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UOO. André, primeiro, fale um
pouco de você: sua idade, no que trabalha ou estuda, onde mora.
Sou jornalista, tenho 40
anos e moro na rua Augusta, próximo à Paulista. Também tenho uma
empresa produtora de eventos que organiza a Casa de Criadores, o
principal evento lançador de novos talentos da moda brasileira.
UOO. Quando surgiu a idéia do SP
Gay Bikers?
Eu já ando de bike há
uns 8 anos. De uns 3 anos para cá, formei um pequeno grupo com mais
2 amigos para andarmos pela cidade. Como somos gays, começamos a
alimentar a idéia de montar um grupo de bikers gays. Esse tipo de
grupo já existe em outros países. Fiz uma pesquisa e descobri que
não havia nehum grupo similar no Brasil. Decidimos então criar o
primeiro grupo desse tipo no país. Assim nasceu o SP Gay Bikers.
UOO. Em sua apresentação de
divulgação, vocês afirmam não cobrar taxa de participação e não ter
filiação polítco-partidária, o que é ótimo. Como vocês se definem,
como um grupo gay autônomo ou apenas um grupo de amigos em busca de
amizades de forma saudável ou ainda ambas as coisas?
Acho que somos as duas
coisas mesmo. Talvez no futuro possamos aproveitar o fato de sermos
um grupo para tocarmos outros projetos similares. Por enquanto,
somos apenas amigos querendo fazer novos amigos com afinidades e
pontos em comum.
UOO. Na Europa e Estados Unidos,
os grupos dykes on bikes (lésbicas de bi/motocicleta) são muito
comuns. Vocês também aceitam meninas no grupo e/ou pretendem
incentivar a criação de uma ala feminina?
Sem dúvida. Promovemos 3
passeios até agora e só no último apareceu uma menina, a Fernanda. A
participação dela foi muito festejada por nós e, durante o passeio,
ela foi bem paparicada (rs!). Brincamos que ela é a chefe da ala
feminina, o que significa que ela é chefe dela mesma. Mas só por
enquanto. A idéia é que a ala feminina cresça e possa até, quem
sabe, promover seus próprios passeios de vez em quando.
UOO. Vocês afirmam que estão
abertos a participação de todos os interessados, mas quais são os
requisitos básicos para participar do grupo?
São 4 requisitos: ser
gay, ter mais de 18 anos, ter uma bike (qualquer uma) e usar
capacete nos passeios.
UOO. Vocês já vinham pedalando
nos finais de semana casualmente, mas agora decidiram realizar
eventos regulares e abertos a mais pessoas. Quais serão os dias e
horários desses encontros?
Por enquanto, duas vezes
por mês: num domingo às 11h ou numa terça às 20h30. Para saber mais
sobre nossa programação, os interessados podem consultar nossa
página no Orkut (comunidade "SP Gay Bikers"). Em breve estaremos
lançando nosso blog.
UOO. Vocês percorrem sempre o
mesmo itinerário ou variam de acordo com as circunstâncias e as
necessidades dos participantes? Em geral, quantos quilômetros
costumam percorrer?
Os percursos sempre
mudam, até para que a gente não enjoe (rs!). Em geral, andamos cerca
de 20 a 30 km, a maior parte é em ruas planas, com muito poucas
subidas.
UOO. Vocês organizaram o
primeiro passeio em novembro e o segundo agora em dezembro
(11/12/2007). Quando está previsto o próximo?
Em janeiro, ainda sem
data definida. Vamos promover também um passeio numa trilha fora de
SP, numa espécie de pacote onde estarão inclusas a passagem, a
hospedagem e a trilha.
UOO. Como as pessoas
interessadas em participar do grupo podem contatar vocês? Há um fone
ou e-mail?
Por enquanto, os
interessados devem entrar em contato conosco pelo e-mail
lordbiker1@gmail.com
UOO. André, agradecendo a
entrevista, peço que deixe uma mensagem para nossas leitoras.
Todo mundo diz que os
gays não são unidos. Vamos provar que isso é uma grande bobagem.
Juntem-se a nós e vamos nos divertir juntos!
São Paulo, 12 de dezembro de 2007 |