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O 19 de agosto
deste ano contou com a participação de artistas e oficinistas da
área de direito e saúde, além da colaboração da lista de discussão
de The L Word que cedeu o piloto da série para exibição no sábado
dia 21. Contou também com um trabalho especial sobre saúde lésbica
com técnicas e agentes de saúde do município de São Paulo, no dia
20.
No dia
19, foram distribuídos os gibis contando a história do 19 de agosto
(clique aqui para ver a HQ),
exibidos vídeos relativos ao evento (um deles de feministas
homossexuais explicando a importância da manifestação no Ferro’s Bar
para as feministas em geral) e um dos episódios do filme Desejo
Proibido.
A cantora Ana
Lúcia (foto à esquerda) animou
a festa com MPB de fino trato, e as atrizes
da peça A
Cicatriz é a Flor fecharam a noite com alto brilho (fotos à
direita).
Também
no dia 19, o vereador Carlos Gianazzi(à esquerda), reempossado
nas últimas eleições, apresentou seu projeto de lei qu e
institui
o dia 19 como dia municipal do orgulho lésbico, e as voluntárias da
festa prepararam um ótimo coquetel comemorativo (foto do coquetel).
No dia 20, à tarde, integrantes da Um Outro Olhar,
realizaram oficina
(foto à esquerda) para técnicas e agentes de saúde da cidade de São
Paulo sobre saúde lésbica, iniciando um processo de
informação sobre a realidade das mulheres que se relacionam com
mulheres e desconstrução do preconceito entre profissionais da área
de saúde pública de nossa cidade.
À noite, a
advogada Cleuser
Lemos ministrou pales tra sobre direitos de parceria para casais de mulheres, informando os
procedimentos necessários para garantir o patrimônio de ambas em
caso de separação ou falecimento de alguma. Discutiu-se ainda o
impedimento para doação de sangue de parte de pessoas homossexuais
na rede pública e o absurdo da situação.
No
sábado, pela manhã, a antropóloga Regina Facchini realizou oficina
sobre sexualidade lésbica, seguida de oficinas da Um Outro Olhar
sobre saúde e sexualidade lésbica, de meditação com Rita Moreira e
de auto-estima com a psicanalista Graciela Barbero. Para encerrar,
foi passado o piloto da série americana The L Word de muito sucesso
internacional. (As fotos são de participantes da oficina durante o coffee-break.)
Como proposta,
em todos os dias, sobretudo nos dias
das
oficinas, falou-se da importância de eventos como esse, que deveriam
ter continuidade ao longo do ano e não apenas no dia 19 de agosto,
para o aprofundamento dos debates sobre nossas vivências.
Para nós da Um
Outro Olhar, também ficou a constatação da necessidade de um projeto
de transformação da população lésbica em comunidade, ou seja, a
formação de uma população engajada em processos de autoconhecimento
que levem a reivindicações bem fundamentadas junto aos órgãos
públicos e a outras instituições. (As fotos são de voluntári@s do
evento.)
Nos últimos
anos, surgiram vários grupos de lésbicas no Brasil, mas não um
movimento capaz de conviver com suas diferentes perspectivas e
sobretudo capaz de uma rota autônoma em relação aos dois grandes
movimentos que tangencia, o LGBT e o Feminista, sem falar de
partidos políticos e outras instâncias da política institucional.
(As fotos são de voluntárias do evento.)
Voltar-se
para a própria população lésbica, fomentando - de forma sistemática
- grupos de discussão sobre vários temas de nossa realidade, pode
trazer novos insights sobre os caminhos a percorrer, as reais
necessidades a preencher dessa população geralmente tão preterida.
As comemorações
do dia 19 de agosto deste ano tiveram o apoio do Vermont República,
lista de discussão The L Word, vereador Carlos Gianazzi e da Área
Temática de DST/AIDS da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.
(As fotos são de voluntárias do evento.)
As fotos desta matéria são de autoria de Edna Tofanetto. Nossos
agradecimentos às voluntárias que trabalharam no evento, como Drika,
Adriana, Ana Luiza, Danielle e todas as outras que me falham a
memória.
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