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Ana Carolina assume que é BI e alienada
Pois, é! A cantora e compositora Ana Carolina
apareceu na capa da Veja (da penúltima semana de dezembro de 2005)
sob o título "Sou bi, e daí?" Aquela que poderia ter sido uma
grande chance de uma artista de popularidade apoiar os direitos LGBT
virou, no entanto, uma declaração de falta de consciência política
das mais notáveis. Declarou a cantora: "Acho que passeatas e
discursos no estilo 'nós, os homossexuais' só alimentam uma visão
estereotipada." Diz ela, que se recusa a apoiar manifestações LGBT
(como a Parada de Sampa e o Rainbow Fest de Juiz de Fora), por não
aceitar ficar presa a um nicho (sic), se amanhã quiser casar com um
homem de véu e grinalda, ninguém vai impedir. Com certeza, se ela
for casar com um homem, ninguém vai impedir mesmo. Mas e se quiser
casar com uma mulher, como será, hem? Independente da moça ser
lésbica ou bi, que isso é o de menos, o que provou mesmo é ser uma
tremenda alienada.
Elton
John casa na Inglaterra
Para compensar, o cantor e compositor Elton John foi um dos
primeiros a utilizar a lei que agora (21/12/05) permite a união
homossexual na Inglaterra, casando-se com toda a pompa e cerimônia
com seu namorado de 12 anos, David Furnish. O registro da união do
casal se deu no cartório de Guildhall, da cidade de Windsor, onde
também se casaram o príncipe Charles e
Camilla Parker-Bowles.
Primeira vitória de nosso serviço de união estável
Através da elaboração da declaração de união estável, que fez com a
UOO, Kátia Suzana conseguiu que o plano de saúde Care Plus e a
empresa que trabalha, Atrium Telecom, aceitassem sua companheira,
Luciana, como sua dependente. Vitória das duas, vitória de todas
nós pela igualdade de direitos. Faça você também sua declaração de
união estável conosco. Assim, você protege seus direitos
individuais, amplia nossos direitos coletivos e ainda contribui com
a Um Outro Olhar.
Rede TV obrigada a suspender programa
preconceituoso
O programa Tarde Quente, do apresentador João Kleber, na Rede TV,
foi suspenso pela Justiça Brasileira, em 14/11/2005, após ação civil
pública, movida pelo Ministério Público Federal e por ONG de
direitos humanos, por exibir diariamente "pegadinhas" que
humilhavam, ofendiam e reforçavam preconceitos contra mulheres,
pessoas homossexuais e com deficiência, entre outras, violando assim
direitos humanos fundamentais. Além da suspensão, a Rede TV será
obrigada a substituir o Tarde Quente, das 17h às 18:30, durante 60
dias, por programas de TV que defendam os direitos humanos.
Caixa dará benefícios do Saúde Caixa a
empregad@s homossexuais
Em cerca de 90 dias, a Caixa, através do Saúde Caixa, estará
equiparando @s
companheir@s dos seus empregad@s homossexuais aos dos
heterossexuais, possibilitando auxílio funeral, pagamento de verbas
rescisórias em caso de falecimento do titular, entre outros
benefícios.
Beijo lésbico vira caso de polícia na USP Leste
Duas meninas, de 22 e 18 anos, que se beijavam, em 07/10, na cantina
da Universidade de São Paulo da Zona Leste, tiveram seu beijo
registrado, como ato obsceno, na delegacia de Ermelino Matarazzo,
onde ficaram por três horas dando “explicações”. A queixa foi
registrada por uma policial militar que argumentou ser a
Universidade de São Paulo um local de mães de família e gente séria
que não comportava aquele tipo de atividade. Como os tempos agora
são outros, 51 professores da USP Leste já assinaram manifesto
pedindo o afastamento da policial preconceituosa, e o Diretório
Central dos Estudantes também prepara manifestações de repúdio.
Fim da primeira
temporada de The L Word
Terminou, entre traições, revelações e lágrimas, a primeira
temporada da série The L Word no Brasil. Infelizmente a Warner
Channel afirma que só exibirá a segunda temporada lá por março ou
abril de 2006. Fãs da série prometem fazer pressão para que a
segunda temporada passe antes desta data longínqua.
Décimo planeta do sistema solar chama Xena!
Cientistas afirmam ter descoberto o décimo planeta do nosso sistema
solar, maior que Plutão, dentro do Cinturão de Kuiper, além da
órbita de Netuno, e o nomearam de Xena, em homenagem a nossa saudosa
princesa guerreira. O mais bonitinho é que esse planeta tem uma lua
e – como não podia deixar de ser – levou o nome de Gabrielle.
LÉSBICAS CASAM NA ESPANHA
Tal e qual o casamento héter o,
Tani (espanhola) e Verônica (argentina) casaram de papel e tudo no
cartório de registro civil de Mollet del Vallés (Barcelona), após
ouvir o usual "unidas em matrimônio". Em Madri, no dia 11 de julho,
dois homens também já haviam se casado. Entretanto, apesar do
avanço, juízes conservadores estão tentando achar brechas jurídicas
para se recusar a realizar os casamentos e até derrubar a nova lei
que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A caravana
passa e os cães ladram.
MAIS PAÍSES LEGALIZAM
CASAMENTO HOMOSSEXUAL
Apesar
da Igreja Católica com seus abaixo-assinados e passeatas contra os
direitos LGBT, a Espanha, país tradicionalmente católico, legalizou,
em 30 de junho, o casamento entre pessoas de mesmo sexo, inclusive
com direito a adoção. A votação no Congresso de Deputados, composto
por 350 parlamentares, foi de 187votos a favor, 147 contra e duas
abstenções.
No Canadá, no dia 28 de junho, a Câmara dos Comuns, por 158 a 133
votos, também autorizou o casamento homossexual no país, decisão que
se espera será facilmente ratificada pelo Senado até fins de julho.
E na Suíça, em 05 de junho, através de plebiscito, por 58% de votos
a favor, foi estabelecida uma lei de parceria civil para casais
homossexuais.
De todas essas vitórias, a mais importante é a vitória espanhola não
só pela afirmação de nossos direitos mas também pela derrota imposta
à Igreja Católica, o que pode ter reflexos positivos na situação dos
países latino-americanos também tradicionalmente católicos, como o
Brasil.
UNIMED PÕE CASAL GAY EM OUTDOOR

A empresa de planos de saúde UNIMED
colocou, em Blumenau, o outdoor ao lado, com a chamada De um jeito
ou de outro, todo mundo precisa. Plano Familiar UNIMED, Para todo o
tipo de família.
Escreva para a empresa, cumprimentando-a pela iniciativa e
solicitando a versão feminina da campanha em nível nacional.
A representante do departamento de marketing da UNIMED em Blumenau
é
Sabrina Roders,
sabrina@unimed.blumenau.com.br
Caminhada lésbica nota dez
Ocorrida no sábado, dia 28 de maio, das 15:00 em diante, saindo do
vão do MASP, na avenida Paulista, e terminando na rua da Consolação,
a terceira versão da Caminhada de Lésbicas, Bissexuais e
Simpatizantes, aumentou numerica e qualitativamente. Para a Polícia
Militar, houve 600 pessoas no evento; para as participantes de 700 a
1000.
Independente do tamanho, o que valeu mesmo foi o bom astral do
começo ao fim. A cantora e compositora Laura Finocchiaro esquentou
as turbinas das meninas com seu som, ainda no vão do MASP; depois
foi a vez do trio elétrico aparecer com uma banda ótima (Penha
Pinheiro e banda) levando a moçada até seu destino.
No abre-alas, moças pintadas de palhaço, em pernas-de-pau,
malabaristas e dykes on bykes (sapatas de bicicleta). No embalo,
mulheres de todas as idades, mas principalmente as jovens, cantavam
e dançavam entusiasticamente. Carinhas felizes no geral, bonito de
ver.
A única nota fora ficou por conta da militância lésbica que não
apareceu. Pelo menos só foram vistas faixas das organizadoras do
evento e da Um Outro Olhar. Será que, quando a visibilidade é
verdadeira, elas não gostam? Quem é que entende esse povo...
Mas indo ao que interessa, estão novamente de parabéns as
organizadoras do evento, os grupos Umas e Outras, de São Paulo, e o
MOLECA, de Campinas. Pro ano que vem queremos mais. Caminhada
SEMPRE!!
Clique nas imagens para ampliá-las. Se você também tem fotos da
Caminhada, mande pra gente publicar. As fotos são, da esquerda para
a direita, de Beth Colnaghi, Míriam Martinho, Célia Miliauskas e do
site
Mídia Independente.
Papa
novo, idéias arcaicas
O cardeal Ratzinger, agora eleito Papa Bento XVI(foto),
continuará a saga conservadora de seu antecessor, João Paulo II,
atacando e combatendo os direitos homossexuais, das mulheres, o uso
do preservativo e outras tantas. O agora Bento XVI vê a
homossexualidade como um mal moral intrínseco e considera válido
“curar” lésbicas, gays e outras sexualidades menos ortodoxas, além
de condenar as uniões homossexuais. É também contra a igualdade
entre os sexos e não aceita o sacerdócio das mulheres. É contra o
uso do preservativo e outros métodos contraceptivos, mas ao mesmo
tempo obviamente contra o aborto, chegando ao desplante de definir a
utilização da camisinha como imoral e ineficaz na prevenção da
transmissão do HIV (vírus da AIDS), contrariando as evidências
científicas. Por certo concorda com o presidente americano, Bush,
que usa o poderio econômico americano para querer impor às ONG, como
requisito para financiamentos de projetos, programas de castidade
visando a "prevenção das doenças sexualmente transmissíveis". Tempos
difíceis esses!

Espanha aprova casamento homossexual
Em 21/04/05, por 183 votos a favor, 136 contra e 6
abstenções, o Congresso espanhol aprovou o projeto de lei que dá os
mesmos direitos de união aos casais do mesmo sexo, incluindo o
direito de adotar filhos. O projeto apresentado pelo chefe do
governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, segue agora seu
trâmite pelo Senado, voltando brevemente à Câmara dos Deputados,
que, provavelmente, irá ratificá-lo em junho próximo. Representantes
das religiões católica, judia e ortodoxa divulgaram comunicado
conjunto pedindo proteção ao casamento heterossexual que julgam
ameaçado (?!), e o Vaticano – como já se esperava – condenou a
aprovação do projeto. Atualmente os seguintes países e/ou cidades
permitem uniões civis ou casamentos para casais de mesmo sexo:
Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha,
Portugal, Islândia, Suíça, Buenos Aires (Argentina)
Casais homossexuais poderão doar órgãos de parceiros
Liminar concedida pelo juiz Otávio Henrique Martins Port, da 9ª Vara
Federal Cível de São Paulo, permitirá que pessoas homossexuais
autorizem a doação de "órgãos, tecidos e partes do corpo" para
transplante, após a morte da(o) companheira(o), bastando para tal
comprovar a união por meio dos mesmos documentos exigidos aos
não-casados heterossexuais. A medida visa facilitar a doação de
órgãos prevista na lei de transplantes e garantir a prevalência do
artigo 3º da Constituição que proíbe o Estado de adotar
comportamentos envolvendo preconceitos de origem, raça, sexo, cor ou
idade.
Criação de organismos governamentais para LGBTês
Em
São Paulo (18/01), a Prefeitura criou a Coordenadoria de Assuntos de
Diversidade Sexual, da Secretaria de Participação e Parceria, com o
objetivo de gerar políticas públicas para o segmento LGBT, sob
coordenação do vereador Gilberto Natalini. Em Brasília (11/02), o
Ministério da Justiça oficializou a criação de uma câmara para a
política de segurança da comunidade LGBT, como parte da campanha
nacional de combate à homofobia, que deverá diagnosticar, elaborar e
avaliar a promoção de política de segurança para homossexuais e
transgêneros.
Tentativas e revezes: casamento não sai
Também em 18/01, o procurador federal João Gilberto Gonçalves Filho,
que atua em Taubaté, no Vale do Paraíba, ingressou na Justiça
Federal com ação civil pública, para obrigar os Estados, o Distrito
Federal e a União a celebrarem o casamento civil de pessoas do mesmo
sexo. A liminar do procurador, contudo, foi rejeitada (26/01) pelo
juiz Paulo Alberto Jorge, da Justiça Federal em Guaratinguetá (SP),
ainda que permaneça pendente uma decisão de mérito sobre a questão.
Por outro lado, em 15/02, foi eleito para a Presidência da
Câmara dos Deputados, em Brasília, o deputado Severino Cavalcanti,
da direita religiosa, tradicional inimigo dos direitos homossexuais.
Prevê-se que o projeto da Marta Suplicy sobre a parceria civil,
encalhado já há 10 anos, embolore de vez nos arquivos-mortos do
Planalto, pois quem decide os assuntos a serem votados na Câmara é o
Presidente da mesma.
Para compensar, em Senhora do Destino...
Para compensar os revezes das últimas semanas, as namoradas da
novela das oito da Globo, Senhora do Destino, segundo distintas
fontes, devem ter mesmo um final feliz correspondente ao percurso
igualmente tranqüilo que percorreram no roteiro. Eleonora (vivida
por Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges) mudarão para São
Paulo, onde registrarão sua união estável e onde Eleonora, que é
médica trabalhará na emergência de um hospital. Aprovadas pelos
telespectadores, segundo pesquisa da própria Globo, com direito à
adoção de criança e tudo, beijinhos-relâmpago, etc..., as moças
entrarão para a história como o primeiro casal homossexual que deu
certo na TV brasileira. É bom lembrar que o autor da novela,
Aguinaldo Silva, é gay e foi um dos fundadores do histórico Lampião
da Esquina, tablóide que deu início ao Movimento LGBT no Brasil.
Pela legalização do aborto
O grupo feminista Católicas pelo Direto a Decidir está promovendo
uma campanha pela legalização do aborto no Brasil. Questão delicada
e polêmica, sabe-se, no entanto, que a criminalização, como acontece
hoje, serve apenas para ceifar a vida de milhares de muheres,
sobretudo as que não dispõe de recursos para fazer um aborto em
condições seguras.
Segundo informações das Católicas: “pesquisas indicam que no
Brasil são realizados anualmente mais de 750 mil abortos em
condições inseguras. Complicações acarretadas pelo aborto
clandestino são a quarta causa de mortalidade materna no país. Além
disso, cerca de 250 mil mulheres são internadas a cada ano no
Sistema Único de Saúde (SUS) por complicações de aborto e, dessas
mulheres, a maioria é negra, jovem e pobre. Para mudar essa
situação, é necessário que a prática de aborto deixe de ser
considerada crime e a mulher venha a ser assistida pelos hospitais
públicos, independentemente das causas do aborto. Além disso, é
preciso garantir que a população brasileira tenha acesso à educação
sexual, aos métodos anticoncepcionais e tenha a possibilidade de
escolher ter filhos ou não.” Saiba mais informações sobre a
campanha e de como apoiá-la, acessando o site das Católicas
http://www.catolicasonline.org.br/
Projeto para
curar homossexualidade não passa
O projeto de lei 717/2003 do pastor Edino Fonseca (PSC) que propunha
curar pessoas homossexuais com dinheiro público não passou na
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), no dia 08/12,
embora tivesse sido aprovado nas comissões de Justiça, de Saúde e de
Combate à Discriminação (sic) da referida instância.
Fora as organizações LGBT que evidentemente se posicionaram
contra o projeto, muitas outras entidades, como os Conselhos de
Psicologia (federal e regional ) e a Frente parlamentar pela Livre
Expressão Sexual apontaram a arbitrariedade da proposta, sem
qualquer fundamento ético e científico. Por 30 votos contrários ao
projeto, com apenas 6 a favor, os deputados cariocas botaram fim na
perigosa estripulia do pastor.
Direito às uniões LGBT no mundo
O direito à união estável, união civil, e ao casamento, de
forma integral ou parcial, entre pessoas do mesmo sexo, avança em
todo o mundo. Em 09/12, por 65 votos a favor e 55 contra, o
Parlamento da Nova Zelândia aprovou a lei que reconhece a união
civil entre LGBTês e casais heterossexuais como equivalente ao
casamento no concernente aos direitos de propriedade, do casal e
custódia dos filhos.
Também agora em dezembro a Suprema Corte do Canadá, consultada
sobre o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo, declarou que
este é constitucional, abrindo caminho para a proposta do premiê
Paul Martin, a ser apresentada no início de 2005, de legalizar a
união homossexual. Para ser aprovada, o projeto de lei precisará de
pelo menos 155 votos dos 308 integrantes do Parlamento, que estão
divididos sobre o assunto bem como a população do país.
Vale lembrar que, na Europa, o casamento entre pessoas do mesmo
sexo já é legal na Bélgica e na Holanda, havendo ainda proposta do
governo socialista espanhol de legalizar o mesmo na terra das
touradas. No Brasil, avançou a união estável, mas a parceria civil
da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, continua mofando na
Câmara Federal, cada vez mais anacrônica.
Mulheres, meninas, HIV e aids
Este ano, por ocasião das celebrações do Dia Mundial de Luta contra
a AIDS (01/12), o tema escolhido pela ONU foi "Mulheres, meninas,
HIV e aids" e o slogan, no Brasil, "Mulher, sua história é você quem
faz".
Não é por menos. É entre a população feminina que a AIDS mais
avança, com a proporção atual de uma mulher infectada para cada dois
homens infectados.
No Brasil, o número de casos de aids entre mulheres cresceu 16%
em cinco anos, em quase todas as faixas etárias, exceto no grupo
entre 13 e 29 anos, sendo 60% das mulheres doentes de aids da raça
branca e 20% de pretas e pardas, com uma tendência de crescimento
entre estas últimas. Dos 151 mil brasileiros em tratamento,
estima-se que um terço sejam mulheres.
Em 1995, quando a Um Outro Olhar iniciou seus projetos de
Prevenção a DST/AIDS para mulheres, ficou alarmada ao constatar o
nível de desmobilização de organizações governamentais e de mulheres
no referente à questão mulher e AIDS. Na época, ponderamos que iriam
morrer mulheres como moscas. Guardado o devido exagero, estávamos
tristemente certas. A epidemia só fez aumentar entre nós.
Mais informações:
http://www.aids.gov.br/
Nova Zelândia deve aprovar União Civil na próxima quinta
Enquanto a vizinha Austrália disse não ao casamento LGBT este ano, a
Nova Zelândia ruma para a aprovação da União Civil, na próxima
quinta (09/12), para pessoas do mesmo sexo e também héteros que a
prefiram em relação ao casamento tradicional.
Como de praxe, as organizações cristãs e outros conservadores se
mobilizam num último esforço para impedir a aprovação do projeto que
– a bem da verdade – precisa de um outro projeto para se efetivar (o
Projeto dos Relacionamentos).
De qualquer forma, se aprovado na próxima quinta-feira, o
projeto representa mais um assalto ganho na eterna luta entres
conservadores e ativistas de direitos humanos por um mundo mais
igualitário. A propósito, não foi um tal de Cristo que disse que
deveríamos amar o próximo como a nós mesmos?
Projeto para curar homossexuais vai à votação
E falando em conservadores, no Rio, no dia 07/12, organizações LGBT
fazem ato de protesto, às 15:00, nas escadarias da ALERJ, contra o
projeto do pastor-deputado Edino Fonseca que visa a promoção de
programas de cura da homossexualidade com recursos públicos. É que
no dia 08/12 o tal projeto vai à votação na Assembléia Legislativa
do Rio. É tragicômico. Então quem for da ou estiver pela cidade
maravilhosa no dia 07, engrosse o protesto nas escadarias da ALERJ.
E quem não puder, assine – se ainda não assinou – e/ou divulgue o
abaixo-assinado do Centro Latino-Americano em Sexualidades e
Direitos Humanos contra o malfadado projeto
clicando aqui
Beijinhos lésbicos em Senhora do Destino
O
relacionamento entre a estagiária de Medicina Eleonora (Mylla
Christie, foto abaixo à direita) e a estudante Jenifer (Bárbara
Borges, foto abaixo à esquerda) começa a esquentar na novela das
oito com direito a beijinhos-relâmpago, mais
como
aqueles selinhos entre amigas. De qualquer forma, as moças se
apresentam enamoradas e, como para boa entendida um subtexto basta,
algumas frases também dão a dica do que vem pela frente. Por
enquanto, tudo light e nada leva a crer que serão explodidas nos
próximos capítulos. Há quem diga que a coisa está muito insossa, e
os gays
começaram a reclamar que, enquanto as meninas são belas e finas,
botaram uma bicha horrorosa para detratar a classe. É ver para
crer. Fotos de divulgação do site da Globo. Rede Globo, às 20:50,
segunda a sábado.

Abaixo-assinado contra conversão de gays e
lésbicas no Rio
O
Centro Latino-Americano em Sexualidades e Direitos Humanos está
promovendo abaixo-assinado contra o projeto de lei nº 717/2003, que
prevê a criação, pelo governo estadual do Rio, de um programa de
auxílio às pessoas que, “voluntariamente, optarem pela mudança da
homossexualidade para a heterossexualidade”. Tendo recebido parecer
favorável em duas comissões da Assembléia Legislativa do Estado do
Rio de Janeiro (Alerj), o projeto recoloca a homossexualidade como
patologia (doença), contrariando o ponto de vista da medicina, da
psicologia, das ciências humanas e sociais e dos direitos humanos da
atualidade e desconsiderando o peso do preconceito e da
discriminação na conduta de pessoas que não aceitam a própria
orientação sexual. Para saber mais
clique aqui
França reconhece mães lésbicas
Em 2 de julho deste ano, o tribunal de grande instância (TGI) de
Paris permitiu o estabelecimento de um vínculo jurídico entre as
mães, Carla e Marie-Laure, e suas três filhas de 5, 7 e 10 anos,
Giulietta, Luana e Zelina, frutos de inseminação artificial, assim
como o exercício comum da autoridade parental da mesma forma que com
uma família natural ou casada. Espera-se que essa "brecha" jurídica
possa se transformar em jurisprudência, dando esperança para
milhares de pais e mães homossexuais, privados de seus direitos.
Veja a adoção de crianças por LGBTês no Brasil na seção de Direitos.
Direitos iguais, deveres iguais
O
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a candidata à prefeitura
de Viseu (PA), Maria Eulina Rabelo de Sousa (PFL) de concorrer nas
últimas eleições por causa de sua relação com a atual prefeita da
cidade, Astrid Maria Cunha e Silva, no cargo há oito anos. Como a
Constituição proíbe a perpetuação de grupos familiares em um mesmo
cargo do Executivo por mais de dois mandatos consecutivos, os
ministros decidiram cassar o registro de Maria Eulina. Na prática, a
decisão do TSE reconheceu a união homossexual estável entre as duas
mulheres, dando a mesma interpretação sobre a inegibilidade de
casais heterossexuais aos integrantes de uma união de pessoas do
mesmo sexo. Os ativistas glbt celebraram, Maria Eulina e Astrid não.
Direito aos planos de saúde
- 15/07/04
A Associação da Parada GLBT e a Defensoria Homossexual de São Paulo
conseguiram obter na Justiça, em primeira instância, o direito de
pessoas homossexuais colocarem seus parceiros como dependentes em 12
operadoras de saúde (entre outras, Amil, Amico, Golden Cross,
Marítima, Porto Seguro, Sul América e Bradesco Seguro) e no Hospital
do Servidor Público Estadual (Iamspe), de São Paulo. Ainda cabe
recurso, mas a ação é válida para todo o território nacional, para
os planos e seguros de saúde, estendendo-se também para os
funcionários públicos do Estado. Mais informações:
imprensa@paradasp.org.br

Anistia
Internacional diz que homofobia aumentou e lésbicas sofrem mais
A
Anistia Internacional, tradicional organização de defesa dos
direitos humanos, lançou em junho, o livro Sex, Love and Homophobia,
de Vanessa Braid, que denuncia um aumento da violência contra
pessoas homossexuais e transgêneros, a despeito do avanço dos
direitos da comunidade LGBT em alguns países. As violências vão
desde a morte, legal ou ilegal, até torturas, estupro,
aprisionamento e perseguições de toda ordem. Países muçulmanos,
africanos e asiáticos encabeçam a lista dos que mais perseguem e
matam LGBTês, mas mesmo nos Estados Unidos da era Busch observa-se
um recrudescimento do preconceito pela via do fanatismo religioso
cristão.
Talvez por isso mesmo seja o arcebispo Desmond Tutu que prefacia o
livro de Braid, com palavras escritas sob a inspiração de Cristo e
não dos dogmas das igrejas. Em alguns trechos contesta o
fundamentalismo religioso e compara o heteroseximo ao racismo e ao
sexismo, declarando: "Pais que criam uma criança para ser racista
ferem esta criança, ferem a comunidade em que vivem, ferem nossas
esperanças de um mundo melhor. Pais que ensinam uma criança que há
somente uma orientação sexual e que qualquer outra coisa é errada
negam nossa humanidade e a deles próprios. Não podemos responder ao
ódio com o ódio. Só podemos responder a ele com amor, compreensão,
fé na justiça e compromisso com a mesma. Esta é a forma como
construiremos um mundo de entendimento, compaixão e igualdade: um
verdadeiro arco-íris."
Entre os LGBTês, a Anistia aponta as mulheres lésbicas e bissexuais
como as maiores vítimas da violência, por sua condição de mulheres e
por sua orientação (homo) sexual, já que a combinação de sexismo e
homofobia, prevalecente nas sociedades, aumenta as possibilidades
deste grupo sofrer abusos tanto no ambiente doméstico quanto
externo, como aliás sempre disse a Um Outro Olhar, nos últimos 25
anos, ao Movimento Feminista e Homossexual. Tendo em vista a maior
vulnerabilidade do segmento, a Anistia lhe dedicou atenção especial
por ocasião das comemorações internacionais do orgulho LGBT e do
lançamento de sua campanha contra a violência contra as mulheres.
Mais informações sobre a campanha, acesse
http://web.amnesty.org/actforwomen/index-esl
Brasil
Sem Homofobia
Para dar encaminhamento ao Plano de Combate à Discriminação contra
Homossexuais, a Secretaria Especial de Direitos Humanos lançou o -
Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB e de
Promoção da Cidadania Homossexual, objetivando promover a cidadania
de gays, lésbicas, travestis, transgêneros e bissexuais, a partir da
equiparação de direitos e do combate à violência e à discriminação
homofóbicas, respeitando a especificidade de cada um desses grupos
populacionais.
Segundo a Secretaria, a fim de atingir tal objetivo, o Programa é
constituído de diferentes ações voltadas para:
a) apoio a projetos de fortalecimento de instituições públicas e
não-governamentais que atuam na promoção da cidadania homossexual
e/ou no combate à homofobia;
b) capacitação de profissionais e representantes do movimento
homossexual que atuam na defesa de direitos humanos;
c) disseminação de informações sobre direitos, de promoção da
auto-estima homossexual; e
d) incentivo à denúncia de violações dos direitos humanos do
segmento GLTB.
Especificamente para mulheres, o programa
se propõe a:
.
Implementar Centros de Referência para mulheres em situação de
violência, incluindo as lésbicas.
. Avaliar regularmente a atuação das DEAM (Delegacias Especializadas
da Mulher) no que diz respeito ao atendimentos das mulheres
lésbicas.
. Capacitar profissionais de instituições públicas atuantes no
combate à violência contra as mulheres.
. Apoiar estudos e pesquisas sobre as relações de gênero e situação
das mulheres com o recorte de orientação sexual.
. Implementar sistema de informações sobre a situação da mulher,
garantindo o recorte de orientação sexual.
. Incentivar a realização de eventos de políticas para as mulheres
promovendo intercâmbio de estudos, dados, experiências e legislações
sobre as mulheres no âmbito da América Latina e, em especial, do
Mercosul, incluindo a perspectiva da discriminação contra as
mulheres lésbicas.
. Garantir a construção da transversalidade de gênero nas políticas
governamentais, incluindo a orientação sexual.
. Monitorar os Acordos, Convenções e Protocolos internacionais de
eliminação da discriminação contra as mulheres, garantindo o recorte
da orientação sexual.
Parceir@s homossexuais têm direito à
indenização do seguro DPVAT
Casais homossexuais terão, como os casais
heterossexuais, também direito ao DVPAT, aquele seguro que é pago às
vítimas de danos pessoais causados por veículos automotores, no caso
de morte de um(a) d@s
parceir@s. A regra foi regulamentada, no dia 21/06, e coloca @
companheir@ homossexual na condição de dependente preferencial. Mais
informações:
www.EspacoVital.com.br (página de seguros – 23/06/04)
II
Caminhada de Lésbicas e Simpatizantes de São Paulo sob chuva
No último sábado, dia 12/06/04, ocorreu a II Caminhada de Lésbicas e
Simpatizantes de São Paulo, que saiu do vão do MASP, na Avenida
Paulista, e percorreu a própria av. Paulista (sentido rua da
Consolação), seguindo pela Rua Hadock Lobo (sentido da av. Europa) e
terminando na Al. Itu, entre a Av. Rebouças e a rua da Consolação.
Organizada pelos grupos Umas e Outras e Movimento Lésbico de
Campinas, a caminhada reuniu cerca de 500 pessoas, a maioria
mulheres, que enfrentaram valorosamente um tempo terrível, com chuva
e frio, para mostrar a força lésbica brasileira. Leia
mais e veja as fotos.
A
Cicatriz é a Flor
Permanece em cartaz, no teatro Eugênio Kusnet, até o dia 25 de
junho, a peça A Cicatriz é a Flor, de Newton Moreno. O texto fala da
mais bela frase de amor que uma tatuadora (Luah Guimarães) inscreve,
com um bisturi, durante anos, no corpo de sua namorada (Mariana
Senne), e da separação delas que deixa marcas no corpo mas não na
alma.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Rua Teodoro Baima, 94. Fone: (11)
3256.9463. Quintas e sextas à meia-noite
Ingresso: a critério do espectador
foto: Tika Tiritilli
II Congresso da Associação de
Estudos da Homocultura
O
II Congresso da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (www.unb.br/fac/abeh)
acontecerá entre 16 e 19 de junho, na Universidade de Brasília, no
Centro Cultural Banco do Brasil/DF e na Cãmara dos Deputados,
contando com diversos apoiadores. Segundo os organizadores, trata-se
do maior congresso já realizado na América Latina relativo aos
estudos sobre homossexualidadade, bissexualidade, transgêneros,
estudos gays e lésbicos e teoria queer, contando com quase 200
palestrantes e convidados de diversas universidades brasileiras,
grupos militantes bem como pesquisadores de vários países,
especialmente dos EUA e da América Latina. Além das palestras,
haverá lançamentos de livros, mostra de audiovisual e encerramento
com a 7ª Parada de Lésbicas, Gays, Transgêneros, Bissexuais e
Simpatizantes de Brasília, no domingo, 20 de junho.
Brasil sem Homofobia
No dia 25 de maio, o governo federal lançou o programa Brasil sem
Homofobia, visando estabelecer políticas públicas de combate à
discriminação e à violência contra gays, lésbicas, bissexuais e
transgêneros (GLBT). O programa terá a participação dos Ministérios
da Educação, da Saúde, da Cultura, da Justiça e da Secretaria
Especial dos Direitos Humanos (SEDH). Entre outras ações, serão
treinados agentes policiais para lidar corretamente com a comunidade
LGBT e capacitados profissionais da área de educação, por meio de
cartilhas, palestras e seminários, para a abordagem do tema nas
escolas. Aguarde mais informações em breve!
Resolução Brasileira adiada para 2005
Em 15 de abril último, o governo brasileiro retirou da pauta de
discussões da Organização das Nações Unidas (ONU), sua proposta,
conhecida como Resolução Brasileira(E/CN.4/2003/L.92), de que esse
organismo internacional assuma a diversidade sexual como parte
integral dos direitos humanos universais.
Apesar de um primeiro instante de desapontamento. a retirada da
proposta acabou por
ser considerada estratégica, já que havia a possibilidade de ser
derrotada, nessa data, por pressão contrária do Vaticano e de países
islâmicos.
Com o adiamento, contudo, as organizações LGBT, em todo o mundo,
terão mais um ano para articular-se melhor e ter a chance de ver a
resolução aprovada no ano que vem.
Enquanto isso, a Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA)
mantém a campanha digital de assinaturas pela aprovação da proposta
brasileira. Não deixe de participar, clicando em
http://www.ilga.org/index.asp?LanguageID=5.
O site da ILGA oferece versão em Português, e você não terá
dificuldade em acessá-lo!
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