Me vi quase que por completo na situação da Ju. Aos meus 15, 16, minha mãe pegou uma carta de minha namorada na época e teve aquele ataque típico... Tentava me forçar a acreditar que era apenas uma fase; tentou me impor tratamento psicológico; controle de amigos e celular; e de forma ridícula tentava me incentivar a um namoro hetero. Felizmente sobrevivi a isso, e hoje aos 19 anos a situação se inverteu. Ela tenta me fazer falar abertamente, já me fez perguntas direitas, mas não consigo me assumir declaradamente. Deixo apenas nas entrelinhas e ela vem aceitando (agora) numa boa, até se simpatizou com a norinha. Às vezes brigo com minha namorada e tudo o que + quero é o apoio e conselhos da minha mãe, e não o tenho ainda porque não me abro com ela. O que me diferencia da Ju foi o meu começo conturbado.
Não e fácil ser satapao,,,mais e assim mesmo...dias melhores viram.....
É, Pâmela. A Ju tem outro sofrimento. O sofrer de todo adolescente. De fato ter o apoio da mãe em um momento tão importante como esse é importante. Mas será que ter apoio sem querer também não é sofrimento? Você já sofreu, eu também e este é o momento do sofrer da Ju (um pouco diferente, mas tão doloroso quanto o nosso). Ah, e não queira ter uma mãe como a da Ju... ela é bacana pra caramba, gente boa, pra frente, vai a passeata, é super moderninha... mas ela sufoca os filhos com o desejo materno de saber tudo da vida de seus filhos. Vc não ia querer, tenho certeza...rsrsrs
Realmente a 'Ju' foi uma menina de muita sorte. Quando EU tinha 14 anos e me assumi para meus pais, e apareci com uma namorada, foi aquele 'rebuliço'. Apanhei, fiquei presa dentro de casa, o bairro inteiro ficou sabendo, minha mae começou a ter crises, e meus irmaos nao se conformavam com a minha 'burrice'. E no fundo, o que eu mais queria mesmo, era abraçar minha mae, deitar no colo dela e contar sobre a minha namorada, e como eu era apaixonada por ela, e como a gente se entendia, e como era legal estarmos juntas, e contar também, que até hoje eu nunca tinha sentido nada igual. Mas foi tudo ao contrário. Revoltas, brigas e etc... Hoje tenho apenas 17 anos (nao faz muito tempo.) E estou mais livre, meus pais jogaram minha 'situação' na mao de Deus, dizendo que ele irá me curar. Meu pai nao aceita, minha mae também nao. Mas o resto da familia é normal. Graças a Deus tive o apoio de muita gente. E eu definitivamente, queria ter uma mae como a da Ju.