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Cientista cria esperma feminino
 


Cientistas da Universidade de New Castle, liderados por Karim Nayernia, um dos pesquisadores envolvidos no estudo que, em abril do ano passado, demonstrou  ser possível transformar células-tronco da medula óssea de homens adultos em espermatozóides imaturos, afirmaram agora à revista New Scientist  ter repetido a experiência com células-tronco da medula óssea de mulheres, podendo "abrir caminho para a criação do espermatozóide feminino".

 Nayernia acredita que o incipiente esperma feminino, feito de células-tronco da medula óssea de mulheres, através do uso de processos químicos e vitaminas, poderá ser produzido em até 2 anos e que um esperma maduro, capaz de fertilizar óvulos, poderá levar mais 3 anos.

A New Scientist relata ainda uma experiência que está sendo realizada por cientistas brasileiros no Instituto Butantã, em São Paulo, onde os especialistas estariam desenvolvendo óvulos e espermatozóides a partir de uma cultura de células-tronco embrionárias de ratos machos.

A coordenadora da pesquisa, Irina Kerkis, afirmou estar apenas no início do trabalho que pode produzir óvulos masculinos posteriormente inclusive a partir de células da pele. Assim os gays também poderiam ter filhos com 100% de seu material genético. Nesse caso, um dos homens doaria células de sua pele, que seriam transformadas em um óvulo a ser fecundado pelo espermatozóide do parceiro. Uma vez fertilizado, o óvulo seria implantado no útero de uma mulher.

À parte o clima de Admirável Mundo Novo, que certamente se tornará realidade em futuro breve, resta saber como ficará a discussão social sobre o assunto, principalmente vinda dos religiosos. De qualquer maneira, uma pequena grande revolução tecnológica.

Fontes: várias - 31/01/08
 

Bissexuais sentem atração por ambos os sexos
por toda a vida.

 

Em meados de janeiro deste ano, veio a público a pesquisa da Universidade de Utah, que acompanhou 79 mulheres não- heterossexuais durante dez anos, dirigida por Lisa Diamond e publicada pela revista Developmental Psychology, da Associação de Psicologia dos Estados Unidos, que descobriu que as mulheres bissexuais continuam sentindo-se atraídas por ambos os sexos ao longo do tempo.

No livro Sexual Fluidity de sua autoria, Lisa Diamond descreve a prática de muitas mulheres que têm relações heterossexuais e homossexuais de forma simultânea ou alternada. Segundo ela, duas em cada três mulheres entrevistadas em seu estudo tinham mudado sua preferência sexual pelo menos uma vez. “A autora concluiu que a diferença entre lesbianismo e bissexualidade é mais um assunto de grau do que de substância”, embora reconheça a dificuldade de definir o próprio conceito de bissexualidade, já que não sabe se se deve conceituá-la como instância passageira de atração por uma pessoa do mesmo sexo ou como atração regular, forte e sustentada por pessoas dos dois sexos.

Clique aqui para baixar a pesquisa em inglês.

Fonte: American Psyichological Association

 

Lésbicas são menos saudáveis do que mulheres heterossexuais, afirma estudo australiano

Míriam Martinho*


De acordo com estudo realizado pelo Centro da Austrália Ocidental de Pesquisa para Promoção da Saúde, as mulheres lésbicas e bissexuais são menos saudáveis do que suas contrapartes heterossexuais.

O estudo, conduzido pela pesquisadora Jude Comfort e sua equipe, se baseou em dados sobre identidade, relacionamentos na comunidade, uso de drogas legais e ilegais, dieta e nutrição, atividade física, incidência de câncer, saúde mental, abuso, práticas de sexo seguro e acesso a serviços de saúde.

A análise do estudo revelou que as taxas de consumo de cigarros entre mulheres lésbicas e bissexuais eram quase o dobro das da população feminina em geral.

Comfort declarou que o consumo de álcool também se mostrou 30% mais alto entre lésbicas do que entre héteros; que mulheres lésbicas e bissexuais consomem mais álcool e bebem com mais freqüência do que as héteros:

“Estamos falando de um grupo que se socializa fundamentalmente em bares e boates, o que – para mim – é um dos grandes problemas que enfrentam.”

A pesquisadora acrescentou que a homofobia externa e a internalizada igualmente podem afetar a saúde dessa população, sua auto-estima, determinando em grande parte se ela estará feliz com sua própria sexualidade ou em conflito com a mesma.
vendo duplo? andou bebendo?
O estudo também revelou que 30% das mulheres lésbicas e bi foram diagnosticadas com depressão; 20% receberam tratamento para algum problema de saúde mental; 20% estavam acima do peso e 23% estavam obesas.

Comfort afirmou que os sistemas de saúde têm sido lentos em responder às demandas dessa população porque não foram criados tendo em vista as minorias sexuais.

Pode-se afirmar que a orientação sexual é um determinante social de saúde, todavia há poucos programas direcionados à população l/bi que visem a promoção de estilos de vida saudáveis para mulheres que se relacionam com outras mulheres.

“Obviamente há lésbicas que são saudáveis, mas, analisando os resultados da pesquisa no geral, as cifras são alarmantes” – declarou a pesquisadora

Fonte: HimTimes, Melbourne, 08/11/07
* tradução, SP/SP/ 12/08/2007

 
Dia Mundial de Luta contra a AIDS

Criado em 1988, pela OMS (organização Mundial de Saúde), com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), durante Encontro Mundial de ministros de Saúde em Londres, a data celebra mundialmente a luta contra a epidemia, contra a discriminação aos portadores da síndrome e a solidariedade entre as pessoas. O laço vermelho que simboliza essa luta foi criado pelo grupo Visual Aids, de Nova Iorque. 

Após matar mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo, a AIDS hoje afeta cerca de 39,5 milhões de soropositivos ou doentes de Aids, estando a maioria na África negra. A pandemia continua se expandindo  a um ritmo de 11 mil novos contágios por dia e cerca de três milhões de mortos ao ano (uma criança morre a cada minuto).

No Brasil, numa daquelas exceções à regra do quadro de incompetência dos projetos dos governos, os programas de prevenção a AIDS conseguiram manter o nível de afetados pela síndrome estável desde 2000, com cerca de 600.000 pessoas vivendo hoje com HIV. Destes aproximadamente 47,3% são pessoas heterosexuais, 13,6%, homosexuais  e 11,4%,  bissexuais (homens). A principal via de transmissão foi a sexual. A transmissão vertical, de mães para filho durante a gestação, corresponde a 2,1% do índice.

As mulheres, sobretudo as de baixa renda, continuam sendo um segmento bastante afetado pela epidemia devido a uma combinação de falta de informação e machismo (dificuldade de negociar o uso do preservativo com o parceiro). Neste ano, contudo, salienta-se o aumento do número dos casos de transmissão entre pessoas com mais de 50 anos. 

No site do Ministério da Saúde http://www.aids.gov.br/, pode-se obter mais informações sobre o assunto, assistir aos vídeos da campanha deste ano A Vida é mais Forte que a AIDS (http://www.aids.gov.br/mediacenter/) e acessar a página sobre a exposição de humor sobre HIV (a imagem que ilustra este artigo é um exemplo) que ocorrerá em Nova Iorque. 

Sobre lésbicas e AIDS, acesse a página de nossa cartilha Prazer sem Medo.

São Paulo, 01/12/2006

 

Obesidade maior entre lésbicas

    WASHINGTON  - Mulheres homossexuais têm duas vezes mais chances de ficarem acima do peso ou obesas do que as heterossexuais, o que as coloca em grande risco de ter problemas de saúde relacionados à obesidade e até em risco de morte, disseram pesquisadores norte-americanos. O relatório, publicado no American Journal of Public Health, é um dos primeiros grandes estudos a observar a obesidade entre lésbicas.

Ulrike Boehmer, da Boston University School of Public Health, e seus colegas pesquisaram em uma análise nacional feita em 2002 com quase 6.000 mulheres, e descobriram que as lésbicas tinham 2,69 vezes mais de chances de estar acima do peso e 2,47 vezes de serem obesas.

'Lésbicas têm mais de duas vezes as chances de (estarem) acima do peso', escreveram os autores, o que as colocaria em risco maior de diabetes e doenças cardíacas, entre outros problemas de saúde.

'Nossas descobertas indicam que a identidade sexual lésbica está ligada a uma maior prevalência de sobrepeso e obesidade', escreveram os autores no estudo, divulgado esta semana.

Os pesquisadores revisaram estudos de menor escala que sugeriram possíveis explicações para essa condição.

'O resultado destes estudos indica que mulheres lésbicas têm uma melhor imagem do corpo do que mulheres heterossexuais', disseram os pesquisadores.

Mas os autores disseram ter pouca confiança na idéia de que lésbicas tinham mais massa muscular do que mulheres heterossexuais, e, conseqüentemente, maior índice de massa corporal, com menos gordura.

Ter mais massa muscular 'pouco provavelmente leva a uma classificação de obeso', disseram os pesquisadores.

(Julie Steenhuysen)

Fonte: Reuters

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