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A novela "Nos Tempos do Imperador" trará beijo lésbico entre personagens Vitória e Clemência

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022 0 comentários

Vitória e Clemência vão se envolver amorosamente (Foto: Montagem)

A novela Nos Tempos do Imperador irá surpreender muitos telespectadores na reta final da história. Isso porque, segundo o apurado pela colunista Patrícia Kogut, do Jornal O Globo, as personagens Vitória (Maria Clara Gueiros) e Clemência (Dani Barros) acabarão se relacionando amorosamente na trama inédita de Thereza Falcão e Alessandro Marson.

De acordo com a publicação, tudo terá início quando a irmã adotiva de Quinzinho (Augusto Madeira) resolver novamente partir do Brasil, fato este que fará com que a personagem de Dani Barros fique completamente decepcionada, a ponto de se trancar em seu quarto para não querer sair mais de lá. Porém, a arqueóloga decidirá ter uma conversa séria com a mulher.
Não foi isso que você sempre quis? Ser a dona do Cassino, que você tanto ama? Conseguiu!”, disparará Vitória. 
Você se acha tão inteligente, mas não entendeu nada! Amava o Cassino porque você estava junto comigo! E isso me deu uma vida nova! Uma vida que nunca imaginei que pudesse desejar tanto!”, confessará Clemência.
Sem entender o que a amiga quis dizer, a personagem de Maria Clara Gueiros pedirá para ela traduzir e, então, ouvirá:
Jura que você ainda não percebeu? Ou está fingindo? Me apaixonei por você, Vitória! Eu te amo!”, soltará a mãe de Hilário (Theo de Almeida).
Diante disso, Vitória se mostrará chocada com a revelação e logo pedirá para ela passar uma borracha nessa história. Contudo, a filha de Ana (Isabelle Drummond) e Joaquim (Chay Suede) voltará atrás em sua decisão minutos depois.
Depois do que você me falou, pensei muito nessa minha ida a Paris. E resolvi botar um ponto final nessa história”, dirá Vitória. “O que você quer dizer com… ‘ponto final’?”, indagará Clemência.
Será, portanto, nessa hora que a veterana abrirá o jogo e confessará:
Não vou mais a Paris nem a lugar nenhum! Vou ficar aqui. Por você. Por nós!”.
Ao final, por incrível que parece, as duas darão um beijo apaixonado, nas cenas que vão ao ar somente nos últimos capítulos da sua novela das seis.

Clipping Bomba! Vitória e Clemência se relacionarão na reta final de Nos Tempos do Imperador", Resumo das Novelas, Metrópoles, 11/01/2022

Jornalista da Globo Leilane Neubarth declara: "Aos 52 anos, me apaixonei por uma mulher"

segunda-feira, 15 de novembro de 2021 0 comentários

Leilane Neubarth e atual namorada Gaia Maria se refrescando em queda-d'água
(Foto: Reprodução Instagram)

A jornalista Leilane Neubarth, 62 anos, estranhou quando, ao se tornar avó, passou a receber mensagens e brincadeiras de conhecidos com a estereotipada imagem de uma senhora idosa, de cabelo branco em coque, óculos e tricô na mão. “Eu não sou esse tipo de avó. Muitas mulheres que eu conheço também não são”, disse. O estalo a motivou a pesquisar sobre o assunto, com o intuito de criar um programa de TV voltado para o público com mais de 50 anos. Com o isolamento imposto pela pandemia – que atingiu principalmente os idosos –, Leilane, afastada da grade da GloboNews, tirou o projeto da gaveta e desenvolveu O Tempo que a Gente Tem, programa dirigido por Susanna Lira, exibido às quintas-feiras no canal pago GNT. Nele, a jornalista recebe convidados famosos e anônimos e, pela primeira vez, se abre sobre sua vida pessoal.  Ela deu a entrevista abaixo para a revista Veja  sobre o projeto e o amadurecer no trabalho e no amor.

Por que sentiu a necessidade de fazer este programa?
Pois esse público, do qual eu faço parte, não é representado na televisão e na publicidade. Ironicamente, o público 50+ é o que mais assiste televisão e muitos estão aposentados, com tempo e poder aquisitivo para consumir. Entendo que os canais queiram atingir os jovens, mas não podem ignorar o público fiel, que vê novela, que assiste jornal, que mantem esse hábito há anos. Assim, pensamos em um programa em tom de documentário e não reportagem, dividido em quatro partes, com temas como amor e trabalho. A ideia não é dizer como as pessoas devem envelhecer. Não é: “beba água, faça exercícios tantas vezes por semana, olha essa cirurgia plástica”. A ideia é ouvir pessoas e suas experiências, não especialistas trazendo regras.

Existe a ideia de que o envelhecer é mais difícil para a mulher. Concorda?
Na verdade, não. É curioso que ao falar de envelhecimento, logo pensam na aparência. Mas essa não é uma temática da série. Esse é um assunto que preocupa mais as mulheres no pré-envelhecimento, não tanto as que já estão no envelhecimento. Existem coisas mais importantes que falar de rugas. Para os homens, por exemplo, um grande dilema do envelhecer é a perda do poder que muitos costumam ter na vida profissional, mas não se reflete dentro de casa. Se tudo der certo, quero fazer uma segunda temporada voltada para o público masculino.

Qual foi a grande mudança na sua vida após os 50?
Foi na vida amorosa. Eu não tinha a menor ideia do que viria a acontecer comigo na maturidade. Me casei com o primeiro marido aos 20, me separei aos 26, e, aos 28, me casei com meu segundo marido. Tive dois filhos, um de cada casamento. Com meu segundo esposo, vivi 22 anos casada. A relação sofreu um desgaste grande e nos separamos. Eu sofri muito, tinha planejado minha vida com ele, envelhecer com aquele homem. Lembro que, na época, falei para minha terapeuta: “cara, sonhei a vida inteira em envelhecer com um marido, e tudo naufragou”. Ela respondeu: “talvez seja melhor você sonhar com outras coisas, porque esse sonho aí já não rolou. A menos que você queira ser infeliz pelos próximos 30 anos”. Paralelamente, aconteceu uma coisa totalmente inesperada: aos 52 anos, eu me apaixonei por uma mulher.

Leilane e Gaia Maria em shopping da zona sul do Rio

Isso não havia passado por sua cabeça antes?
Não, nunca imaginei que me apaixonaria por uma mulher. Algumas pessoas me falavam: “Ah, então você sempre foi gay e foi infeliz porque era casada com um homem”. Não! Eu era feliz com minha vida sexual, amorosa, matrimonial. Só que aí eu me separei e, de repente, as coisas começaram a acontecer e surgiu essa outra emoção, outro sentimento, uma outra atração que eu nunca tinha pensado. Se me perguntam: “Você nunca teve tesão em mulher?”. Não, não tinha. Acho que foi algo que surgiu num momento em que eu estava priorizando a delicadeza amorosa e a harmonia. Então, de lá pra cá, eu venho tendo relações homossexuais.

E está feliz?
Muito, muito feliz. Mas se você me perguntar “vai ser assim a vida inteira?”, não sei. Eu parei de fazer planos, porque o plano que não se concretiza nos frustra. Sem planos, sem frustrações (risos). Hoje tenho uma namorada, estamos juntas há pouco mais de um ano.

Como jornalista, dona de uma postura impessoal e acostumada a ouvir entrevistados, como foi se abrir sobre sua vida pessoal no programa?
 Foi estranho, foi bem estranho no começo. Porque pode não parecer, mas eu sou uma pessoa bem tímida. A Leilane jornalista é outra coisa, pergunta, não tem pudor, sobe em carro alegórico, vai na cadeia conversar com presas. Eu não tinha o costume de falar da minha vida pessoal. Acho mais fácil falar dos outros. Mas a proposta da Suzana era que eu me abrisse, pois tenho um lugar de fala na conversa.

Há 40 anos você trabalha como jornalista, no calor de eventos marcantes. Como foi ser afastada durante a pandemia?
Nossa, foi péssimo. Foi péssimo. Eu passei por uma montanha-russa de emoções, como todo mundo, né? No primeiro dia em casa, eu chorava, chorava. Quando me deram a notícia, que todos com mais de 60 anos seriam afastados, eu tentei rebater. Disse que era saudável, que eu poderia ser uma exceção, mas não deu. Tive momentos de ficar em casa enlouquecida com o noticiário, com duas televisões ligadas ao mesmo tempo, em canais diferentes, 24 horas por dia. Chegou um momento que eu estava tão intoxicada, que coloquei um limite, com horários para consumir informação. Passei a ler, ver séries e desenvolvi esse programa.

Como foi pisar no estúdio de novo?
Nossa, me senti como se fosse a primeira vez que eu botava os pés ali. Eu entrei na Globo aos 19 anos, lembro que meu coração saltava, era uma excitação estar naquele lugar. Agora, de novo, me senti uma criança no primeiro dia de escola. Percebi que tenho medo de ser improdutiva, e que isso é muito comum na velhice. A conclusão que cheguei com esse programa é que a velhice produtiva é o melhor caminho. Existem muitos caminhos, para além de um emprego. Você pode empreender, fazer trabalho voluntário, artesanato, plantar, dar aula. São muitas opções. Eu, por exemplo, fiz um curso de florista. Se eu deixar o jornalismo, já tenho um plano B!

Em novembro, novela da Globo 'Um Lugar ao Sol' terá par romântico de mulheres

quarta-feira, 20 de outubro de 2021 0 comentários

A atriz ainda relembrou o casal lésbico vivido por Fernanda Montenegro e Nathália Timberg em Babilônia e sua repercussão na época - Reprodução/ TV Globo

Prestes a voltar às telinhas em Um Lugar ao Sol, Mariana Lima conta detalhes de sua personagem e ressalta as descobertas que ela viverá durante a história. A atriz, que viverá par romântico de Natália Lage, contou que as cenas de beijo irá acontecer, mas as de sexo estão descartadas:
A gente seria massacrada", contou a intérprete de Ilana na próxima trama das 21h da Globo.
Em entrevista ao jornal O Globo, a artista avaliou a personalidade de sua personagem, Ilana, que se descobrirá bissexual na maturidade e trocará um casamento aparentemente estável com o fotógrafo Breno (Marco Ricca) por um romance lésbico com a médica Gabriela (Natália Lage), uma mulher bem mais jovem.
É uma mulher em crise profunda, porque é heterossexual casada há muitos anos e de repente sente um troço por aquela médica e não sabe o que fazer com isso. Ela não é nada militante, ao contrário, é preconceituosa com ela mesma“, adiantou ela a respeito do papel.
Está prevista, inclusive, uma sequência de beijo entre Ilana e Gabriela.
Vai ter beijo. Gravamos um mais quente e um mais frio, torcendo para entrar o mais quente. Hoje não há espaço para uma cena de sexo entre duas mulheres numa novela. A gente seria massacrada“, acredita.
Em defesa de seu posicionamento, Mariana relembra a repercussão do par de lésbicas da terceira idade, encarnado por Fernanda Montenegro e Nathália Timberg na mal sucedida novela Babilônia (2015).
Ninguém gostava do casal, ninguém queria o casal. Lembro que nas pesquisas ninguém queria ver as duas se beijando“, lamenta.
Um Lugar ao Sol, estreia em novembro na Globo. Escrita por Lícia Manzo, a trama será protagonizada por Cauã Reymond, que fará jornada dupla. O artista viverá os gêmeos Cristian e Renato. Repletos de atores do mais alto escalão, a trama será dirigida por Maurício Farias.

DESABAFO

A atriz Mariana Lima causou nas redes sociais nesta segunda-feira (21) ao usar uma estratégia inusitada para tentar atrair a atenção dos fãs para um comportamento necessário: o uso de máscaras.

De biquíni, ela gravou dois vídeos em que surge sensualizando. Neles, ela pede que influenciadores usem o espaço que possuem para incentivar atitudes cidadãs.

Clipping Mariana Lima avalia papel e afirma que gravou beijo com Natália Lage para 'Um Lugar ao Sol': "Quente", Contigo, 04/10/2021

Atriz de "Elvira, a Rainha das Trevas" assume relacionamento de 19 anos com outra mulher em sua autobiografia

sexta-feira, 24 de setembro de 2021 0 comentários

Cassandra Peterson (Elvira, a Rainha das Trevas) 

Cassandra Peterson protagonizou, em 1988, o papel de Elvira, famosa personagem gótica e sexy, no filme americano, Elvira, Mistress of the Dark (Elvira, a Rainha das Trevas), do gênero terrir (comédia trash de humor negro), dirigido por James Signorelli, 

Agora a  atriz, de 70 anos,  revelou em sua autobiografia lançada nesta semana que tem um relacionamento com outra mulher há 19 anos.

Teresa Wierson e Cassandra Peterson (Elvira, a Rainha das Trevas) juntas há 19 anos

De acordo com a revista Advocate, ambas se conheceram dentro de uma academia em Hollywood, mas, a princípio, a atriz pensou que Teresa Wierson fosse um homem.
“Muitas vezes, quando eu estava fazendo meu aquecimento na esteira, não podia deixar de notar um treinador em particular —bronzeado, tatuado e musculoso— andando pelo ginásio. Sombrio e meio quieto, ele exalava uma energia tão intensa que quando cruzou o enorme piso do ginásio, as águas se abriram”, diz ela em trecho.
Ao ir ao banheiro, Cassandra percebeu que se tratava de uma mulher e ambas começaram a conversar. O início de uma relação de amizade se deu rápido a ponto de as duas começarem a morar juntas.

Cassandra  Peterson com sua autobiografia como Elvira, Rainha das Trevas
Porém, um certo dia, ela diz, a vontade de ter algo a mais pela amiga começou a se aflorar a ponto de ambas se entregarem ao romance.
O que diabos eu estava fazendo? Nunca estive interessada em mulheres para além de amizade. Eu me senti tão confusa. Isso simplesmente não era eu. Fiquei surpresa por ser amiga dela por tantos anos e nunca ter percebido nossa química”, disse.
Logo descobri que nos conectamos sexualmente de uma forma que nunca havia experimentado”, revelou. Dessa forma, ambas passaram a viver como um casal. Cassandra revela que nunca abriu a relação para “proteger a marca Elvira”.
Meus fãs me odiariam por não ser o que eles esperavam que eu fosse?” questiona a atriz no livro antes de responder. “Estou muito ciente de que haverá alguns que ficarão desapontados e talvez até com raiva, mas eu tenho que viver comigo mesma.”
Em outro trecho do livro, Cassandra diz que “pela primeira vez na minha vida estou com alguém que me faz sentir segura, abençoada e verdadeiramente amada”.

Com informações de Cassandra Peterson, a Elvira de 'Rainha das Trevas', conta namorar outra mulher, FSP, 22/07/2021 

Tangos entre mulheres em clássicos do cinema

sexta-feira, 3 de setembro de 2021 0 comentários

Cartaz do filme "O Conformista"

Míriam Martinho

Se o tango já é bonito de natureza, com sua mescla de sensualidade e melancolia, uma espécie de blues de brancos, quando dançado por mulheres parece ainda melhor. Abaixo cenas de tango em vários clássicos do cinema, tais como:

1. O expressionista A Caixa de Pandora (1929), do cineasta austríaco Georg Wilhelm Pabst com Louise Brooks (Lulu) dançando com Alice Roberts (condessa Augusta Geschwitz). A condessa é tida como a primeira personagem lésbica da história do cinema.

2. O filme Tango (1988), do diretor argentino Carlos Saura, com uma das mais belas cenas de tango entre duas mulheres.

3. O filme Frida (2002), dirigido por Julie Taymor, onde Salma Hayek dannça com Mía Maestro ao som de “Alcoba Azul”. 

4. O Conformista (1970), filme de Bernardo Bertolucci que se passa na Itália fascista. Dançam Anna (Dominique Sanda)  e Giulia (Stefania Sandrelli).








Lulu em A Caixa de Pandora

Memória Lesbiana: um Raio-X dos boletins ChanacomChana e Um Outro Olhar e suas digitalizações
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Lançada delegacia da Diversidade Online para combater crimes de intolerância
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Benedetta, cheio de sexo lésbico e blasfêmias, estreará nos EUA em dezembro e será distribuído no Brasil pela Imovision

Benedetta, cheio de sexo lésbico e blasfêmias, estreará nos EUA em dezembro e será distribuído no Brasil pela Imovision

segunda-feira, 23 de agosto de 2021 0 comentários


"Benedetta", o novo filme do provocante cineasta Paul Verhoeven ("Instinto Selvagem"), virou o mais falado do Festival de Cannes deste ano graças a cenas de sexo lésbico em um convento e sonhos explícitos com Jesus Cristo.

Exibido nem 9/7, o longa foi aplaudido por cinco minutos pelo público francês, numa ampla demonstração de aprovação, mas a crítica internacional reclamou sem parar do excesso de nudez e sexo, e até de blasfêmias.

As cenas de sexo são tão picantes quanto as de "Azul É a Cor mais Quente", que venceu o Festival de Cannes em 2013, mas causaram especial desconforto por incluírem um brinquedo sexual esculpido em uma figura de madeira da Virgem Maria.

Além do sexo, também há muita violência em "Benedetta", do tipo vista em "A Paixão de Cristo". Mas sem, claro, que os mais religiosos considerem as conexões entre os dois filmes.


Durante a entrevista coletiva sobre a obra, o diretor holandês chamou os críticos de puritanos.
Não se esqueçam que, em geral, as pessoas, quando fazem sexo, tiram as roupas", ele apontou. "Então, estou basicamente chocado com o fato de que não quererem olhar para a realidade da vida. Por que esse puritanismo foi introduzido? Na minha opinião, está errado. 
Verhoeven também se irritou com a sugestão de que o filme é uma blasfêmia.
Eu realmente não entendo como você pode blasfemar sobre algo que aconteceu… Não se pode mudar a História depois do fato. Você pode dizer que aquilo era errado ou não, mas não pode mudar a História. Acho que a palavra blasfêmia para mim, neste caso, é estúpida", explicou.
De fato, "Benedetta" é baseada numa história real. Com roteiro de David Birke, que volta a trabalhar com Verhoeven após a parceria em "Elle" (2016), o filme adapta o livro "Atos Impuros: A Vida de uma Freira Lésbica na Itália da Renascença", da historiadora Judith C. Brown.

A trama se passa no final do século 15, enquanto a peste assola a Europa, e Benedetta Carlini ingressa no convento de Pescia, na região italiana da Toscana, como uma noviça que desde muito cedo parece fazer milagres. Seu impacto na vida da comunidade é imediato e chama atenção do Vaticano. Mas logo sua pureza é confrontada pela chegada de uma jovem tentadora ao convento (Daphne Patakia), que decide seduzi-la.

A história, que mistura religião com erotismo e polêmica, se encaixa perfeitamente na filmografia do diretor holandês de "Louca Paixão" (1973), "Conquista Sangrenta" (1985), "Instinto Selvagem" (1992), "Showgirls" (2005) e "Elle" (2016).

A estrela Virginie Efira, intérprete de Benedetta, lembrou deste detalhe ao defender o ponto de vista do diretor.
A sexualidade é um assunto interessante. Não há muitos diretores que saibam filmá-la. Paul Verhoeven sabe. É alguém que lidou com este tópico importante desde o início e de uma forma incrível. A nudez não tem interesse quando não é retratada de uma maneira bonita, não é isso que Paul faz. Tudo foi muito alegre quando tiramos nossas roupas", ela descreveu.
"Benetta" também estreou comercialmente na França em julho. Agora, segundo o Deadline, estreará nos Estados Unidos em 03 de dezembro de 2021, tendo sua primeira exibição comercial no IFC Center, em Nova York, e no The Royal e no The Alamo Draft House em Los Angeles. A Imovision anunciou a distribuição de Benedetta no Brasil, mas ainda não definiu a data do lançamento.

Clipping Benedetta" vira filme mais falado de Cannes por cenas de sexo e "blasfêmias", Pipoca Moderna, Terra, 0/07/2021

Manual sapatão: de bem com os seios e suas 1001 utilidades

quinta-feira, 22 de abril de 2021 0 comentários

Seios, pra que lhes quero

por Eliane Di Santi*

Barreiras devem ser quebradas, mas às vezes não conseguimos esse objetivo. É frustrante. Muito. Mas descobri que, se não consigo quebrar, posso contornar, pular barreiras ou até cavar um buraco e passar por baixo delas. Ok, dá mais trabalho, leva mais tempo, mas - posso ser taxada de tonta, maluca, idiota - sabe que funciona?

Consegui ultrapassar algumas das minhas barreiras. Claro, com alguns arranhões, suja de lama, poeira, cimento, mas... consegui finalmente.

Porque estou falando isto? Porque quero contar a vocês que faz anos que eu reparo que muitas lésbicas tentam esconder os seios. Para elas os seios são uma grande frustração. Não é como estar dentro de um corpo que não desejam, já que muitas lésbicas não querem ser homens, não são transgênero.  Apenas detestam seus seios porque para elas os seios não passam de dois objetos sem utilidade que só servem, quando se é mãe, para dar de mamar. Mas para aquelas que nunca foram nem serão mães, os seios parecem um órgão inútil no corpo, ficam ali, pendurados, atrapalhando o peito. Não podem nem tirar a camisa e ainda têm que usar sutiã, coisa de mulherzinha. Pois é, por isso muitas colocam faixa, tentando esconder aquele volume, como a travesti faz com o pênis quando se monta de drag queen.

PHOTO: P-INK.ORG PINTEREST PAGE.

E é justamente sobre os seios das lésbicas ativas, daquelas que os escondem, que eu quero falar. Meninas, ahhh meninas, se vocês soubessem o que seus seios são capazes de fazer, nunca mais os esconderiam. Simmmm, do que são capazes de fazer na cama com uma mulher!!!!! A mulherada pira!!!! O poder dos seios da lésbica ativa é o mesmo que o do pênis de um homem, se é que me entendem. Com duas vantagens: a primeira é que não tem bolas pra atrapalhar e a segunda é que são dois, então, pode-se variar o prazer que oferecem revezando um e outro.

Então meninas, não detestem seus seios. Ultrapassem suas barreiras, explorem mais as possibilidades eróticas dos seios e aprendam a apreciá-los como merecem.

Seios sapatônicos para serem degustados


* Eliane Di Santi escreve contos e crônicas e
é colaboradora da Um Outro OLhar de longa data. 


Submissão de depoimentos, poesias, textos de opinião sobre a vivência lésbica

terça-feira, 20 de abril de 2021 0 comentários


A pedidos, reabrimos espaço para leitoras e seguidoras da Um Outro Olhar que queiram enviar textos de opinião, depoimentos, contos e poesias sobre a vivência lésbica.

1. O tamanho do texto pode variar, mas, via de regra, recomendamos que fique numa média de 3 páginas do Word.

2. Disponibilizamos mini biografia da autora com contato (e-mail) e foto (se assim desejar).

3. De preferência, envie imagem para ilustrar seu texto.

4. Revisamos o texto e o título, se necessário.

Envie seu texto para uoo@umoutroolhar.com.br ou para a caixa de entrada aqui da página (texto do Word).

Sejam bem-vindas!

Cantora Kehlani assume ser lésbica no Instagram

sexta-feira, 9 de abril de 2021 0 comentários


A cantora americana Kehlani, dona do hit Nights like this, fazia uma live no Instagram ao lado da sua fotógrafa, Jamie-Lee B, quando disparou: “Querem saber uma novidade sobre mim? Eu finalmente sei que sou lésbica".
Vocês todos querem algo novo sobre mim, vocês querem saber?” perguntou a cantora de 25 anos enquanto cozinhava com um amigo. “Eu finalmente sei que sou lésbica.” O amigo dela reagiu, gritando imediatamente, “lançamento de bomba!”
Ano passado, a artista, 25 anos, havia se declarado queer. Ao assumir-se lésbica, a cantora disse que a situação dela é mais fácil, pois é muito difícil as pessoas olharem para ela e dizerem que ela é homossexual.

A americana completou falando que muitos artistas acabam sendo forçados a se assumir. “É mais difícil para homens negros gays. É mais difícil para mulheres negras homossexuais 'masculinas", completou Kehlani.

Diante da repercussão da notícia nas redes sociais, a cantora mostrou-se surpresa, mas muito feliz com as mensagens de apoio e carinho recebidas.

Com informações de Cantora Kehlani assume homossexualidade em live nas redes sociais, Correio Braziliense, 08/04/2021, Kehlani assumiu ser lésbica em uma live no Instagram, por Vinicius Prado, 07/04/2021, Portal RapMais.


Drama lésbico "Fale com as Abelhas" estreia nas plataformas de streaming

sexta-feira, 26 de março de 2021 0 comentários

Drama lésbico Fale com as Abelhas estreia nas plataformas de streaming

Fale com as Abelhas, drama lésbico estrelado por Anna Paquim (X-Men), chegou em várias plataformas de streaming na quinta-feira (25/3). Baseado no livro homônimo da atriz e escritora Fiona Shaw (Killing Eve), o longa estará disponível primeiramente no NOW, SKY Play, Vivo Play e Looke. A partir do dia 08 de abril, ele também poderá ser alugado na Apple TV e no Google Play.

Fale com as Abelhas conta a história da médica Jean Markham (Paquin), que após a morte de seu pai, retorna à sua cidade natal para assumir as funções dele. Quando ela conhece Charlie (Gregor Selkirk) e sua mãe Lydia (Holliday Grainger) a sua vida toma um rumo inesperado que coloca a sua carreira e reputação em risco. Uma sensível história de amor e luta contra o preconceito que movimentará uma pequena cidade escocesa na década de 1950.

Dirigido por Annabel Jankel e com roteiro de Henrietta Ashworth e Jessica Ashworth, o filme trata de temas importantes e complexos, como racismo, homofobia, aborto, violência doméstica e agressão sexual e foi exibido Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2019.

FALE COM AS ABELHAS

Tell It to the Bees
Reino Unido, Suécia , 2 0 1 9 , 1 0 8 min
Direção: Annabel Jankel
Roteiro: Henrietta Ashworth e Jessica Ashworth
Produção: Daisy Allsop , Nick Hill , Annabel Jankel , Nik Bower e Laure Vaysse
Co-produção: Sean Wheelan, Anthony Muir e Hannah Leader
Direção de fotografia: Bartosz Nalazek
Edição: Jon Harris e Maya Maffioli
Música: Claire M Singer
Elenco: Anna Paquin, Euan Mason, Holliday Grainger, Lauren Lyle , Kate Dickie , Billy Boyd, Gregor Selkirk , Joanne Gallagher




Com informações de Fale com as Abelhas, drama LGBTQ+ com Anna Paquim, chega ao streaming, por Ítalo Alves, 24/03/2021, Matinê, e Fale com as abelhas estreia no streaming dia 25 de Março, por Ketryn Carvalho, Observatório G

Amor de Mãe: Leila e Penha viverão versão tupiniquim e lésbica da relação dos lendários Bonnie e Clyde

segunda-feira, 14 de setembro de 2020 0 comentários

Penha (Clarissa Pinheiro) e Leila (Arieta Corrêa)

Retomada de 'Amor de Mãe' vai mostrar a relação perigosa entre Leila e Penha com possível beijo gay


Manuela Dias decidiu polemizar na reta final de Amor de Mãe. A novela das 21h da Globo, interrompida em março por conta da suspensão das gravações devido à pandemia, voltará a ser exibida em 2021.

A autora criou uma relação de amor bandido entre as vilãs Leila (Arieta Corrêa) e Penha (Clarissa Pinheiro). As informações são de Carla Bittencourt, do Extra Online.

A ex-mulher de Magno (Juliano Cazarré), que se fingiu de doente e o colocou na cadeia, vai assumir os negócios criminosos da amiga, quando a fiel cúmplice de Belizário (Tuca Andrada) for presa.

Abandonada pelo policial corrupto, Penha contará apenas com a ajuda de Leila. O vínculo entre as duas vai passar da cumplicidade para a paixão. Viverão romance intenso, uma versão tupiniquim e lésbica da relação dos lendários Bonnie e Clyde.

O roteiro prevê um beijo das duas amantes. Caberá ao diretor artístico do folhetim, José Luiz Villamarim, definir se a cena será gravada e exibida, ou não. A Globo já mostrou alguns beijos na boca entre mulheres, como em Órfãos da Terra, Em Família, Babilônia, Segundo Sol e Malhação.
Clipping  Autora da Globo transforma bandidas em casal de lésbicas, por Jeff Benício, Blog Sala de TV, Terra, 02/09/2020

Evolução de personagens lésbicas e gays nas novelas da Globo ainda depende da reação conservadora

segunda-feira, 31 de agosto de 2020 0 comentários

Sílvia Pfeifer e Christiane Torloni como o casal de Torre de Babel: personagens mortas para evitar beijo
Sílvia Pfeifer e Christiane Torloni como o casal de Torre de Babel: personagens mortas para evitar beijo

Beijo gay adiado até o último capítulo e a inexistência de cenas de sexo de casais homoafetivos ainda são comuns nas novelas. Essa é uma barreira enfrentada pela Globo devido ao medo de ter suas histórias rejeitadas pela audiência mais conservadora. Casos de terem de mudar tudo e até explodir personagens ainda assombram os autores. Recém-chegada ao catálogo da Globoplay, Torre de Babel (1998) traz uma dessas histórias de volta à tona.


Na novela de Silvio de Abreu, a emissora se deparou com tamanha resistência que teve de matar o casal lésbico da história. As personagens de Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer foram explodidas há 22 anos. Coisa de outro século? Nada disso. Recentemente, o beijo entre duas idosas no início de Babilônia (2015) também fez a Globo rebolar para não naufragar no horário nobre.

Com a abordagem de outros temas considerados tabus, além da homossexualidade, como uso de drogas e violência doméstica, Torre de Babel não foi bem aceita. Para atender ao gosto do público, o novelista fez malabarismos e aplicou mudanças drásticas na saga.

A mais marcante, sem sombra de dúvidas, foi matar o casal lésbico e o usuário de drogas Guilherme (Marcello Antony) na cena em que o Tropical Towers Shopping foi pelos ares. Com tamanha catástrofe, a reviravolta surtiu efeito.

A falta de representatividade de gays e lésbicas na novela dos anos 1990 não é a mesma dos dias atuais --houve avanço, mas a aceitação ou rejeição do público ainda é o principal fator que determina o encaminhamento das tramas.

Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer morreram queimadas em Torre de Babel: simbologia forte


Amor sem carinho



Mulheres Apaixonadas (2003) colocou duas estudantes como namoradas: Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli). Pesquisas feitas na época apontaram que o público não era contrário à relação homoafetiva das duas, mas não aceitaria uma cena de beijo.

Como solução, Manoel Carlos fez o casal encenar a peça clássica Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1564-1616), permitindo um selinho rápido entre as duas personagens usando essa licença poética. Ironicamente, os telespectadores não se chocaram com a troca de carícias entre uma socialite (Lavinia Vlasak) e um padre (Nicola Siri).

Já em América (2005) o romance proibido entre Júnior (Bruno Gagliasso) e o peão Zeca (Erom Cordeiro) ganhou torcida para que o beijo entre os dois homens acontecesse no último capítulo. A cena chegou a ser gravada, mas a Globo decidiu cortar a sequência por medo da reação do público e das críticas que poderia receber.

Até hoje, os atores e a própria autora, Gloria Perez, lamentam a censura poucas horas antes da exibição. "Foi climão. Toda a novela estava na expectativa, foram colocados telões nas ruas. Foi difícil. Demorou pra cacete para isso acontecer", declarou o marido de Giovanna Ewbank durante uma entrevista para Tatá Werneck no programa Lady Night, em 2018.

O beijo entre Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg em Babilônia assustou conservadores

Desessete anos após ter lésbicas explodidas, a Globo ousou ao mostrar duas idosas aos beijos no primeiro capítulo de Babilônia em 2015. A cena de afeto interpretada por Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro foi demais para o conservadorismo do público. Teve até quem propagasse um boicote à trama.
A decisão de cortar selinhos e demonstrações de carinho foi tomada depois que a emissora fez pesquisas com grupos de telespectadores, que assim como em Mulheres Apaixonadas, aprovavam as personagens, com a condição de não vê-las aos beijos. A emissora recuou e ceifou a troca de carícias entre as veteranas.

Já em 2019, no caminho inverso, a direção de Dramaturgia barrou a exibição de um beijo entre Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anaju Dorigon) em Órfãos da Terra. Mas o veto foi, na verdade, apenas um adiamento. Um selinho entre as duas foi usado para consagrar o casamento do casal.
Passos lentos e estudados

É claro que existem outros casos positivos para o público LGBTQ+. Mateus Solano e Thiago Fragoso protagonizaram o primeiro beijo gay em horário nobre da TV brasileira em Amor à Vida (2013). Giovanna Antonelli e Tainá Müller interpretaram o primeiro casal de mulheres a se beijar na Globo no horário, e elas também se casaram na novela Em Família (2014).

Recentemente, houve troca de carícias na trama teen Malhação - Viva a Diferença (2017), que a emissora reapresenta. Já A Dona do Pedaço (2019), além de exibir o romance entre Malvino Salvador e Guilherme Leicam, também contou com um amor para uma transexual, com direito a casamento e beijo.

Teve ainda um marco histórico nesse cenário com a exibição da cena de sexo entre dois homens em Liberdade, Liberdade (2016) --novela exibida na faixa das 23h. São avanços a passos lentos, mas eles existem.

Clipping De lésbicas explodidas a beijo vetado: Globo enfrenta mais de 20 anos de rejeição gay,  por Kelly Miyashiro, 08/08/2020 

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