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Prazer sem Medo (continuação)
 
Índice

DST nas relações entre mulheres
Sexo Seguro
Acessórios para sexo Seguro
Guia Rápido de Proteção para Lésbicas
Saúde Integral
Breve Histórico do Movimento de Saúde Lésbica no Brasil
 
DST nas relações entre mulheres


As DST mais freqüentemente transmitidas nas relações entre mulheres são:

1) a candidíase (monília), a tricomoníase e a vaginite causada pela bactéria Gardnerella vaginalis via contato genital-genital (chanacomchana) e digital-genital (dedo-vagina);

2) o herpes genital e a hepatite A, B e C* através de contato oral-genital (chupada), oral-anal e genital-genital (chanacomchana);

* O risco de transmissão do vírus da hepatite C pela via sexual permanece controverso, tendo em vista que, embora seja incomum, há casos de transmissão registrados. O consenso é de que a via principal de transmissão do vírus da hepatite C se dá através de sangue contaminado, o que pode ocorrer pela troca de agulhas entre usuários de drogas ou pela aplicação de piercings e tatuagens sem os devidos cuidados de esterilização dos equipamentos
utilizados.

3) as causadas pelo papiloma vírus humano, como as verrugas genitais e as lesões no cérvix associadas ao câncer cervical, por meio do contato vulva-vulva, dedo-vagina.

Vale a pena lembrar que muitas dessas DST são transmitidas também via assento de banheiro, toalhas úmidas, lençóis e roupas íntimas. É bom saber ainda que vaginites, causadas, por exemplo, por cândida e gardnerella vaginalis, são frutos de desequilíbrios de nossos próprios organismos. A cândida é um fungo e a gardnerella uma bactéria que vivem normalmente na flora vaginal e no reto, contribuindo inclusive para manter a acidez natural da vagina.

Por razões que vão de estresse a desequilíbrios hormonais e depressão até a consumo exagerado de açúcar e álcool, passando pela menstruação, o pH da vagina fica mais alcalino dando chance à cândida e à gardnerella, entre outros microrganismos, de se proliferarem. Não vá, portanto, pedir o divórcio à companheira se ela tiver alguns desses probleminhas e repassá-los para você. Basta tratar.

Uma palavrinha sobre a aids

Assim como acontece em relação a outras DST, as lésbicas não são imunes à aids. Embora sejam poucos felizmente - os registros de casos de transmissão do HIV na relação sexual entre mulheres, eles existem e não podem ser desconsiderados. Pondera-se que o baixo índice de casos públicos de AIDS, entre lésbicas, pode se dever, por um lado, ao fato das lésbicas serem incluídas estatisticamente na categoria geral "mulher", permanecendo, portanto invisíveis, e, por outro, às próprias vias de transmissão do vírus, mais limitadas nas relações entre mulheres (haveria menor quantidade de HIV nas secreções vaginais, por exemplo).

Seja como for, é essencial saber que risco pequeno não significa nenhum risco. Como você sabe, o HIV é transmitido através de sêmen, sangue (inclusive o menstrual), secreção vaginal e leite materno contaminado por meio de alguma “porta aberta” no corpo das pessoas.

Essa “porta aberta ou de “entrada” pode ser uma microfissura na região genital, produzida durante uma transa ou por um problema ginecológico, como um arranhão ou eczema nas mãos, alguma feridinha na boca ou irritação na gengiva, ou seja, por qualquer via que permita ao vírus entrar na corrente sangüínea.

Assim, na relação genital-genital (chanacomchana) ou oral-genital (chupar a chana ou o ânus) ou mesmo na penetração manual ou com instrumentos sexuais, havendo contato de secreção vaginal ou sangue menstrual contaminados, com alguma porta de entrada, uma mulher pode sim passar potencialmente o HIV para outra.

Sexo Seguro

Muito se discute sobre como incentivar a prática de sexo seguro entre mulheres, considerando que as barreiras de proteção são pouco práticas ou pouco românticas (na concepção da maioria pelo menos).

No entanto, a literatura internacional, produzida por ativistas lésbicas ou especialistas na área de prevenção a DST, continua recomendando o uso dos acessórios desta cartilha para o sexo seguro entre mulheres, até porque é o que temos à mão no momento.

Então, comecemos pelos dois pontos mais importantes para o estabelecimento das práticas de sexo seguro: a conversa, entre as parceiras, e o debate, entre a população lésbica, sobre a nossa sexualidade.

Sexo seguro começa com uma boa conversa sobre sexualidade

Por falta de um bom papo sobre o assunto e dos conflitos relacionados à própria orientação sexual, muitas lésbicas não falam sobre sexualidade, alimentando elas mesmas vários mitos sobre a questão que podem sim ser prejudicais à nossa saúde, como comentamos na introdução da cartilha. Outros mitos limitam nosso prazer sexual e inclusive nossa criatividade para fazer sexo seguro ou zelar por ele. Por exemplo, o de que nos entendemos automática e romanticamente na cama porque somos “iguais”. Ou o mito de que penetração - por dedos, mão ou objetos - é coisa de quem quer “homem”. E por aí vai...

A sexualidade humana é o terreno do lúdico, da brincadeira, do jogo, da fantasia. É lugar para soltar a franga como se diz popularmente e erotizar tudo que for possível (roupas, objetos, situações) em busca do prazer mútuo. Em sexo vale tudo desde que seja feito de forma consensual e segura. Melhor erotizar as barreiras existentes para a prevenção do que pegar uma das DST, já que todas elas costumam ser tremendas estraga-prazeres. Fazem coçar, arder, deixam feridas, um cheiro esquisito na chana. Você vai ter que tomar remédio e, sobretudo, por um tempo pelo menos, parar de transar. Se bobear, elas podem criar sérios problemas de saúde, como vimos nas páginas anteriores.

Então, o primeiro acessório para sexo seguro de que dispomos é a nossa própria cabeça, ou nossos corações e mentes, uma vez que não há nada mais romântico do que uma boa conversa, para estabelecer laços de confiança, e compartilhar um grande prazer.

Práticas sexuais e sexo seguro

Vamos agora aos outros acessórios, não sem antes algumas considerações gerais. Se você e sua parceira estão num relacionamento (realmente) monogâmico de média ou longa duração, podem abster-se do uso de barreiras, a não ser no caso de infecções por cândida ou gardnerella vaginalis que se originam de disfunções do próprio organismo. No caso de relações recentes, a adoção das barreiras ou de outras formas de impedir a troca de fluidos é o ideal.

Outra maneira de se sentir mais confiante para a prática de sexo sem proteção é solicitar da parceira periodicamente exames de sangue e de secreção vaginal. Como algumas DST são assintomáticas em mulheres, a pessoa pode estar infectada sem saber.

Sexo oral: o uso de luvas cirúrgicas cortadas, encontradas em farmácias, é o meio mais prático de que dispomos por causa do tamanho do produto. Uma camisinha masculina cortada não lubrificada também pode ser utilizada para esse fim.

Quadrados de látex (dental dam) usados por dentistas não são fáceis de encontrar, mas você pode tentar achá-los em sex shops ou em casas de materiais cirúrgicos. Mantenha sua higiene bucal em dia, evitando gengivites (inflamação da gengiva), periodontites, etc.. Consulte um dentista regularmente.

Chanacomchana (tribadismo): o triba-dismo clássico, ou seja, esfregar a vulva na vulva da parceira é uma prática de risco, pois infelizmente não há como manter fixa qualquer barreira que se ponha entre as vulvas; o uso de calcinhas de látex (encontra-se em algumas sex shops) costuma diminuir a sensibilidade genital, embora seja uma possibilidade a ser considerada. Esfregar a vulva em outras partes do corpo da parceira não é arriscado.

Penetração com dedos e mãos: Você pode usar luvas cirúrgicas, camisinhas feminina ou masculina. Se não consegue usar nenhum desses acessórios, mantenha suas mãos e dedos livres de cortes, as unhas bem aparadas e limpas. Antes de fazer penetração, limpe as mãos com lenços anti-sépticos. Não esqueça de também utilizar somente lubrificantes à base de água (KY ou congêneres).

Penetração com objetos sexuais (dildos/consolos, plugs): lave-os com sabonete neutro ou bactericida antes e depois da penetração ou use uma camisinha neles. A conservação desses objetos exige periódicas lavagens, se guardados por muito tempo sem arejar, a fim de eliminar fungos e mofo. Para quem usa cintas de couro como suporte para os dildos, lembrar que esse material deve ser sempre arejado, limpo com pano úmido e depois deixado ao ar livre para secar.

Em ambos os casos, nunca se deve usar na penetração vaginal a mesma mão ou o mesmo objeto sexual com o qual se fez penetração anal. Troque de mão, troque de camisinha ou troque de objeto para evitar que as bactérias da região do reto passem para a vagina causando uma infecção.
 

Acessórios para sexo Seguro

Dental Dam: a barreira mais recomendada para sexo oral em mulheres é este quadrado de látex (ou silicone) nas imagens à esquerda e à direita. Usado em cirurgias dentárias, passou a ser indicado também para sexo oral (vaginal ou anal) na prevenção a DST.

Atualmente, no exterior, ele já vem sendo produzido inclusive com fitas adesivas que o mantém no lugar (imagem ao lado) e deixa as mãos das parceiras livres. Em nosso país, permanece de difícil localização, mas não custa tentar encontrá-lo em casas de produtos odontológicos, cirúrgicos e em sex shops.

Luvas cirúrgicas: enquanto o dental dam não vem, pode-se cortar os dedos de uma luva cirúrgica, menos o polegar, e cortá-la também do lado oposto ao do polegar. Lave a parte interna da luva para tirar o talco. Ponha lubrificante (à base de água) no lado que ficará em contato com a vulva de sua parceira. Segure ou peça para sua parceira segurar a luva sobre a vulva. Insira sua língua no polegar da luva ou em outras partes dela para realizar o sexo oral.

Camisinhas não lubrificadas também podem ser adaptadas para sexo oral. Corte a ponta da camisinha masculina e um de seus lados e crie um quadrado para colocar sobre a vulva da parceira e fazer sexo oral.

Luvas cirúrgicas: Para penetração vaginal ou anal, use luvas cirúrgicas de látex ou outro material (para quem é alérgica). São vendidas normalmente em farmácias. Troque de luva quando for fazer penetração vaginal após ter feito penetração anal.

Utilize lubrificante apenas de base aquosa.

Objetos sexuais: Para uma penetração segura e higiênica, ao usar vibradores, consolos (dildos), plugs anais, coloque uma camisinha masculina neles, neste caso lubrificada. Troque de camisinha quando for fazer penetração vaginal após ter feito penetração anal. Utilize lubrificante apenas de base aquosa.

Guia Rápido de Proteção para Lésbicas

Algumas palavras definem bem o sexo seguro: evitar troca de fluidos corporais entre parceiras através de barreiras de proteção ou de outras formas (use a imaginação) e não compartilhar acessórios, objetos sexuais e agulhas para qualquer finalidade.

Materiais perfurocortantes em práticas sadomasoquistas, mesmo não compartilhados, devem ser esterilizados.

TOTALMENTE SEGURO

Beijo social
Carícias, abraços
Masturbação (tocando você mesma)
Tribadismo sem troca de fluidos corporais (esfregar seu corpo no corpo da parceira)
Penetração com os dedos ou mão usando luvas cirúrgicas de látex ou camisinha masculina
Uso de vibradores ou dildos (consolos) individuais
Uso não compartilhado de agulhas, seringas e utensílios para mistura de drogas injetáveis ou realização de tatuagens e piercings
Uso não compartilhado de outros materiais perfurocortantes (facas, giletes, etc..) para práticas sadomasoquistas
 

PROVAVELMENTE SEGURO

Beijo francês (com saliva)
Sexo oral protegido com barreira
Fisting (penetração com a mão) usando luva ou camisinha masculina.
Sexo penetrativo com homens usando sempre camisinha com o espermicida nonoxynol-9*.
 

NÃO SEGURO / ARRISCADO

Sexo oral desprotegido, especialmente durante a menstruação ou quando se está com problemas bucais ou dentários.
Sexo oral anal sem barreira de proteção
Contato desprotegido das mãos com a vagina ou o ânus, em especial se houver cortes/lesões nos dedos ou cutículas.
Uso de objetos sexuais compartilhados com outras parceira(s)
Uso compartilhado de agulhas, seringas e utensílios para mistura de drogas injetáveis ou realização de tatuagens e piercings.
Uso compartilhado de outros materiais perfurocortantes (facas, giletes, etc..) para práticas sadomasoquistas.
 

 
Saúde Integral

Estudos internacionais indicam alguns problemas de saúde física e psicológica, prevalentes na população de mulheres que se relacionam com mulheres, que costumam também pautar as reivindicações de ativistas lésbicas, junto à classe médica e a órgãos públicos, em todo o mundo. São problemas para os quais você precisa estar alerta a fim de se prevenir contra eles e manter sua saúde.

Obesidade: excesso de peso é um dos grandes problemas de saúde lésbica do qual derivam vários outros, como doenças do coração, diabetes, derrames, etc..

Mudanças alimentares, com dietas equilibradas, menos calóricas, e, sobretudo, exercícios (simples caminhadas já resolvem) são fundamentais para combater a obesidade e suas terríveis conseqüências. Não esqueça também de realizar exames anuais para checar seu colesterol, seu coração e sua densidade óssea (esta última no combate à osteoporose).

Câncer de mama e de colo de útero: lésbicas estão entre os grupos femininos mais sujeitos ao câncer de mama e ao câncer de colo de útero, sobretudo por razões comportamentais. Supondo-se imunes às doenças sexualmente transmissíveis (lembrar que o câncer cervical é causado pelo vírus HPV) e temendo o preconceito, as lésbicas fogem dos consultórios ginecológicos, onde deveriam bater ponto pelo menos a cada 2 anos. Autoexame de mamas (ver página 6), consultas periódicas a(o) ginecologista e todas as dicas de prevenção que demos nesta cartilha são fundamentais para garantir sua saúde ginecológica e sua vida.

Depressão e ansiedade: embora sejam males do nosso tempo que atingem muitas pessoas indiscriminadamente, a depressão e a ansiedade contam com o preconceito e a discriminação heterossexistas como poderosos aliados em seus ataques à população lésbica. Problemas de auto-estima, medo de perder a aceitação da família, dos amigos e colegas de trabalho (quando não o próprio trabalho) alimentam o círculo vicioso da depressão e da ansiedade. Assumir-se continua sendo um dos primeiros passos para melhorar a auto-estima de qualquer uma. Buscar apoio com profissionais não preconceituosos e amizades no próprio meio lésbico (hoje há um número expressivo de sites na Internet para consultar) vão tirar você desse barco furado.

Violência doméstica: tema dos mais indigestos, já que derruba o mito de que as mulheres seriam mais sensíveis do que os homens, a violência doméstica atinge 11% dos casais lésbicos, segundo pesquisas internacionais. Discuti-la dentro da comunidade lésbica e exigir tratamento igualitário para as lésbicas vítimas de violência junto às delegacias de mulheres é um dos primeiros passos para tratar do problema. Discutir as próprias relações entre mulheres é outro.

Uso de drogas: pesquisas indicam que lésbicas abusam mais de drogas lícitas (cigarro, álcool) e ilícitas do que mulheres heterossexuais seja por causa da baixa auto-estima, derivada do preconceito e da discriminação, seja porque seus espaços de socialização ainda permanecem majoritariamente os bares e boates (onde se incentiva o consumo de álcool, tabaco, sem falar das drogas ilícitas). Buscar e/ou criar espaços alternativos aos atuais, onde se possa desenvolver hábitos mais saudáveis, e o apoio de profissionais não preconceituosos é fundamental para o combate a essa tremenda roubada que são as drogas.

Fonte: baseado em Women's Health: Common Concerns, Local Issues, March 2006 www.ilga.org

Breve Histórico do Movimento de Saúde Lésbica no Brasil

As primeiras iniciativas de abordar a questão da saúde lésbica em nosso país, em particular a questão da prevenção às DST/AIDS, datam de 1991 através fundamentalmente de oficinas. Mais tarde, a Rede de Informação Um Outro Olhar veio a realizar, em 1995, o primeiro projeto de prevenção a DST/AIDS do Brasil, dentro de um contexto de saúde integral da mulher, financiado pelo Ministério da Saúde, no que foi seguida por outros grupos lésbicos durante toda a década de 1990 até hoje.

A partir do novo milênio (2002 em diante), os grupos lésbicos passaram a reivindicar, junto aos órgãos públicos da área de saúde, o estabelecimento de políticas públicas para a população de mulheres que fazem sexo com mulheres, visando sobretudo informar os agentes de saúde sobre as características dessa população de modo a evitar um tratamento preconceituoso.

Tal iniciativa se reveste da maior importância, mas necessita ser aliada a uma discussão sistemática sobre sexualidade, com a própria população lésbica e bissexual, para ser bem sucedida. Ao longo de quase duas décadas de projetos dirigidos à população de mulheres que fazem sexo com mulheres, observamos pouca aderência às práticas de sexo seguro propostas pelas organizações, em parte devido à precariedade do material existente para tal fim mas também consideravelmente aos mitos e tabus sobre saúde e sexo prevalentes entre as próprias lésbicas. Por isso, nesta quinta edição de nossa cartilha, demos continuidade ao enfoque sobre sexualidade lésbica, iniciada na versão de 2006, de modo a incentivar as leitoras a conquistar seu Prazer sem Medo.

Julho de 1991 - oficina sobre sexo seguro para lésbicas com a terapeuta sexual mexicana Alma Aldana Garcia, organizada, em SP/SP, pelos grupos Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde Núcleo de Investigação em Saúde da Mulher.

Julho de 1993 - oficina sobre sexo seguro para lésbicas com a médica sanitarista Telma Cavalheiro, na sede do GAPA-SP, como parte do projeto SOS Mulher e AIDS.

Março de 1994 - oficina sobre saúde ginecológica e formas de prevenção a DST e câncer de mama organizada pelos grupos Rede de Informação Um Outro Olhar, Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e SOS Mulher e AIDS.

Março de 1995 - início do projeto Mulheres & Mulheres: Prazer sem Medo, da Rede de Informação Um Outro Olhar, financiado pelo PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde e composto de cartilha, cartaz, boletim (Ousar Viver) e folheto.

O projeto teve continuidade através do financiamento de algumas de suas publicações como a cartilha Prazer sem Medo e o boletim Ousar Viver.

1995-2002 - A Rede de Informação Um Outro Olhar continua a publicar vários artigos sobre saúde ginecológica, física e psicológica das mulheres lésbicas através de suas publicações. Outros grupos lésbicos, como Grupo Lésbico da Bahia, ALÉM, Felipa de Souza, entre outros, também publicam folhetos com informações sobre prevenção a DST/AIDS para lésbicas.

2002  - O PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde atende demanda de grupos lésbicos brasileiros e forma o grupo matricial Mulheres que fazem Sexo com Mulheres, a fim de discutir, com as ativistas, políticas públicas na área de saúde para a população lésbica e bissexual. O grupo, contudo, não subsistiu.

2002... em diante mais e mais grupos e ativistas lésbicas e bissexuais passam a reivindicar a elaboração de políticas públicas na área de saúde junto aos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, como, por exemplo, a reedição desta cartilha e a publicação de outras de autoria da Área Técnica da Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde que foram distribuídas durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (2006) e em outros eventos.

CARTILHA PRAZER SEM MEDO

1 edição: março de 1995

2 edição: julho de 1996

3 edição: julho de 2000

4 edição: junho de 2006
5 edição: maio de 2008

 

Realização: Rede de Informação Um Outro Olhar

Rua João Diomedes Leônidas, 96, Jardim Bonfiglioli

São Paulo, SP, cep 05594-090

(11) 3493.9680

uoo@umoutroolhar.com.br

www.umoutroolhar.com.br
 

Endereços eletrônicos onde você pode obter mais informações sobre DST/AIDS e localizar endereços para atendimento gratuito no SUS
 

Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS (SP)

http://www.crt.saude.sp.gov.br/

DISQUE DST/AIDS - 0800-16 25 50


Programa Nacional de DST/Aids

http://www.aids.gov.br/
 

Disque-Saúde: 0800-611997


19 DE AGOSTO DIA DO ORGULHO LÉSBICO

Primeira Manifestação Lésbica Contra o Preconceito no Brasil

Conheça sua história e as comemorações do dia acessando
Símbolos & Dias


Projeto Lésbicas na Parada 2006: Prevenção a DST/Aids e Direitos Humanos

Financiamento da versão impressa: SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO
 

 

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