|
Com
a história do seu descobrimento bastante controversa, o arquipélago
de Fernando de Noronha é cenário de diversas passagens históricas:
foi invadida por holandeses, franceses e portugueses. Esses últimos,
gradativamente, tornaram o arquipélago um presídio, destruindo
grande parte da sua vegetação para que os presos não tivessem
esconderijos e rotas de fugas.
A ilha teve função de presídio até 1942 quando se transformou em
território federal. A administração passou a ser feita por diversas
entidades das Forças Armadas: primeiro o então Ministério da Guerra;
depois o Exército (1981); a Aeronáutica ( em 1986); o Estado Maior
das Forças Armadas (em 1987) até se tornar um Distrito Estadual
pertencente à Pernambuco (em 1988). A administração militar foi
responsável pela construção de grande parte da infra-estrutura que a
ilha possui: hospitais, estradas e aeroporto.
Hoje, é possível ver que a estrutura da ilha já se modernizou sem,
contudo, alterar o clima maravilhoso do lugar: ruas asfaltadas,
linhas de ônibus, eletricidade e algumas outras facilidades como
ar-condicionado, hospedagens mais completas, serviços turísticos e
pagamento no cartão de crédito.
O acesso à Ilha pode ser feito por barcos de travessia que partem
de Recife e Natal, de avião, partindo também de Recife e Natal ou,
então, por navios de cruzeiros. Atualmente, têm-se a opção do Navio
Pacific que opera o ano inteiro levando passageiros de Natal,
Fortaleza e Recife até às belezas do arquipélago. Não é um navio
exclusivo gls, claro, mas vale à pena encarar as famílias
hospedadas nele para desfrutar da combinação quase perfeita do luxo
e conforto do navio com as incontáveis belezas naturais da ilha.
O acesso à Ilha por mar é deslumbrante: os pássaros começam a
acompanhar a embarcação, cada vez em maior número de acordo com a
proximidade com a terra, os pontos mais altos começam a ser
avistados, o azul do mar vai ficando mais esverdeado e a chegada
impressiona pela visão de pontos turísticos como a toca do leão, o
Morro dois Irmãos, o Dedo de Deus, as ilhas menores e por fim o
porto.

O primeiro contato com a Ilha é efetuado com os guias que dão as
instruções dos procedimentos no local. Após essa palestra
introdutória, o mundo de sonhos começa com a visão das inúmeras
praias de água cristalina, algumas com grande incidência de ondas
perfeitas para surfistas, outras de água quentes e calmas, ideais
para os banhos longos e relaxantes. Grande parte das paisagens e
pontos turísticos da Ilha somente são acessíveis por trilhas e
caminhos difíceis, porém, reservam surpresas impressionantes, como
por exemplo, a Trilha da Baia dos Porcos. Ao chegar ao topo, a
imagem do Morro dois Irmãos, da Baia dos Porcos e da Cacimba do
Padre, é de tirar o fôlego: não há um visitante que não se
impressione com as cores da água, o formato do morro, a imensidão do
mar e a beleza do cenário.
O Pôr do Sol no Mirante do Forte é um espetáculo à parte, com
barraquinhas de artesanato, e um bar tocando boleros compondo com a
paisagem um conjunto inesquecível, uma atmosfera singular, digna de
um lugar dos sonhos, que inclui o Morro dois Irmãos, a Praia da
Cacimba do Padre e o sol deitando sobre o mar.
Com o cair da noite, nada como voltar à pousada, tomar um bom banho,
tirar um cochilo e retornar à Vila dos Remédios, o point da
ilha, para aproveitar o Bar do Cachorro (apelido dado aos turistas
pelos ilhéus). Nas cercanias também são encontrados alguns
estabelecimentos gastronômicos bastante charmosos que convidam ao
bate papo. Embora não existam estabelecimentos exclusivamente GLS, a
troca de olhares é freqüente, ainda que discreta.
Com o passar da noite, o forró começa, e o clima de festa fica cada
vez mais gostoso, misturando rusticidade e descontração.
|