trabalho dos canadenses, em termos musicais de amadurecimento de um rock dançante e de reflexões.

Misturando o eletrônico ao acústico, os arranjos musicais de Reflektor parecem buscar referências nos anos 70 e 80 em uma atmosfera que oferece momentos distintos. Seguindo desta forma, o grupo mostra que talento musical e boas letras podem ser uma mescla legítima de um disco completo, que não deixa nada a desejar.



They're walking around
Head full of sound
Acting like
We don't exist
They walk in the room
And stare right through you
Talking like
We don't exist
But we exist
Daddy it's true
I'm different from you
But tell me why they treat me like this?
If you turned away
What would I say?
Not the first betrayed by a kiss

Maybe it's true
They're staring at you
When you walk in the room
Tell 'em it's fine
Stare if you like
Just let us through
Just let us through
Na na na na na na na
Na na na na na na na

They're down on their knees
Begging us please
Praying that we don't exist
Daddy it's fine
I'm used to 'em now
But tell me why they treat me like this?
It's cause we do it like this

Maybe it's true
They're staring at you
When you walk in the room
Tell 'em it's fine
Stare if you like
Just let us through
Just let us through

Let 'em stare! Let 'em stare!
If that's all they can do!
But I'd lose my heart
If I turn away from you

Oh daddy don't turn away
You know that I'm so scared
But will you watch me drown?
You know we're going nowhere
We know that we're young
And no shit we're confused
But will you watch us drown?
What are you so afraid to lose?

Down on my knees
Begging us please
Praying that we don't exist
You're down on your knees
Begging us please
Praying that we don't exist
We exist!
We exist!
Down on my knees
Begging us please
Praying that we don't exist
You're down on your knees
Begging us please
Praying that we don't exist
We exist!
We exist!
We exist!
We exist!

Maybe if you hang together
You can make the changes in our hearts
And if you hang together, you can change us
Just where should you start?

Fonte: A Fronte 2.0, 05/06/2014

Casamento LGBT coletivo, ao som de Macklemore, Lambert e Madonna, no Grammy 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014 0 comentários

Casar ao som de Madonna é mesmo muito emocionante

Com casamento coletivo, Madonna e Macklemore cantam no Grammy
Apresentação de medley do hino gay 'Same Love' com 'Open Your Heart' ainda contou com participação de Queen Latifah e Mary Lambert

A emoção tomou conta do público, na madrugada de segunda-feira (27), quando o Macklemore subiu ao palco da 56ª edição do Grammy Awards, em Los Angeles. Madonna, que vinha dando pistas de que faria uma participação especial na premiação, honrou a palavra a surgiu junto do duo de rap.

Com o hino gay Same Love, Ben Haggerty, o Macklemore, recebeu no palco a cantora Mary Lambert e Ryan Lewis, seus parceiros na canção, para uma apresentação de apoio aos direitos da comunidade LGBT, que ainda contou com a rapper, atriz e apresentadora Queen Latifah. 

Com um look branco de inspiração country, Madonna entrou no palco surpreendendo ao fazer um medley da canção com seu hit Open Your Heart. E assim, com a mensagem de amor igualitário, o encontro do quarteto marcou o inesperado casamento coletivo de diversos casais homossexuais e heterossexuais.

Confira nos vídeos abaixo!

Fonte: Quem Acontece, 27/01/2014

Retrospectiva das famosas que saíram do armário: de Angela Roro a Maria Gadu

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 3 comentários

Ângela Ro Ro e Maria Gadú  Foto: Reprodução

Famosas assumem cada vez mais a homossexualidade
Maria Zilda, Daniela Mercury, Maria Gadú: Veja quem já 'saiu do armário'

Dizem que as relações homossexuais entre duas mulheres são mais aceitas socialmente do que as entre dois homens. Ainda assim, sempre foi raro no meio artístico brasileiro ver celebridades lésbicas (ou bissexuais) assumirem em público sua orientação sexual. Nas décadas de 80 e 90, a cantora Ângela Ro Ro (63) costumava até brincar a certa altura de seus shows: “Vocês já sabem: eu sou a única cantora lésbica da MPB”.

Era uma forma bem-humorada de alfinetar as diversas outras divas da nossa música (que quase todos sempre souberam ser homo ou bissexuais) que nunca assumiram sua preferência por mulheres publicamente – enquanto Ângela, desde o início da carreira, nos anos 70, jamais fez segredo disso. Ela teve, inclusive, um tumultuado romance com Zizi Possi (57) (que, por sua vez, nunca gostou de falar do assunto). Mas Ângela permaneceu por tempos como um caso quase isolado de lésbica assumida – não só da música, mas das artes, em geral.

Por anos, praticamente só ela e Marina Lima (58) declaravam seu desejo por pessoas do mesmo sexo. Ao mesmo tempo, cantoras como Maria Bethânia (67), Gal Costa (68), Simone (63) e Joanna(56), quando indagadas sobre sua sexualidade, preferiam dar respostas vagas ou simplesmente não falar do assunto. Nenhum problema nisso, aliás, mas não deixa de ser estranho que essas mesmas artistas tenham transmitido, ao longo de suas longas carreiras, uma mensagem libertária em diversos níveis, inclusive o sexual...

O EXEMPLO DE CÁSSIA

Foi só na década de 90, quando Cássia Eller (1962-2001) não fazia segredo a ninguém sobre sua homossexualidade, que mais artistas lésbicas ou bi resolveram “sair do armário”. O fato de ser assumida nunca restringiu seu sucesso, ao contrário: a tornou um ícone e uma referência para outras artistas falarem publicamentede sua sexualidade.

Foi talvez graças a ela que uma cantora muito popular, comoAna Carolina (39), porexemplo, pôde ir a público e se assumir. “Sou bi. E daí?”, estampava a capa de uma famosa revista brasileira, em 2005, com uma foto de Ana Carolina. Em geral, o público recebeu a notícia sem problemas, até elogiando a coragem da cantora – muito embora alguns membros da comunidade LGBT tenham achado que a saída do armário foi pela metade (por Ana ter se assumido “bi”, e não totalmente“gay”).

Em termos de comercialização de discos, não dá para negar: houve uma queda de vendas entre o CD daquele mesmo ano e o lançado em 2006. Mas isso provavelmente não teve relação com a atitude da cantora – foi antes um reflexo da decadência do formato CD, que começou a se acentuar em meados dos anos 2000, e a um desgaste natural causado por sua superexposição do timbre de Ana naquela época (afinal, quem ainda aguentava ouvir sua voz depois de ela se esgoelar por tanto tempo nas rádios?).

HOJE EM DIA

O que se percebe hoje é que, a cada dia, mais e mais famosas resolvem assumir publicamente sua orientação sexual. Maria Gadú (26) não esconde suas namoradas de ninguém. Cláudia Jimenez(54), embora de vez em quando circule com homens que ela jura serem seus namorados, também não oculta que sai com mulheres. E Adriana Calcanhotto (48) selou união estável coma cineasta Suzana de Moraes (73), filha de Vinícius de Moraes (1913-1980).

As redes sociais têm ajudado nesse sentido. No caso mais recente de estrela que resolveu se assumir, o de Maria Zilda, foi pelo Facebook que a história ficou pública. E outro caso que mais deu o que falar, o de Daniela Mercury (48), foi revelado no Instagram. Aliás, muitos fãs nem cogitavam que a baiana não fosse heterossexual. A notícia de que ela estava apaixonada pela jornalista Malu Verçosa(37) foi divulgada pela própria cantora na rede social. Da noite para o dia, a hoje numerosa comunidade LGBT (para a qual Daniela nunca foi exatamente um ídolo) a colocou no posto de diva. E quem já era fã não a abandonou. Será que a atitude vai ter algum efeito sobre a vendagem de discos?

Seja como for, o fato de essas estrelas terem continuado a fazer sucesso mesmo após se assumirem deve continuar estimulando outras famosas a saírem do armário. Não está longe o tempo em quen ão serão mais necessários os discursos evasivos, como: “Não existe homossexualismo, heterossexualismo, bissexualismo, tudo isso é nomenclatura inventada por Freud”, como disse a atrizLúcia Veríssimo (55) à Folha de S.Paulo, em 2010. E que muitas estrelas que ajudaram milhões de pessoas a se aceitarem e terem orgulho de serem quem são poderão, elas também, falar livremente sobre si. Sem medos nem amarras.

Fonte: Revista Conta Mais / Ed. 672, por Fabio Augusto dos Santos, 10/11/2013

Ver também Quando Marina Lima assumiu Gal Costa como sua primeira transa lésbica 

Depois de se tornar Testemunha de Jeová, até o andrógino Prince virou homofóbico

quarta-feira, 20 de novembro de 2013 15 comentários

Prince virou homofóbico

Tá provado: ler a bíblia faz mal a saúde mental das pessoas. Depois de virar Testemunha de Jeová, o andrógino popstar Prince já se posicionou, em 2008, contra o casamento LGBT e a descriminação do aborto. Em entrevista para o The New Yorker, Prince declarou, batendo com os dedos em sua bíblia: 
Deus veio à terra e viu pessoas enfiando em qualquer lugar e fazendo sexo com qualquer coisa, e ele simplesmente limpou tudo isso. Ele estava tipo 'Já chega'. Eu vivo de acordo com essa visão.
Agora, na segunda-feira (18/11), o cantor e compositor lançou online a música Da Bourgeoisie onde relata ter visto uma sua ex com outra mulher e diz, entre outras pérolas, que desejava nunca tê-la beijado. Em seguida, se ouve o som de Prince cuspindo. Veja abaixo a letra acompanhada do link onde conferir a lastimável música.

Yesterday I saw you kicking with another girl
You was all wrapped up around her waist
Last time I checked, you said you left the dirty world
Well, it appears that wasn't the case!
Hey, I see you're undercover like a C.I.A
Snatch a little weed from another f-cat
That's fridge??
I guess a man is only good for a rainy day
Or maybe you're just another beauty lady at the cabaret!
Ray Charles even saw you in the past before you saw me,
But nothing like you never last for eternity - 
I got your receipt baby
But where is the guarantee
I forgot, the Vegas is a Christmas tree!

I wish I never kissed your lips pretty lady,
Oh, wait! Baby
I wish I never kissed your lips, aaah!
Does erase the glass the memory
Slippery lips of DA BOURGEOISIE,
Everybody sip right up, come and see
The beauty lady take me up to G!

(BOURGEOISIE
BOURGEOISIE)

Yesterday I saw you kicking with another girl
You was all wrapped up around her waist
Last time I checked, you said you left the dirty world
Well, it appears that wasn't the case!
Hey, I see you're undercover like a C.I.A
Oh, no more rainy days
Just another beauty lady at the cabaret
Just another beauty lady at the cabaret
Just another beauty lady at the cabaret

Fonte: Pitchfork (onde ouvir a música)

Quando Marina Lima assumiu Gal Costa como sua primeira transa lésbica

quarta-feira, 16 de outubro de 2013 31 comentários


Há alguns anos, uns cientistas, em mais uma daquelas suas pesquisas suspeitosas, saíram dizendo que as héteros ouviam melhor do que as lésbicas. Surgiu então a dúvida atroz quanto à situação das bissexuais nessa história: ouviriam mais de um ouvido e menos de outro? Sobraram também piadas de cunho geográfico: o local da pesquisa não poderia nunca ter sido o Brasil, já que a maioria de nossas cantoras tem fama de jogar no time de Safo.

Outra piada sobre o assunto, reforçando a fama lesbiana de nossas singers, diz que as raras cantoras brasileiras heterossexuais seriam até discriminadas no meio por representarem minoria absoluta, destacando-se entre elas Marisa Monte. Todas as outras seriam no mínimo bi. Para reforçar essa perspectiva, Marina Lima, em entrevista para Joyce Pascowitch em novembro de 2008, declarou, entre outras coisas, que já havia transado com muitas cantoras, tendo sido Gal Costa sua primeira!?

Trechinho em que ela assume a Gal (que novidade!):
E lembro que eu vi uma vez a Gal [Costa] no programa do Chacrinha. A Gal com cabelo crespo, e o meu cabelo era crespo também. Ela estava com uma guitarra e cheia de anéis. E eu tinha vindo de fora, morei dos 5 aos 12 anos nos Estados Unidos, e nunca fui ligada a raízes, sempre fui mais internacional. Então, quando eu vi aquela imagem da Gal, pensei: Ah! É possível isso no Brasil. Eu tocava violão muito bem, queria trabalhar com música, mas não conseguia achar uma expressão cultural popular com a qual eu me identificasse aqui no Brasil. Quando vi a Gal no Chacrinha, vi que existia espaço para isso aqui. Fiquei louca pela Gal. Um tio meu da Bahia me levou a um show dela e eu fiquei muito fã. Passaram alguns anos e eu ouvi falar que Gal era gay. Foi um choque para mim. Um choque! Eu não estava nesse mundo. Eu namorava o Ewaldo, não estava nem imaginando isso. Aí eu soube que essa mulher, que era meu grande ídolo, transava com mulher. Foi um choque, mas aquilo abriu uma porta para mim. Até que, enfim, eu conheci a Gal. Eu tinha 16, 17 anos, e ela começou a brincar de sedução comigo. Fiquei em pânico e voltei para os Estados Unidos. Fui estudar música para ficar longe e não ter de lidar com aquilo, para poder pensar. Sou virginiana, eu gosto de pensar sobre as coisas e entendê-las. Aí, lá fora, eu vi que eu queria experimentar, e que a pessoa que eu queria era ela. Voltei para o Brasil, com uma fita e assinei um contrato com a Warner aos 17 anos. E me aproximei da Gal e acabei transando com ela. Foi muito importante para mim.
Gal com o filho Gabriel em apresentação
 do Cirque du Soleil (SP, 06/04/2013)
Na época desse outing, ouvi dizer que a Gal quis processar a Marina porque teria colocado em risco sua batalha pela custódia do garoto Gabriel que de fato veio a se tornar seu filho. Também tenho o maior bode de gente que sai falando da vida íntima que teve com outra para Deus e todo o mundo, ainda mais com registro público numa revista, como fez a Marina. Daí a processar, acho que não procede.

De qualquer forma, Marina deu mais consistência à história de que todas as cantoras brasileiras são no mínimo bi. Você concorda? Se sim, aqui entre nós, quem são elas mesmo?

Huuummm! Começando pelas mais notórias: Gal, Bethânia, Marina, Ana Carolina....

Confira site da cantora e sua discografia (com direito a audição das faixas)

Abaixo música Coração Vagabundo, do Caetano Veloso, que de fato fui eu que compus. Reedição do texto Marina Lima assume Gal como sua primeira transa lésbica, publicado originalmente no blog Contra o Coro dos Contentes, em 18 de novembro de 2008

Ganhador do VMA 2013 declara: Direitos gays são Direitos Humanos

terça-feira, 27 de agosto de 2013 0 comentários

Da esquerda para a direita, Mary Lambert, Jennifer Hudson e Ryan Lewis, após
sua apresentação de "Same Love" no VMA* 2013 VMAs. (Photo : Reuters)

Na noite do último domingo, dia 25/08, em Nova York, ocorreu a premiação dos melhores clipes musicais da MTV norte-americana. Um dos grande vencedores da edição 2013 do Video Music Awards foi o rapper Macklemore, com a música Same Love (Mesmo Amor), em parceria com a cantora Mary Lambert e o produtor Ryan Lewis que questiona a homofobia. (Seguem música e letras abaixo). Durante a cerimônia de premiação, na categoria Hip hop e Vídeo com mensagem social, Macklemore declarou:
"Não há separação entre direitos humanos e direitos gays. Direitos gays são Direitos Humanos” Segundo Mackelmore, apesar de sua criação católica carregada de homofobia e da presença forte do machismo na cultura rapper norte americana, ele sofreu influência muito positiva do seu tio homossexual e não se deixou contaminar pelo preconceito ensinado diariamente na sociedade.

Same Love

When I was in the 3rd grade
I thought that I was gay
'Cause I could draw, my uncle was
And I kept my room straight
I told my mom, tears rushing down my face
She's like, Ben, you've loved girls since before pre-K
Tripping
Yeah, I guess she had a point, didn't she
A bunch of stereotypes all in my head
I remember doing the math like
Yeah, I'm good at little league
A pre-conceived idea of what it all meant
For those that like the same sex had the characteristics
The right-wing conservatives think it's a decision
And you can be cured with some treatment and religion
Man-made, rewiring of a pre-disposition
Playing God
Ahh nah, here we go
America the brave
Still fears what we don't know
And God loves all his children it's somehow forgotten
But we paraphrase a book written
3,500 Years ago
I don't know

[Mary Lambert]
And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
My love, my love, my love
She keeps me warm [x4]

If I was gay
I would think hip-hop hates me
Have you read the YouTube comments lately
"Man that's gay"
Gets dropped on the daily
We've become so numb to what we're saying
Our culture founded from oppression
Yet we don't have acceptance for 'em
Call each other faggots
Behind the keys of a message board
A word rooted in hate
Yet our genre still ignores it
Gay is synonymous with the lesser
It's the same hate that's caused wars from religion
Gender to skin color
Complexion of your pigment
The same fight that lead people to walk-outs and sit-ins
Human rights for everybody
There is no difference
Live on! And be yourself!
When I was in church
They taught me something else
If you preach hate at the service
Those words aren't anointed
And that Holy Water
That you soak in
Is then poisoned
When everyone else
Is more comfortable
Remaining voiceless
Rather than fighting for humans
That have had their rights stolen
I might not be the same
But that's not important
No freedom til we're equal
Damn right I support it

I don't know

And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
My love, my love, my love
She keeps me warm [x4]

We press play
Don't press pause
Progress, march on!
With a veil over our eyes
We turn our back on the cause
'Till the day
That my uncles can be united by law
Kids are walkin' around the hallway
Plagued by pain in their heart
A world so hateful
Some would rather die
Than be who they are
And a certificate on paper
Isn't gonna solve it all
But it's a damn good place to start
No law's gonna change us
We have to change us
Whatever god you believe in
We come from the same one
Strip away the fear
Underneath it's all the same love
About time that we raised up

And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
My love, my love, my love
She keeps me warm [x4]

Love is patient, love is kind
Love is patient, love is kind (not crying on Sundays)
Love is patient (not crying on Sundays)
Love is kind (I'm not crying on Sundays)
Love is patient (not crying on Sundays)
Love is kind (I'm not crying on Sundays)
Love is patient (I'm not crying on Sundays)
Love is kind (I'm not crying on Sundays)
Love is patient, love is kind

Mesmo Amor

Quando eu estava na terceira série
Eu achava que eu era gay
Porque eu sabia desenhar, porque meu tio era
E eu mantia meu quarto arrumado
Eu contei a minha mãe, com lágrimas rolando por meu rosto
Ela disse, Ben, você ama meninas desde antes do jardim de infância
Viajando
É, acho que ela tinha razão, não é.
Um monte de estereótipos na minha cabeça
Lembro-me de raciocinar tipo
Sim, eu sou bom na liga de beisebol
A ideia preconcebida do que tudo aquilo significava
Que aqueles que gostavam de pessoas do mesmo sexo tinha as características
Os conservadores de direita acham que é uma decisão
E você pode ser curado com algum tratamento e religião
Feito pelo homem, refazendo uma pré-disposição
Brincando de deus,
Oh, não, lá vamos nós
América, a valente
Ainda teme o que não conhecemos
E que Deus ama todos os seus filhos é esquecido
Mas nós parafraseamos um livro escrito
3.500 anos atrás
Eu não sei

[Mary Lambert]
E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
Meu amor, meu amor, meu amor
Ela me mantém aquecido [x4]

Se eu fosse gay,
Eu acharia que o hip-hop me odeia
Você já leu os comentários do YouTube recentemente
"Cara, isso é gay"
É dito diariamente
Tornamo-nos tão entorpecidos para o que estamos dizendo
Uma cultura fundada a partir de opressão
Ainda não temos aceitação para com eles
Chamamos uns aos outros de bicha
Por trás das teclas de um fórum
Uma palavra enraizada no ódio
Mas nossa espécie ainda ignora isso
Gay é sinônimo de inferioridade
É o mesmo ódio que causou guerras por culpa de religião
De sexo, de cor da pela
A quantidade de seu pigmento
A mesma luta que levou as pessoas a guerrear e manifestar
Direitos humanos para todos
Não há diferença!
Viva! E seja você mesmo!
Quando eu estava na igreja
Eles me ensinaram algo diferente
Se você prega o ódio no sermão
Aquelas palavras não são ungidas
E a água benta
Em que você mergulha
É então envenenada
Quando todo mundo
Fica mais confortável
Continuando calados
Em vez de lutando pelos seres humanos
Que tiveram seus direitos roubados
Eu posso não ser o mesmo,
Mas isso não é importante
Nenhuma liberdade até que sejamos iguais
Pode ter certeza que eu dou meu apoio!

Eu não sei.

E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
Meu amor, meu amor, meu amor
Ela me mantém aquecido [x4]

Nós apertamos o Play
Não aperte Pause
Progrida, marche em frente!
Com o véu sobre nossos olhos
Damos as costas à causa
Até o dia
Em que meus tios possam estar unidos por lei
Crianças andam pelos corredores
Atormentadas pela dor em seus corações
Um mundo tão odioso
Que alguns preferem morrer
A ser quem eles são
E um certificado de papel
Não vai resolver tudo
Mas é bom lugar pra começar
Nenhuma lei vai nos mudar
Nós temos que nos mudar
Seja qual for o deus em que você acredita
Nós viemos do mesmo
Deixe o medo de lado
Por baixo de tudo, é tudo o mesmo amor
Já é tempo de erguermos a voz

E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
Meu amor, meu amor, meu amor
Ela me mantém aquecido [x4]

O amor é paciente, amor é gentil
O amor é paciente, amor é gentil (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é paciente (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é delicado (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é paciente (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é delicado (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é paciente (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é delicado (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é paciente, o amor é gentil

Fontes: Rolling Stones, Video Music Awards, Letras.mus.br

Raven-Symoné, atriz de That's So Raven, assume namoro com a modelo AzMarie

sexta-feira, 9 de agosto de 2013 19 comentários

Raven (FOTO: Getty Images)

Raven-Symoné assume homossexualidade: "Agora posso me casar"
Atriz de séries adolescentes ficou famosa ainda quando criança, ao viver a garotinha Olivia na série de sucesso 'O Show do Cosby'

Raven-Symoné, 27, decidiu revelar sua homossexualidade nas redes sociais um mês após a Suprema Corte dos Estados Unidos declarar mais uma vitória dos direitos gays, pondo fim a uma lei que negava benefícios federais aos casais homossexuais. "Eu finalmente posso me casar! Oba governo! Estou muito orgulhosa de você!", escreveu a atriz no Twitter.
Raven estrela a série adolescente That's So Raven, e já estrelou filmes e outras atrações teen para a televisão norte-americana. Ela ficou mundialmente famosa quando criança, ao interpretar a pequena Olivia da série de sucesso O Show do Cosby.

Em maio do último ano, após rumores de sua sexualidade serem discutidos na imprensa, Raven preferiu manter o silêncio. "Estou vivendo a minha vida pessoal da maneira que me faz feliz. Em 25 anos de carreira nunca falei sobre com quem eu estava namorando. Não será agora que vou abrir a boca."

Modelo AzMarie é a namorada de Raven-Symoné, segundo a US Magazine

Fontes: Quem e Disco Punisher

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