A 11ª Parada LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) de Belo
Horizonte (MG) reuniu mais de 40 mil pessoas, segundo a Polícia Militar,
partindo da
Praça da Estação, tradicional ponto turístico da capital mineira e
prosseguindo pela Rua da Bahia e pela Avenida Afonso Pena, ao som de 3 trios
elétricos.
O tema da Parada deste ano foi “Quem defende a vida, criminaliza a homofobia”,
numa conclamação dos participantes a quer os parlamentares mineiros, em
Brasília, aprovem o projeto de lei, de autoria da senadora Fátima Cleide, do
PT de Rondônia, que inclui a homossexualidade na norma que considera o racismo
como crime.
Veja abaixo o vídeo do G1, da Agência Globo, sobre o evento.
O jornal Na
Imprensa de Minas Gerais publicou a nota abaixo que mistura
ignorância, preconceito e pode levar a discriminação contra as
lésbicas. Proteste quanto a esse tipo de absurdo. Segue abaixo
endereço do jornal. Não localizamos e-mail. Quem souber nos repasse
para divulgarmos.
Jornal na Imprensa
Rua Pe Miguel Afonso Andrade, 8 c A
Guarda Mor - São João Del Rei - MG - CEP: 36309-034
fone: Tel: (32) 3372-4906
A MULHER MODERNINHA DO SÉCULO XXI
Procura emoções sexuais diferente relacionando-se entre si.
A chamada "Sapatão"
Esquecendo-se de que está ferindo profundamente seu "Ego" para o
futuro, algumas mulheres procuram no Lesbianismo o que não estão
encontrando nos garotões tatuados e usuários de drogas. Algumas mais
sábias deixam o Lesbianismo relacionando- se com homens mais
adultos, principalmente os mais bem sucedidos que lhes passam
oferecer mais segurança e romantismo dos tempos do "Glamour". Quanto
ao homossexualismo já não é novidade, alguns países já admitem até o
casamento entre eles. Já as Lésbicas esquecem da sua função da
procriação e partem para as carícias mútuos, chegando dizem,
conseguindo chegar ao orgasmo! Desprezando os homens. Tanto o
homossexualismo quanto ao lesbianismo a tempo médio ferem o ego. Os
praticantes perdem o respeito próprio, principalmente com a chegada
da idade mais madura quando não despertam "climas" no parceiro ou
parceira.
Afinal, o mais conveniente mesmo é ser normal e ser aceito pelo
conceito moral da sociedade. (Getulio Neves)
A
editora do Um Outro Olhar on-line lança seu blog
Contra o Coro dos Contentes
http://contraocorodoscontentes.blogspot.com/, um mix muito
pessoal de textos sobre lesbianidades, cultura, política, sob o mote
do poeta Torquato Neto,
UM POEMA, de
Os últimos dias de
Paupéria, 1982.
Quando eu nasci
Um anjo morto
Louco solto louco
Torto pouco morto
Veio ler a minha mão:
Não era um anjo barroco:
Era um anjo muito pouco,
Louco, louco, louco, louco
Com asas de avião;
E eis que o anjo me disse
Apertando a minha mão
Entre um sorriso de dentes:
Vai bicho:
desafinar o coro dos contentes.
Cerca
de mil evangélicos fizeram manifestação diante do Congresso
Nacional contra o projeto de combate à homofobia, alegando que o
mesmo ameaça sua liberdade de expressão religiosa. Foram também
recebidos pelo Senador Magno Malta (PR-ES), conforme nota da
agência do Senado abaixo:
O 4º secretário
do Senado, Magno Malta (PR-ES) recebeu, nesta quarta-feira (25),
na sala da Presidência, representantes da Frente Nacional
Evangélica que vieram ao Congresso protestar contra a aprovação
do projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) que torna crime a
discriminação contra homossexuais.
Integrada por vários deputados federais, senadores e pastores de
diversas igrejas evangélicas, a frente considera que, a pretexto
de combater a homofobia, o PLC 122/06 fere a liberdade de
manifestação religiosa e o direito à livre manifestação do
pensamento. Isso porque criminalizaria "toda e qualquer
manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas,
ferindo o direito constitucional que cada cidadão tem de,
livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer
tipo de conduta moral ou tema social".
Na opinião do pastor Fadi Faraj, do Ministério da Fé, o projeto
suprime o direito à opinião do indivíduo e confere mais direitos
a uns cidadãos do que a outros.
- Não se trata aqui da pessoa ter liberdade de ser o que
gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja; se quer
se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar
isso. Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho
recebendo educação que considero inadequada dentro de uma
escola. Não gostaria de ver nossa liberdade constitucional
violentada por eu ter que engolir algo em que eu não acredito-
disse Fadi Faraj.
O PLC 122/06, já foi aprovado na Câmara dos Deputados,
encontra-se em análse na Comissão de Direitos Humanos e
Legislação Participativa (CDH)e na Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) do Senado.
Após o encontro com Magno Malta, os evangélicos se dirigiram ao
Plenário e encaminharam à Mesa da Casa um manifesto contra a
aprovação do PLC 122/06.
Fonte: Laércio Franzon, Agência de
Notícias do Senado
Os deputados
que integram a Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia
Legislativa paulista aprovaram, em reunião desta quinta-feira,
19/6, o Projeto de Lei 496/2007, do deputado Carlos Giannazi (PSOL),
que institui o Dia do Orgulho Lésbico no Estado, a ser
comemorado anualmente em 19 de agosto. A proposta, que recebeu o
voto contrário do deputado André Soares (DEM), prevê que a
comemoração passe a fazer parte do Calendário Oficial de Eventos
do Estado. Por ter sido acolhida em deliberação conclusiva, a
matéria não precisa ir a Plenário e a nova lei entrará em vigor
na data de sua publicação.
Da Redação, Marta Rangel (Agência
de Notícias da ALESP) -
19/06/2008 19h23
Desde
o dia 16 de junho, no estado da Califórnia (EUA), os casais
homossexuais con-quistaram o direito ao casamento, como seus
conterrâneos de Massa-chusetts, outro estado do país, após longa
batalha legal na corte suprema local.
Como era esperado, houve corrida dos casadoiros gays e casadoiras
lésbicas, etc.. aos cartórios, inclusive de outros estados, já que a
Califórnia permite uniões de não-residentes no estado.
Moradoras de um subúrbio de São Francisco, as brasileiras Soraya
Bittencourt, presidente de uma empresa da área de gestão de saúde, e
Lucila de Oliveira, contadora, ambas de 48 anos de idade, anunciaram
que aproveitarão a novidade para oficializar sua relação de 25 anos
em agosto. As bodas de prata das moças será também celebrada com uma
festa à beira da piscina, sem hora para acabar.
A última da ciência
foi se sair com um estudo onde afirma que o cérebro dos gays é igual
ao das mulheres e o das lésbicas igual ao dos homens. Apesar de usar
o termo homossexualismo, complicado pois uma de suas acepções é
"doença", o jornalista Arnaldo Jabor faz umas colocações bem
interessantes sobre essa história de cérebros trocados.
Ouça
clicando aqui!
A partir de proposta do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), para que
a Corte considere o casamento entre pessoas do mesmo sexo como união
estável (o
ministro Carlos Ayres Britto é relator de uma ação proposta pelo
governo do Rio para que o casamento homossexual seja considerado uma
união estável),
a Advocacia Geral da União (AGU) emitiu parecer favorável ao
reconhecimento de casais homossexuais para a concessão de benefícios
previdenciários no Rio de Janeiro.
De acordo com o parecer assinado pelo advogado-geral da União, José
Antonio Dias Toffoli, o não-reconhecimento da união estável entre
casais homossexuais fere o princípio da igualdade e da isonomia,
previstos na Constituição, já que as relações afetivas, sejam
homossexuais ou heterossexuais, são baseadas no mesmo suporte
fático, não havendo razão, sob pena de discriminação, para se
atribuir às mesmas tratamento jurídico diferenciado.
Embora naturalmente o parecer se atenha a uma situação específica de
uma localidade específica (Rio de Janeiro), espera-se que este seja
mais um passo no reconhecimento das uniões homossexuais como
entidades familiares.
Atriz
e cantora pop americana, Lindsay Morgan Lohan (Nova Iorque, 2 de
julho de 1986) - à direita na foto - faz parte da geração de
celebridades jovens e encrenqueiras que chamam atenção da mídia às
vezes mais por sua vida do que por sua obra. Como atriz, além de
seriados de TV, Lindsay participou de filmes como Operação
Cupido, Sexta-Feira Muito Louca, Meninas Malvadas e Herbie: Meu
Fusca Turbinado. Como cantora, gravou a canção tema do filme
Sexta-Feira Muito Louca, Ultimate (2002), e o álbum Speak
(2004) que emplacou hits como Rumors e Over.
No momento, porém, a moça anda mais em voga por alimentar
especulações sobre seu envolvimento com a DJ Sarah Ronson (à
esquerda na foto). A DJ de fato leva o maior jeito, mas não se pode
garantir que o lance seja real ou apenas de marketing. A mídia de
fofocas internacional diz que a cantante já recebeu proposta de 1
milhão de dólares para assumir seu affair com a DJ deduda.
Por esse valor, até a Hebe Camargo daqui a pouco posará aos beijos
com alguma senhora.
Seja como for, as lésbicas não saem mais de cena. O que você acha
disso?
A australiana
Michelle Ferris,
ganhadora de inúmeras medalhas mundiais e olímpicas de ciclismo, foi
selecionada pela Federação dos Gay
Games (FGG) para ser a mais nova embaixadora da oitava edição
dos jogos, marcados para 2010 (de 31 de julho a 10 de agosto) em
Cologne, na Alemanha.
Orgulhosa da nomeação, Ferris vê suas conquistas atléticas como uma
forma de chamar a atenção para outras questões importantes:
"Até conseguirmos igualdade legal e social plenas – declarou – gays
e lésbicas, especialmente os que têm uma projeção pública, deveriam
se assumir. Atletas de elite tem a responsabilidade e a honra de
servir como modelos para a comunidade LGBT, e podemos fazer isso
vivendo nossas vidas naturalmente".
Por
motivos religiosos, juiz espanhol adiou adoção de criança pela
companheira da mãe biológica da menina desde maio de 2006.
Vanesa de las Heras, casada com Susana Meseguer, queria adotar
Candela, a filha desta última, concebida através de inseminação
artificial quando elas já estavam casadas. Embora, desde julho de
2005, os matrimônios homossexuais e heterossexuais estejam
equiparados na Espanha, para todos os efeitos, incluindo adoção, o
casal esbarrou nas crenças religiosas do juiz de Família de Murcia,
Fernando Ferrín Calamita, para quem uma criança precisa de pai e mãe
e não de duas mães.
Depois de muita briga na Justiça, o casal conseguiu, agora
(27/05/08), a guarda da menina bem como uma multa imposta ao juiz
retrógrado de 1000 pesos. Para Vanessa e Susana, contudo, a
penalidade é muito branda, pois só em advogados, para obter a guarda
da garota, elas gastaram 4000 euros, além de todo o estresse
inerente ao processo. Elas querem que o juiz seja afastado do cargo
para que outras pessoas não tenham que passar pelo que elas
passaram.
Organizada pelos mesmos grupos Luas, Movimento Gay Leões do Norte e o
Núcleo de Cidadania Homossexual da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE-NUCH),
que lançaram campanha de apoio a mães lésbicas, no dia das mães, vem
agora, para o dia dos namorados,a campanha "O amor que ousa dizer o
nome" com cartões postais que serão distribuídos em Recife no dia 12
de junho. Visibilidade com inteligência é outra coisa.
O Globo Repórter do dia 9 de maio, abordou as mudanças
familiares ocorridas nas últimas décadas: padrasto, madrasta e
filhos de vários casamentos morando debaixo do mesmo teto; o menino
que ganhou na Justiça o direito de ter duas mães e os gêmeos que
foram morar em Nova York com seus dois pais. Falou ainda de como essas mudanças se
refletem nos sentimentos das crianças e do papel da escola na
educação dos filhos de pais separados.
Acompanhe, na página do Globo Repórter, trechos do programa
clicando aqui.
Lançamos
uma nova estampa de camiseta da Um Outro Olhar, para a Parada de
Sampa deste ano, com o logo que aparece nas páginas de confirmação
do site, como nos pediram.
Organizada pelos grupos Luas, Movimento Gay Leões do Norte e o
Núcleo de Cidadania Homossexual da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE-NUCH),
a campanha “Uma
mãe é aquela que ama e protege. Duas Mães são aquelas que amam e
protegem”
pretende sensibilizar a sociedade para o respeito a todas as formas
de família e homenagear as mães lésbicas e bissexuais. A campanha é
composta de outdoors, colocados em bairros da cidade de Recife,
cartazes e cartões postais que serão também enviados a organizações
de direitos humanos.
Mais informações:
luas2908@yahoo.com.br
e
nuch.ufpe@yahoo.com.br
(81) 8724-7892 / (81) 3222-2207
Pois, é! Para quem
ainda não sabe, a palavra lésbica passou a denominar mulher
homossexual porque a poetisa Safo entoava seus poemas para mulheres
na ilha grega de Lesbos, sua terra natal, nos idos do século VII
a.C. Sendo Safo lésbica em ambos os sentidos e ícone das amantes das
mulheres, estas passaram a ser chamadas de lésbicas, palavra que já
teve carga pesada e hoje é a identificação internacional das sapatas
de todo o mundo.
Agora, em 29/04/08, contudo, chega notícia de que habitantes da ilha
de Lesbos entraram na Justiça para reivindicar o uso exclusivo do
termo “lésbica” por habitantes da ilha e não mais por mulheres
homossexuais. Segundo os autores da ação, a população local se sente
agredida por ter sua designação – que é apenas um adjetivo de origem
geográfica – seqüestrada pelas sapatas gregas.
A vítima da ação judicial foi a União Grega dos Homossexuais e
Lésbicas (Olke, em grego) para que lhes seja impedido o uso do
termo. As discussões irão a tribunal agora partir de maio, em
Atenas.
Em
South Wales, Austrália, mães lésbicas terão agora os mesmos direitos
e responsabilidades legais que as mães heteros, situação já
existente em outras regiões da Austrália bem como na Nova Zelândia e
no Canadá. Segundo release do Procurador-geral de South Wales, John
Hatzistergos , a nova lei dará mais proteção às crianças em casos de
emergências médicas e outras situações onde seja necessário o
consentimento de um familiar para qualquer procedimento.
Tendo duas mães em termos legais, as crianças também terão, entre
outros, direitos iguais no que se refere à pensão em casos de
invalidez ou morte de alguma das familiares, direito à herança e
reconhecimento das mães por autoridades escolares. As crianças
poderão igualmente ser registradas em nome das duas mães, mesmo
não-biológicas, sendo essa medida inclusive retroativa.
Embora um avanço no que se refere aos direitos das lésbicas, a lei,
que entra em vigor em um ano, está sendo considerada discriminatória
porque não contempla os direitos dos pais gays.
Fonte: Monbiam (Sustenance for lesbian Moms)
22/04/08
Após
vencer um câncer de mama em 2006, Cynthia Nixon, 42, que interpreta
a Miranda, em Sex and City, decidiu se casar formalmente, em
Vermont, no Canadá, com Christine Marinoni, uma ativista da área de
educação que conheceu em 2004, após o fim de seu casamento
heterossexual.
Segundo o National Enquirer, o casal deseja uma cerimônia simples,
apenas para a família e amigos íntimos. Cynthia tem dois filhos,
Samantha e Charles Ezekiel com o professor de Inglês Danny Mozes.
25/04/08
A
Revista americana Out acaba de lançar sua lista das 50
personalidades homossexuais (gays e lésbicas) mais poderosas dos
Estados Unidos. Os candidatos foram escolhidos pelos seguintes
critérios:
Influência política; 2) reconhecimento popular e cultural; 3)
riqueza individual e 4) perfil pessoal.
14 mulheres lésbicas figuraram na lista, ficando o primeiro lugar
para Ellen DeGeneres, a comediante, apresentadora e a pioneira na
saída do armário nos Estados Unidos.
Leia mais sobre Ellen, clicando aqui.
Segundo a imprensa lésbica local, ficaram injustamente de fora da
lista Ilene Chaiken, a criadora da série The L Word, e Sarah Warn,
editora do site AfterEllen.com
Confira a lista das poderosas abaixo:
50.
Kelly Bush
47. Susan Arnold
46. Martina Navratilova
41. Carolyn Strauss
40. Christine Vachon
38. Lorri L. Jean
36. Annie Leibovitz
31. Rosie O’Donnell
30. Sheila Kueh
24. Suze Orman
18. Christine Quinn
17. Martha Nelson
13. Jodie Foster
1. Ellen DeGeneres
Pois,
é! Mesmo na ditadura comunista cubana sopram ventos progressistas.
Nada menos que a filha do atual presidente Raúl Castro, Mariela
Castro, sobrinha do tirano Fidel Castro, decidiu lutar pelos
direitos homossexuais no país caribenho.
Diretora do Centro Nacional de Educação Social (Cenesex), organismo
financiado pelo governo, Mariela tenta passar, na Assembléia
Nacional, projeto de lei que reconhece as uniões homoafetivas, com
direito à herança, e o direito dos transexuais a cirurgias de
mudança de sexo e de mudança de identidade.
Mariela reconheceu também os tempos mais sombrios do país, quando o
governo comunista de Fidel Castro perseguiu homossexuais, por
“desvio ideológico”, enviando-os para campos de reeducação e
reabilitação. Reconhece também que ainda hoje, embora a
homossexualidade não seja mais crime por aquelas bandas, não é muito
fácil ser gay ou lésbica em Cuba, com a comunidade glbt
preponderantemente no armário com medo da repressão policial.
Resta agora confirmar se a posição de Mariela significa mesmo um
sinal de abertura na ilha de Fidel ou uma simples mudança de
estratégia para ampliar o quadro de apoiadores do regime que há
quase 50 anos oprime o povo cubano.
Três apresentadores do mundo GLBT, do Grande ABC, comandarão o “Bee
Natural”, que será veiculado pela “UPTV”, primeira emissora de TV
via Internet do Grande ABCD.
A partir de 4/4, o público GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais,
Travestis, Transgêneros e Transexuais) terá mais uma opção de
entretenimento e informação na internet.
Com transmissão da “UPTV”, primeira emissora de TV via Internet do
Grande ABCD, o programa “Bee Natural” será lançado para representar
a comunidade GLBT da região. Terá programação diversificada e abrirá
espaço para que os internautas interajam, emitindo suas opiniões,
durante as entrevistas e debates sobre temas, que dizem respeito não
só ao público gay, mas, também, a toda população, como preconceito,
política, cultura, entretenimento, eventos, moda, sociedade, entre
outros.
“Bee Natural” será apresentado por Marcelo Gil, presidente da ONG
ABCD's - Ação Brotar Pela Cidadania e Diversidade Cultural, e pelas
drag's queens Stefanny´s Stryped e Rafaella Syndell. Será
transmitido todas as sextas-feiras, das 21h30 às 22h30, com reprises
às segundas-feiras, no mesmo horário, por meio do site www.uptv.com.br
O Superior Tribunal de Justiça pode definir na quinta-feira (3/4) se
união homossexual deve ser analisada pela ótica do Direito de
família. O processo está na pauta da 4ª Turma do Superior Tribunal
de Justiça e volta a ser analisado com o posicionamento do ministro
Massami Uyeda, cujo pedido de vista interrompeu a última sessão.
É a primeira vez que o STJ analisa o caso sob a ótica do Direito de
Família. Até então, a união homossexual vem sendo reconhecida pelo
Tribunal como sociedade de fato, sob o aspecto patrimonial.
Na Turma, a questão tem dois votos contrários ao conhecimento e um a
favor. O recurso discute o caso de um casal formado por um agrônomo
brasileiro e um professor canadense. Eles propuseram ação
declaratória de união estável na 4ª Vara de Família de São Gonçalo
(RJ). Alegam que vivem juntos desde 1988, de forma duradoura,
contínua e pública.
O objetivo principal do casal era pedir visto permanente para que o
estrangeiro pudesse viver no Brasil, a partir do reconhecimento da
união. Mas, a ação, no entanto, foi extinta sem julgamento do mérito
pelo Judiciário fluminense.
No STJ, o relator Antônio de Pádua Ribeiro, atualmente aposentado,
votou pela concessão do recurso, afastando o impedimento jurídico
para que o pedido seja analisado em primeira instância. Para ele, a
impossibilidade jurídica de um pedido só ocorre com expressa
proibição legal.
Depois de analisar diversos dispositivos, ele disse não ter
encontrado nenhuma proibição ao reconhecimento de união estável
entre pessoas do mesmo sexo. A legislação só se refere a casais de
sexo oposto. Por isso, acatou o recurso para que o juízo de primeiro
grau analise o mérito do pedido de reconhecimento.
O ministro Fernando Gonçalves, contudo, votou em sentido contrário.
Para ele, a Constituição é bem clara ao tratar do assunto quando se
refere ao reconhecimento da união estável entre homem e mulher como
entidade familiar. Dessa forma, mantém a extinção da ação
determinada pela Justiça do Rio de Janeiro. O entendimento foi
seguido pelo ministro Aldir Passarinho Junior.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu que o Supremo
Tribunal Federal (STF) aplique o regime jurídico das uniões
estáveis, previsto no artigo 1723 do Código Civil, às uniões
homoafetivas de funcionários públicos civis do estado.
O pedido do governador foi feito por meio de uma Argüição de
Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 132), instrumento
jurídico próprio para evitar ou reparar lesão a preceito fundamental
resultante de ato do Poder Público.
No caso, diz o governador, são violados os preceitos
constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e o
direito à liberdade. Para ele, a situação também atinge o princípio
da segurança jurídica, especialmente porque há manifestações
díspares do Poder Judiciário sobre o tema.
Na ação, Cabral solicita que o Supremo conceda liminar para validar
decisões administrativas do governo que equiparam as uniões
homoafetivas às uniões estáveis e para suspender o andamento dos
processos e os efeitos de decisões judiciais contra os atos
administrativos em questão.
O representante de uma ação de união estável de um casal gay, o
advogado Rodrigo Garcia Antunes, apresentou a mesma, em 2006, na 3ª
Vara de Família de Curitiba, tendo sido o processo, no entanto,
encaminhado para a Vara Cível que se considerou, num primeiro
momento, a instância competente para julgar o processo.
Entretanto, o juiz da 2º Vara Civil declarou que a competência é da
Vara de Família, fazendo que a ação fosse parar no Tribunal de
Justiça do Paraná (TJPR).
No TJPR, o relator da ação, desembargador Mario Rau, em seu
relatório afirmou que: "Não há mais como não se reconhecer que as
uniões afetivas entre pessoas do mesmo sexo são uma realidade nos
dias atuais e não pode, o operador de direito, à custa de manter
intacto determinado dispositivo legal manter à margem do Direito e
da própria sociedade os anseios daqueles que não se enquadram no
conceito tradicional da família". O desembargador Rau termina seu
relatório determinando que ação é de competência da Vara de Família,
reconhecendo a união homossexual como entidade familiar.
O advogado Rodrigo Garcia Antunes ressalta a importância desta
decisão judicial, "Nós que vivemos em um Estado democrático de
direito temos que entender que a Justiça é igual pra todos. Esta
decisão reconhece que casais homossexuais são uma entidade familiar
e permitirá que casos semelhantes sejam julgados pela Vara de
Família, o que se configura como um grande avanço do poder
judiciário do nosso estado" diz Garcia Antunes.
O autor da ação, Luiz Almir M. Barreto, vê a decisão do TJPR como de
extrema importância por reconhecer que casais gays são uma entidade
familiar, como na união estável entre casais heterossexuais."Espero
que meu caso sirva de exemplo e incentive pessoas que se encontram
na mesma situação a buscarem a justiça" diz Luiz Almir.
Fonte: Tribunal de Justiça do Paraná, 24/01/2008
Pensão por união lésbica em Alagoas
A Justiça Federal em Alagoas concedeu benefício previdenciário de
pensão por morte à Maria José Marques Ferreira, 67 anos, que
conviveu por mais de 38 anos com a ex-segurada e aposentada do
Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Josefa Lopes
Ferreira, de 72 anos, falecida em setembro de 2006.
Embora, quando requerido da primeira vez, seu pedido de pensão ao
INSS tenha sido indeferido, sob alegação de falta de documentos que
fundamentassem a união estável, Maria comprovou a união ao
apresentar fotografias dela e da companheira com dedicatórias
datadas de 1985, comprovantes de mesmo endereço desde o início da
união, correspondências, além da escritura de lote de terreno
financiado e procuração para recebimento do benefício no INSS.
Em audiência de conciliação pela juíza Cíntia Menezes Brunetta,
presidente do Juizado Especial Federal II, com a participação do
procurador do INSS, Ricardo Patriota Carvalho e a parte. Maria teve
enfim seu direito previdenciário assegurado.
Segundo informações do procurador do INSS, Ricardo Carvalho, apesar
de não haver lei específica para casos de benefícios previdenciários
em uniões afetivas envolvendo pessoas do mesmo sexo, existe
instrução normativa do Instituto, além de jurisprudência com
decisões judiciais favoráveis.