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Personagem lésbica de Naya Rivera em 'Glee' ajudou público LGB a se autoaceitar

quarta-feira, 15 de julho de 2020 0 comentários

Naya Rivera como Santana Lopez em Glee (Foto: Divulgação)
Atriz interpretou Santana Lopez na série, que foi ao ar de 2009 a 2015, marcada
pela celebração da diversidade e da autoaceitação

A morte de Naya Rivera, atriz que interpretava Santana Lopez em Glee, chocou os fãs na última quarta-feira (8), principalmente pela importância da personagem em suas vidas pessoais. Naya sumiu durante um passeio de barco com o filho de 4 anos de idade, Josey, no Lago Piru, nos Estados Unidos, e as buscas por ela mobilizaram uma equipe de cerca de 100 pessoas até seu corpo ser encontrado na segunda-feira (13).


Glee ficou marcado na história da TV como uma série que celebrava a diversidade e a autoaceitação. Os discursos abordados nos episódios desde homossexualidade, preconceito, gordofobia, racismo, padrões de beleza, entre outros, destacava a série como precursora em 2009, quando foi lançada. Na série, Santana lidou com a aceitação da própria sexualidade e ajudou o público LGB que também enfrentava essa questão, além do preconceito.

Naya Rivera em Glee como Santana Lopez (Foto: Reprodução)
Naya Rivera em Glee como Santana Lopez (Foto: Reprodução)

Naya Rivera marcou uma geração com Santana, mostrando a importância de se aceitar como é!", escreveu um internauta no Twitter. "Hoje felizmente 90% das séries que vejo tem personagens não héteros. De Jane the Virgin pra cá, o número de séries com personagens latinos aumentou muito. Dez anos atrás, a realidade era outra. Ver uma personagem como a Santana Lopez foi de extrema importância pra mim", comentou outro. Além de Santana, Glee também tinha outros personagens LGB como Britanny (Heather Morris), Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss).
Estaria mentindo se dissesse que Santana Lopez não foi um personagem que me ajudou e influenciou em certo momento lá atrás", falou um fã. "Quem me conhece sabe o quanto eu sou fã dessa mulher, e quão importante pra mim foi a trajetória dela em Glee, série essa que me ajudou a me aceitar como um homem gay", disse um rapaz.
A personagem tem atitudes duvidosas ao longo da série e pode até ser considerada uma das vilãs. No final da última temporada, Santana e Britanny, que eram namoradas no ensino médio, se casam. A cena é uma das mais importantes da produção.



Clipping Personagem lésbica de Naya Rivera em 'Glee' ajudou público LGBTQIA+ com autoaceitação, por Isabela Pacilio, Quem, 10/07/2020               

Velma saiu do armário no desenho Scooby-Do Mistérios S.A e se assumiu lésbica

segunda-feira, 13 de julho de 2020 0 comentários

A personagem Velma é lésbica, revela produtor de 'Scooby-Doo'
Marcie e Velma são namoradas

Uma personagem do desenho Scooby-Do Mistérios S.A. acaba de sair do armário: Velma é lésbica. A afirmação foi feita pelo produtor da animação Tony Cervone em post nas redes sociais.

A postagem veio em resposta a questionamentos dos fãs que enxergavam uma possível relação amorosa entre Velma e o personagem Salsicha.
A Velma de Mistérios S. A. não é bi, ela é gay. Nós sempre planejamos a Velma agindo um pouco fora do personagem enquanto ela estava confusa consigo mesma e tinha dificuldades em entender”, escreveu ele, que postou uma imagem de Velma com as cores do arco-íris.
Ele prosseguiu dizendo que o desenho dá pistas da homossexualidade da personagem e que ela forma um casal com Marcie.
Há dicas sobre o porquê naquele episódio com a sereia e, se você seguir todo o arco de Marcie, parece tão claro quanto poderíamos fazer dez anos atrás. Eu não acho que Marcie e Velma tiveram tempo de agir de acordo com seus sentimentos durante a linha do tempo principal mas, após o reset, elas são um casal”, explicou.
Produtor do Scooby-Doo revela que Velma é lésbica e expõe sua vida ...
Velma é lésbica e não bi

No último domingo (12), James Gunn, que dirigiu o primeiro live-action de Scooby-Doo em 2002, disse que Velma, interpretada por Linda Cardellini, era gay na primeira versão de seu roteiro.
Eu tentei! Em 2001, Velma era claramente gay no meu roteiro inicial”, tuitou ele em resposta aos pedidos dos fãs de fazer Velma abertamente lésbica na próxima versão do desenho nos cinemas.
I tried! In 2001 Velma was explicitly gay in my initial script. But the studio just kept watering it down & watering it down, becoming ambiguous (the version shot), then nothing (the released version) & finally having a boyfriend (the sequel). 😐 https://t.co/Pxho6Ju1oQ
— James Gunn (@JamesGunn) July 13, 2020
Clipping Produtor de Scooby-Doo diz que Velma é lésbica e namora outra personagem, VejaSP, 13/07/2020

O resgate do termo "sapatão" pelas lésbicas

quarta-feira, 24 de junho de 2020 0 comentários

Luciene Santos, a Sapavegana fala sobre termo sapatão - Divulgação
Luciene Santos, a Sapavegana fala sobre termo sapatão Imagem: Divulgação


"Sapatão, periférica, afrovegana". O perfil no Instagram da criadora de conteúdo Luciene Santos, a @sapavegana, já dá pista do quanto usar o termo sapatão para falar sobre a própria orientação sexual é ferramenta de autoestima, autoafirmação e resistência nas redes sociais.

A palavra que durante muito tempo foi usada como forma de xingamento por quem não respeita o jeito de viver de mulheres que se relacionam com outras mulheres vem, aos poucos, ganhando significado positivo. Mas a reviravolta veio justamente pelas atitudes de quem já sofreu preconceito. Como diz a letra daquela antiga marchinha de Carnaval, que transita entre o estereótipo e essas frases mais atuais: "O sapatão está na moda. O mundo aplaudiu. É um barato, é um sucesso dentro e fora do Brasil". Agora, elas se apropriam disso.

Só as sapatonas on-line: na internet, elas se apropriam do termo

É o caso de Luciene, que criou sua conta no Instagram em 2018 para falar sobre veganismo a partir de sua experiência de vida. Ela havia revelado que é lésbica para o mundo dois anos antes. Ouviu comentários negativos sobre ser "sapatona". "Eu cresci ouvindo 'sapatão' como ofensa de pessoas próximas. Como se fosse algo ruim". 

Quando decidiu falar na internet sobre veganismo, queria aliar outras identidades à bandeira do fim da crueldade animal. "O perfil na rede social me ajuda a me posicionar enquanto lésbica, preta, pobre. Aliás, me ensina o quanto é importante se posicionar", diz. 

Para ela, ser a @sapavegana nas redes resulta na identificação de outros públicos com suas vivências e é uma ponte entre as opressões sociais que quer combater com seu trabalho. 
O termo afasta algumas pessoas, mas também atrai: tenho seguidores que são LGBTs que me seguem mesmo não sendo veganos, e vice-versa. Isso é bom, porque eu consigo unir as pautas. Além disso, as opressões que mantêm a figura do homem branco cisgênero, heterossexual e branco no poder prejudicam as pessoas pretas, os pobres, os indígenas, os animais. Então, para mim, são essas causas que precisam ser defendidas." 
Ana Claudino Sapatão amiga - Divulgação - Divulgação
Ana Claudino, a "Sapatão Amiga", produz conteúdo no Youtube sobre sua vivência Imagem: Divulgação

Uma "sapatão amiga" no Youtube 

No Youtube, digitar "Sapatão amiga" no campo de pesquisa leva ao canal de Ana Claudino. Criadora de conteúdo na internet desde 2017, Ana também precisou dar novo sentido à palavra sapatão para que se tornasse motivo de orgulho.

"Quando eu era criança, e nem sabia que era lésbica, já me chamavam de sapatão. E eu achava que era sobre quem usava sapato grande. Aos 20 anos, passei a usá-la como uma palavra política", analisa. "Lésbica é um termo muito limpo".

Não à toa, a experiência na infância de ser xingada por sua orientação sexual influenciou também a escolha do nome do canal. "Fui uma criança no final dos anos 90, em que não tinha internet, produção de conteúdo LGBT como temos hoje. Queria que o 'Sapatão Amiga' fosse um porto seguro para as meninas que não têm, justamente, uma amiga sapatão para conversar e dizer que está tudo bem."

Sapatour fala de sapatão - Divulgação - Divulgação
Parte do grupo Sapatour, composto pelas produtoras de conteúdo: Yasmin Akutsu, Luana Aguiar, Taynara Aquino, Fernanda Xavier, Jeniffer Pereira, Thais Goto, Caroline Souza, Marina Sampaio e Patrícia Ribeiro Sanyana Amara.

E vamos de "Sapatour"

O orgulho de ser sapatão também é mote do conteúdo produzido nas redes sociais pelo "Sapatour", um grupo de pelo menos dez amigas lésbicas que migrou da vida real para a internet com entretenimento e informação LGBTs. "Sempre destacando o L, que é nossa vivência", explica a idealizadora do grupo, Yasmin Akutsu. 

Além dos vídeos da trupe, o Sapatour promove a hashtag #SomosTodosSapatour, em que seguidoras publicam fotos e vídeos de si mesmas. Para Yasmin, é um jeito de mostrar que lésbicas não estão sozinhas e aumentar a autoestima de cada uma. 
O Sapatour e a hashtag são formas de fazer com que se sintam abraçadas, seguras e unidas mesmo que de longe. Assim, elas podem ter força e coragem para mostrar à sociedade quem são e para enfrentar todo o preconceito que infelizmente existe. Isso gera uma identificação que as motiva a fazer o que realmente gostam, sem se preocupar com julgamentos", detalha. "O movimento espalha esse empoderamento". 
O nome, explica a fundadora, veio do perfil festeiro do grupo.
Quando nos conhecemos éramos todas solteiras, saíamos de segunda a segunda e nunca nos desgrudávamos. Na época a gente tinha mania de chamar todo lugar que a gente ia ou tudo que a gente fazia de 'tour'. Eu sempre gostei de compartilhar tudo nas redes e achei que seria melhor termos um nome de verdade para o grupo", explica. "Estamos sempre tentando unir diversão, informação e representatividade".
A palavra "sapatão" vem de onde? 

Usar o termo sapatão para lésbicas, segundo especialistas, pode ter sido popularizado em dois contextos históricos: "[O primeiro] remete aos poemas sobre amores lésbicos do poeta Gregório de Matos (1636 - 1696), em que aparece a figura de uma mulher chamada Luiza Sapata", analisou a doutoranda em linguística pela USP e pesquisadora do Centro de Documentação em Historiografia Linguística (CEDOCH-DL/USP) Stela Danna, em entrevista para Universa de outubro do ano passado. 

A segunda tem a ver com o uso de "sapatos masculinos" por feministas, na década de 1970, em vez dos modelos femininos. Essas mulheres, então, passaram a ser chamadas de 'sapatão'. A música citada no início da matéria, "Maria Sapatão", nos anos 80, também popularizou o termo no Brasil.

Ver também Origens do termo sapatão | Um Outro Olhar

Clipping "Sapatão, sim": por que influencers estão resgatando termo antes rejeitado, por Nathália Geraldo, Universa, 22/06/22020

Day Limns: de quase pastora a cantora abertamente lésbica

segunda-feira, 22 de junho de 2020 0 comentários

Day (Foto: Bruno Trindade Ruiz/Reprodução/Instagram)
Day Limns

Quando foi vista pela primeira vez no "The Voice Brasil 2017", do qual foi uma das finalistas, Day Lima já chamou a atenção por conta de seus dons musicais e também por conta de sua personalidade aberta. Na época, ela já aparecia com sua namorada e falava com orgulho de sua orientação sexual. Mas o caminho nem sempre foi fácil.

Igreja, conservadorismo e repressão
As pessoas falavam muito que Deus não gostava de sentimento de culpa. Eu via que as pessoas não agiam dessa forma: tudo que elas falavam era para me fazer sentir culpada. Quando comecei a ficar incomodada com a culpa que estava sentindo, falei: isso não é de Deus. Se o Deus que amo tanto e que falam que me ama deixar de me amar por ser quem eu sou, deixa de ser Deus.
A cantora não categoriza o que passou dentro da religião como uma lavagem cerebral. "Parece, mas não é", enfatiza ela, dizendo que tem mais a ver com a experiência individual de cada um e que há quem seja muito feliz na igreja. Mas, não foi seu caso: ela quase foi pastora e só não foi para um seminário nos Estados Unidos por ter seu visto negado.
Teve um momento da minha adolescência que eu estava liderando jovens e falando que tinha vencido minhas tentações homossexuais. Eu estava mentindo para essas pessoas, sabia que o buraco era muito mais embaixo, não tinha vencido nada.
O INTERCÂMBIO - DAYROL (PARADA) - ERROS E.....ACERTOS??? - Wattpad
Day e a namorada Carol Biazin

Dedicada à música

Hoje, Day está dedicada mesmo à sua música. Ela conta hoje com mais de 80 milhões de acessos em seus vídeos no YouTube, além de mais de 25 milhões de visualizações em streaming de músicas, tendo ajuda a escrever hits como "Complicado", de Vitão e Anitta. Nesta sexta-feira, ela lançou o "A Culpa é do Meu Signo". Ela conta que fala de sua sexualidade com naturalidade em sua obra, como em seu primeiro single, "Tanto Faz', cuja primeira palavra é "Mina".
Gosto de tratar tudo com naturalidade, porque realmente sou isso, não é um personagem. Eu acho que a bandeira eu levante independente de ser artista ou não, acho que se tivesse qualquer outra profissão ia levantar a bandeira, é meu dever como cidadã lésbica.
Entendo a responsabilidade que tenho por ter pessoas que me seguem, o quanto minha história inspira outras pessoas e o quanto é um privilégio inspirar outras pessoas a se aceitarem e se amarem como são.
Day também procura inspirar que outros jovens se aceitem como são, citando sua própria experiência.
Meu pai ficou de boas, minha mãe não ficou de boas de jeito nenhum. Foi um período muito doloroso da minha vida, tive que ouvir coisas da minha mãe das quais ela mesma se arrepende hoje. Ela chegou a dizer que hoje entende mais do amor de Deus do que os anos inteiros vivendo na igreja. 
A gente luta contra a homofobia desde que se entende por gente. Até mudei meu lema: os homofóbicos que lutem. Não vou deixar de ser quem sou, eu vou resistir para sempre, acho que esse mês é uma lembrança disso. Viocê precisa ter orgulho de ser quem você é, não está errado ser quem é.



Clipping Cantora que quase foi pastora e se assumiu lésbica diz que pregava mentiras, por Guilherme Machado, 21/06/2020

Personagens lésbicas cada vez mais protagonizam séries de sucesso

segunda-feira, 8 de junho de 2020 0 comentários

Cena do filme 'Você Nem Imagina', novo romance teen da Netflix com protagonismo de
personagens lésbicas Netflix/Reprodução

Ellie Chu (Leah Lewis) é uma jovem imigrante chinesa na ficcional e remota cidade Squahamish, em Washington. Sem amigos e precisando de dinheiro para pagar as contas de casa, a tímida protagonista relutantemente concorda em vender sua aptidão para escrita ao pouco inteligente Paul Munsky (Daniel Diemer) e passa a escrever cartas de amor para a menina bonita do colégio, Aster Flores (Alexxis Lemire). Os sentimentos de Ellie rapidamente se somam à trama, e o que começou como um mero ganha-pão se torna a sacada de Você Nem Imagina, recente aposta do catálogo da Netflix. Mesmo com toda a roupagem clássica de um filme teen, ele conta com um diferencial vergonhosamente atrasado: um romance entre duas garotas.

A produção atesta: a forma como personagens lésbicas são retratadas na ficção passa por mudanças notáveis. Muito aquém do legado deixado por Azul É a Cor Mais Quente (2013), o que se vê é que essas personagens invadiram o mamão com açúcar batido de comédias românticas, agora protagonizadas por duas meninas (e um rapaz sobrando). Pode parecer uma aposta boba, mas não é. Você Nem Imagina surfa em uma onda recente, em que personagens do espectro LGB driblam estereótipos e saltam do lugar de coadjuvantes para o de protagonistas, com tramas simples e comuns ao cinema e à TV, mas dominadas por héteros. Caso até dos populares super-heróis, que ganharam a companhia da estrela de Batwoman, exibida no Brasil pela HBO, a primeira super-heroína lésbica da TV, interpretada pela atriz (que também é gay) Ruby Rose.

Ruby Rose em ‘Batwoman’, nova série da HBO com super-heroína lésbica The CW/Reprodução

Dono de uma Palma de Ouro, estatueta máxima do Festival de Cannes, Azul É A Cor Mais Quente é um bom exemplo de como relacionamentos lésbicos eram retratados até pouco tempo atrás na ficção. Embora tenha sido um dos pioneiros a dar visibilidade ao “L” de LGBT, lado a lado com a série americana Orange is the New Black, o aclamado filme francês e sua famosa cena de sexo de 7 minutos (que demorou dez horas para ser gravada, provocando mais tarde reclamação das atrizes) serviam a um tipo de fetiche masculino muito mais que a uma representação romântica do público-alvo oficial. Daí a – boa – surpresa da chegada de Ellie Chu, que, além de ir na contramão dessa fetichização, nada mais é que uma garota normal, apaixonada em segredo por outra, em uma pequena cidade conservadora: cenário bem mais fértil para provocar identificação. Ellie também não é essencialmente feminina ao ostentar um perene rabo de cavalo baixo e roupas largas. E faz isso sem cair em outro estereótipo batido: o da lésbica “caminhoneira”. São essas as de cabelo curto e estilizado, porte físico forte e trejeitos masculinizados. Até então, o cinema e a TV se amparavam nesta espécie de balança, um “8 ou 80”: a lésbica da ficção ou era atraente ou o completo oposto.

Com a nova tendência, essas mulheres são retratadas num meio termo entre os dois números da escala. Sem cenas acaloradas, mas contemplando a sensualidade feminina, – dessa vez inata da personagem, não da orientação sexual –, a prima de Bruce Wayne, em Batwoman, é “sexy sem ser vulgar” e concilia a fachada de durona com uma vulnerabilidade até exigida quando se trata de heróis e heroínas dos universos da DC e da Marvel. O encaixe entre personagem e atriz foi tanto que, quando Ruby Rose anunciou sua saída da série para a já confirmada segunda temporada, na última terça-feira, 19, seu nome subiu rapidamente para os trending topics do Twitter. A colega de profissão Stephanie Beatriz, conhecida por interpretar Rosa Diaz no sitcom Brooklyn 99, despontou como um dos nomes interessados para substituir a australiana – e, assim como ela, é LGBT.

Foto do casal Pat e Terry exibida pelo documentário ‘Secreto e Proibido’, novo no catálogo da Netflix

A abertura que permitiu a chegada destas personagens, também abriu espaço para o documentário Secreto e Proibido. Recém-lançado pela Netflix, o longa conta a história de Pat Henschel e a jogadora profissional de beisebol Terry Donahue, juntas desde 1947. Por anos, o casal teve de omitir o status do relacionamento para a família e conhecidos, alternando entre desculpas para não torcer narizes em uma época em que batidas policiais em clubes e bares gays não estavam tão esquecidas da memória. Com sensibilidade e doçura, os diretores Jason Blum (de Corra!) e Ryan Murphy (de American Horror Story e Pose) deram uma guinada para longe do horror e apresentaram a trajetória das duas mulheres, permeada por cartas, fotografias e relatos antigos, sem cair nos velhos estereótipos já citados.

Demorou, mas os produtores de TV e cinema se adaptaram aos novos tempos e estão aprendendo como é tratar com respeito personagens LGB. Que essa mesma tendência siga para a vida fora das telas – tarefa um pouco mais difícil, mas não impossível.

Clipping De filme teen a Batwoman, mulheres lésbicas conquistam respeito na ficção, Veja, 25/05/2020

Nota da Editora: Killing Eve - 3 temporadas (Globoplay e em sites não oficiais como "seuseriado") é um hit internacional de humor negro que conta a história da obsessão que uma agente do serviço secreto britânico, Eve (Sandra Oh), desenvolve por uma assassina de aluguel, Villanelle (Jodie Comer), a serviço de uma organização misteriosa. Ganhadoras respectivamente  do Globo de Ouro, Bafta e Emmy, as duas atrizes que protagonizam a série têm muita química entre si, e suas personagens vivem uma relação de tensa eroticidade que, nesta última temporada, parece ter começado a virar amor. Embora esta terceira temporada da série tenha sido a mais fraquinha de todas, foi a que mais desenvolveu a proximidade entre este casal de mulheres fortes e diferentes da maioria.  Abaixo 3 cenas em que Eve e Villanelle se aproximam sem tiros e facadas, embora com algumas porradas ainda. Vale a audiência.

She-ra e Felina se beijam na nova temporada da animação na Netflix

quarta-feira, 27 de maio de 2020 0 comentários

She-ra tem romance lésbico e beijo gay em nova temporada na Netflix
Beijo lésbico em She-ra - Foto: Reprodução/Netflix

She-ra iniciou romance com a vilã Felina

O último episódio da quinta temporada de She-ra e as Princesas do Poder, na Netflix, surpreendeu os fãs da animação. A princesa Adora, que quando tem os super poderes se transforma na She-ra, e a vilã Felina protagonizaram uma cena de beijo e iniciaram um romance lésbico na história.

Os momentos finais do enredo são cercados de muitas batalhas e tensão. Após salvar a vida de Adora, Felina irá revelar que é apaixonada por ela e será retribuída com um beijo. A sequência respondeu aos questionamentos dos espectadores que desconfiavam que a rivalidade entre as duas era, na verdade, amor.

A nova versão da Netflix de She-ra, animação que fez muito sucesso nos anos de 1980 e 1990, foi massacrada por grupos conservadores logo na primeira temporada, já que os produtores optaram por dar representatividade ao universo LGB e discutir o empoderamento feminino.

Assumidamente homossexual, a responsável pela adaptação, Noelle Stevenson, declarou para jornalistas norte-americanos que quis debater a diversidade no desenho, tanto que diminuiu os seios e alterou as roupas da personagem.

Nos últimos anos, desenhos animados estão apostando em figuras gays com a alegação de que querem retratar uma sociedade mais justa e igualitária, ressaltando a importância de respeitar os próximos, como foram os casos de Steven Universo e The Loud House.

Confira a cena do beijo abaixo:

She-ra e os personagens gays

She-ra e Felina não foram as únicas personagens que engataram um relacionamento homossexual. Os pais do Arqueiro, Lance e George também eram casados e o que mais chamou atenção é o fato deles serem negros, assunto que é um grande tabu nos Estados Unidos.

As princesas Netossa e Spinnerela também viveram um romance lésbico, com direito a beijo, tiveram grande torcida entre o público para que continuasse juntas.

She-ra e as Princesas do Poder teve cinco temporadas, contabilizando 52 ao todo. A última parte da série de animação estreou no dia 15 de maio.

Clipping She-ra tem romance lésbico e beijo gay em nova temporada na Netflix, Na telinha, 21/05/2020

Poeta pernambucana Ágnes Souza lança livro onde se aprofunda nas relações lésbicas explícitas

segunda-feira, 25 de maio de 2020 0 comentários

Ágnes Souza e capa de Pouso. (Foto: Divulgação)
Ágnes Souza e sua poesia sáfica

A poeta pernambucana Ágnes Souza está lançando o livro Pouso (Editora Moinhos), sua segunda publicação após a estreia com re-cordis (2016). Na obra, a artista se aprofunda nas relações lésbicas de forma explícita, saindo do lugar da neutralidade, além de dar mais espaço para a própria escrita, que ganha poemas mais longos. Em pré-venda desde abril, a obra foi oficialmente lançada após a realização de uma live com a poeta e o editor da Moinhos, Nathan Magalhães, na terça-feira dia 19/05.
Esse processo não foi proposital. É fruto de muita pesquisa e leitura que acabou desembocando nos meus textos”, conta a autora, que se inspirou bastante no conceito de "infraordinário", cunhado por Georges Perec e utilizado pela poeta carioca Marília Garcia.
O infraordinário coloca luz sobre o que não é extraordinário na vida, sobre o que é pequeno e mínimo mas que ainda assim faz parte do nosso dia a dia e, por isso, também é passível de poesia", explica Ágnes.
O cotidiano guia toda a poesia do livro, que fala sobretudo sobre o passar dos dias, jogando luz sobre aspectos corriqueiros da nossa rotina. Seja exercício de escrever um poema, as relações cotidianas, uma conversa de bar, uma pessoa fumando um cigarro, o metrô, um olhar profundo sobre alguém ou até o que se sente ao olhar um corpo apaixonado.

Pouso traz, em sua maioria, poemas direcionados a outras pessoas. Muitas dessas, mulheres, que são “fotografadas” sob os vários ângulos que existem num relacionamento entre uma mulher e outra. Por vezes, esse ângulo é mais fechado, se debruçando sobre uma parte pequena de um corpo, como um umbigo.
Muitos desses poemas são dedicados a amigos, romances, personagens de filme... Eu gosto de lembrar de um verso da poeta Bruna Beber que diz que 'todo poema carrega um rosto e nele um susto que nunca passou', as minhas dedicatórias são esses rostos", explica a escritora.
Serviço
Quanto: Livro por R$ 40, no site da editora
Clipping Poeta pernambucana Ágnes Souza lança livro com temática LGBT, Diário de Pernambuco, 19/05/2020

Juliana Arv e Milkee lançam clipe "Sapeca" para animar o Carnaval

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020 0 comentários

Juliana Arv e Milkee: dupla lança funk para lésbicas, Sapeca
Single foi pensado pras lésbicas, mas pode, claro, ser curtido por todos. Foto: Alt_Project

Carnaval sempre foi sinônimo de farra e curtição, mas fica ainda mais legal quando envolve representatividade. Foi por isso que Juliana Arv se juntou a Milkee e juntas fizeram um single para animar todos os públicos.
Desde que comecei a trabalhar como artista meu foco foi trazer a representatividade que não tive quando adolescente. Olha a importância desse som: duas mulheres cantando sobre o universo lésbico que se uniram com outras lésbicas para apresentar um trabalho excepcional. Sinto que ganhei na vida, não só por mim, mas por todas as minas que se sentirão representadas com o que fizemos acontecer”, comenta Juliana Arv.
A música está sendo usada em um filtro do TikTok que diz para o usuário qual seu nível de Sapeca e já é febre entre os TikTokers, tendo mais de 75 mil vídeos feitos. Também ganhou espaço em Playlists do Spotify e Deezer.
Como cantora eu acabo tendo mil funções ao mesmo tempo e é sempre gratificante quando uma galera talentosa cola junto no projeto pra somar. Essa música cativou geral desde o começo. Ela foi feita pensando no público lésbico e teve a equipe em sua maioria mulher, porém pudemos contar com meninos incríveis que também apostaram e entenderam a importância do som. E a música é tão divertida que acredito que vai agradar todo tipo de gente. Essa é a idéia, mais união e menos segregação, é pra todos curtirem”, diz Milkee.
Produzida por Pe Lu (Selva, Restart) e Fred Subb, a faixa ganhou clipe assinado produzido meninas do Alt_Project, Thaís Munhoz e Tamara Rayes. A capa é de Kika (kikaratcha) e o hit ainda conta com passinho de Felipe Vilarim.

Letra

Sapeca (part. Milkee)
Juliana Arv

Oh, Milkee
Fiquei sabendo que agora ela só ta pegando pepeca hein

Vamo fazer amor devagar, devagarinho
Nesse beat vai descendo e vai subindo
Muito chique a sua sentada com jeitinho
Na suite me maltrata com carinho

Ei
Gosta de se envolver
Com raba no chão, deixa o bumbum tremer
Se envolveu com as mina certa pra te convencer
Cola no bailão que eu vou te dizer

Sapeca (peca) (peca)
Hoje pega só pepeca (peca) (peca)
Ela não quer long neca (neca)
Gosta quando toca sapabrega, ai

Sapeca (peca) (peca)
Hoje pega só pepeca (peca) (peca)
Ela não quer long neca (neca)
Gosta quando toca sapabrega, ai

Mlkee
E eu não gosto de papin'
Já chega e rebola pra mim
Vem solta pra Ju e pra Milkee
Preguiça dessas bi festim'
E ela vai nas marinheiras
Um rebuceteio sem fim
Mas só não se apega porque
Eu não quero love eu quero din'

Gosta de se envolver
Com raba no chão, deixa o bumbum tremer
Se envolveu com as mina certa pra te convencer
Cola no bailao que eu vou te dizer

Calma ai, calma ai, calma ai
Como é que a gente chama essas mina no baile mesmo?

Sapeca (peca) (peca)
Hoje pega só pepeca (peca) (peca)
Ela não quer long neca (neca)
Gosta quando toca sapabrega, ai

Sapeca (peca) (peca)
Hoje pega só pepeca (peca) (peca)
Ela não quer long neca (neca)
Gosta quando toca sapabrega, ai

É Ju Arv hein

 Clipping Juliana Arv e Milkee lançam "Sapeca" nas plataformas, Aqui tem diversão, 10/02/2020


Fernanda Gentil causa polêmica ao afirmar respeitar discursos preconceituosos embora condene atitudes violentas

segunda-feira, 28 de outubro de 2019 0 comentários

Fernanda Gentil em seu programa "Se Joga"
Com um astrólogo bom e um terapeuta, amor, você vai para o mundo. Não tem erro!”, brinca a apresentadora Fernanda Gentil, 32, do signo de Sagitário com ascendente em Peixes.
Depois de dez anos como jornalista de esporte da Globo, encerrados no fim de 2018, a carioca voltou à programação da emissora no comando do vespertino “Se Joga”. A atração diária mistura fofocas e jogos com celebridades e vem sendo alvo de críticas.

Na internet, espectadores chamaram o programa de bagunçado e sem graça.

Na sua estreia, no dia 30 de setembro, o programa ficou em segundo lugar da audiência em São Paulo. Na quarta (23), ele registrou o seu pior índice: 6,7 pontos no Kantar Ibope na Grande SP [cada ponto equivale a 73 mil domicílios]. A Globo afirma que, no Painel Nacional de Televisão, referente a 15 regiões metropolitanas do Brasil, a atração mantém média de dez pontos [254 mil domicílios por ponto].
Recebi [a repercussão negativa] como qualquer pessoa que coloca um grande projeto numa vitrine nacional: com humildade para saber que temos pontos a mexer e a tranquilidade de estar me jogando de forma limpa e alegre”, conta a apresentadora. Sobre a audiência, afirma: “Minha preocupação é alegrar quem me vê”.
É dedo na boca, biscoito na cara. Se não der audiência hoje, a gente desiste”, disse ela no ar aos espectadores na semana passada.
Fernanda se considera uma pessoa “otimista por natureza”. 
Sempre vejo o copo mais cheio”, diz. “Vai dar tudo certo!”
É esse o espírito que ela afirma nortear a sua carreira.
Preciso me sentir animada e desafiada”, conta. “A partir dali [da saída do esporte], tudo o que eu fizer é uma tentativa de me sentir desafiada de novo. Com esse friozinho na barriga. E aí vem o filme, a peça e o ‘Se joga’. Esses desafios entram nesse lugar de me preencher.”
Além do programa, Fernanda fez ponta no filme “Ela Disse, Eu Disse” e viaja pelo Brasil com a peça “Sem Cerimônia”, na qual mistura relatos de sua vida com temas para fazer a plateia refletir.
Procurei colocar o meu coração [no espetáculo], passar o que me faz bem para tentar fazer bem para quem assistir. Tem um estímulo do tipo: vamos viver essa vida, que é um sopro, e parar de gastar energia com problema pequeno.”
Em Porto Alegre [por onde a peça passou], duas pessoas me perguntaram: ‘Você já fez coaching?’ Falei que não, mas dizem que [na peça] tem vários gatilhos de coaching.”
Fernanda é bastante ativa nas redes sociais. Seu perfil no Twitter tem 1,2 milhão de seguidores. No Instagram, são 5,8 milhões. “Sou o que eu sou na vida real e na vida virtual. Se eu [em carne e osso] fosse distante da pessoa da rede social, seria traiçoeiro.”
Gosto daquela pessoa que você olha e fala: ‘Pô, esse cara deve ser legal. Essa menina deve ser gente boa’. E isso só acontece se tem empatia, se tem identificação. Você não tem identificação com alguém montado, distante do seu mundo.”
Ela, porém, diz não ter a pretensão de ser uma influenciadora digital.
É uma responsabilidade muito grande. Não quero carregar isso pra mim, de ser uma influenciadora e daqui a pouco sei lá sobre o que estão me exigindo falar. Quero viver e postar o que eu acho que tenho que postar, e tirar foto sem maquiagem. A vida real como ela é.”
Fernanda e Priscila Montandon

Há quatro anos, Fernanda é casada com a também jornalista Priscila Montandon.
Moramos juntas há um ano. Fácil não foi, amor. Juntar é tenso, né? Ainda mais com mulher”, brinca ela, rindo. “Jornalista com jornalista. Imagina a DR [discussão de relação]? Não acaba nunca! São argumentos e argumentos. Chega uma hora em que eu falo: ‘Chega! Acabou o jornal’”, diverte-se.
Para Fernanda, é tudo questão de “naturalidade”. Inclusive na criação de Gabriel, 4, filho do casamento com Matheus Braga, e Lucas, 11, afilhado que ela ajuda a criar desde que a mãe dele morreu.
Quero muito que eles me tenham no mundo deles. Não posso falar para não pegar o celular, pra não ligar a TV. Que mãe é essa? Assim eu vou virar uma inimiga.”
O nosso papel enquanto pai e mãe é suar a camisa pra entrar nesse mundo deles [filhos]. Pai e mãe têm a tendência de achar que quem sabe somos nós, porque já tivemos a idade deles. Mas a gente nunca teve o mundo deles. Então não sabemos mais de tudo.”
Temos que ter a humildade de reconhecer que o novo sempre vem —e cada vez mais rápido. Eu escolho viver o mundo dos meus filhos, e não fazer com que eles entendam o meu para viverem nele. No máximo, se eu der sorte, eles vão aprender com o meu mundo. Mas eu que vou ter que me esforçar.”
Fernanda defende a classificação indicativa para produtos culturais.
Quero saber o produto que estou comprando para o meu filho, o ingresso que estou pagando para ele, a obra de arte que ele vai ver. E deixa que eu vou saber se ele vai ver ou não. Agora, não poder falar sobre [algo], não poder pintar um quadro, Aí é muito perigoso”, diz ela. “Acho a censura um crime. As pessoas têm que ser livres.”
Não é uma cor de camisa, nem uma cena de um beijo de mulher com mulher ou homem com homem que induz alguém a alguma coisa. Não é ver algo ou vestir uma camisa rosa que (se o pavor dos pais ou das mães for ter um filho gay) faz de um filho gay”, afirma ela.
Acho, de novo, que tem que ter a naturalidade das coisas. Eu também não vou botar meu filho [vestido] de rosa só pra mostrar que eu sou ‘modernosa’ e que eu estou nessa bandeira. Não vou botar um filme gay pra ele ver e dizer: ‘Olha aqui, ó’. Ele vai vestir porque gosta. Vai amar alguém porque ama, porque tem uma essência parecida. Depois, por fora, ele vai ver qual é a dele, se é a mulher ou se é o homem”, defende.
Eu torço para ter um filho gay? Não. Infelizmente não torço”, conta Fernanda. “Não torço porque o Brasil não é um ambiente 100% seguro [para os homossexuais].”
Vou amar [os filhos] de qualquer jeito, até se ele disser que gosta de cachorro. A minha luta é para que eu viva num país que me dê segurança de saber que eles estão seguros com qualquer escolha deles. Qualquer coisa, tá? Não só com gay.”
[Mas o Brasil] tá melhorando muito. Vejo muita luz no fim do túnel, e acho que a gente já está perto desse fim do túnel.” Ela cita como exemplo “um texto foda de aniversário” que postou se declarando para Priscila, em setembro. “Ganhei vários pontos em casa [risos].”
Virei ‘trend topics’ no Twitter por uma carta de amor. Se isso não for o maior sinal de esperança no ser humano, não sei o que é”, celebra.
Está ficando feio recriminar, ser preconceituoso. E as pessoas estão entendendo isso. E quem é preconceituoso, eu acredito que é só uma questão de tempo [para mudar].”
Em 2018, Fernanda curtiu um post do apresentador Luciano Huck com a mensagem “Não voto no PT, nunca votei”. Com isso, fãs da apresentadora questionaram se ela apoiaria Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República.

Ela não revela em quem votou, mas hoje avalia que errou ao se envolver na polêmica.
Naquele momento não era pra falar nada, principalmente num post de outra pessoa”, afirma. Depois, ela se manifestou pedindo a união dos brasileiros.
Se isso é o discurso de alguém, não sei se eu votei nele ou não. Mas é o meu discurso. Antes de conhecer Bolsonaro ou de ele falar qualquer coisa, eu estou pelo partido Brasil”, diz. “Tá pra nascer alguém que vai me impedir de botar uma camisa porque isso quer dizer A ou B.”
Sobre o atual presidente, ela afirma:
Pelo perfil de quem está lá a gente imaginou que [o governo] fosse ser assim. Mas torço para dar certo. Seria um tiro no pé torcer contra”.
[Polarização] sempre vai ter. A gente não pode querer que todo o mundo pense igual. Se queremos tolerância, temos que tolerar. Não quero 90 milhões de Fernandas. Pelo amor de Deus! Às vezes, eu já enjoo de mim sendo uma só [risos].”
Ela diz respeitar todas as opiniões.
Respeito quem acha um crime ter o beijo gay. Agora, não vai bater em quem beija, entendeu? [Respeito] quem infelizmente é racista. Agora, vai discriminar, bater, matar porque é de outra cor? Aí não.”
Acho uma perda de tempo você julgar alguém pela cor da pele. Isso te consome. Você poderia voltar esse ódio, essa energia, para uma coisa tão boa. Vai ajudar alguém. Vai criar uma criança, ensinar alguma coisa a alguém, sei lá.”
A apresentadora diz não gostar de “enfiar goela abaixo” dos outros assuntos e bandeiras.
Não quero forçar ninguém a nada. Quero falar com as pessoas. Quero incluir. Seja porque é mãe, seja porque é casada com mulher, seja porque tem filho pequeno. Ou porque trabalha, tem filho pequeno e é casada com mulher. Sabe? Eu sou essa. Você se identifica em algum momento? Então ‘va’mbora’. Vem junto.”
Clipping 'Não vou vestir meu filho de rosa só pra mostrar que sou modernosa', diz Fernanda Gentil, Mônica Bergamo, FSP, 27/10/2019

No Rock in Rio, Ludmilla atrai público de mulheres lésbicas e bi com funk de sapatão

quarta-feira, 9 de outubro de 2019 0 comentários

As namoradas Heloisa Paiva e Luana Giacomini Foto: Extra

Bandeiras de arco-íris e beijos apaixonados. Mulheres bissexuais prestigiaram Ludmilla, que assumiu há cinco meses seu namoro com a bailarina Brunna Gonçalves. A funkeira sobiu ao Palco Sunset por volta das 16h20, para cantar com Funk Orquestra, Fernanda Abreu e Buchecha, no Rock in Rio.
Sempre falei: "Falta funk de sapatão". Ela tinha uns que davam a entender, mas eu via que namorava caras. Quando ela assumiu com a Brunna, eu falei: "Ah, já era hora!" - comemora a paulista Heloisa Paiva, de 18 anos.
Ela chegou com a namorada quase uma hora antes de a funkeira soltar o seu: "Chegueeei".
Curto rock, mas amo dançar. No funk eu me sinto livre. Gosto de sentir essa diferença. E Ludmilla é a miha favorita. Depois que ela se assumiu, virou ídolo - diz Luana Giacomini, estudante da USP.
Iana Gonçalves, de 22 anos, virou fã da artista depois de ela encarar preconceitos para viver livremente seu amor:
A fun base das divas pops do Brasil é de mulheres hétero e homens gays. Quando ela falou que é bi, fez uma diferença enorme para as mulheres que transam mulheres. Eu comecei a seguir tudo dela depois disso. E sou apaixonada pelas duas. Amo!
Iana se diz apaixonada por Ludmilla e Brunna Foto: Extra

Bissexual, Isadora Moutinho estava no festival para prestigiar outro cantor, mas foi ao Sunset ver a diva do rebolado :
Ela precisa ser aplaudida. O que ela fez foi um empurrão para muita gente que não tinha coragem ir em frente com suas orientações.
As amigas Isabela Dusi e Bruna Magalhães elegem a nova música de Ludmilla, "Invocada", como a preferida. Isa, de 25 anos, acrescenta ainda que houve um favorecimento à visibilidade lésbica por Lud:
Entre LGBTs quem tem mais visibilidade são os homens gays - diz Dusi.
Bruna Magalhães vai além:
 As pessoas acham que as mulheres gays são mais aceitas, mas não é bem assim. Elas são mais sexualizadas, os homens desenvolvem fetiches vendo duas se beijando. Ter uma diva do funk em cima do palco se assumindo, beijando a namorada e se declarando é muito importante para a luta.
Bruna Magalhães e Isabela Dusi, moradoras de Minas Gerais Foto: Extra

 Clipping Ludmilla atrai público de mulheres lésbicas e bi: 'Faltava funk de sapatão', Extra, 05/10/2019

Kátia, a primeira personagem lésbica da coleção Graphic MSP do Maurício de Souza

sexta-feira, 13 de setembro de 2019 0 comentários

Personagem Kátia, a primeira personagem lésbica da coleção Graphic MSP

Pré-lançada em agosto deste ano, a história em quadrinhos “Tina – Respeito” (Editora Panini) foi a 24ª edição da coleção Graphic MSP que teve uma de suas edições (Laços) adaptada para os cinemas como um filme live-action da Turma da Mônica.

Nesta 24ª edição Respeito, Maurício de Souza apresentou Kátia, a primeira personagem lésbica do selo que irá integrar o elenco da nova HQ. Na história, a protagonista é uma jornalista recém-formada que acaba de realizar o sonho de trabalhar em uma redação. No entanto, a jovem, além de enfrentar desafios pessoais, irá lidar com o assédio no ambiente de trabalho.

Fefê Torquato
A autora desta HQ é Fefê Torquato, que, como outros roteiristas e ilustradores do circuito independente nacional antes dela, foi especialmente convidada a recriar mais um dos clássicos personagens de Mauricio Sousa. 

Lembrando que, em outras edições da HQ Tina (número 6), já havia aparecido um personagem gay chamado Caio, que retornou em edições seguintes, bem como personagens cabeleireiros, maquiadores e estilistas que orbitavam o universo da personagem sem ter, porém, suas sexualidades abordadas.

No sábado, dia 14 de setembro, Fefê estará em Curitiba para lançar Tina – Respeito, com tarde de autógrafos e bate-papo com os leitores na Itiban (mais informações sobre o evento você tem aqui)


Com informações de Cultureba, Exitoína e RIC.MAIS, 12/09/2019

Beijo cortado entre Camila e Valéria em "Órfãos da Terra" irrita fãs da novela

sexta-feira, 6 de setembro de 2019 0 comentários

Tão esperado beijo entre Camila e Valéria não rolou. Retrocesso na Globo?

Má notícia para os fãs do casal Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anajú Dorigon). O capítulo de “Órfãos da Terra” desta sexta-feira (06) não vai exibir o tão esperado beijo entre ‘Vamila”, anunciado pela própria emissora.
O momento foi notado primeiramente pelos espectadores que acompanham a novela das seis pela plataforma de streaming da Globo, que sempre libera os capítulos no dia anterior. Entretanto, a emissora confirmou ao UOL que o beijo realmente não entrou para o corte e também não vai ser exibido na TV.
Após a revolta dos fãs, que subiram a hashtag “Vamila sem censura” no Twitter e atribuíram a falta de beijo a homofobia, a Globo também explicou por que decidiu tirar a cena que já havia sido anunciada no resumo do site oficial da novela. “Decisão puramente artística”, justificou ao UOL.
Na sequência em questão, Valéria dá um anel de brilhantes para a namorada e se declara: “Camila Nasser, eu te amo! Quer casar comigo?”. Camila acha que é só uma brincadeira, mas a amada confirma tudo: “Nunca falei tão sério na minha vida. Eu quero me casar com você. Aceita?”. As duas choram e ficam bem pertinho, encostando a testa e o nariz, mas o beijo na boca realmente não acontece. Ao invés disso, elas se olham e dão um beijinho… no rosto. Decepcionante é pouco!
Assista aqui:
O site oficial da trama descrevia a cena exatamente como aconteceu, mas no final mencionava “e é aí que rola o beijo apaixonado”. O texto foi publicado há seis dias, mas quem for procurar agora não vai mais encontrá-lo: ele foi tirado do ar.

A publicação também comprovava que as atrizes gravaram a cena, ao mostrar uma entrevista com elas contando os bastidores. “A gravação foi supertranquila! Eu e a Anajú somos amigas na vida e essa cumplicidade ajuda a fazer qualquer cena que seja. A gente não ficou nervosa”, disse Bia Arantes à Globo.
Nas redes sociais, os fãs do casal, que já viram os spoilers, se revoltaram. “É um desrespeito com telespectador que espera a semana inteira pra ver uma cena de #Vamila em #Órfãosdaterra com beijo pra chegar agora e a Globo cortar a p*rra da cena. Então por que divulgou no site de vocês e fez maior auê pra agora fazer isso”, questionou uma fã.
é um Desrespeito com telespectador que espera semana inteira pra ver uma cena de #vamila em #Órfãosdaterra com beijo pra chegar agora a globo corta a porra da cena, então porque divulgou no site de vocês e vez maior aue pra agora fazer isso.
— Nanda Lewis 🔮 (@nandalewiis_) September 6, 2019
Outro internauta, não concordou com a justificativa da Globo. “Muita mancada cortarem o beijo #Vamila. Não há “decisão puramente artística” que justifique a censura de uma cena gravada”, desabafou. “Só observando o descaso absurdo que a @RedeGlobo está fazendo com #Vamila, com o público e com as atrizes”, endossou outra usuária da rede.
Sobre o capítulo 136 de #ÓrfãosDaTerra desta sexta (6), já disponível no @globoplay: Muita mancada cortarem o beijo #Vamila. Não há "decisão puramente artística" que justifique a censura de uma cena gravada. E, finalmente, estava + que na hora de Dalila ser pega. Demorou demais!
— Robson Gomes (@robinhogomes) September 6, 2019
Só observando o descaso absurdo que a @RedeGlobo está fazendo com #Vamila com o público é com as atrizes #VamilaSemCensura#ÓrfãosDaTerra pic.twitter.com/LiaPllD3r4— Nathy (@Nathy0896) September 6, 2019
O corte ainda contraria o histórico recente da emissora, que exibiu o primeiro beijo gay na faixa das 18h há um ano, em “Orgulho e Paixão”, e, na semana passada, viu seu público comemorar ubeijo “natural” entre dois homens em “Bom Sucesso”.

Clipping “Órfãos da Terra”: Fãs ficam revoltados após Globo cortar beijo entre Camila e Valéria; emissora ‘explica’ decisão", Hugo Gloss, 06/09/2019

Drama lésbico do Quênia nos cinemas brasileiros

quarta-feira, 14 de agosto de 2019 0 comentários


Quando estreou no Festival de Cannes de 2018, “Rafiki” fez história. Não só pelo fato de ter sido a primeira produção cinematográfica queniana a ser escolhida pelo principal festival do mundo, mas por ser uma história lésbica passada no país.

Ao fazer o filme, sabia que seria importante para muitas pessoas, mas quando tudo disparou, fiquei surpresa e tive dificuldade em entender tudo”, conta a atriz Sheila Munyiva.
Eu me sinto muito orgulhosa de fazer parte de algo que está fazendo história.”
O filme da diretora Wanuri Kahiu estreiou na quinta-feira, dia 8, no Brasil.  Munyiva faz Ziki, uma das protagonistas da trama, que vive um relacionamento com a personagem Kena, interpretada por Samantha Mugatsia.
As duas estão apaixonadas, mas há dois empecilhos —o preconceito e a disputa política local entre seus pais. A inspiração é o conto “Jambula Tree”, da escritora ugandense Monica Arac de Nyeko. Rafiki significa, no Quênia, amigo ou amiga.
Desde 1897, quando o Quênia ainda era uma colônia, a homossexualidade é criminalizada. Em maio deste ano, o Supremo Tribunal local julgou a possibilidade de abolição dessas leis, mas a proposta acabou rejeitada.
Apesar de ser um pouco mais branda para as mulheres, a legislação do país prevê até 19 anos de prisão para quem tem relações com pessoas do mesmo sexo. O Código Penal impõe até 14 anos de prisão para os que tiverem uma “conjunção carnal não natural” e cinco anos para “práticas indecentes entre homens”.
No ano passado, o presidente do país, Uhuru Kenyatta, ao ser entrevistado pela CNN, disse que o debate sobre os direitos LGBT é um tema “sem importância”.
Por isso, para a atriz Sheila Munyiva, o filme tem sua importância tão grande. “Não há nada mais fortalecedor do que se ver representado na tela”, afirma.
Ao crescer, tive dificuldade em apreciar minhas características africanas, porque tudo o que via na TV era cabelo longo e liso, pele clara e corpos magros. Foi uma tortura, até que mais mulheres não brancas começaram a aparecer nas telas”, diz.
Rafiki’ será capaz de fazer o mesmo para pessoas da comunidade lésbica e gay. Isso permitirá que se sintam vistos, lindos, amados, ouvidos e, mais importante, pertencentes.”
Diante dessa situação era possível esperar alguma reação por parte do governo do Quênia em relação ao longa. Logo após a exibição em Cannes, a obra foi proibida no seu país de origem.
O motivo, segundo o órgão de controle da produção cinematográfica do país, foi o fato de a obra “ter temática homossexual e intenção clara em promover o lesbianismo”. Ainda houve um pedido, não aceito pela cineasta Wanuri Kahiu, para cortar as cenas de sexo entre as personagens.
A cineasta, no entanto, conseguiu reverter a situação. Depois de ter afirmado que houve censura, ela ganhou na Justiça o direito de filme ficar em cartaz nos cinemas do país —ainda que só por uma semana, em setembro de 2018. Isso permitiria ao longa ser escolhido como representante queniano no Oscar, o que acabou não acontecendo.
Fiquei de coração partido e em choque quando ouvi que o filme foi banido”, diz Munyiva, a atriz. Eu não entendi porque eles nos davam uma licença para filmar no país, mas depois não permitiam que mostrássemos o filme.”
A relação entre as duas personagem, na minha opinião, não seria impossível. O filme realmente mostra como é problemático ser lésbica no Quênia, mas também quão possível, bonito e terno é quando você encontra o amor. É uma representação realista.”
Para ela, “Rafiki” pode ainda fazer despertar a aceitação.
Espero que os que são ignorantes quanto à situação da comunidade lésbica assistim ao filme e vejam o amor e, talvez então, aceitem seus compatriotas homossexuais e os vejam como iguais.”
Clipping "Drama lésbico desafia leis do Quênia que criminalizam homossexuais", FSP, 07/08/2019

Batwoman lésbica estreia dia 6 de outubro pela CW TV Network

segunda-feira, 12 de agosto de 2019 0 comentários

Batwoman está na HBO
A atriz Ruby Rose será a primeira protagonista lésbica da televisão em Batwoman, produção da CW Television Network. Para ela, a sociedade percorreu um longo caminho aceitando diferentes grupos e que, agora, existe uma representação maior LGBT na TV. A estreia está marcada para 6 de outubro nos Estados Unidos.

Na trama, a protagonista foi expulsa do exército por causa do relacionamento com Sophie Moore, interpretada por Meagan Tandy.
Penso em todas as pessoas que foram separadas de seus parceiros ou expulsas do exército. Essa cena tem um grande peso", declarou Ruby Rose. 
Durante evento na Associação de Críticos de TV dos Estados Unidos, a atriz disse que há "muita pressão" nas crianças hoje e ela quer que os jovens sejam capazes de se identificar e se relacionar com os personagens que estão assistindo em Batwoman.

A produtora da série, Caroline Dries, explica que Kate Kane, interpretada por Rose, se torna a vigilante de Gothan City na ausência de Batman. Ela também enfrentará vilões já conhecidos dos telespectadores.
Confira a sinopse.
Kate Kane (Ruby Rose) nunca planejou ser uma vigilante de Gotham. Três anos depois do Batman desaparecer misteriosamente, Gotham é uma cidade em desespero. Sem o Cavaleiro das Trevas, o Departamento de Polícia foi superado e desarmado pelos bandidos. Assim entra Jacob Kane (Dougray Scott) e a sua empresa de segurança privada Crows, que protege a cidade. Anos antes, a primeira esposa e filha de Jacob foram mortas em um tiroteio. Ele mandou a sua única filha, Kate, para longe de Gotham para sobreviver. Depois de ser dispensada da escola militar e de anos de treinamento brutal pela sobrevivência, Kate volta para casa quando a gangue Alice no País das Maravilhas ataca a Crows, ao sequestrar a melhor agente, Sophie Moore (Meagan Tandy). Apesar de ter casado novamente, com a socialite Catherine Hamilton-Kane (Elizabeth Anweis), que mantém a Crows, Jacob ainda luta com a perda da família, enquanto mantém Kate distante. Mas, Kate é uma mulher que não pede mais permissão. Para ajudar a família e a sua cidade, ela vai se tornar algo que o pai odeia – uma vigilante. Com a ajuda da sua meia-irmã Mary (Nicole Kang) e Luke Fox (Camrus Johnson), filho de Lucius Fox, Kate continuará o legado do primo desaparecido, Bruce. Ainda tendo uma paixão pela ex-namorada, Sophie, Kate fará de tudo para combater a terrível Alice (Rachel Skarsten), que está em algum lugar entre a sanidade e a loucura. Armada com uma paixão pela justiça social e o dom de falar o que pensa, Kate vigiará as escuras ruas de Gotham como a Batwoman. Mas, não chame ela de heroína ainda. Em uma cidade desesperada por um salvador, ela deve primeiro vencer os próprios demônios para ser chamada de símbolo de esperança de Gotham”.
Batwoman está na HBO (HBO GO)

Clipping Correio 24 horas

Ver também Ruby Rose será Batwoman lésbica em série de TV
Jessica Jones 3: por que mulheres ambiciosas e poderosas têm que acabar presas ou mortas? ~ Contra o Coro dos Contentes

Palavra ‘lésbica’ não é mais sinônimo de pornô nas buscas do Google

sexta-feira, 9 de agosto de 2019 0 comentários


Palavra ‘lésbica’ não é mais sinônimo de pornô nas buscas do Google
A partir de agora, pode-se encontrar a página da Wikipedia e outros conteúdos informativos
Se alguma vez você digitou a palavra lésbica no mecanismo de busca mais famoso da Internet, certamente os primeiros resultados sugeriram páginas pornográficas. Talvez você tenha escrito essa palavra em busca de conteúdo educacional, como uma curiosidade ou como uma maneira de descobrir e explorar sua própria sexualidade, mas o Google não parecia ter essas opções em mente. No entanto, se você fizesse uma busca pelas palavras homossexual ou trans, os primeiros resultados levavam à Wikipedia ou a páginas de informação.

Agora, como relatam meios de comunicação como o Dazed e qualquer pessoa com acesso à Internet pode comprovar, o Google mudou seu algoritmo para que a palavra lésbica pare de direcionar para sites de conteúdo sexual. A página francesa de ativismo #SEOlesbienne foi uma das mais vocais ao apontar essa situação e seu grupo é reconhecido por vários meios de comunicação por influir na decisão de mudança da grande empresa de tecnologia.

O Google respondeu a numerosas reclamações:
Acho que esses resultados são terríveis, não há dúvida sobre isso", disse à mídia francesa Numerama a vice-presidente de qualidade de motores de busca do Google, Pandu Nayak.
Estamos cientes de que existem problemas como este em muitas línguas e desenvolvemos algoritmos para melhorar essa pesquisa, um após outro.” A empresa confirmou que a mudança no algoritmo ocorreu em 19 de julho.
A partir de agora, na pesquisa por lésbicas no Google, você encontrará a página da Wikipédia e outros conteúdos informativos.

Um passo para a dessexualização lésbica

Frases como "você é perfeita, só falta eu", "como eu gostaria de montar em você" ou "se eu tentar com as duas, posso conseguir com alguma" foram as escolhidas pelo grupo de Orgulho Vallekano no Dia da Visibilidade Lésbica para denunciar a hipersexualização das mulheres lésbicas. O machismo e a homofobia encontram na mulher lésbica o alvo perfeito em uma sociedade que entende a heterossexualidade como a norma e as mulheres, como complementos sexuais masculinos. A prova dessa dupla discriminação foi a agressão que duas mulheres sofreram em um ônibus de Londres durante o mês do Orgulho. Foram espancadas por cinco homens depois que se recusaram a beijá-los, e eles as insultaram com gestos sexuais.

O conteúdo pornográfico mostrado como a primeira opção após a busca por lésbicas no Google era mais uma gota nesse copo, mais uma amostra do poder do olhar masculino –e sexualizado– sobre as mulheres lésbicas. Eliminá-lo das buscas não elimina a discriminação na sociedade, mas é um passo à frente.

Clipping "Google conserta seu algoritmo para que a palavra ‘lésbica’ não seja mais sinônimo de pornô", El País, 08/08/2019

Veja também  
Melhor motorista do Uber no Brasil é uma mulher  ~ Contra o Coro dos Contentes 

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