Boas Festas e um Feliz 2014

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013 0 comentários


O Um Outro Olhar entra em breve recesso até dia 6 de janeiro, quando volta ao seu ritmo normal. Agradecemos a todas as leitoras e todos os leitores pela companhia em 2013 e desejamos um 2014 pleno de saúde e realizações em todos os aspectos da vida.

Até 2014. Um abraço!

Míriam Martinho

Tribunal da União Europeia decide que todos os estados-membros devem dar licença de casamento a funcionários LGBT

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013 0 comentários

Frédéric Hay denunciou ter sido discriminado e ganhou a causa

Tribunal dá razão a funcionário francês e estende regra a todos os estados-membros, mesmo aos que não reconhecem casamento homossexual

Frédéric Hay, funcionário francês do Crédit Agricole, sentiu-se discriminado por o banco lhe negar benefícios para trabalhadores casados, depois de ter celebrado uma união de facto com outro homem. Denunciou o caso ao Tribunal da União Europeia, que agora decidiu a seu favor, reconhecendo os seus direitos e concluindo estar perante uma discriminação por orientação sexual. E, por arrasto, por uma questão de jurisprudência, os estados-membros que ainda não reconheçam o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo terão de aplicar as mesmas vantagens a quem celebra uma união civil na ausência de outra alternativa.

O casal em causa celebrou em 2007 uma união de facto, numa altura em que França ainda não tinha aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O contrato colectivo de trabalho da instituição bancária previa para os funcionários recém-casados dez dias de licença e uma remuneração proporcional aos meses de antiguidade, o que para este trabalhador correspondia a 2 637,85 euros (cerca de R$8500,00). Por ter celebrado uma união civil, e não um matrimónio, a empresa recusou ceder-lhe aquele benefício. Em 2008, o banco até veio a alterar as normas para equiparar os dois tipos de uniões, mas Frédéric Hay voltou a não receber qualquer benefício porque as regras foram aplicadas sem carácter retroactivo.

Perante a denúncia, o Tribunal Europeu de Justiça decidiu que os direitos laborais de pessoas casadas e de pessoas do mesmo sexo que celebrem uma união civil - em estados-membros onde a legislação não permita o casamento homossexual - devem ser considerados iguais. "A legislação de um Estado-membro que atribui unicamente aos trabalhadores casados o direito a benefícios", sempre e quando esse respectivo país não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, "cria uma discriminação directa por motivo de orientação sexual em prejuízo dos trabalhadores homossexuais em união de facto", considerou o tribunal. O direito à união, para os juízes de Luxemburgo, opõem-se assim ao contrato colectivo que estava então em vigor no banco francês por distinguir uniões de facto de casamentos.

Este foi o último passo da batalha jurídica travada por Frédéric Hay, também militante de uma associação de direitos dos homossexuais. A corrida começou no Tribunal do Trabalho e prosseguiu com dois recursos para os tribunais superiores. O Cour de Cassation, a mais alta instância judicial em França, dirigiu-se então ao Tribunal Europeu, pedindo orientações sobre a interpretação do direito europeu em matéria de discriminação. Agora, o tribunal francês terá de resolver o litígio, aplicando o entendimento do tribunal do Luxemburgo. Entretanto, o funcionário também já tinha recorrido à Alta Autoridade de Luta contra a Discriminação e pela Igualdade - a Halde - que concluiu igualmente estar a ser vítima de discriminação.

A França só legalizou os casamentos homossexuais em Maio de 2013, depois da Bélgica, Dinamarca, Holanda, Portugal, Espanha e Suécia.

Fonte: IOnline, Sílvia Caneco, 16/12/2013

Sob pressão das igrejas evangélicas, Uganda aprova lei que pune com prisão perpétua alguns atos homossexuais

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013 4 comentários

Destaque: As críticas gerais e a resistência do Executivo, que não queria criar desavenças com doadores ocidentais, postergaram o exame da medida. No entanto, o Parlamento também estava sob pressão das igrejas evangélicas para aprovar a lei.
A homossexualidade já era proibida em Uganda, mas a nova lei bane a "promoção" de direitos dos gays e pune quem "financia", "patrocina" ou "estimula" homossexualidade.
Uganda aprova lei que pune com prisão perpétua alguns atos homossexuais

O Parlamento de Uganda aprovou nesta sexta-feira uma lei que torna alguns atos homossexuais puníveis com prisão perpétua, disse uma porta-voz do Legislativo, numa medida que aumenta o alarme entre os gays, que já têm medo de expressar abertamente a sua sexualidade.

Proposta ao Parlamento em 2009, o projeto inicialmente previa pena de morte para alguns atos homossexuais no conservador país africano.

Uma emenda posterior tirou a possibilidade de pena de morte, mas incluiu a prisão para os condenados, incluindo prisão perpétua para o que foi chamado de homossexualidade agravada.

Países como os Estados Unidos já haviam criticado a medida quando ela tramitava no Parlamento. A Alemanha cortou ajuda financeira para Uganda no ano passado, citando o projeto como uma de suas preocupações.

As críticas gerais e a resistência do Executivo, que não queria criar desavenças com doadores ocidentais, postergaram o exame da medida. No entanto, o Parlamento também estava sob pressão das igrejas evangélicas para aprovar a lei.

A homossexualidade já era proibida em Uganda, mas a nova lei bane a "promoção" de direitos dos gays e pune quem "financia", "patrocina" ou "estimula" homossexualidade.

A homossexualidade é um tabu em muitos países africanos. Ela é ilegal em 37 nações do continente.

Fonte: Estado de São Paulo, 20/12,2013, Elias Bieryabarema- Reuters

Projeto contra a homofobia foi apensado à proposta de reforma do Código Penal onde bancada religiosa já conseguiu retirar trechos sobre aborto e homofobia

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 0 comentários

Manifestação recente na Comissão de Direitos Humanos pela aprovação do projeto contra a homofobia

Após anos de tramitação no Congresso Nacional, o plenário do Senado aprovou na terça-feira (17/12) o apensamento do projeto contra a homofobia (PLC 122/2006) à proposta de reforma do Código Penal (PLS 236/2012), onde a bancada religiosa já conseguiu retirar trechos dos textos sobre aborto e homofobia.

E agora as opiniões se dividem. Para o relator do projeto que criminaliza a homofobia no país, senador Paulo Paim (PT-RS), a batalha apenas teria mudado de campo, pois o PLC 122 não está enterrado e passará a ser discutido em 2014 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O apensamento para o Código Penal leva tanto o relatório aprovado pelo plenário como o PLC 122 para a CCJ. 

Para ativistas LGBT, em nota de repúdio, o apensamento se configurou numa claríssima estratégia dos opositores do PLC 122/06 para procrastinar a discussão, já que a deliberação definitiva de um código é demorada e que obviamente o autor do apensamento irá se opor à referida criminalização quando ela for debatida no futuro.

Abaixo dois artigos sobre o apensamento e a retirada de trechos sobre aborto e homofobia do projeto de reforma do código penal.

Projeto que criminaliza homofobia vai tramitar em conjunto com novo Código Penal
O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (17), com 29 votos favoráveis, 12 contrários e 2 abstenções, requerimento do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) para que o projeto que criminaliza a discriminação de homossexuais (PLC 122/2006) seja apensado à proposta de reforma do Código Penal (PLS 236/2012).

O senador Eduardo Lopes destacou que o Código Penal já trata do assunto ao tipificar criminalmente a intolerância, o racismo e todo tipo de violência. Ele explicou que, por versarem sobre temas correlatos, não há sentido para que as proposições tramitem separadamente. Em apoio a Eduardo Lopes, o senador Magno Malta (PR-ES) disse que a criminalização da homofobia depende da tipificação desse crime no Código Penal, o que justifica o apensamento.

Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Paulo Paim (PT-RS) se manifestaram contrários ao requerimento por acreditarem que a tramitação conjunta enfraquecerá o debate da criminalização da homofobia.

Paulo Paim disse que o requerimento perdeu o seu objeto, já que a comissão especial de senadores criada para examinar o PLS 236/236 já aprovou, nesta terça-feira (17), o relatório final elaborado pelo senador Pedro Taques. Para ele, a melhor saída seria a Comissão de Direitos Humanos (CDH) votar o PLC 122/2006 e a próxima comissão a analisar a matéria conforme a determinação inicial, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), decidir sobre a tramitação conjunta ou separada das propostas.

Fonte: Agência Senado, 17/12/2013

Código Penal: relator retira trechos sobre aborto e homofobia

Uma comissão especial do Senado aprovou, nesta terça-feira, 17, o relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT) ao projeto de reforma do Código Penal. O senador retirou do seu parecer trechos que, de acordo com parte dos senadores e movimentos religiosos, poderiam flexibilizar as legislações que tratam sobre aborto e homofobia. O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário da Casa. Depois, segue para a apreciação da Câmara.

Entre as mudanças inseridas por Taques, permaneceu a tipificação do crime de doação eleitoral ilegal, com o objetivo de ampliar a punição aos caixas dois de campanha. A pena é de prisão de dois a cinco anos para quem fizer “doação eleitoral em desacordo com a lei”. O texto também prevê o crime de enriquecimento ilícito de servidores públicos, que pode levar à prisão de dois a cinco anos, além da perda dos bens.

Aborto

Na sessão de hoje, o relator retomou a redação atual do Código Penal referente ao aborto. A lei prevê que não há penalização quando a gravidez oferece risco à vida da mãe ou quando é resultado de estupro.

Taques havia reformulado esses trechos em sua proposta, prevendo a exclusão de crime quando houvesse “risco à saúde da gestante” ou quando a gravidez resultasse de “violação da dignidade sexual ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida”. A bancada religiosa alegou que a redação abria brecha para novos entendimentos e o argumento foi acatado pelo relator.

Apesar das pressões dos grupos conservadores, Pedro Taques manteve o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de que há a possibilidade de aborto de feto anencéfalo ou que possui anomalia que inviabilize a sobrevivência do bebê após o parto. O texto prevê que esses casos precisam ser atestados por dois médicos.

“Nós temos aqui posições filosóficas, políticas, ideológicas que merecem ser respeitadas. Mas a decisão do Supremo é o limite", disse.

Homofobia

O senador também apresentou alteração ao artigo que trata sobre a criminalização da homofobia. Pedro Taques retirou a expressão “gênero”, mas manteve o crime para preconceito de “identidade ou orientação sexual”. Para a bancada religiosa, o texto anterior poderia abarcar outras questões, como o casamento civil entre homossexuais.

A mudança foi criticada por senadores. “Ao excluir do Código Penal essa questão, nós estaremos excluindo diversas pessoas”, declarou a senadora Ana Rita (PT-ES). “A lei penal tem que criminalizar quem comete crimes de ódio”, defendeu o líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP).

O relator ressaltou que haverá espaço para discutir os impasses ao longo da tramitação do projeto no Congresso. “O importante aqui é que nós possamos avançar. Porque o código tem 529 artigos. Existem dez, 15 pontos, dos 529, que não existe consenso”, declarou. 

Fonte: Valor Econômico, (Yvna Sousa | Valor), 17/12/2013

Padre ultraconservador quer aliança política entre católicos e evangélicos para combater movimento homossexual que visaria destruir a família e a moral judaico-cristã

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 6 comentários

Padre explica a importância da aliança política entre católicos e evangélicos
Padre propõe aliança política
entre católicos e evangélicos

Padre explica a importância da aliança política entre católicos e evangélicos

Ele cita a forte influência de movimentos homossexuais que querem destruir os valores judaico-cristãos

O padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior postou um vídeo em seu canal no Youtube falando sobre a união entre católicos e evangélicos na política nacional.

Ele lembrou que há muitas pessoas que não aceitam essa aliança e até torcem contra ela. Azevedo Júnior propõe deixar de lado o que divide as duas crenças para buscar o bem comum. O padre se refere ao movimento homossexual que tem como objetivo destruir o patrimônio moral do ocidente.

“Um bando de celerados colocou na cabeça ‘que a moral judaico-cristã só fez desgraça, então nós temos que acabar com ela’, e acabar com a moral judaico-cristã é acabar também com essa instituição chamada família”, disse.

O pároco comenta que a maior parte da população é a favor da moral judaico-cristã e da família e para não deixar que católicos e evangélicos lutem por ela, elas estão dispostos a colocar as duas religiões uma contra a outra.

“Nós precisamos nos unir para que isto não seja destruído”, disse ele pedindo apoio também dos grupos espíritas que também estão empenhados a defender a família.

O padre, que já gerou polêmica ao chamar os protestantes de “otários”, disse que apesar das diferenças religiosas, os dois grupos precisam se unir para defender a família e a moral judaico-cristã.

“Nós católicos e os evangélicos estamos perfeitamente de acordo que neste campo (de crenças) não tem acordo. Mas não é neste campo que queremos firmar este acordo, é no campo político”, disse ele. O desafio dessa aliança polícia é aprender a respeitar as diferenças religiosas de ambas as partes e assim construírem uma força que vai salvar os valores morais da civilização.

“Nós vemos a nova invasão dos bárbaros”, disse ele se referindo ao movimento homossexual. “Mas não são bárbaros que vêm com a guerra, mas são bárbaros que vêm com a língua bifurcada como a serpente. Todos eles têm a língua bifurcada, eles dizem uma coisa, que para a população significa uma coisa, mas para eles outra”.

Ricardo Azevedo chama a atenção para a imposição do termo “identidade de gênero” que pode parecer tratar de igualdade entre homens e mulheres, mas que na verdade significa “transformar nossas escolas em fábricas de pessoas versáteis sexualmente”.

“O que eles estão planejando é acabar com a instituição familiar e para acabar com a instituição familiar eles precisam acabar com o papel de marido, mulher, macho, fêmea, filho, pai e mãe”, alerta.

No final do vídeo ele reafirma que os cristãos não aceitam esse tipo de ideologia e isso não significar desrespeitar as minorias. “Iremos respeitar todos os tipos de pessoas, mas não podemos tolerar é que as nossas escolas se transformem em fábricas de destruição do patrimônio moral”.

 

Manual para empresas sobre como lidar com direitos de funcionários LGBT

terça-feira, 17 de dezembro de 2013 0 comentários

Manuel Lopez faz parte do Glad, grupo de funcionários gays da Dow
Manuel Lopez faz parte do Glad, grupo de funcionários gays da Dow

Empresas lançam movimento para ampliar direitos de gays
O Instituto Ethos, que une empresas para discutir responsabilidade social, lançou na última semana um manual sobre como lidar com direitos de funcionários gays -40 companhias ajudaram a formular o documento.

Segundo Jorge Abrahão, presidente do instituto, o guia define dez compromissos que as corporações podem adotar para garantir direitos desses profissionais, como incluir o parceiro no plano de saúde.

Entre eles, está o comprometimento explícito da diretoria e a promoção de ações de desenvolvimento profissional. O Ethos não sugere um plano de carreira específico, conta Abrahão, mas, sim, que a empresa consiga criar um ambiente favorável para que eles se sintam livres.

Ele considera que houve avanços na promoção de direitos de outros segmentos, como negros e mulheres, e que, agora, "a questão LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e transexuais] é a fronteira".

"O 'T' é o que mais necessita de políticas específicas, mas o 'L', o 'G' e o 'B' também", diz o executivo.

Em um vídeo de apresentação do manual, que o Ethos publicou no YouTube, Guilherme Bara, coordenador de diversidade da empresa química Basf, afirma que não é raro conversar responsáveis por seleção de candidatos e ouvir comentários como "o candidato era muito bom, mas era muito gay".

Uma das práticas que o manual recomenda para combater isso é a criação de grupos de trabalhadores LGBT.

Na Dow, o Glad (sigla para gays, lésbicas e aliados na Dow) foi criado há pouco mais de um ano e hoje tem 90 membros. Um deles, o gerente de contas Manuel Lopez, 43, conta que o grupo atua para conscientizar colegas com filmes e palestras.

Apesar de dizer que passou a ser mais respeitado quando revelou sua orientação sexual na empresa, Lopez afirma que o grupo não tem a intenção de ajudar gays a sair do armário.

"É uma questão muito pessoal, mas, no meu caso, foi um benefício. Passei a ser visto como mais autêntico."

Eles também organizaram um treinamento para que chefes aprendam a lidar com funcionários LGBT.

Fonte: Folha de São, Felipe Gutierrez, 15/12/2013

Por reeleição de Dilma, governo do PT rifa direitos LGBT outra vez

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 1 comentários

Pelo telefone, a ministra Ideli Salvatti orientou bancada a só votar a proposta depois das eleições,
condição imposta por evangélicos em troca de apoio para a reeleição da presidente

Por Míriam Martinho

Obviamente ideologia é mero discurso para um partido cujo único objetivo é a permanência no poder a qualquer custo. Enquanto vituperam contra azelites, petistas vivem de beijos e abraços com empresários amigos, gente graúda com quem mantém negócios fabulosos à custa do dinheiro público. Enquanto ainda posam de defensores dos direitos humanos, por meio de ações individuais de parlamentares petistas, obedecem aos ditames da bancada evangélica em Brasília, o suprassumo do obscurantismo contra a igualdade de direitos entre os seres humanos. 

Ainda nas eleições de 2010, Dilma já tinha assinado termo por escrito selando sua aliança com os fundamentalistas evangélicos. E durante seu governo tem se mantido fiel ao acordo feito, criando obstáculos ao avanço de projetos LGBT sempre que a bancada evangélica a pressiona.

Infiltrado de petistas e de membros de outros partidos, o movimento LGBT perdeu totalmente a autonomia imprescindível para a vitalidade de uma força política real. Institucionalizou-se, no sentido de que existem inúmeros órgãos governamentais (comitês, conselhos, centros, defensorias) tidos como LGBT, mas que não refletem uma estrutura de base capaz  de emplacar candidatos homossexuais para o Congresso Nacional. Sem base civil e parlamentar, não tem poder de barganha e depende da boa vontade de parlamentares engajados na questão dos direitos humanos, mas que, por sua vez, também são enquadrados por seus partidos de acordo com os interesses dos mesmos. Trata-se de um círculo vicioso.

Portanto, a recente notícia de que o Planalto freiou o projeto que criminaliza a homofobia, por medo de perda do apoio dos evangélicos nas eleições de 2014, não deveria espantar a ninguém dado o quadro descrito. Espantoso de fato é ver ativista LGBT ou pelos direitos LGBT que diz que ainda vai votar no partido da estrelinha. Será Síndrome de Estocolmo?

Por 2014, Planalto freia projeto que criminaliza homofobia

Preocupado com o risco de ficar sem o apoio de evangélicos na campanha para a reeleição da presidente Dilma Rousseff no próximo ano, o governo começou a orientar a base no Senado a ceder ao desejo dos religiosos e não votar neste ano do projeto que criminaliza a homofobia (PLC-122).

Como parte da estratégia para orientar a bancada, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, entrou em campo nesta semana. Ela telefonou para senadores governistas para pedir que a proposta fosse deixada para depois das eleições ou, de acordo com relatos de senadores, quando houver consenso sobre o assunto.

O acordo pedido pela ministra teria que conciliar interesses das igrejas e dos gays, até agora considerados pelos dois lados como inconciliáveis. A proposta também é um pleito histórico no PT, que se antecipou à movimentação do Planalto e divulgou na semana passada uma nota na qual reforça a posição em favor da votação do projeto.

“O Planalto tem afirmado que se houver ameaça a liberdade de expressão das igrejas, o relatório deve ser melhorado”, defendeu o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PT-PI). “Não acredito que haja alguma igreja que defenda o ódio”, argumentou.

O pedido de Ideli atende diretamente às exigências dos religiosos que não querem permitir avanço na tramitação da proposta. Na quarta-feira (11), na reunião da Comissão de Direitos Humanos, o senador e relator, Paulo Paim (PT-RS), driblou as manobras tentadas pelos evangélicos para protelar a votação e conseguiu ler o relatório.

Os evangélicos, que haviam tentado esvaziar o quórum necessário para a votação, tiveram que recorrer para o último pedido de vista do documento. Regimentalmente, os evangélicos não podem mais se utilizar deste recurso para protelar as votações. “Foi uma vitória poder ler o relatório e ainda fazer com que os evangélicos usassem o pedido de vista. Li e colocamos em votação. Ainda temos a próxima semana para colocar o texto em votação”, considerou Paim.

A presidente da comissão, senadora Ana Rita (PT-ES), informou que está disposta a colocar o relatório em votação na próxima sessão da comissão, na quarta-feira (18).

Divergências

A posição do Planalto a favor do adiamento da votação ocorreu mesmo após a flexibilização da proposta apresentada por Paim. Para tentar aprovar seu relatório na comissão até o fim deste ano, Paim retirou do texto a palavra “homofobia”, incluiu artigos que resguardam a liberdade de expressão em eventos religiosos e que definem o “respeito” a templos e eventos religiosos no caso da manifestação de afetividade por parte de homossexuais. O senador também ampliou os tipos de preconceito a serem tratados na lei.

Consenso sobre o assunto não há nem entre gays e religiosos, nem entre senadores da base, nem entre senadores do próprio PT que integram a comissão. Ana Rita e Paim são os únicos titulares petistas a defenderem a aprovação da proposta. O senador Walter Pinheiro (PT-BA), que é evangélico, se alinha à posição defendida pelo Planalto nos bastidores e à de Wellington Dias, a favor do adiamento da votação até que se forme o consenso.

Paim acredita que tem como aprovar seu texto na comissão com apoio da maior parte do colegiado. Em apoio ao relatório, já se manifestaram informalmente os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Randolfe Rodrigues (PSOL-AC), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Davim (PV-RN).

Condição

O condicionamento do apoio à reeleição de Dilma Rousseff à rejeição ou adiamento da votação da proposta foi apresentado ao Planalto por senadores que estão na linha de frente do lobby das igrejas. Um deles é o senador Magno Malta (PR-ES), pastor da Igreja Batista. Malta não faz segredo da exigência.

“Não adianta na época de eleições tomar café com pastor, visitar as igrejas e depois de eleitos, defenderem projetos contra a família, da forma que foi concebida por Deus. Nós vamos nos posicionar contrários aos políticos que defendem essa ideologia homossexual. No segundo turno das eleições, andei este país inteiro com a Dilma, mas agora ninguém vai me usar mais”, reclamou o senador.

Na semana passada, Wellington Dias, que é católico, viajou ao Espírito Santo para se encontrar com Magno Malta. Os dois trataram da estratégia para barrar a aprovação da proposta e Malta aproveitou para colocar sua posição em relação ao apoio dos evangélicos na corrida eleitoral para a Presidência da República.

Gim Argello (PTB-DF) foi relator da lei que incluiu a música gospel entre os projetos culturais que podem ser financiado pela Lei Ruanet. Ele também manteve interlocução com o Planalto exigindo que a proposta não fosse levada a frente.

Outro senador que tem atuadopara barrar a proposta é Eduardo Lopes (PRB-RJ), pastor da Igreja Universal, que substituiu no mandato Marcello Crivella quando o bispo se licenciou para assumir o Ministério da Pesca no governo de Dilma Rousseff.

Eduardo Lopes argumentou que a proposta de criminalização não deveria ser tratada fora das alterações no Código Penal e que, por isso, deveria ser arquivada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. O projeto já foi aprovado na Câmara e antes de chegar ao plenário do Senado terá que ser aprovado pela CDH e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Fonte: Último Segundo, por Luciana Lima  | 13/12/2013

Supremo Tribunal da Austrália anula autorização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na capital do país

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 0 comentários

Casal gay mal teve tempo de comemorar o casamento oficial. Foi bom enquanto durou.

Austrália mantém proibição do casamento homossexual
Em outubro, a Assembleia Legislativa do território de Canberra havia autorizado o casamento gay e a lei entrou em vigor no sábado passado apenas neste estado

O Supremo Tribunal da Austrália anulou nesta quinta-feira (12/12) a autorização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na capital do país, Canberra, ressaltando que é o Parlamento que deve autorizar estas uniões, atualmente proibidas em nível federal.

Em outubro, a Assembleia Legislativa do território de Canberra havia autorizado o casamento gay e a lei entrou em vigor no sábado passado apenas neste estado. Logo depois da meia-noite desse dia muitos casais selaram sua união.

Mas o governo recorreu à justiça para anular estes 27 casamentos homossexuais. Na Austrália, a lei federal rege os casamentos, e não a dos seis estados e dois territórios que compõem o país.

Na maioria dos estados estão autorizadas as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, com os mesmos direitos concedidos pelo casamento. No entanto, o casamento homossexual está explicitamente proibido na Austrália desde uma modificação da lei em 2004, que relata que o casamento é a união de um homem e uma mulher.

"A lei sobre o casamento não é válida para a formação ou o reconhecimento do casamento para casais do mesmo sexo", declarou nesta quinta-feira o tribunal, que adotou esta decisão por unanimidade.

"Segundo a Constituição e a lei federal como existem atualmente, uma autorização legal do casamento homossexual depende do Parlamento federal", acrescentaram os juízes.

Se a mais alta jurisdição do país tivesse apoiado a lei votada em Canberra, teria aberto caminho para leis similares nos outros estados e territórios, o que teria significado uma pressão adicional sobre o Parlamento, afirmam os analistas.

A decisão do Supremo Tribunal significa que os casamentos dos 27 casais homossexuais celebrados nos últimos dias em Canberra são declarados inconstitucionais e, portanto, serão anulados.

"Em menos de uma semana casamos e depois 'descasamos', ao menos do ponto de vista legal", declarou Ivan Hinton, que se casou com Chris Teoh.

"Continuamos casados. Me comprometi com Chris e prometi a ele passar o resto da minha vida ao seu lado (...) Mas hoje não é um bom dia", acrescentou.

Rodney Croome, defensor dos direitos dos homossexuais, considera que a causa do casamento homossexual avança na Austrália.

"Pela primeira vez, pessoas do mesmo sexo se casaram em território australiano", declarou este ativista, e estas celebrações mostraram que o casamento homossexual não é "um tema político", mas "uma questão de amor, compromisso, família e igualdade".

Várias associações religiosas, entre elas o Grupo de Pressão Cristã australiano, comemoraram a decisão do Supremo Tribunal e afirmaram que o casamento homossexual não é alvo de discussão para a maioria dos habitantes e que já é "hora de virar a página".

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbot, à frente de um governo conservador, se pronunciou contra a autorização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Sua própria irmã, homossexual, está comprometida e espera poder se casar.

A Nova Zelândia, vizinha da Austrália, se converteu em abril de 2013 no primeiro país da região Ásia-Pacífico e no 15º do mundo a legalizar o casamento homossexual, unindo-se à Espanha, Uruguai, Argentina, Canadá, Portugal, França, Grã-Bretanha, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia e África do Sul.

Nos Estados Unidos, 16 Estados também legalizaram o casamento entre pessoas do mundo sexo.

Fonte: Correio Brasiliense, 12/12/2013
 

Absurdo: Índia decide recriminalizar relação homossexual

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 0 comentários

Índia decide restabelecer lei que criminaliza relação homossexual

Mesmo enfrentando forte oposição de ativistas dos direitos homossexuais, a Suprema Corte da Índia decidiu restabelecer uma lei que criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo.

A decisão reverteu uma ordem emitida por um tribunal de Nova Déli que, em 2009, havia descriminalizado a prática.

Em sua defesa, a Suprema Corte da Índia afirmou que caberia ao Parlamento legislar sobre o assunto.

O artigo 377 da lei, promulgada há 153 anos, considera que as relações homossexuais são "uma ofensa natural", puníveis com até dez anos de prisão.

Vários grupos religiosos, sociais e políticos tinham enviado petições à Suprema Corte para que a lei fosse restabelecida após a decisão tomada em 2009.

Correspondentes afirmam que, embora raramente tenha sido empregada para processar alguém envolvido em sexo consensual, a lei é frequentemente usada pela polícia para constranger homossexuais.

A homossexualidade ainda é um tabu na Índia e muitas pessoas consideram ilegítimas relações entre pessoas do mesmo sexo.
'Dia negro'

"Cabe ao Parlamento legislar sobre esse assunto", afirmou GS Singhvi, presidente da Suprema Corte da Índia, sobre a decisão tomada um dia antes de sua aposentadoria.
"A legislação deve considerar retirar essa provisão (Artigo 377) da lei pelas recomendações do procurador-geral", acrescentou ele.
O Ministro da Justiça da Índia, Kapil Sibal, afirmou a jornalistas que o governo deve respeitar a ordem, mas não disse se há planos de fazer alguma emenda à lei. Os correspondentes dizem que qualquer nova legislação teria poucas chances de ser aprovada – uma vez que as eleições gerais estão marcadas para o ano que vem.

Ativistas de direitos gays descreveram a decisão da Suprema Corte na última quarta-feira como "decepcionante" e afirmaram que vão formalizar um pedido para que o tribunal reveja sua decisão.

"Tal decisão nos pegou totalmente de surpresa. Foi um dia negro", definiu Arvind Narrain, advogado do grupo de direitos homossexuais Alternative Law Forum.

"Nós estamos muito irritados com o retrocesso dessa corte", acrescentou ele.

Em nota, G Ananthapadmanabhan, chefe-executivo da Anistia Internacional na Índia, afirmou que a decisão é "duro golpe" para os direitos das pessoas à igualdade, privacidade e dignidade.
É difícil não se sentir desestimulado por este julgamento, que representa um retrocesso de anos em um país comprometido com a proteção dos direitos humanos mais básicos, acrescentou ele, no comunicado.
Entretanto, a decisão da Suprema Corte foi festejada por grupos religiosos, especialmente líderes das comunidades cristã e muçulmana do país, que haviam manifestado oposição à ordem do tribunal de Nova Déli.
A Suprema Corte decidiu restabelecer tradições que atravessam séculos na Índia. A corte não está suprimindo o direito de nenhum indivíduo. Pelo contrário, está levando em conta as crenças e valores de uma grande maioria do país, afirmou à BBC Zafaryab Jilani, membro do All India Muslim Personal Law Board, entidade não-governamental que defende a aplicação das leis islâmicas na Índia.
Em sua decisão de 2009, a Alta Corte de Noa Déli havia descrito o artigo 377 como discriminatório e afirmado que o sexo gay consentido entre dois adultos não deveria ser tratado como crime.

Naquela ocasião, a ordem fora ampla e visivelmente comemorada pela comunidade gay na Índia, que afirmou que o julgamento ajudaria a proteger os homossexuais de constrangimento e perseguição.

Fonte: BBC Brasil, 11/12/13

National Akali Dal activists hold placards and shout slogans during a protest against an Indian court ruling to decriminalise gay sex in New Delhi on July 5, 2009
Religiões patriarcais, como sempre apostando no retrocesso

Justiça indiana confirma lei que criminaliza homossexualidade

O Supremo Tribunal da Índia confirmou nesta quarta-feira a vigência de uma lei, aprovada no período colonial, que considera a homossexualidade um crime. A corte anulou a decisão de um tribunal de Nova Délhi de 2009, que havia acabado com a criminalização das relações consentidas entre adultos do mesmo sexo, por considerar que a decisão depende do Parlamento e não da justiça.

Na sentença de 2009, o alto tribunal de Nova Délhi destacou que o artigo 377 do código penal de 1860, que considera um crime as relações homossexuais consentidas, em particular a sodomia, constitui uma "violação dos direitos fundamentais" da Constituição. Segundo o texto, a prática de "sexo contra a ordem da natureza" pode ser punida com até 10 anos de prisão. A lei data da época do domínio colonial britânico sobre a Índia.

"Legislar sobre esta questão é competência do Parlamento", afirmou o juiz G.S. Singhvi, na decisão desta quarta-feira.

A decisão de 2009 foi criticada por grupos religiosos, em particular por líderes muçulmanos e cristãos, que apresentaram um recurso ao Supremo Tribunal. O código penal vigente qualifica de "contranatural" a homossexualidade, castigada com multas e até 10 anos de prisão. Apesar de a lei quase nunca ser aplicada, as associações de defesa dos direitos dos homossexuais denunciam humilhações, intimidações e perseguição policial.

A medida chocou ativistas pelos direitos homossexuais, que esperavam que a endossasse a decisão anterior. Nos últimos anos, a Suprema Corte da Índia tem tomado decisões progressistas relacionadas aos direitos civis.
A decisão do Supremo Tribunal é totalmente inesperada. É um dia negro para a comunidade homossexual", lamentou Arvind Narayan, advogado da associação para os direitos dos homossexuais Alternative Law Forum. "Vemos isso como uma traição às mesmas pessoas que a corte deveria defender e proteger, disse.
Por comunicado, a Anistia Internacional considerou que a decisão era “um duro golpe para os direitos à igualdade, à dignidade e à vida privada de cada um”. Em Mumbai, cerca de 50 pessoas protestaram contra a lei. A comunidade homossexual permanece isolada no país.

Fonte: RFI, 11/12/2013

Presidente alemão não vai aos Jogos Olímpicos russos e agrada à comunidade LGBT internacional

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German President Joachim Gauck does not plan to attend the Olympics in Sochi, Russia, his office says.
Presidente da Alemanha, Joachim Gauck

O presidente da Alemanha, Joachim Gauck. informou ao Kremelin que não irá aos Jogos Olímpicos de Inverno, que serão realizados na Rússia em fevereiro, segundo a revista alemã "Spiegel".

A atitude foi interpretada pela mídia como um protesto pela violação dos direitos humanos do governo russo e pela opressão dos membros da oposição no país.

Vários atletas também se manifestaram contrários a uma lei aprovada pelo Parlamento russo em junho que proíbe a propaganda de relações sexuais que não sejam heterossexuais na presença de menores de idade.

Segundo a revista "Spiegel", o presidente não quer que sua ausência nos Jogos seja interpretada como uma desaprovação aos atletas alemães.

Para a chanceler alemã, Angela Merkel, o boicote aos Jogos prejudica mais os atletas do que qualquer outra pessoa. Contrária à decisão de Gauck, ela disse que o mundo vai prestar atenção na situação na Rússia durante os Jogos e isso será mais efetivo para promover mudanças do que um boicote.

Gauck, que compareceu aos jogos em Londres no ano passado, nunca fez uma visita à Rússia desde que assumiu o cargo em março de 2012. Pelo contrário, o presidente criticou as atitudes de repressão e o cerceamento de liberdades no país em várias ocasiões.

Em outubro, o presidente russo Vladimir Puttin afirmou que gays e lésbicas também poderiam aproveitar os Jogos. "Faremos tudo ao nosso alcance para garantir que os atletas, fãs e convidados nos Jogos Olímpicos se sintam confortáveis, independentemente da sua origem étnica, raça ou orientação sexual", disse.

130 casais LGBT participaram do primeiro casamento civil do gênero realizado no Rio de Janeiro

terça-feira, 10 de dezembro de 2013 0 comentários

Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade, voltada para um objeto qualquer de desejo que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe, escreveu o escritor gaúcho Caio Fernando Abreu.
A identidade de gênero é, sem dúvida, mero detalhe para as 260 pessoas que se uniram a seus respectivos pares na tarde deste domingo (8) perante a Justiça. Os 130 casais participaram do primeiro casamento civil homoafetivo realizado no Rio de Janeiro. Antes, apenas uniões estáveis entre casais gays haviam sido formalizadas no estado.

A cerimônia coletiva aconteceu no auditório Antônio Carlos Jobim, do Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro (TR-JR), no Centro. "Hoje marcamos uma vitória política", comemorou a desembargadora do TJ-RJ Cristina Gaulia. Ao afirmar que outros tribunais espalhados pelo pais ainda estão longe de tomar iniciativas semelhantes do TJ-RJ, ressaltou que o evento enfatiza o "progresso" da Justiça fluminense.
"O que se faz aqui hoje é um marco simbólico da concretização de princípios constitucionais. É muito fácil colocar na Constituição que todos são iguais perante a Lei, mas é extremamente difícil fazer isso valer na prática", acrescentou o desembargador Cláudio Dell'Orto, que compôs mesa acompanhado pela mulher, Cristiane.
Cláudio e Cristiane foram padrinhos dos 130 casais, que contaram ainda com o apadrinhamento simbólico dos atores David Pinheiro e Mariana Schunk. As juízas Rachel Chripino e Rachel Oliveira foram as celebrantes do casamento. O evento contou ainda com a participação especial da cantora Jane di Castro, que interpretou o Hino Nacional na abertura oficial da cerimônia.

Dos 130 casais que se uniram neste domingo, 89 eram de lésbicas, 40 de gays e um formado por uma transexual e um homem - este unido em relação estável há 22 anos. A maioria (48 casais) na faixa etária entre 30 e 49 anos e seis casais têm mais de 60 anos de idade. Do total de casais, 72% estão juntos há mais de quatro anos e 85% mantêm vida comum há mais de dois anos, o que configura união estável. 


Os casais

Exibindo um traje africano, Viviane Soares Lessa de Faria, 38 anos, não parava de sorrir ao lado da esposa, Joseli Cristina Lessa de Faria, 45. "Eu sonho me casar com ela desde que a conheci", disse Viviane.

Joseli fez questão de destacar que o filho Rafael, de 29 anos, é o padrinho do casal. “Ele é amigo, parceiro, companheiro. Ele chama uma de mãe branca e a outra de mãe preta e estava mais ansioso que nós duas”, disse.

O casal Flávio e Giuseppe Laricchia, de 26 e 21 anos respectivamente, é um dos mais novos entre os 130 que se casaram. Há dois anos juntos, eles são de Teresópolis, Região Serrana, e vieram sozinhos para a capital formalizar a união. “Nossos pais não vieram por falta de oportunidade, porque eles queriam muito estar aqui”, disse Flávio. Ele já havia formalizado a união estável a Giuseppe em dezembro passado, mas fizeram questão de casar. “Queríamos a garantia de direitos, entre eles os trabalhistas. Precisamos ter essa igualdade em relação aos casais heterossexuais”, disse Giuseppe.

José Barbosa Galvão, de 53 anos, que vive há 22 anos com a transexual Vanessa Alves, de 49 anos, comemorou a união e afirmou que participou da cerimônia para realizar um sonho da cônjuge. "Eu já tinha sido casado, mas ela tinha esse sonho e realizamos hoje. Já tínhamos união estável e agora conquistamos mais esse passo".

O casal Marcos da Costa e Josué dos Santos, que está junto há 12 anos, foi à cerimônia buscando o reconhecimento do Estado e os direitos que o casamento proporciona, como a facilidade de ter conta conjunta, ser dependente em plano de saúde e ter direito à herança sem a necessidade de um testamento. Para eles, o preconceito está diminuindo. "O casamento e a família são instituições importantes na vida da gente. Nunca nos separamos e criamos meu filho biológico juntos. Hoje, nosso neto está aqui".

Nilzete Ferreira, de 49 anos, confessou estar nervosa antes da cerimônia, mas feliz. "Muita coisa muda para minha esposa e minha filha a partir de amanhã. Será mais fácil ter plano de saúde e conta conjunta. Estamos muito felizes".


Com informações do G1 e A Tarde, 08/12/2013

Nelson Mandela também defendeu direitos LGBT e o casamento igualitário

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 0 comentários

Nelson Mandela (1918-2013)

Não dá para canonizar Nelson Mandela, tratá-lo como um santo, imune a erros pessoais e políticos. Impossível, contudo, para qualquer um(a) que tenha sensibilidade política, negar que ele tenha sido uma figura histórica excepcional. Seus acertos superaram em muito seus erros e, entre os acertos, figurou também o apoio aos direitos LGBT e ao casamento igualitário. Destaque para o trecho do artigo abaixo que nos recorda mais esse aspecto positivo das ações do líder sul-africano.
As contribuições de Mandela para a conciliação entre brancos e negros são muito conhecidas, mas talvez o seu incansável trabalho na luta contra a aids, seu empenho para a paz em nações em guerra e a promoção do respeito aos direitos dos homossexuais sejam menos famosos. Num continente que costumava reprimir vigorosamente gays e lésbicas, Mandela foi um vigoroso defensor da igualdade e do casamento gay e foi em razão da sua influência que a África do Sul tornou-se o quinto país no mundo a legalizar a união de pessoas do mesmo sexo.
A marca e o legado de Mandela sobrevivem em todo o mundo

Meu fato favorito sobre Nelson Mandela é que ele convidou a um dos carcereiros brancos que ajudou a mantê-lo preso por 27 anos para assistir à sua posse como presidente da África do Sul. Foi um sinal da magnanimidade, cordialidade e da total falta de ressentimento que marcaram esse homem. A história teve muitos grandes dissidentes e revolucionários, mas poucos se tornaram líderes nacionais. As qualidades que caracterizam um rebelde, ou seja, coragem, obstinação e até a irracionalidade, não tendem a produzir um grande presidente.

Mandela enfrentou muitas pressões para ser mesquinho, humilhar aqueles que o humilharam e até assassinaram seus amigos, mas resistiu a elas. Foi o homem mais notável que conheci. Ele exemplificou o serviço e o sacrifício público mais do que qualquer outra pessoa da sua geração. Era advogado com uma carreira promissora que poderia ter escolhido trabalhar dentro do sistema, mas deixou tudo de lado para lutar pelo povo do seu país. Quando foi levado a julgamento, enfrentando uma possível pena de morte, foi desafiador como sempre.

Depois, durante os 27 anos na prisão, diversas vezes foi lhe oferecida a chance de ser libertado antes do prazo. Na verdade, o governo chegou a implorar para ele aceitar a liberdade condicional, porque atrás das grades ele havia se tornado um empecilho. Mandela recusou-se aceitar propostas que não lhe dessem liberdade totalmente incondicional - o que acabou conseguindo.

Colocar seu país em primeiro lugar também significou problemas familiares, incluindo o divórcio da sua mulher Winnie. Significou confrontar antigos aliados que achavam que ele concordava com as desigualdades econômicas e raciais e cedera demais. E significou assumir apenas um mandato como presidente, para mostrar que a África do Sul seria governada pela lei e não por presidentes perpétuos. Ele deu um exemplo de governança.

Quando especialistas discutem porque a África cambaleou no período pós-independência, um fator comum citado é a frágil governança e a péssima liderança. Houve poucos exemplos brilhantes de grandes líderes na África, com exceção em Botswana. Mandela tornou-se um presidente tão bom quanto o revolucionário que lutou pela liberdade e seu exemplo foi estimulante e contagiante. Por toda a África e em todo o mundo ele foi uma inspiração de liderança e serviço público. Ele superou as expectativas e talvez não seja coincidência o fato de líderes africanos terem sido muito melhores no período pós-Mandela.

Ele também enviou uma mensagem para o resto do mundo. Quando estava na prisão e mais precisava de ajuda, o mundo se calou. Dick Cheney chegou a votar contra uma resolução no Congresso americano, em 1986, que apelava pela libertação de Mandela. Uma atitude tacanha. E somos tacanhos também quando não nos manifestamos a favor de dissidentes em países como a China e o Bahrein. Eventualmente, a liberdade prevalecerá em Pequim e no Bahrein, como ocorreu na África do Sul.

As contribuições de Mandela para a conciliação entre brancos e negros são muito conhecidas, mas talvez o seu incansável trabalho na luta contra a aids, seu empenho para a paz em nações em guerra e a promoção do respeito aos direitos dos homossexuais sejam menos famosos. Num continente que costumava reprimir vigorosamente gays e lésbicas, Mandela foi um vigoroso defensor da igualdade e do casamento gay e foi em razão da sua influência que a África do Sul tornou-se o quinto país no mundo a legalizar a união de pessoas do mesmo sexo.

Nelson Mandela foi um líder não apenas para a África do Sul, mas para o mundo. Uma figura poderosa pode ter falecido aos 95 anos. No entanto, se você viajar pelo mundo, verá sua marca, seu legado, seu espírito. Mandela vive. (Tradução de Terezinha Martino)

Fonte: Nicholas Kristof / NYT* , via O Estado de S.Paulo, 07/12/2013

Inaugurada casa Arco-Íris para a terceira idade LGBT na Suécia

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 1 comentários

Sweden opens first retirement home for gays
A casa de repouso Regnbågen (Arco-Íris) fica localizada neste prédio em Estocolmo. Foto: Olof Holdar/Micasa

No dia 22 de novembro, em Estocolmo, Suécia, foi oficialmente inaugurado o primeiro lar para a terceira idade LGBT. Conquista de uma associação cooperativa de inquilinos, a casa, chamada Regnbågen (Arco-Íris), tem 27 apartamentos, situa-se em Sandhamnsgatan (área central da cidade), e visa abrigar pessoas com idade a partir de 55 anos.

Segundo Lars Mononen, morador e vice-presidente da associação Regnbågen, a casa se destina a prover um lugar onde os integrantes da comunidade LGBT possam se sentir confortáveis numa fase mais avançada da vida.
Geralmente, não temos filhos nem muita proximidade com familiares, e, quando a gente para de trabalhar, sente falta de interação social. Em Renbågen, temos uma rede de segurança social extra e a possibilidade de integrar uma comunidade ativa. É um local onde as pessoas realmente buscam contato com os vizinhos em vez de evitá-los. 
Embora criada para atender as necessidades específicas da comunidade LGBT, Renbågen permanecerá aberta para qualquer pessoa de qualquer parte do país. Segundo o presidente da associação,  Christer Fällman:
Não queremos que vejam essa iniciativa como uma espécie de volta ao armário. Qualquer um poderá viver aqui. Será uma nova forma de integração.
Por outro lado, Mononen acredita que Renbågen não será a única casa para aposentados LGBT da Suécia por muito tempo. Segundo ele, em Gothenburg, já se está pensando em projeto similar.

Com informações de The Local, Sweeden's New in English, por David Landes, 22/11/2013

Retrospectiva das famosas que saíram do armário: de Angela Roro a Maria Gadu

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 3 comentários

Ângela Ro Ro e Maria Gadú  Foto: Reprodução

Famosas assumem cada vez mais a homossexualidade
Maria Zilda, Daniela Mercury, Maria Gadú: Veja quem já 'saiu do armário'

Dizem que as relações homossexuais entre duas mulheres são mais aceitas socialmente do que as entre dois homens. Ainda assim, sempre foi raro no meio artístico brasileiro ver celebridades lésbicas (ou bissexuais) assumirem em público sua orientação sexual. Nas décadas de 80 e 90, a cantora Ângela Ro Ro (63) costumava até brincar a certa altura de seus shows: “Vocês já sabem: eu sou a única cantora lésbica da MPB”.

Era uma forma bem-humorada de alfinetar as diversas outras divas da nossa música (que quase todos sempre souberam ser homo ou bissexuais) que nunca assumiram sua preferência por mulheres publicamente – enquanto Ângela, desde o início da carreira, nos anos 70, jamais fez segredo disso. Ela teve, inclusive, um tumultuado romance com Zizi Possi (57) (que, por sua vez, nunca gostou de falar do assunto). Mas Ângela permaneceu por tempos como um caso quase isolado de lésbica assumida – não só da música, mas das artes, em geral.

Por anos, praticamente só ela e Marina Lima (58) declaravam seu desejo por pessoas do mesmo sexo. Ao mesmo tempo, cantoras como Maria Bethânia (67), Gal Costa (68), Simone (63) e Joanna(56), quando indagadas sobre sua sexualidade, preferiam dar respostas vagas ou simplesmente não falar do assunto. Nenhum problema nisso, aliás, mas não deixa de ser estranho que essas mesmas artistas tenham transmitido, ao longo de suas longas carreiras, uma mensagem libertária em diversos níveis, inclusive o sexual...

O EXEMPLO DE CÁSSIA

Foi só na década de 90, quando Cássia Eller (1962-2001) não fazia segredo a ninguém sobre sua homossexualidade, que mais artistas lésbicas ou bi resolveram “sair do armário”. O fato de ser assumida nunca restringiu seu sucesso, ao contrário: a tornou um ícone e uma referência para outras artistas falarem publicamentede sua sexualidade.

Foi talvez graças a ela que uma cantora muito popular, comoAna Carolina (39), porexemplo, pôde ir a público e se assumir. “Sou bi. E daí?”, estampava a capa de uma famosa revista brasileira, em 2005, com uma foto de Ana Carolina. Em geral, o público recebeu a notícia sem problemas, até elogiando a coragem da cantora – muito embora alguns membros da comunidade LGBT tenham achado que a saída do armário foi pela metade (por Ana ter se assumido “bi”, e não totalmente“gay”).

Em termos de comercialização de discos, não dá para negar: houve uma queda de vendas entre o CD daquele mesmo ano e o lançado em 2006. Mas isso provavelmente não teve relação com a atitude da cantora – foi antes um reflexo da decadência do formato CD, que começou a se acentuar em meados dos anos 2000, e a um desgaste natural causado por sua superexposição do timbre de Ana naquela época (afinal, quem ainda aguentava ouvir sua voz depois de ela se esgoelar por tanto tempo nas rádios?).

HOJE EM DIA

O que se percebe hoje é que, a cada dia, mais e mais famosas resolvem assumir publicamente sua orientação sexual. Maria Gadú (26) não esconde suas namoradas de ninguém. Cláudia Jimenez(54), embora de vez em quando circule com homens que ela jura serem seus namorados, também não oculta que sai com mulheres. E Adriana Calcanhotto (48) selou união estável coma cineasta Suzana de Moraes (73), filha de Vinícius de Moraes (1913-1980).

As redes sociais têm ajudado nesse sentido. No caso mais recente de estrela que resolveu se assumir, o de Maria Zilda, foi pelo Facebook que a história ficou pública. E outro caso que mais deu o que falar, o de Daniela Mercury (48), foi revelado no Instagram. Aliás, muitos fãs nem cogitavam que a baiana não fosse heterossexual. A notícia de que ela estava apaixonada pela jornalista Malu Verçosa(37) foi divulgada pela própria cantora na rede social. Da noite para o dia, a hoje numerosa comunidade LGBT (para a qual Daniela nunca foi exatamente um ídolo) a colocou no posto de diva. E quem já era fã não a abandonou. Será que a atitude vai ter algum efeito sobre a vendagem de discos?

Seja como for, o fato de essas estrelas terem continuado a fazer sucesso mesmo após se assumirem deve continuar estimulando outras famosas a saírem do armário. Não está longe o tempo em quen ão serão mais necessários os discursos evasivos, como: “Não existe homossexualismo, heterossexualismo, bissexualismo, tudo isso é nomenclatura inventada por Freud”, como disse a atrizLúcia Veríssimo (55) à Folha de S.Paulo, em 2010. E que muitas estrelas que ajudaram milhões de pessoas a se aceitarem e terem orgulho de serem quem são poderão, elas também, falar livremente sobre si. Sem medos nem amarras.

Fonte: Revista Conta Mais / Ed. 672, por Fabio Augusto dos Santos, 10/11/2013

Ver também Quando Marina Lima assumiu Gal Costa como sua primeira transa lésbica 

Voleibol contra a homofobia no Amazonas

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 0 comentários

A final do Grand Prix de Voleibol será no dia 8 de dezembro

Grand Prix de Voleibol ganha destaque contra homofobia
A final será no dia 8 de dezembro, no Clube do Trabalhador

Manaus – O professor de educação física e jornalista Daniel Coelho Góes, de 32 anos, sempre procurou uma forma de lutar contra o preconceito em relação ao público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). Há três anos, ele formou a principal arma esportiva contra a homofobia conhecida atualmente no Amazonas: o Grand Prix de Voleibol.

Próximo do final da terceira edição do evento, o idealizador da competição falou ao D24AM sobre as dificuldades e desafios para realizar o campeonato.

O objetivo dos jogos, segundo ele, é fazer com que os atletas gays saiam dos ‘guetos’ criados para se isolarem do restante da sociedade. Para ele, os estigmas criados aumentam o medo de rejeição.

“Queremos enfrentar a homofobia por meio do esporte, tirar os preconceitos de drogados que vivem à margem da sociedade”, afirmou o professor.

Para que isso aconteça, Góes disse que o apoio da família é essencial.

Segundo ele, o aumento do número de participantes - eram 12 equipes na primeira edição, em 2011, e 14 neste ano - mostra que a aceitação tem aumentado. “Hoje em dia, as famílias dos atletas prestigiam com o maior respeito”, comentou. 

Além do Grand Prix, a equipe do professor de educação física promoveu neste ano outros eventos esportivos voltados para o público LGBT como a 2ª Copa do Mundo, Divas da Areia, 1ª Copa da Diversidade de Handebol - que já aumentou o número de inscritos em mais de 100% para a segunda edição no próximo ano - e Top Gold Star, um evento para atletas com mais de 30 anos.

“São esportes com ritmos mais apropriados, para pessoas com 30, 40 anos. Dessa forma, todos competem igualmente”, explica Góes.

A quantidade de eventos esportivos voltados para o público assim como o crescimento da procura mostra que o objetivo de Góes tem sido alcançado. O professor disse que sente a diferença de tratamento com a classe na última década.

“Vejo que a mídia já ajudou a divulgar o debate. Há dez anos, dois homens ou duas mulheres andarem na rua de mãos dadas era visto como algo abominável. Lembro que jogávamos em quadras isoladas no início, e hoje já somos capazes de realizar o campeonato no Sesi. Atualmente, tudo é visto com mais naturalidade, a única diferença é a opção sexual”, destacou. 

Final

Iniciada no dia 4 de outubro, a terceira edição do Grand Prix terá a grande final no dia 8 de dezembro, no Clube do Trabalhador. A luta pelo terceiro lugar começará às 17h, com horário marcado do jogo final para as 18h30.

Segundo Góes, os três primeiros colocados receberão troféus e medalhas personalizadas. “Além disso, o primeiro colocado receberá R$ 2 mil. Já o segundo lugar receberá R$ 1,5 mil, e o terceiro R$ 1 mil”, contou.

Fonte: D24AM, por Diego Toledano, 28/11/2013

Croatas votam contra o casamento gay em referendo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013 0 comentários

Os croatas votaram a favor de uma emenda à constituição para impedir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Os croatas votaram a favor de uma emenda à constituição para
impedir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Os croatas votaram neste domingo, 1° de dezembro de 2013, a favor de uma revisão da Constituição para impedir o casamento homossexual, em um referendo reivindicado por ongs conservadoras mas julgado discriminatório por militantes dos direitos humanos. Segundo os resultados oficiais após apuração de quase 99% dos locais de votação, 65,7% dos croatas responderam "sim" à frase perguntando se o casamento deveria ser inscrito na Constituição como "a união entre um homem e uma mulher".

Três horas antes do fechamento dos locais de votação, o índice de participação (26,75%) era bem menor do que o registrado no mesmo horário (33,79%) durante o referendo sobre a adesão da Croácia à União Europeia em 2012, e que no final da votação havia chegado a somente 43%.

Essa ex-república iugoslava de 4,2 milhões de habitantes se tornou recentemente membro da União Europeia. A Igreja católica é muito influente e apoiou a organização do referendo.

"O casamento é o fundamento da família e da sociedade. Os croatas têm o direito de dizer se para eles o casamento é a união entre um homem e uma mulher", declarou Zeljka Markic, presidente do coletivo conservador "Em nome da família", que lançou a ideia do referendo.

Korana Horvat, uma estudante de 24 anos, votou "não". "Nenhuma discriminação pode ser benéfica, ela abre o caminho para novas discriminações", disse ela.

O governo de centro-esquerda dirigido por Zoran Milanovic havia pedido nos últimos dias que os cidadãos votassem contra essa emenda.

"Esse é um referendo triste e insensato (...), espero que seja a última vez que tenhamos que organizar uma votação dessa maneira e sobre essas questões", declarou Milanovic à imprensa depois de ter votado.

"A Constituição deveria especificar quais são as questões que podem ser submetidas a referendo e quais não deveriam, que representam a intimidade da família", acrescentou ele.

Mas, para o chefe do principal partido de oposição (HDZ, direita nacionalista), Tomislav Karamarko, votar "sim" significa "proteger os valores tradicionais".

"Não se trata de ameaçar os direitos dos outros, mas de manter nosso direito de ser o que somos. Infelizmente, nós temos, para fazer isso, que introduzir na Constituição algo que é natural", disse ele.

Por sua vez, o chefe do Estado, Ivo Josipovic, notou que "a questão posta era de ordem ética e não mudaria grande coisa". "A mensagem e os resultados (da votação) devem, no entanto, ser respeitados", disse ele.

"Eu percebo que estão utilizando métodos democráticos para ameaçar valores fundamentais da democracia. É a maioria que deve lutar pelos direitos das minorias", avaliou Eugen Pusic, que milita em defesa dos direitos humanos.

A Croácia, que aderiu à União Europeia em julho, percorreu um longo caminho desde sua primeira Gay Pride, em 2002, quando os participantes do desfile haviam sido agredidos por extremistas. Desde então, a atitude em relação aos direitos dos homossexuais gradualmente melhorou.

Em 2003, a Croácia concedeu aos casais de mesmo sexo os mesmos direitos que aos heterossexuais que vivem em uma união livre, incluindo uma espécie de reconhecimento da comunhão de bens.

Fonte: RFI Português, 01/12/2013

Horóscopo de dezembro (2013)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013 0 comentários

Míriam Julie
PREVISÃO DEZEMBRO 2013

ÁRIES
21/03 a 20/04 

Você estará muito segura e com sensação de solidez. Vai enxergar a vida De uma forma mais organizada e ponderada. As pessoas com quem você convive vão notar a diferença: vão achá-la mais madura. Seu humor vai estar mais equilibrado, e você vai se sentir mais calma. Bom aspecto para consolidar Seu relacionamento com mulheres, em nível familiar, afetivo ou social.

A saúde vai passar por bons momentos. Você pode conseguir se curar de algo que a incomodava. De qualquer forma, estará com o organismo muito equilibrado. É um período de boa saúde e bom para tratamentos ginecológicos. 

TOURO
21/04 a 20/5

Você vai estar mais estável e segura de si mesma. A autoconfiança vai fazê-la se empenhar muito no trabalho, o que trará solidez e construtividade à sua carreira. As coisas correrão de forma lenta,  mas trarão maior ascensão social e profissional. Você vai se sentir  muito mais segura. Bom contato com pessoas mais velhas, que vão encará-la com mais atenção. O período é bom para compra ou venda de imóveis ou para reformas e construções. Sua saúde vai estar boa e sua resistência física aumentada. Se tiver tratamentos dentários, ósseos ou de pele e cabelos, o momento é excelente. Bom período para estudos profundos e pesquisas.

Sua vida afetiva necessita de mais atenção, se está sem ninguém, o período anuncia a entrada de uma pessoa interessante no seu caminho ligada á área profissional.
  
GÊMEOS
21/05 a 20/06

Este período vai lhe parecer uma grande provação. Você se sentirá cansada e sobrecarregada de trabalho. Evite os exageros, pois pode Acabar tendo uma estafa. Pode enfrentar problemas com pessoas de idade e ter muitas preocupações com elas. Você se tornará um poucopessimista e vai começar a enxergar tudo cinza. Tente evitar isso!

Procure também cultivar a ponderação e a paciência, que lhe serão muito úteis. Quanto à saúde, cuide-se muito, pois estará sem vitalidade e estafada. Pode ter problemas ósseos, principalmente na coluna ou nos  joelhos. Os dentes, pele e cabelos estarão enfraquecidos. Para quem tem propensão, pode ocorrer a formação de cristais ou pedras nos rins  ou vesícula. Apesar de tudo, quando acabar o aspecto, você sentirá que aprendeu muito. Sentirá necessidade de ficar isolada para reflexão, de modo a não dar muita atenção para a sua vida afetiva.

CÂNCER
21/06 a 22/07

Você estará de muito bom humor, com pensamentos otimistas e bastante autoconfiança. Mesmo tendo problemas, você enxergará tudo mais ameno e pelo lado mais positivo. Poderá ganhar mais  dinheiro, seja do próprio trabalho, seja através da sorte em  jogos. Mas cuidado, pois também estará excessivamente generosa e gastadora. Ótimo período para fechar bons negócios, assinar bons contratos e para a situação profissional em geral. 

Também é boa época para firmar relacionamentos ou se casar.  Boa fase para quem trabalha com Educação, Direito ou Línguas. Pode aparecer uma boa oportunidade de viagem. Aproveite!

Sua saúde estará boa e a vitalidade física estará mantida. A circulação sanguínea vai estar muito ativada assim como o Fígado e a digestão. Este período é muito agradável e, mesmo quenão lhe aconteçam muitas coisas boas, você terá uma sensação de bem-estar e alegria. 
  
LEÃO
23/07 a 22/08

Você estará com muita consciência moral e só vai aceitar agir dentro da lei. É um período em que você vai querer seguir a ordem estabelecida  e não admitirá transgressões. Pode encarar a vida com mais seriedade  e trabalhar bastante, mas sem perder o otimismo. 

Pode resolver assuntos financeiros e legais, mas com muita demora.  Tudo levará muito mais tempo do que você imagina. Sua saúde andará  frágil. Fique atenta para sua saúde ligada à área genital e digestão. Pode ter algum incômodo na parte de circulação, talvez tenha que rever sua dieta.

A vida amorosa tende a ficar em compasso de espera durante esse mês, alguma situação mal resolvida será trazida à tona.
  
VIRGEM
23/08 a 22/09
Estará num período feliz e de muito progresso. Pode resolver mudar algo em sua vida, e isso será muito positivo. Fase favorável aos ganhos financeiros e solução de problemas pendentes que te incomodavam. Pode conseguir ganhar mais dinheiro de uma forma repentina, em jogos ou em um bom momento nos negócios ligado a algum tipo de parceria.

Você estará muito mediúnica e interessada pelo lado espiritual da vida.  Pode confiar em suas intuições, pois elas estarão lhe revelando coisas importantes. É um bom período para praticar meditação, Yoga ou estudar filosofia. Contará com a proteção do plano espiritual; seu anjo da guarda estará zelando por você.

Sua vida amorosa passará por uma transformação positiva. É possível que se apaixone ou envolva com uma pessoa muito diferente, mas que acrescentará muito ao seu crescimento pessoal.

Período favorável para iniciar nova atividade profissional ou trabalhar paralelamente em uma atividade que sinta profunda realização. 

LIBRA
23/09 a 22/10
É um período de muito progresso. Você Pode resolver modernizar várias coisas em sua casa, para facilitar sua vida. Este será um mês cheio de mudanças positivas, principalmente em casa. As coisas acontecerão com muita rapidez e você quase não terá tempo de entender o que está acontecendo. Estará muito intuitiva e alerta, e saberá agir com rapidez e organização.

Bom para quem faz muitas viagens de avião ou mexe sempre com aparelhos eletrônicos. O convívio com mulheres, no trabalho ou na vida social, pode ser animador e positivo.

 Ficará agitada e com tendência à ansiedade, querendo mudar coisas que nem você mesmo sabe quais são. Não corra demais no trânsito; estará com muito gosto pela velocidade. 

ESCORPIÃO
23/10 a 21/11
Este trânsito é muito benéfico para quase todos os assuntos. Mesmo que você esteja com problemas, eles são amenizados por este aspecto.  Os assuntos afetivos estarão excelentes. Novos romances podem acontecer,  ou mesmo o renascimento de um relacionamento que andava meio sem graça.  Bom período também para casamentos e noivados. 

A fase também é ótima para lidar com finanças. Seus investimentos vão render bastante e pode até ganhar mais dinheiro em algum golpe de sorte.  Para quem precisa lidar com mulheres no trabalho ou na vida social, o momento é favorável. A saúde estará protegida e você se sentirá bem animada.

 Bom período para tratamentos estéticos  e assuntos artísticos. Neste período você vai sentir um efeito de solidez e construtividade. Você se torna mais séria e responsável e sente que está encarando a vida de forma mais produtiva.

SAGITÁRIO
22/11 a 21/12
Aproveite este período, pois você terá mil oportunidades!  Será um período agitado e cheio de mudanças repentinas em casa ou no trabalho. Podem surgir várias oportunidades de viagens bastante interessantes. Bom período para quem trabalha em órgãos públicos ou com administração. Seu raciocínio estará ágil e você resolverá problemas com bastante rapidez. Também saberá organizar tudo que faz com perfeição.

O tempo passará com extrema rapidez, mas será um período produtivo e de muita modernização em sua vida. Você estará otimista, mas mesmo  assim ansiosa por maior liberdade e independência em sua vida. Não tome atitudes precipitadas por causa disso. Neste período você estará particularmente intuitiva. Aproveite e dê crédito às suas intuições. Excelente para quem trabalha com em áreas relacionadas a comércio.

CAPRICÓRNIO
22/11 a 19/01
Neste período você vai sentir um efeito de solidez e construtividade.  Você se tornará mais séria e responsável e sentirá que está encarando a  vida de forma mais produtiva. É um bom período para resolver problemas imobiliários, como compra ou venda de imóveis. É bom também para aluguéis ou para reformar e ampliar sua casa.
Pode se entender melhor com pessoas de idade e até ser prestigiada por elas. Se você tem problemas ósseos, principalmente de coluna ou joelhos, pode conseguir uma boa melhora. Você tem mais ânimo para se dedicar a pesquisas ou qualquer estudo que exija muita concentração.

É um bom período para você fazer as pazes consigo mesma, tornando-se mais consciente e realista. A vida amorosa pede mudanças para que possa ter continuidade. Procure estar mais atenta à pessoa amada.

AQUÁRIO
20/01 a 18/02
Este é um período que vai exigir de você muita calma e paciência.  Vão acontecer mudanças bruscas em sua vida que a deixarão preocupada  e agitada. É um período em que você age de forma turbulenta e impensada. 

Está sujeita a rupturas e brigas em casa ou entre amigos, por isso, pondere bem antes de se envolver em um conflito desnecessário. Você vai ansiar muito por maior liberdade e independência, mas não vai saber esperar o momento certo para agir. Estará cheia de ideias, mas não saberá usá-las de forma positiva.

Procure descansar e ter momentos de paz, senão será uma candidata à estafa.  Procure ter mais cuidado ao lidar com a pessoa amada, ela poderá estar mais sensível á sua falta de atenção ou frieza.

PEIXES
19/02 a 20/03
Este mês você se sentirá com bastante ânimo e disposição. Dá bem-estar e alegria de viver. Em compensação, você ficará com um apetite exagerado e acabará engordando. A vida social e a popularidade melhoram e você recebe muitos convites para festas e passeios. Em casa, passa por momentos felizes e o convívio familiar será positivo  e benéfico. Está com sorte para jogos ou para receber mais dinheiro no trabalho.

 O convívio com mulheres, da família ou não, estará beneficiado.  A saúde estará favorecida e podem nascer crianças novas na família.  Neste período pode se reencontrar com seu passado. Revê amigos de infância ou visita seu lugar de origem. Essas lembranças vão ser positivas e lhe  trarão alegrias. Sua vida amorosa floresce nesse mês, permitindo que vivencie sentimentos profundos pela pessoa amada. Terá momentos muito agradáveis e românticos ao lado da pessoa amada. Aproveite para fazer uma surpresa especial ou cumprir uma promessa a muito adiada.

Miriam Julie é astróloga humanista, terapeuta holística, taróloga e numeróloga há 28 anos e mantém, desde 2004, as previsões astrológicas anuais e mensais, entre outras, do site da Um Outro Olhar. Formada como Terapeuta Corporal no Centro Metamorfose, utiliza o Método Deva Nishok de Massagem Tântrica para proporcionar estados alterados de Percepção e Consciência através das técnicas de Terapêutica Tântrica : Sensitive Massagem, Êxtase Total Massagem, Yoni e Lingam Massagem, G-Spot e P-Spot Massagem.

Para consultas online ou pedidos de mapa astral, combinação de mapas, previsões, entrar em contato com miriam-zen@umoutroolhar.com.br 

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